Archive for the ‘Biblioteca Nacional’ Category

FBN | Documentos Literários: Josephina Álvares de Azevedo, jornalista e dramaturga

março 24, 2017

No mês de março, dedicado à luta das mulheres pela igualdade de direitos, a Série Documentos Literários, contribuição da Divisão de Manuscritos, dá destaque a Josephina Álvares de Azevedo, precursora do movimento feminista no Brasil.

Natural de Pernambuco, onde nasceu em 1851, Josephina era prima – ou, segundo alguns biógrafos, meio-irmã — do poeta Manuel Antônio Álvares de Azevedo. Não existe muita informação sobre seus primeiros anos; a pesquisadora Valéria Souto-Maior afirma que teria vivido no Recife até 1878, quando se mudou para São Paulo. Em 1888, começou a publicar o jornal “A Família”, dedicado à educação da mulher. Era voltado principalmente para as mães de família, que, segundo Josephina, precisavam se instruir a fim de poder formar bons cidadãos.

 

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De periodicidade semanal, o jornal foi publicado em São Paulo durante alguns meses, depois se transferiu para o Rio de Janeiro. Com a proclamação da República, passou a defender o voto feminino, frequentemente apontando o atraso do Brasil, em relação a outros países. Josephina Álvares de Azevedo foi especialmente crítica em relação a Benjamim Constant e às ideias positivistas, às quais atribuiu o decreto que impedia o acesso das mulheres ao ensino superior.

Em 1890, quando o pedido de alistamento de uma mulher — Isabel de Matos — no Colégio Eleitoral foi negado por um parecer do ministro Cesário Alvim, Josephina escreveu uma peça intitulada “O Voto Feminino”, que foi encenada no Teatro Recreio Dramático, no Rio de Janeiro. Também foi autora de contos, poemas e, principalmente, artigos, que reuniu e publicou sob a forma de coletâneas.

O periódico “A Família” continuou a circular, quase ininterruptamente, até 1897, contando com a colaboração de mulheres de várias partes do Brasil. Segundo a pesquisadora Karine da Rocha Oliveira, isso tornou possível conhecer a produção literária e o avanço no ideário e nos esforços para a emancipação feminina em outros lugares que não o Rio de Janeiro.

A Divisão de Manuscritos possui uma carta de Josephina Álvares de Azevedo, na qual oferece ao destinatário uma assinatura do jornal “A Família”. O documento pertence à Coleção Galvão.

 

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O periódico “A Família” está digitalizado e pode ser consultado no link da Biblioteca Digital:
http://memoria.bn.br/DocReader/379034/390

Recomendamos ainda o trabalho da pesquisadora Karine da Rocha Oliveira, realizado em 2009, com o apoio do Programa Nacional de Apoio à Pesquisa da Biblioteca Nacional – PNAP e disponível online: http://bit.ly/2nPZuZG

 

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FBN | Perfil: Carlos Ziller e as viagens interplanetárias na literatura europeia

março 16, 2017

 

Uma viagem pelo espaço sideral de carona na imaginação de um missionário jesuíta da época do Brasil colonial. Eis o tema a ser investigado pelo pesquisador residente Carlos Ziller Camenietzki, bolsista do Programa de Residência em Pesquisa na Biblioteca Nacional na edição 2016.

 

 

O tema das viagens interplanetárias foi recorrente na literatura europeia do século XVII, com a publicação de diversas obras de ficção e de reflexão filosófica. Em boa parte, esses livros foram escritos por astrônomos e por gente interessada em Astronomia, gerando, inclusive, algumas obras clássicas, fruto de um cenário literário que então florescia na Europa.


Leia mais em: http://www.bn.gov.br/acontece/noticias/2017/03/carlos-ziller-viagens-interplanetarias-literatura

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Brasiliana Fotográfica | O prefeito Pereira Passos e o fotógrafo Augusto Malta

março 10, 2017

Foi na gestão do engenheiro Francisco Pereira Passos como prefeito do Rio de Janeiro que, pela primeira vez, a prefeitura contratou um fotógrafo, o alagoano Augusto Malta, para documentar as obras da cidade. Na imagem abaixo, do ateliê de Malta, há um retrato de Pereira Passos, um senhor de cabelo, barba e bigode brancos, na parede à esquerda do fotógrafo.

