FBN | Série Documentos Literários – A Divina Comédia ilustrada por Amos Nattini

A Série Documentos Literários, contribuição da Divisão de Manuscritos, apresenta uma das mais belas edições de “A Divina Comédia” existentes no acervo da Biblioteca Nacional.

Universalmente conhecido, Dante Alighieri (Florença, 1265 – Ravena, 1321) é tido como o primeiro poeta a escrever em italiano, quando o latim ainda era a língua mais utilizada na ciência e na literatura europeias. Dedicou-se desde jovem ao estudo da poesia, da filosofia e da teologia, participando das discussões entre místicos e escolásticos. Também teve uma breve carreira militar e participou da vida política, integrando o governo de Florença entre 1295 e 1300. No ano seguinte, em meio à disputa partidária entre os guelfos (que defendiam o papado) e os gibelinos (defensores do Sacro Império Romano-Germânico), deixou Florença, num exílio que acabaria se tornando perpétuo.

Durante o exílio, Dante escreveu seu genial poema épico-teológico, “A Divina Comédia”, repleto de alegorias e dividido em três partes: Inferno, Purgatório e Paraíso. O idioma original é o toscano, que acabou por se constituir na base da língua italiana “oficial” graças sobretudo ao alcance das obras de Dante e de outros escritores como Petrarca, Boccaccio e Maquiavel.

A primeira edição impressa de “A Divina Comédia” apareceu em Foligno, Itália, em 1472. No mesmo ano surgiriam outras duas, em Veneza e em Mântua. Desde então multiplicaram-se as edições em vários idiomas e países, muitas das quais ricamente ilustradas, com destaque para a de Gustave Doré (1868), pela editora francesa Hachette.

Em 1915, faltando poucos anos para o sexto centenário da morte de Dante, o pintor italiano Amos Nattini (Gênova, 1892 – Parma, 1985) trouxe à luz as primeiras pranchas com que ilustraria cada um dos cem cantos de “A Divina Comédia”. Os originais foram exibidos em várias cidades italianas e, mais tarde, reunidos numa luxuosa obra em três volumes, que saiu pelo Istituto Nazionale Dantesco, em edição numerada, entre os anos 1931 e 1948. Segundo críticos de arte, o trabalho de Nattini reinterpreta o poema de Dante à luz do momento histórico vivido pela Itália, que se debatia sob o fascismo e passava pelos rigores da guerra – e reafirma o poder da arte e da literatura perante a tirania e a opressão.

A Biblioteca Nacional possui um exemplar da obra em três volumes, que está sob a guarda da Divisão de Iconografia e disponível na Biblioteca Digital através dos links:

Inferno:

http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1466282/icon1466282.pd

Purgatório:

http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon40538/icon40538.pdf

Paraíso

http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon40539/icon40539.pdf

Veja, também, o retrato de Dante a bico de pena por Henrique Goldschmidt, 1867-1952

http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1466285/icon1466285.jpg

#FBN #BN #ADivinaComédia #Dante #BibliotecaNacional

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