Concurso selecionará projeto para a reforma do anexo da Biblioteca Nacional

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A Fundação Biblioteca Nacional (FBN) e a Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região Portuária (CDURP) lançaram, na noite de terça-feira (26), na sede do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), no Rio, um concurso de arquitetura para reformar o prédio anexo da biblioteca, localizado na região portuária do Rio de Janeiro. Organizado pelo IAB, a competição, de âmbito nacional, selecionará a melhor proposta de intervenção no imóvel, antiga estação de expurgo de grãos do Ministério da Agricultura desativada e doada à FBN na década de 1980.

“A Biblioteca Nacional é a instituição cultural mais antiga do país”, observa Renato Lessa, presidente da FBN. “É tão importante que, quando o Brasil decretou sua independência, resolveu não devolver a biblioteca a Portugal: nós compramos o que havia ficado aqui”, acrescenta, lembrando que a reforma do anexo deixará como legado um auditório e uma biblioteca aberta ao público, entre outras instalações com fins culturais. “A principal função da sede é arquivar e resguardar livros e documentos. Com a reforma do prédio no Porto, vamos poder emprestar livros para visitantes e pesquisadores, por exemplo”.

A requalificação da construção acrescentará 12 mil metros quadrados de área útil ao prédio. Permitirá também levar os setores de microrreprodução e digitalização, conservação e restauro, data center e BNDigital, registro de livros e direitos autorais para o Porto, desafogando a sede da instituição, que já chegou ao limite. “Isso faz parte da redemocratização através da cultura. A Biblioteca vai voltar a ‘conversar’ com a cidade”, ressalta Lessa.

O presidente da CDURP, Alberto Silva, observa que as intervenções urbanas criarão um boulevard com uma coleção ímpar de equipamentos culturais. “Começa no Museu Histórico Nacional numa ponta e termina no anexo da Biblioteca Nacional na outra, passando por Centro Cultural Banco do Brasil, Centro Cultural dos Correios e Casa França-Brasil, entre outros”.

Já o presidente do IAB, Sergio Magalhães, destaca que esse “calçadão cultural” reaproximará o carioca da Baía de Guanabara: “É crucial que os habitantes do Rio voltem a conviver com a Baía”.


Por:
Jefferson Lessa
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura
http://www.cultura.gov.br/
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