Biblioteca Nacional – Jogos Olímpicos Rio 2016 – Tiro esportivo

Foto: Jornal Fon-Fon - 07/08/1920 pag.32

Guilherme Paraense – Jornal Fon-Fon – 07/08/1920 pag.32

“Como esporte, o tiro se misturou muito com a prática militar, que pode ser considerada a origem da modalidade. As linhas de tiro utilizadas nos combates serviram como modelo para as primeiras competições, com disputas nas posições deitado, de joelhos e em pé. Em 1867, surgiu o Campo de Instrução de Chalôns, na França, onde foi realizada uma prova de tiro ao alvo com fuzis.

Além dos militares, os clubes de caça também deram sua contribuição para a criação do tiro esportivo. A atividade dos caçadores inspirou inclusive algumas das provas que existem atualmente, como skeet e fosso.

O tiro esportivo esteve presente nos Jogos Olímpicos desde a primeira edição, em 1896. Em 1920, na Antuérpia, o tiro esportivo foi responsável pela conquista das três única medalhas Brasileira, sendo uma de ouro, uma de prata e outra de bronze”. (Fonte: http://www.brasil2016.gov.br)

O ouro em Antuérpia foi comemorado pelos amantes do esporte e rendeu matéria de primeira página no periódico maranhense “O Jornal”, que no dia 7 de agosto de 1920 trazia a seguinte manchete:

“O Brasil nas Olimpíadas – Um campeão brazileiro.

Telegramas da Bélgica dizem que o boletim oficial do Comitê Olímpico proclama o sr. Guilherme Paraense campeão mundial de tiro de revolver, obtendo 274…”

Sobre o mesmo tema, o periódico Fon-Fon, na edição de número 32, publicava: “O Brasil, que no último campeonato sul-americano, já levantára as victorias de natação, water-polo e foot-ball, ao entrar nas Olympíadas de Antuérpia, acaba de alcançar duas grandes victorias mundiaes, levando o 1º lugar no tiro de revolver, com o Tenente Guilherme Paraense…, e o segundo lugar nas provas de pistola onde o Dr. Afrânio Costa, chefe da nossa delegação de tiro (no medalhão) obteve 489 pontos, num total de 500, tendo só uma diferença de 7 para o 1º…”

Militar do exército brasileiro, com a patente de tenente, venceu a prova de pistola rápida,  acertando a mosca na prova de desempate, conquistando a primeira medalha de ouro olímpica brasileira, em 3 de agosto de 1920, e foi medalha de bronze por equipe na prova de pistola livre.

Morreu aos 83 anos no Rio de Janeiro em 1968, pouco conhecido no Brasil foi homenageado no meio militar que batizou com  seu nome, no polígono de tiro da Academia Militar das Agulhas Negras, na cidade de Resende, no Rio de Janeiro.

Leia a matéria do “O Jornal”:

http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=720593&PagFis=5544

Leia a matéria do Fon-Fon:

http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=259063&PagFis=36864

Assista o vídeo disponibilizado no portal oficial dos jogos olímpicos sobre a conquista do ouro no tiro:

http://www.brasil2016.gov.br/pt-br/videos/serie-brasil-de-ouro-guilherme-paraense

Conheça mais sobre as Olimpíadas da Antuérpia: 

http://www.brasil2016.gov.br/pt-br/olimpiadas/as-edicoes/antuerpia1920

Entenda a modalidade “Tiro Esportivo”:

http://www.brasil2016.gov.br/pt-br/olimpiadas/modalidades/tiro-esportivo

Foto: Guilherme Paraense (fonte: http://www.brasil2016.gov.br/)

Foto: Guilherme Paraense (fonte: http://www.brasil2016.gov.br/)

 

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