Archive for the ‘Biblioteca Nacional’ Category

Brasiliana Fotográfica | São Paulo sob as lentes do fotógrafo Guilherme Gaensly

janeiro 25, 2017

 

Guilherme Gaensly. A imagem zero. Obras na Rua 25 de Março, 5 de julho de 1899. São Paulo, SP / Acervo da Light

Guilherme Gaensly. A imagem zero. Obras na Rua 25 de Março, 5 de julho de 1899. São Paulo, SP / Acervo da Light

 

A Brasiliana Fotográfica homenageia os 463 anos de São Paulo, a maior cidade da América do Sul e a quarta maior do mundo, com imagens produzidas pelo suíço Guilherme Gaensly (1843 – 1928). Ele nasceu em Wellhausen, cantão de Thurgau, e foi para Salvador, na Bahia, aos 5 anos de idade. Em 1871, após um período de aprendizado no ateliê de Alberto Henschel (1827 – 1882) na capital baiana, estabeleceu-se como fotógrafo. Destacou-se como retratista e como fotógrafo de paisagens urbanas e rurais. Em 1882, Rodolpho Lindemann (c. 1852 – 19?) tornou-se seu sócio e, em 1894, a próspera empresa Gaensly & Lindemann abriu uma filial em São Paulo, onde Gaensly foi morar.

 

Continue lendo em: http://brasilianafotografica.bn.br/?p=7260

 

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FBN | História – A Chegada da Família Real a Salvador 22 de janeiro de 1808

janeiro 22, 2017

No dia 22 de janeiro de 1808, após quase dois meses no mar, os navios que traziam ao Brasil a família real portuguesa e sua comitiva chegaram a Salvador. O conde da Ponte, governador da Bahia, os recebeu em meio a muitos festejos, com repique de sinos, salva de canhões e fanfarras.

 

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Chegada de D. João à Bahia, de Cândido Portinari

D. João, o príncipe regente, permaneceu na Bahia apenas 35 dias, mas, nesse espaço de tempo, assinou dois documentos importantes: a famosa Carta de Abertura dos Portos, que franqueava os portos brasileiros às nações que estivessem em paz com Portugal, e a Decisão Régia de 18 de fevereiro de 1808, na qual fundava a Escola Médico-Cirúrgica da Bahia. Além disso, tal como aconteceu com o Rio de Janeiro, a cidade de Salvador começou a receber uma grande quantidade de estrangeiros através de seu porto, o que ocasionou grandes mudanças nos costumes e na vida social da cidade.

 

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Quadro da Baronesa de Jaguaripe, de autor desconhecido, e mobiliário do século XIX

Em 2008, ano do bicentenário da chegada da família real, o Museu de Arte da Bahia abrigou a exposição “A Bahia nos Tempos de D. João”, reunindo um grande conjunto de documentos e artefatos relativos à passagem da família real por Salvador e suas consequências para a cidade.
As Divisões de Manuscritos e de Iconografia possuem exemplares da publicação feita por ocasião dessa mostra, que também conta com textos escritos por especialistas.

 

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Título do catálogo:

A Bahia na época de D.João : a chegada da corte portuguesa, 1808 / [textos, Maria José de Souza Andrade, Sylvia Menezes de Athayde ; fotografia, Sergio Benutti]. Salvador : Museu de Arte da Bahia : Solisluna, 2008.

Todas as imagens foram retiradas do catálogo acima mencionado.

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FBN I 21 de Janeiro – Há 104 anos falecia Aluísio Azevedo

janeiro 21, 2017

Aluísio Azevedo (Aluísio Tancredo Gonçalves de Azevedo), caricaturista, jornalista, romancista e diplomata, nasceu em São Luís, MA, em 14 de abril de 1857, e faleceu em Buenos Aires, Argentina, em 21 de janeiro de 1913.

 

 

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Era filho do vice-cônsul português David Gonçalves de Azevedo e de D. Emília Amália Pinto de Magalhães e irmão mais moço do comediógrafo Artur Azevedo. Sua mãe havia casado, aos 17 anos, com um comerciante português. O temperamento brutal do marido determinou o fim do casamento. Emília refugiou-se em casa de amigos, até conhecer o vice-cônsul de Portugal, o jovem viúvo David. Os dois passaram a viver juntos, sem contraírem segundas núpcias, o que à época foi considerado um escândalo na sociedade maranhense.

