Fundação Biblioteca Nacional lamenta morte de Ariano Suassuna

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É com grande pesar que a Fundação Biblioteca Nacional comunica a morte de Ariano Suassuna, que faleceu ontem aos 87 anos de idade. Ariano foi um dos maiores representantes da formação intelectual do Brasil, sendo um dos autores responsáveis por retratar a essência da brasilidade.

Nascido na Paraíba em 1927, a escrita de Suassuna baseia-se na sua formação e paixão pelo sertão, de onde só sairia em 1942 para estudar no Recife. Em 1947 escreve sua primeira peça, “Mulher Vestida de Sol”. Nos anos seguintes são montadas as peças “Cantam as Harpias do Sião” e “Os Homens São de Barro”.
Em 1950, recebe o Prêmio Martins Pena pelo “Auto de João da Cruz”. Entre suas obras mais conhecidas estão “A Farsa da Boa Preguiça” (1974), “O Casamento Suspeitoso” (1961) e “A História do Amor de Fernando e Isaura” (1956).

As obras de Ariano Suassuna retratam a vida, as aventuras e a religiosidade dos sertanejos, contadas através de elementos que dialogam entre a fantasia e a tradicional literatura de cordel.

Além de escritor de renome, suas peças tiveram adaptações para o cinema e televisão, como a já sacramentada “O Auto da Compadecida” (1950). Ariano fundou o Conselho Federal de Cultura, foi diretor do departamento de cultura da Universidade Federal de Pernambuco e doutor pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Desde 1990 era ocupante da cadeira 35 na Academia Brasileira de Letras.

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