 


Para ler mais sobre acesse: http://brasilianafotografica.bn.br/?p=7566

Brasiliana Fotográfica | São Paulo sob as lentes do fotógrafo Guilherme Gaensly

janeiro 25, 2017

 

Guilherme Gaensly. A imagem zero. Obras na Rua 25 de Março, 5 de julho de 1899. São Paulo, SP / Acervo da Light

Guilherme Gaensly. A imagem zero. Obras na Rua 25 de Março, 5 de julho de 1899. São Paulo, SP / Acervo da Light

 

A Brasiliana Fotográfica homenageia os 463 anos de São Paulo, a maior cidade da América do Sul e a quarta maior do mundo, com imagens produzidas pelo suíço Guilherme Gaensly (1843 – 1928). Ele nasceu em Wellhausen, cantão de Thurgau, e foi para Salvador, na Bahia, aos 5 anos de idade. Em 1871, após um período de aprendizado no ateliê de Alberto Henschel (1827 – 1882) na capital baiana, estabeleceu-se como fotógrafo. Destacou-se como retratista e como fotógrafo de paisagens urbanas e rurais. Em 1882, Rodolpho Lindemann (c. 1852 – 19?) tornou-se seu sócio e, em 1894, a próspera empresa Gaensly & Lindemann abriu uma filial em São Paulo, onde Gaensly foi morar.

 

Continue lendo em: http://brasilianafotografica.bn.br/?p=7260

 

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FBN | História – A Chegada da Família Real a Salvador 22 de janeiro de 1808

janeiro 22, 2017

No dia 22 de janeiro de 1808, após quase dois meses no mar, os navios que traziam ao Brasil a família real portuguesa e sua comitiva chegaram a Salvador. O conde da Ponte, governador da Bahia, os recebeu em meio a muitos festejos, com repique de sinos, salva de canhões e fanfarras.

 

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Chegada de D. João à Bahia, de Cândido Portinari

D. João, o príncipe regente, permaneceu na Bahia apenas 35 dias, mas, nesse espaço de tempo, assinou dois documentos importantes: a famosa Carta de Abertura dos Portos, que franqueava os portos brasileiros às nações que estivessem em paz com Portugal, e a Decisão Régia de 18 de fevereiro de 1808, na qual fundava a Escola Médico-Cirúrgica da Bahia. Além disso, tal como aconteceu com o Rio de Janeiro, a cidade de Salvador começou a receber uma grande quantidade de estrangeiros através de seu porto, o que ocasionou grandes mudanças nos costumes e na vida social da cidade.

 

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Quadro da Baronesa de Jaguaripe, de autor desconhecido, e mobiliário do século XIX

Em 2008, ano do bicentenário da chegada da família real, o Museu de Arte da Bahia abrigou a exposição “A Bahia nos Tempos de D. João”, reunindo um grande conjunto de documentos e artefatos relativos à passagem da família real por Salvador e suas consequências para a cidade.
As Divisões de Manuscritos e de Iconografia possuem exemplares da publicação feita por ocasião dessa mostra, que também conta com textos escritos por especialistas.

 

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Título do catálogo:

A Bahia na época de D.João : a chegada da corte portuguesa, 1808 / [textos, Maria José de Souza Andrade, Sylvia Menezes de Athayde ; fotografia, Sergio Benutti]. Salvador : Museu de Arte da Bahia : Solisluna, 2008.

Todas as imagens foram retiradas do catálogo acima mencionado.

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FBN I 21 de Janeiro – Há 104 anos falecia Aluísio Azevedo

janeiro 21, 2017

Aluísio Azevedo (Aluísio Tancredo Gonçalves de Azevedo), caricaturista, jornalista, romancista e diplomata, nasceu em São Luís, MA, em 14 de abril de 1857, e faleceu em Buenos Aires, Argentina, em 21 de janeiro de 1913.

 

 

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Era filho do vice-cônsul português David Gonçalves de Azevedo e de D. Emília Amália Pinto de Magalhães e irmão mais moço do comediógrafo Artur Azevedo. Sua mãe havia casado, aos 17 anos, com um comerciante português. O temperamento brutal do marido determinou o fim do casamento. Emília refugiou-se em casa de amigos, até conhecer o vice-cônsul de Portugal, o jovem viúvo David. Os dois passaram a viver juntos, sem contraírem segundas núpcias, o que à época foi considerado um escândalo na sociedade maranhense.

