FBN I Perfil – João Marques Lopes e a literatura brasileira em Portugal

Pesquisador  da Fundação Biblioteca Nacional em sistema de residência pelo Programa Nacional de Apoio a Pesquisa (PNAP-R), João Marques  Lopes desenvolve  um trabalho acerca da recepção de Lima Barreto em Portugal. Tomando como referência fundamental o espólio do escritor guardado na Divisão de Manuscritos  da Fundação Biblioteca Nacional, o trabalho tem por objetivo reconstituir a história e as redes de sociabilidade literária dessa recepção durante o tempo de vida do autor carioca.

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Esta investigação vem na sequência de projetos anteriores do pesquisador sobre a recepção da literatura brasileira em Portugal. Seu doutorado se centrou na recepção do romance brasileiro do século XX na revista Colóquio-Letras durante o período de 1971 a 1996. Em projeto de pós-doutorado apresentado na Escola São Paulo de Estudos Avançados (2012),  explorou a temática das “Mãos que se tocam, testemunham e escrevem: os escritores brasileiros do pré-modernismo nos espólios literários em Portugal (1900-1922”. Na curadoria da Exposição “Jorge Amado e o Neorrealismo Português”, que esteve patente no Museu do Neo-Realismo (Vila Franca de Xira, Portugal), entre 20 de outubro de 2012 e 10 de março de 2013, prosseguiu o seu interesse na acolhida da literatura brasileira em Portugal e em espólios literários.

João Marques Lopes é doutorado em Literatura Brasileira pela Faculdade de Letras de Lisboa, tendo sido orientado pela Professora Vânia Pinheiro Chaves da mesma Faculdade e pelo Professor Paulo de Medeiros da Universidade de Utrecht. Lecionou Literaturas Lusófonas na Universidade de Oslo e está como pesquisador integrado no CLEPUL (Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa). Publicou vários textos e artigos em revistas e outras publicações acadêmicas, bem como biografias de escritores portugueses, entre as quais a de José Saramago (editada em Portugal e no Brasil, em 2010).

Na Fundação Biblioteca Nacional, João Marques Lopes visa não só identificar e interpretar materiais privados e (in)éditos do acervo de Lima Barreto que possam ajudar à compreensão do acolhimento público e particular do autor carioca nos meios literários portugueses do primeiro quartel do século XX, mas também chegar ao entendimento da própria postura do escritor face a tal acolhimento no outro lado do Atlântico.

Além disso, este trabalho pretende contribuir para o estudo das relações luso-brasileiras do período  pré-modernista, notadamente pela busca de um campo ou sistema de recepção, quer público, quer privado, da Literatura Brasileira em Portugal durante essa época.

Esta pesquisa tem desdobramentos no acervo geral da Fundação Biblioteca Nacional e complementaridades em arquivos literários em Portugal ou noutros acervos cariocas. Até agora, e dentro da lógica de complementaridade do acervo da Fundação Biblioteca Nacional e de materiais existentes em instituições portuguesas, a pesquisa permitiu o conhecimento mais amplo e profundo de documentação que comprova relações de Lima Barreto com Fidelino de Figueiredo, Carlos Malheiros Dias e a revista portuense “A Águia”.

Para conhecer melhor o acervo de Lima Barreto à guarda da Fundação Biblioteca Nacional, acesse http://www.bn.br/acervo/manuscritos.

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