Da infância à adolescência, Aluísio estudou em São Luís e trabalhou como caixeiro e guarda-livros. Desde cedo revelou grande interesse pelo desenho e pela pintura, o que certamente o auxiliou na aquisição da técnica que empregará mais tarde ao caracterizar os personagens de seus romances. Em 1876, embarcou para o Rio de Janeiro, onde já se encontrava o irmão mais velho, Artur. Matriculou-se na Imperial Academia de Belas Artes, hoje Escola Nacional de Belas Artes. Para manter-se fazia caricaturas para os jornais da época, como O Fígaro, O Mequetrefe, Zig-Zag e A Semana Ilustrada. A partir desses “bonecos”, que conservava sobre a mesa de trabalho, escrevia cenas de romances.

A morte do pai, em 1878, obrigou-o a voltar a São Luís, para tomar conta da família. Ali começou a carreira de escritor, com a publicação, em 1879, do romance Uma lágrima de mulher, típico dramalhão romântico. Ajuda a lançar e colabora com o jornal anticlerical O Pensador, que defendia a abolição da escravatura, enquanto os padres mostravam-se contrários a ela. Em 1881, Aluísio lança O mulato, romance que causou escândalo entre a sociedade maranhense pela crua linguagem naturalista e pelo assunto tratado: o preconceito racial. O romance teve grande sucesso, foi bem recebido na Corte como exemplo de Naturalismo, e Aluísio pôde retornar para o Rio de Janeiro, embarcando em 7 de setembro de 1881, decidido a ganhar a vida como escritor.

Quase todos os jornais da época tinham folhetins, e foi num deles que Aluísio passou a publicar seus romances. A princípio, eram obras menores, escritas apenas para garantir a sua sobrevivência. Depois, surgiu nova preocupação no universo de Aluísio: a observação e análise dos agrupamentos humanos, a degradação das casas de pensão e sua exploração pelo imigrante, principalmente o português. Dessa preocupação resultariam duas de suas melhores obras: Casa de pensão (1884) e O cortiço (1890). De 1882 a 1895 escreveu sem interrupção romances, contos e crônicas, além de peças de teatro em colaboração com Artur de Azevedo e Emílio Rouède.

 

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Em 1895 ingressou na diplomacia, momento em que praticamente cessa sua atividade literária. O primeiro posto foi em Vigo, na Espanha. Depois serviu no Japão, na Argentina, na Inglaterra e na Itália. Passara a viver em companhia de D. Pastora Luquez, de nacionalidade argentina, junto com os dois filhos, Pastor e Zulema, por ele adotados. Em 1910, foi nomeado cônsul de 1ª. classe, sendo removido para Assunção. Buenos Aires foi seu último posto. Ali faleceu, aos 56 anos. Foi enterrado naquela cidade. Seis anos depois, por uma iniciativa de Coelho Neto, a urna funerária de Aluísio Azevedo chegou a São Luís, onde o escritor foi sepultado.

Fonte: Academia Brasileira de Letras

A Biblioteca Nacional homenageia Aluísio Azevedo disponibilizando para consulta um exemplar do primeiro milhar impresso de “O Cortiço”: http://objdigital.bn.br/…/div_obrasraras/or15820/or15820.pdf

Imagem disponível em:
http://objdigital.bn.br/…/div…/icon960829/icon960829_030.jpg

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FBN | 15 de Janeiro: Dia mundial do Compositor

janeiro 15, 2017

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Surgiu pela primeira vez no México em 1945 com a fundação da Sociedade de Autores e Compositores do México e é celebrado oficialmente desde 1983.

A BNDigital homenageia todos os compositores disponibilizando, para consulta e download, uma exposição sobre o mais brasileiro dos ritmos, o samba..

