FBN I Perfil – Um guia que abre as portas para o universo do livro e o hábito da leitura

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Nas visitas orientadas que conduz na Biblioteca Nacional, o guia Max Paulo Silveira procura ambientar o visitante no universo do livro e derrubar as barreiras que possam intimidar os potenciais leitores. Seu objetivo é incentivar a leitura e mostrar que esse hábito não é só para intelectuais, mas para todos.

Formado em Relações Internacionais e Filosofia, fluente em inglês, francês e espanhol, o carioca Max Paulo Silveira, 28 anos, pai do recém-nascido Pedro Caetano, é guia das visitas orientadas na Biblioteca Nacional (BN) há um ano e meio. Desde seu início como estagiário, em dezembro de 2013, até hoje, usa suas horas livres na BN para pesquisar sobre a instituição e inserir curiosidades nas conversas com os visitantes.

“Mais do que mostrar o imponente edifício, seus vitrais, mobiliário original e estruturas em bronze, procuro aproximar as pessoas dos livros e explicar como está dividido e organizado o acervo. Muitos visitantes estão entrando pela primeira vez em uma biblioteca, outros vêm achando que é um museu. Acredito que esta seja uma excelente oportunidade para formar novos leitores. E, realmente, o acesso à BN surpreende, gera empolgação e motivação para voltar e recomendar a visita a outras pessoas”, conta Max.

Antes de guiar as visitas orientadas, Max já frequentava os salões da BN, onde lia e estudava, principalmente entre 2010 e 2012. “Era uma forma de baratear a leitura, diante de livros tão caros”, observa. “Hoje, conduzo pessoas do mundo inteiro por estes mesmos salões e percebo que a maioria dos cariocas só vem para trazer amigos e parentes, pois nunca teve a ideia, ou a curiosidade, de aproveitar o espaço de estudo e leitura que a BN oferece”, comenta.

Uma das atividades de Divisão de Difusão Cultural, a visita orientada, com cerca de uma hora de duração, movimenta a BN, recebendo de dois a três mil visitantes por mês. Realizada de segunda a sexta-feira, em três horários, às 11h e às 15h (em português) e às 13h (em inglês), o “passeio” pelo interior da BN impressiona, não só pela grandiosidade das dependências e do acervo, mas pela história da instituição, que começa com a Real Biblioteca em Portugal, antes mesmo de os livros chegarem ao Brasil.

“Uma visita nunca é igual à outra, pois depende sempre do interesse de cada grupo. As perguntas que surgem já me fizeram falar sobre ‘os efeitos químicos da tinta ferrogálica sobre o papel trapo’ e também já despertaram o gosto pela leitura a ponto de um visitante afirmar que ‘iria daqui direto para uma livraria fazer compras’”, relata Max Paulo com entusiasmo.

Além de sua ocupação na BN, Max é pesquisador e publica artigos sobre Filosofia, matéria que pretende lecionar. Para ele, a maior dificuldade do trabalho de guia é fomentar a leitura em um país onde esse hábito não é desenvolvido. “Mas eu insisto e digo que nenhum leitor pode desistir na primeira tentativa, cada um tem que procurar um livro que tenha o ritmo da sua cabeça. Como diz o jornalista e escritor uruguaio Eduardo Galeano, ‘o importante da utopia é seguir caminhando’, o conhecimento nunca tem fim, é sempre um meio para seguir caminhando, a leitura é uma tentativa de sobrevivência”, acredita Max.
saiba mais sobre a visita orientada na BN: http://bn.br/servico/visita

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