FBN – História – 25 de agosto de 1803, nasce Luís Alves de Lima e Silva – Duque de Caxias

Luiz Alves de Lima e Silva : Duque de Caxias, Marechal do exercito, Senador, Ministro do Estado, General invicto , Heroe da guerra do Paraguay – Rio de Janeiro : Livraria de J. G. de Azevedo, [18–]. Acervo: FBN

Luiz Alves de Lima e Silva : Duque de Caxias, Marechal do exercito, Senador, Ministro do Estado, General invicto , Heroe da guerra do Paraguay – Rio de Janeiro : Livraria de J. G. de Azevedo, [18–].
Acervo: FBN

Filho de Francisco de Lima e Silva (comandante da expedição militar contra a confederação do Equador), aos cinco anos de idade, recebeu o título de Cadete da 1ª Classe, no 1° Regimento de Infantaria de Linha do Rio de Janeiro. Cursou a Academia Real Militar entre 1818 e 1821. Em 1823, o Batalhão do Imperador, do qual fazia parte, foi destacado para a Bahia, onde pacificaria  um movimento contra a independência, comandado pelo General Madeira de Melo. Em 1825, junto com o Batalhão do Imperador, participou da campanha da Cisplatina. Em 1837, já promovido a tenente-coronel, Caxias é escolhido para pacificar a província do Maranhão, onde havia iniciado o movimento da Balaiada. Em 1839, é promovido a coronel e nomeado presidente da província do Maranhão e Comandante Geral das forças em operações.

Em 1841, em atenção aos serviços prestados na pacificação do Maranhão, foi-lhe conferido o título nobiliárquico de Barão de Caxias. É promovido a brigadeiro e eleito deputado à assembléia legislativa pela província do Maranhão. Já em março de 1842, é investido no cargo de Comandante das Armas da Corte. Em maio de 1842, o Partido Liberal iniciou um levante na província de São Paulo. O brigadeiro Lima e Silva é nomeado comandante-chefe das forças em operações na província e seu vice-presidente. Cumprida a missão em pouco mais de um mês, o governo nomeia Caxias comandante do exército pacificador em Minas Gerais. Já no início do mês de setembro, a revolta estava abafada e a província, pacificada. No sul do império, a Guerra dos Farrapos persistia, mais de dez presidentes de província e generais se haviam sucedido desde o início da luta, sempre sem êxito. Em 1842, o governo imperial nomeou Caxias comandante-chefe do Exército em operações e presidente da província do Rio Grande do Sul. Em 1° de março de 1845, é assinada a paz de Ponche Verde, dando fim à Revolução Farroupilha. Caxias é proclamado não só Conselheiro da Paz, como também “O Pacificador do Brasil”.

Em 1845, Caxias é efetivado no posto de marechal-de-campo e elevado a conde. Em seguida, foi indicado pelo Rio Grande para senador do império. Em junho de 1851 foi nomeado presidente do Rio Grande e comandante-chefe do Exército do Sul. Sua principal missão era a de preparar o Império para uma luta nas fronteiras dos pampas gaúchos. Em setembro de 1851, Caxias adentra o Uruguai, batendo as tropas do presidente uruguaio Manuel Oribe e diminuindo as tensões que existiam naquela parte da fronteira. Em 1852, é promovido ao posto de tenente-general e recebe a elevação ao título Marquês de Caxias.
Em 1853, passa a tomar parte direta na elevada administração do Estado e, em 1855, é investido do cargo de ministro da guerra. Em 1857, por moléstia do Marquês de Paraná, assume a presidência do Conselho de Ministros do Império, cargo que voltaria a ocupar, em 1861, cumulativamente com o de ministro da guerra. Em 1862, foi graduado marechal-do-exército, assumindo novamente a função de senador no ano de 1863.

Em 1865, tem início a Guerra da Tríplice Aliança, reunindo Brasil, Argentina e Uruguai contra as forças paraguaias de Solano López. Em 1866, Caxias é nomeado comandante-chefe das forças do império em operações contra o Paraguai, mesma época em que é efetivado marechal-do-exército. Em janeiro de 1869, Caxias dá por encerrada sua participação na guerra com a tomada Assunção, capital do Paraguai. Caxias tem seu título nobiliárquico elevado a duque, mercê de seus relevantes serviços prestados na guerra contra o Paraguai. Caxias foi o único Duque brasileiro.

Em 1875, pela terceira vez, é nomeado Ministro da Guerra e presidente do Conselho de Ministros. Caxias ainda participaria de fatos marcantes da história do Brasil, como a “Questão Religiosa”, o afastamento de Dom Pedro II e a regência da Princesa Isabel. No dia 7 de maio de 1880, morre o Duque de Caxias.

Saiba mais sobre Luiz Alves de Lima e Silva no Dossiê Guerra do Paraguai disponível na BNDigital: http://bndigital.bn.br/dossies/guerra-do-paraguai/?sub=contexto-historico%2F

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