A exposição digital “Ai, ai, ai… cem anos o samba faz!”:

http://bndigital.bn.gov.br/exposicoes/ai-ai-ai-cem-anos-o-samba-faz/

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FBN I Museu Nacional de Belas Artes completa 80 anos – 13 de janeiro

janeiro 13, 2017

A Biblioteca Nacional homenageia o Museu Nacional de Belas Artes pelos seus 80 anos disponibilizando o álbum digitalizado de fotografias doado por  M. Nogueira da Silva,  de 1932,  que retrata cenas do cotidiano da Escola Nacional de Belas Artes e dos artistas da época, destacando a importância da instituição na preservação da Cultura Nacional.

“Situado no centro histórico do Rio de Janeiro, o edifício de arquitetura eclética projetado em 1908 pelo arquiteto Adolfo Morales de los Rios para sediar a Escola Nacional de Belas Artes, herdeira da Academia Imperial de Belas Artes, foi construído durante as modernizações urbanísticas realizadas pelo prefeito Pereira Passos na então Capital Federal.

Criado oficialmente em 1937 por Decreto do presidente Getúlio Vargas, o Museu Nacional de Belas Artes conjugou a ocupação do prédio com a Escola Nacional de Belas Artes até 1976, quando a EBA foi deslocada para a ilha do Fundão. Neste mesmo ano, com a criação da Fundação Nacional de Arte (Funarte) houve novo compartilhamento.

Em 24 de maio de 1973, o edifício da Avenida Rio Branco, 199, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e a partir de 2003, a imponente construção passou a abrigar na sua totalidade o MNBA.

Avançando na linha do tempo, em 2009 o MNBA foi incorporado pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), autarquia vinculada ao Ministério da Cultura. Hoje é a instituição que possui a maior e mais importante coleção de arte brasileira do século XIX, concentrando um acervo de setenta mil itens entre pinturas, desenhos, gravuras, esculturas, objetos, documentos e livros”. (Fonte: http://mnba.gov.br/portal/museu/historico)

http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon276816/icon276816.htm

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FBN | Série Verão Carioca – Pelas Nossas Praias

janeiro 11, 2017

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A Revista CARETA edição do dia 03 de fevereiro de 1917 dizia:

“Sempre animadas, com o calor intenso dos ultimos dias maior ainda tem sido o movimento de banhistas em nossas praias e os lugares escolhidos pela élite carióca para os seus brincos recreativos com as ondas, dando ás paysagens que margeam ao mar nova vida, desvendam-lhes o mysterio sagrado das fórmas esculpturaes…”

FBN | 9 de janeiro 1822 – Dia do “Fico”

janeiro 9, 2017

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Cerca de um mês após o “Dia do Fico”, o príncipe d. Pedro escreveu a seu pai uma carta na qual falava da necessidade da criação de um Conselho de Estado, conforme lhe haviam pedido os representantes das províncias.

Segundo diz num trecho da carta, “determinei-me a criá-lo, atento às razões fortíssimas dadas pelas três Províncias, e eu entender que era para felicidade geral da Nação, em que eu estou pronto a trabalhar até a morte”. Ele solicita que d. João encaminhe sua resolução às Cortes portuguesas, fazendo-as saber que tem muito interesse pela monarquia luso-brasileira e está isento de quaisquer ambições.

A carta é datada de 16 de fevereiro de 1822, foi escrita pela mão de d. Pedro e traz sua assinatura. Pertence à Coleção Augusto de Lima Júnior e se encontra na Divisão de Manuscritos da Biblioteca Nacional.
Conheça a carta original e outros documentos na Divisão de Manuscritos: https://www.bn.gov.br/explore/acervos/manuscritos

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Brasiliana Fotográfica | A imperatriz Teresa Cristina Maria, “a mãe dos brasileiros”

janeiro 9, 2017
Joaquim Insley Pacheco. Teresa Cristina Maria, Imperatriz, consorte de Pedro II, Imperador do Brasil : retrato, 187? / Acervo FBN

Joaquim Insley Pacheco. Teresa Cristina Maria, Imperatriz, consorte de Pedro II, Imperador do Brasil : retrato, 187? / Acervo FBN

O Portal Brasiliana Fotográfica homenageia dona Teresa Christina Maria com uma seleção de imagens produzidas por alguns dos mais importantes fotógrafos que atuaram no Brasil no século XIX.

Ela dá nome a uma das mais importantes coleções de fotografia do século XIX, doada à Biblioteca Nacional por seu marido, dom Pedro II.

Segundo Pedro Vasquez, a Collecção Dona Thereza Christina Maria é, até hoje, “o mais diversificado e precioso acervo dos primórdios da fotografia brasileira jamais reunido por um particular, e tampouco por uma instituição pública”.

Leia mais e acesse a coleção: http://brasilianafotografica.bn.br/?p=6798

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FBN I Homenagem – 08 de janeiro – Dia Nacional do Fotógrafo e da Fotografia

janeiro 8, 2017
Joaquim Insley Pacheco. Pedro II, Imperador do Brasil : retrato, 1883. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN

Joaquim Insley Pacheco. Pedro II, Imperador do Brasil : retrato, 1883. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN

Em homenagem ao Dia Nacional do Fotógrafo, destacando uma imagem de d. Pedro II, o primeiro brasileiro a possuir um daguerreótipo e, provavelmente, o primeiro fotógrafo nascido no Brasil. Seu interesse foi decisivo para a divulgação e o desenvolvimento da fotografia no país.

D. Pedro II  acumulou ao longo dos anos uma vasta coleção de fotografias,  cuja maior parte à Biblioteca Nacional, após a proclamação da República.

Além das fotografias, a parcela da biblioteca do imperador que coube à Biblioteca Nacional, consiste de 100 mil itens, aproximadamente: livros, publicações seriadas, mapas, partituras, desenhos, estampas, fotografias e outros documentos impressos e manuscritos. A pedido do imperador D. Pedro II foi denominada “Collecção. D. Thereza Christina Maria”, em homenagem à imperatriz. Trata-se da maior doação já recebida pela Biblioteca Nacional.

D. Pedro II formou sua coleção de fotografias, principalmente, através da contratação do trabalho de muitos profissionais – concedendo inclusive a alguns deles o título de “Photographo da Casa Imperial” – além da aquisição de fotografias estrangeiras, principalmente durante suas viagens ao exterior. O resultado é a maior e mais abrangente coleção de documentos fotográficos brasileiros e estrangeiros do século XIX existente numa instituição pública de nosso país.

É composta por imagens referentes ao Brasil e ao mundo do século XIX, que retratam a realidade do período e refletem a personalidade do imperador e seus interesses.

O reconhecimento internacional do valor cultural desta coleção foi obtido através de sua inscrição no Registro Internacional da Memória do Mundo da UNESCO, em 2003. Assim, esta coleção tornou-se o primeiro conjunto documental brasileiro a integrar este programa da UNESCO.

Conheça a coleção completa:  http://bit.ly/2j53I9s


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FBN I História – 04 de janeiro de 1839, nasce o poeta Casimiro de Abreu

janeiro 4, 2017

Casimiro José Marques de Abreu, nasceu em Barra de São João (distrito da cidade que leva seu nome), no Rio de janeiro, em 4 de janeiro de 1839. É o patrono da cadeira nº 6 da Academia Brasileira de Letras.

Sua biografia é assim descrita no site da ABL:

“Era filho natural do abastado comerciante e fazendeiro português José Joaquim Marques Abreu e de Luísa Joaquina das Neves. O pai nunca residiu com a mãe de modo permanente, acentuando assim o caráter ilegal de uma origem que pode ter causado bastante humilhação ao poeta. Passou a maior parte da infância na propriedade materna, Fazenda da Prata, em Correntezas. Recebeu apenas instrução primária, estudando dos 11 aos 13 anos no Instituto Freeze, em Nova Friburgo (1849-1852), onde foi colega de Pedro Luís, seu grande amigo para o resto da vida. Em 1852 foi para o Rio de Janeiro praticar o comércio, atividade que lhe desagradava, e a que se submeteu por vontade do pai, com o qual viajou para Portugal no ano seguinte. Em Lisboa iniciou a atividade literária, publicando um conto e escrevendo a maior parte de suas poesias, exaltando as belezas do Brasil e cantando, com inocente ternura e sensibilidade quase infantil, suas saudades do país. Lá compôs também o drama Camões e o Jau, representado no teatro D. Fernando (1856), com grande sucesso. O poeta só tinha dezessete anos, e já colaborava na imprensa portuguesa, ao lado de Alexandre Herculano, Rebelo da Silva e outros. Não escrevia apenas versos. No mesmo ano de 1856, o jornal O Progresso imprimiu o folhetim “Carolina”, e na revista Ilustração Luso-Brasileira saíram os primeiros capítulos de “Camila”, recriação ficcional de uma visita ao Minho, terra de seu pai.

