FBN I Coleções – Thereza Christina Maria

O conjunto de aproximadamente 100 mil obras foi doado pelo imperador D. Pedro II em 1891 e, a seu pedido, denominado “Collecção D. Thereza Christina Maria”. É a maior doação já recebida pela Biblioteca Nacional e reúne livros, publicações seriadas, mapas, partituras, desenhos, estampas, fotografias, litografias e outros documentos impressos e manuscritos.

Princesa da Casa de Nápoles, irmã do Rei das Duas Sicílias, escolhida por razões diplomáticas para ser a terceira imperatriz do Brasil, mulher de D. Pedro II, Teresa Christina Maria chega ao Rio de Janeiro no dia 3 de setembro de 1843, depois de um casamento por procuração no Reino de Nápoles. Assim passa imediatamente a exercer seu papel de esposa, mãe e imperatriz.

Dividida entre a dedicação ao marido e os filhos e seus compromissos como mulher do Imperador, sempre se portou conforme o papel que desempenhava: Educada e discreta, silenciosa e paciente, sábia e bondosa. Em todas as oportunidades figurava ao lado do Imperador: nas solenidades magnas, nas funções religiosas, nos sofrimentos da guerra, nas visitas a rincões distantes, nas vibrações patrióticas, em todos os bons e maus momentos do império, ela se esteve presente.

A Collecção D. Thereza Christina Maria consistia de uma vasta gama de documentos, das mais diferentes tipologias. Segundo Lygia Cunha, no “Resumo historico”, publicado no vol. 19 dos Anais da Biblioteca Nacional, lê- se: “approximadamente pode-se calcular que a Bibliotheca Nacional recolheu 48.236 volumes encadernados, e innumeras brochuras, sem levar em linha de conta folhetos avulsos, fascículos de variadíssimas revistas litterarias e scientificas, estampas em collecções e avulsas, musicas esparsas e em collecção, mais de mil mappas geographicos impressos e manuscriptos e 13 quadros emoldurados de mappas de paizes da Europa, em relevo”. Registra ainda: “Desde que a Bibliotheca existe é esta a dadiva mais avultada e farta que recebe, encerrando importantíssimas obras sobre todos os ramos do saber humano, a que dão um cunho especial, que lhes augmenta o apreço, as dedicatórias autographas de auctores, em elevadíssimo numero”.

Nesse legado havia uma enorme quantidade de fotografias, avulsas e em álbuns; referentes ao Brasil e a países estrangeiros; registrando viagens oficiais do staff do império do Brasil, fatos, paisagens, acontecimentos históricos; fotografias de muitas partes do Brasil; recebidas por doação durante as viagens que empreendeu ou ainda as que adquiria dos fotógrafos itinerantes. Muito da constituição desse acervo fotográfico se deve ao espírito inquieto e indagativo do Imperador, que buscava constantemente se enriquecer e se atualizar, estando em dia com os acontecimentos e descobertas que então aconteciam na Europa. Aos quatorze anos de idade, D. Pedro, adquire um daguerreótipo pela quantia de 250 mil réis, e desde então, o jovem futuro monarca se torna um incentivador da fotografia, tomando lições com August Morand, um americano que em 1842 passa seis meses no Rio. (fonte:BnDigital)

Leia mais e acesse a coleção:

http://bit.ly/1VF1OtT

#FBNnamidia

#fundacaobibliotecanacional

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: