Concurso para prédio da Biblioteca Nacional tem abrangência nacional

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A Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região Portuária do Rio de Janeiro (CDURP) e a Fundação Biblioteca Nacional (FBN) lançaram, nessa terça-feira, o Concurso Anexo da Biblioteca Nacional, em cerimônia realizada na sede do Departamento Rio de Janeiro do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-RJ).

Com organização do Instituto, a competição terá abrangência nacional e vai escolher a melhor proposta de reforma da antiga Estação de Expurgo de Grãos do Ministério da Agricultura, que funciona como anexo da FBN. O edital do concurso será publicado no dia 5 de setembro. O documento estará disponível no site http://www.concursoanexobn.iabrj.org.br, onde serão feitas as inscrições.

Após as obras de intervenção no prédio, a Fundação Biblioteca Nacional vai transferir toda a sua imensa coleção de periódicos, com exemplares que remontam ao século XIX e alguns títulos raros, revistas e algumas publicações variadas para o antigo prédio do Ministério da Agricultura. Parte da área técnica da instituição também será deslocada para a região portuária. Com a reforma, a edificação deverá atingir uma área de 30 mil metros quadrados.

Na cerimônia desta terça, estiveram presentes o presidente da CDURP, Alberto Silva, que representou o prefeito do Rio, Eduardo Paes; o presidente da FBN, Renato Lessa, que representou a ministra da Cultura, Marta Suplicy; e os presidentes do IAB-RJ, Pedro da Luz Moreira, e do IAB Nacional, Sérgio Magalhães.

Segundo o presidente da FBN, a decisão de promover um concurso público nacional de arquitetura, em parceria com a CDURP e o IAB-RJ, adere à ideia de construção de uma cidade mais democrática. “A aproximação da FBN e do IAB-RJ não foi algo ocasional. Ambas são instituições culturais importantes no país. Por isso, esse encontro faz todo o sentido. A Biblioteca Nacional se orgulha de fazer parte desse processo de democratização da cidade. O estabelecimento desse novo centro cultural na Região Portuária representa uma oportunidade para a cidade do Rio de Janeiro e para a Biblioteca”, afirmou Renato Lessa.

Na avaliação do presidente da CDURP, o estabelecimento do novo braço da Biblioteca Nacional no Porto Maravilha demostra o vigor cultural do Rio de Janeiro. “A abertura da frente marítima, com a demolição da Perimetral, a construção do Museu de Arte do Rio e do Museu do Amanhã e a criação do circuito histórico e arqueológico da herança africana, junto com a Fábrica de Espetáculos, um presente da Fundação Theatro Municipal, que ocupará o antigo armazém da empresa Paranapanema Metais, criam uma extensão cultural que vai ganhando corpo e relevância a cada dia”, explicou Alberto Silva.

Além do valor cultural, o lançamento do Concurso Anexo da Biblioteca Nacional promoverá uma aproximação do carioca com a frente marítima da Baía de Guanabara. “A Baía é um dos elementos mais importantes do Rio. A revitalização do prédio anexo da Biblioteca Nacional e a liberação da frente marítima da Região Portuária permitirão acompanharmos de forma efetiva uma das questões mais importantes para a região metropolitana do Rio, a despoluição da Baía de Guanabara”, explicou Pedro da Luz.

De acordo com o presidente do IAB, a aproximação da Fundação Biblioteca Nacional, do Ministério da Cultura, da Prefeitura do Rio e do IAB possibilitou, há três semanas, o lançamento do Concurso Internacional de Arquitetura para o Parque Nelson Mandela e para o Museu da Cultura Afrodescendente, em Durban, na África do Sul, com as presenças do embaixador do Brasil na África do Sul, Pedro Luiz Carneiro de Mendonça, e do presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Ângelo Oswaldo, na condição de representante do Minc.

“O lançamento do concurso em Durban, na África do Sul, ajudou o Brasil a vencer a concorrência para sediar o Congresso Mundial da UIA de 2020. Esse fato, aliado a outro conjunto de demonstrações, como o assento que os arquitetos passaram a ocupar no Ministério da Cultura, tornou possível a conquista brasileira, que derrotou dois fortes candidatos: Paris e Melbourne”, disse Sérgio Magalhães.

Repositório legal de todo o patrimônio bibliográfico produzido em território nacional, o histórico prédio da sede da Fundação Biblioteca Nacional, localizado na Cinelândia, não tem mais capacidade física para abrigar seu crescente acervo. Na década de 1980, a Biblioteca recebeu o prédio da antiga Estação de Expurgo de Grãos do Ministério da Agricultura para ampliar a sua área de armazenamento, mas a capacidade atual está no limite.

Fonte: IAB

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