Seminaristas visitam a Biblioteca Nacional e assistem aula sobre Bíblias raras

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Cerca de 20 alunos do Seminário Arquidiocesano São José de Niterói participaram, no último dia 19 de junho, da “mostra/aula” ministrada por Maria Olívia de Quadros Saraiva, pesquisadora doutora, bolsista do Programa Nacional de Apoio a Pesquisadores Residentes (PNAP-R) e professora de História da Igreja do Instituto Filosófico e Teológico do Seminário Arquidiocesano São José de Niterói.

De acordo com a pesquisadora, a seleção das obras para a aula foi uma “busca arqueológica, uma verdadeira escavação”. Os critérios utilizados foram raridade e curiosidade (religiosa e doutrinária). Dois livros “de cofre” fizeram parte da mostra: a Gramática raríssima do Padre José de Anchieta (século XVI) e a Bíblia de Mogúncia (século XV), o incunábulo mais precioso da Biblioteca Nacional.

Entre os títulos analisados estavam:

  • três bíblias latinas dos anos de 1481, 1484 e 1590 (todas elas trazendo o texto da “vulgata” de São Jerônimo), sendo a de 1484, citada nos mais importantes catálogos de incunábulos do mundo;
  • a bíblia Complutense Poliglota, a primeira edição do Novo Testamento grego a ser preparada para impressão, embora estivesse pronta em 1514, foi dada ao público só em 1522;
  • a 1ª edição de Erasmo (1516) do Novo Testamento, diagramado em duas colunas, sendo a primeira em grego e a segunda na versão latina, feita pelo próprio (a Biblioteca possui ainda a quarta 4ª edição de Erasmo, de 1527, que traz também o texto da “vulgata”, numa terceira coluna);
  • a bíblia hebraica de Daniel Bomberg, com texto em disposição inversa;
  • a bíblia poliglota de Antuérpia (ou a Bíblia de Plantin, o renomado impressor do século XVI), com o texto completo em hebraico, grego, aramaico e latim;
  • a bíblia alemã católica de 1692, que tem a particularidade de ter sido editada a partir da tradução de Lutero;
  • e a bíblia traduzida por João Ferreira de Almeida no século XVI, a primeira versão impressa em língua portuguesa. Embora não se trate da primeira edição, o exemplar possui encadernação imperial e pertencia a Dom Pedro II.

A aula foi um sucesso e entusiasmou os alunos seminaristas, como relata a professora Olívia: “Eles adoraram: tiveram contato com documentos de valor histórico inestimável, produzidos nos primórdios da imprensa, nos séculos XV e XVI, justamente o período da história da Igreja que estou estudando com eles, incluindo o final da Idade Média, o Renascimento e o mundo moderno.”

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