Documentos Literários | 7 de julho: Aniversário de Arthur Azevedo

A Série Documentos Literários, contribuição da Divisão de Manuscritos, homenageia o escritor Arthur Azevedo em seu aniversário.

Natural de São Luís (MA), onde nasceu a 7 de julho de 1855, Arthur Nabantino Gonçalves de Azevedo foi poeta, contista, jornalista e teatrólogo. Era irmão do escritor Aluísio Azevedo (1857 – 1913), ao lado de quem colaborou na fundação da Academia Brasileira de Letras.

A vocação de Azevedo para a escrita e, principalmente, para o teatro foi despertada muito cedo. Ainda criança, ele adaptava textos literários para o palco, e, aos quinze anos, obteve sucesso em âmbito regional e nacional com a peça “Amor por Anexins”. Outra importante obra teatral de sua carreira foi “O Escravocrata”, reunião de dois textos censurados, “O Liberato” e “A Família Salazar”. Nelas defendeu a abolição da escravatura, causa à qual também dedicou muitos de seus milhares de artigos publicados em jornal.

 

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Arthur Azevedo escreveu livros de contos e poemas, lecionou Português, fundou alguns periódicos literários, tais como “A Gazetinha” e “Vida Moderna”, e colaborou com muitos outros, como “Diário de Notícias” e “O Mequetrefe”. Sua maior paixão, porém, era o teatro, em especial o teatro de revista, um gênero popular que mescla a dramaturgia ao canto, à dança e à comédia,frequentemente sobre a forma de esquetes e muitas vezes com um forte tom de sátira e crítica social. Eram assim os trabalhos de Arthur Azevedo, os quais, segundo sua biografia no site da Academia Brasileira de Letras, deram continuidade à tradição de Martins Pena e França Júnior, desvendando o cotidiano e os costumes da classe média carioca.

Durante três décadas, em seus muitos artigos voltados para a arte e a dramaturgia, Arthur Azevedo insistiu para que fosse construído um teatro no Rio de Janeiro. Por fim, em 1895, foi aprovada a lei que previa a criação desse teatro; mas Arthur Azevedo não chegou a vê-lo, pois faleceu a 22 de outubro de 1908, ao passo que o Teatro Municipal foi inaugurado a 14 de julho do ano seguinte.

 


Disponibilizamos através da BN Digital o recibo passado por Arthur Azevedo à Livraria Garnier, relativo à publicação de seu livro “Contos Possíveis”, dedicado a seu amigo (e principal crítico) Machado de Assis. O original está na Divisão de Manuscritos. Da Divisão da Iconografia, trazemos uma gravura de Modesto Brocos representando o dramaturgo em seu leito de morte.

 

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