FBN I Dia 02 de abril – Dia Internacional do Livro infanto-juvenil

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Hoje é Dia Internacional do Livro Infanto-juvenil, data escolhida para homenagear o aniversário de nascimento de Hans Christian Andersen. E com justiça, pois o escritor dinamarquês nos transmitiu um legado de centenas de páginas maravilhosas, boa parte das quais destinadas às crianças.

Ao contrário de Charles Perrault e dos irmãos Jacob e Wilhelm Grimm, Andersen (1805-1875) provinha de uma família humilde. Seu pai, embora pouco instruído, gostava de ler, e parece ter sido ele que inculcou no filho o gosto pela literatura, através de obras como “As Mil e Uma Noites”. O jovem Hans, porém, cedo ficou órfão de pai e passou por várias dificuldades, incluindo a passagem por uma escola onde, a pretexto de formar seu caráter, o mestre não apenas o humilhou como o desencorajou a escrever.

Mais tarde, Andersen não apenas relataria esses anos sombrios numa autobiografia – publicada em 1832 – mas também usaria suas lembranças para escrever os mais belos e sensíveis dentre seus contos. Neles, muitas vezes, coisas más acontecem a seres puros e bons como “O Patinho Feio”, a “Pequena Sereia” e “A Pequena Vendedora de Fósforos”. Essas histórias comoventes costumam levar seus leitores às lágrimas, mas muitos críticos as consideram fascinantes, impregnadas de uma força redentora que compensa os sofrimentos do herói/heroína.

Em 1830, Andersen já declarava sua intenção de publicar um ciclo de contos populares dinamarqueses, e em 1835, após um pequeno livro chamado “Contos Contados para Crianças”, tinha três volumes de contos de fadas no prelo. Nessa época, seus contos, embora criticados pela imprensa, já eram bastante lidos pelo público infantil, e em Weimar e Londres ele alcançou o sucesso que não tivera na Dinamarca.

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Também ao contrário de Perrault e dos Grimm, Andersen reivindicava a autoria de seus contos, embora admitisse que alguns eram inspirados pelas histórias que ouvira na infância. De fato, embora os estudiosos tenham apontado o eco de contos populares em sua obra, elas não são versões escritas de narrativas tradicionais. Ainda assim, ele é considerado como um dos principais nomes do conto de fadas, não o canônico – que deveria ser anônimo e não autoral – mas o literário, no qual os motivos e narrativas universais são retomados e transformados pelo gênio e pela criatividade do artista.

No Brasil, além da data de hoje, temos o Dia Nacional do Livro Infantil, comemorado a 18 de abril, que marca a data de nascimento de Monteiro Lobato (1882 – 1948). Além de criar o inesquecível universo que é o sítio do Picapau Amarelo, o autor paulista foi responsável por traduzir e editar clássicos da literatura mundial, como “Alice no País das Maravilhas”, de Lewis Carroll, “Robin Hood”, adaptado a partir de várias versões, e até mesmo os contos de fadas dos Grimm e de Andersen, que dessa forma chegaram às mãos – e aos corações – de muitas crianças brasileiras.

Em 2014, durante a Feira do Livro de Bolonha para Crianças e Jovens, onde o Brasil foi o país homenageado, o brasileiro Roger Mello foi agraciado com o Prêmio Hans Christian Andersen-2014  na categoria ilustrador, primeira vez  que o prêmio foi concedido a um ilustrador latino-americano. Duas brasileiras já haviam recebido o mesmo prêmio, na categoria escritor: Lygia Bojunga, em 1982 e Ana Maria Machado, em 2000.

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Uma resposta to “FBN I Dia 02 de abril – Dia Internacional do Livro infanto-juvenil”

  1. Lanchinho da Meia-Noite Says:

    Republicou isso em Lanchinho da Meia-Noite.

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