FBN | Série Documentos Literários – Joel Rufino dos Santos

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No âmbito das comemorações do Mês da Consciência Negra, a Série Documentos Literários, colaboração da Divisão de Manuscritos, homenageia o escritor e historiador Joel Rufino dos Santos.

Nascido em Cascadura (RJ), em 1941, Joel Rufino cresceu ouvindo as histórias contadas pela avó, encantando-se com as narrativas bíblicas – para ele, antes de tudo, um livro de contos maravilhosos – e lendo histórias em quadrinhos.  Formou-se em História e foi convidado por Nelson Werneck Sodré para ser seu assistente no ISEB (Instituto Superior de Estudos Brasileiros). Ali conviveu com grandes intelectuais da época e foi um dos autores da Coleção História Nova do Brasil, produção do MEC e do ISEB, que revolucionou a historiografia no Brasil e teve sua publicação interrompida pela ditadura militar.

O golpe de 1964 obrigou Joel Rufino a pedir asilo político na Bolívia e, depois, no Chile. Viveu na semiclandestinidade ao regressar ao Brasil e esteve por três vezes na prisão. Das cartas que escreveu nessa época para Nelson Werneck Sodré, originou-se o livro para jovens “Quando eu Voltei, Tive uma Surpresa” (2000). A maior parte de seus trabalhos de ficção é destinada ao público mais novo; as exceções são os romances “Crônica de Indomáveis Delírios” (1991) e “Claros Sussurros de Celestes Ventos” (2012).

 

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Durante toda a sua vida, Joel Rufino foi um militante na luta pela justiça social, pelo fim do preconceito racial e pela valorização da cultura popular brasileira, notadamente a de matriz africana. Publicou dezenas de livros de História, crítica literária, ensaios e biografias, como a de Zumbi (1985) e a de Carolina Maria de Jesus (2009); escreveu para o teatro e para a televisão e ganhou inúmeros prêmios, entre eles o Jabuti. Lecionou na Universidade Federal do Rio de Janeiro, pela qual obteve o título de Doutor em Comunicação e Cultura. Foi subtitular da Secretaria Extraordinária de Defesa e Promoção das Populações Negras do Estado do Rio de Janeiro (1991-1992) e presidiu a Fundação Cultural Palmares.

Joel Rufino dos Santos faleceu em setembro de 2015, em decorrência de complicações após uma cirurgia. Seus livros podem ser consultados no Setor de Obras Gerais da Biblioteca Nacional.

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