Em 1857, voltou ao Rio, onde continuou residindo a pretexto de continuar os estudos comerciais. Animava-se em festas carnavalescas e bailes e frequentava as rodas literárias, nas quais era bem relacionado. Colaborou em A Marmota, O Espelho, Revista Popular e no Correio Mercantil, de Francisco Otaviano. Nesse jornal, trabalhavam dois moços igualmente brilhantes: o jornalista Manuel Antônio de Almeida e o revisor Machado de Assis, seus companheiros em rodas literárias. Publicou As primaveras em 1859. Em 1860, morreu o pai, que sempre o amparou e custeou de bom grado as despesas da sua vida literária, apesar das queixas românticas feitas contra a imposição da carreira. A paixão absorvente que consagrou à poesia justifica a reação contra a visão limitada com que o velho Abreu procurava encaminhá-lo na vida prática.

Doente de tuberculose, buscou alívio no clima de Nova Friburgo. Sem obter melhora, recolhe-se à fazenda de Indaiaçu, No município que hoje leva seu nome, onde veio a falecer, seis meses depois do pai, faltando três meses para completar vinte e dois anos.

Em As primaveras acham-se os temas prediletos do poeta, e que o identificam como lírico-romântico: a nostalgia da infância, a saudade da terra natal, o gosto da natureza, a religiosidade ingênua, o pressentimento da morte, a exaltação da juventude, a devoção pela pátria e a idealização da mulher amada. A sua visão do mundo externo está condicionada estreitamente pelo universo do burguês brasileiro da época imperial, das chácaras e jardins. Trata de uma natureza onde se caça passarinho quando criança, onde se arma a rede para o devaneio ou se vai namorar quando rapaz.

À simplicidade da matéria poética corresponde o amaneiramento paralelo da forma. Casimiro de Abreu desdenha o verso branco e o soneto, prefere a estrofe regular, que melhor transmite a cadência da inspiração “doce e meiga” e o ritmo mais cantante. Colocado entre os poetas da segunda geração romântica, expressa, através de um estilo espontâneo, emoções simples e ingênuas. Estão ausentes na sua poesia a surda paixão carnal de Junqueira Freire, ou os desejos irritados, macerados, do insone Álvares de Azevedo. Ele pôde sublimar em lânguida ternura a sensualidade robusta, embora quase sempre bem disfarçada, dos seus poemas essencialmente diurnos, nos quais não se sente a tensão das vigílias. No poema “Violeta” configura a teoria do amor romântico, segundo a qual devem ficar subentendidos os aspectos sensuais mais diretos, devendo, ao contrário, ser manifestado, com o maior brilho e delicadeza possível, o que for idealização de conduta. “Meu livro negro”, em toda a sua obra, é o único momento de amargura violenta e rebeldia mais acentuada; noutros o drama apenas se infiltra, menos compacto. Em sua poesia, talvez exagerada no sentimentalismo e repleta de amor pela natureza, pela mãe e pela irmã, as emoções se sucedem sem violência, envolvidas num misto de saudade e de tristeza.”

Obras de Casimiro de Abreu:

Fora da Pátria, prosa, 1855
Minha Mãe, poesia, 1855
Rosa Murcha, poesia, 1855
Saudades, poesia, 1856
Suspiros, poesia, 1856
Camões e o Jau, teatro, 1856
Meus Oito Anos, poesia, 1857
Longe do Lar, prosa, 1858
Treze Cantos, poesia, 1858
Folha Negra, poesia, 1858
Primaveras, poesias, 1859

Consulte o acervo da FBN sobre Casimiro de Abreu:

http://acervo.bn.br/sophia_web/index.html

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