Da infância à adolescência, Aluísio estudou em São Luís e trabalhou como caixeiro e guarda-livros. Desde cedo revelou grande interesse pelo desenho e pela pintura, o que certamente o auxiliou na aquisição da técnica que empregará mais tarde ao caracterizar os personagens de seus romances. Em 1876, embarcou para o Rio de Janeiro, onde já se encontrava o irmão mais velho, Artur. Matriculou-se na Imperial Academia de Belas Artes, hoje Escola Nacional de Belas Artes. Para manter-se fazia caricaturas para os jornais da época, como O Fígaro, O Mequetrefe, Zig-Zag e A Semana Ilustrada. A partir desses “bonecos”, que conservava sobre a mesa de trabalho, escrevia cenas de romances.

A morte do pai, em 1878, obrigou-o a voltar a São Luís, para tomar conta da família. Ali começou a carreira de escritor, com a publicação, em 1879, do romance Uma lágrima de mulher, típico dramalhão romântico. Ajuda a lançar e colabora com o jornal anticlerical O Pensador, que defendia a abolição da escravatura, enquanto os padres mostravam-se contrários a ela. Em 1881, Aluísio lança O mulato, romance que causou escândalo entre a sociedade maranhense pela crua linguagem naturalista e pelo assunto tratado: o preconceito racial. O romance teve grande sucesso, foi bem recebido na Corte como exemplo de Naturalismo, e Aluísio pôde retornar para o Rio de Janeiro, embarcando em 7 de setembro de 1881, decidido a ganhar a vida como escritor.

Quase todos os jornais da época tinham folhetins, e foi num deles que Aluísio passou a publicar seus romances. A princípio, eram obras menores, escritas apenas para garantir a sua sobrevivência. Depois, surgiu nova preocupação no universo de Aluísio: a observação e análise dos agrupamentos humanos, a degradação das casas de pensão e sua exploração pelo imigrante, principalmente o português. Dessa preocupação resultariam duas de suas melhores obras: Casa de pensão (1884) e O cortiço (1890). De 1882 a 1895 escreveu sem interrupção romances, contos e crônicas, além de peças de teatro em colaboração com Artur de Azevedo e Emílio Rouède.

 

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Em 1895 ingressou na diplomacia, momento em que praticamente cessa sua atividade literária. O primeiro posto foi em Vigo, na Espanha. Depois serviu no Japão, na Argentina, na Inglaterra e na Itália. Passara a viver em companhia de D. Pastora Luquez, de nacionalidade argentina, junto com os dois filhos, Pastor e Zulema, por ele adotados. Em 1910, foi nomeado cônsul de 1ª. classe, sendo removido para Assunção. Buenos Aires foi seu último posto. Ali faleceu, aos 56 anos. Foi enterrado naquela cidade. Seis anos depois, por uma iniciativa de Coelho Neto, a urna funerária de Aluísio Azevedo chegou a São Luís, onde o escritor foi sepultado.

Fonte: Academia Brasileira de Letras

A Biblioteca Nacional homenageia Aluísio Azevedo disponibilizando para consulta um exemplar do primeiro milhar impresso de “O Cortiço”: http://objdigital.bn.br/…/div_obrasraras/or15820/or15820.pdf

Imagem disponível em:
http://objdigital.bn.br/…/div…/icon960829/icon960829_030.jpg

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FBN | 15 de Janeiro: Dia mundial do Compositor

janeiro 15, 2017

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Surgiu pela primeira vez no México em 1945 com a fundação da Sociedade de Autores e Compositores do México e é celebrado oficialmente desde 1983.

A BNDigital homenageia todos os compositores disponibilizando, para consulta e download, uma exposição sobre o mais brasileiro dos ritmos, o samba..

A exposição digital “Ai, ai, ai… cem anos o samba faz!”:

http://bndigital.bn.gov.br/exposicoes/ai-ai-ai-cem-anos-o-samba-faz/

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FBN I Museu Nacional de Belas Artes completa 80 anos – 13 de janeiro

janeiro 13, 2017

A Biblioteca Nacional homenageia o Museu Nacional de Belas Artes pelos seus 80 anos disponibilizando o álbum digitalizado de fotografias doado por  M. Nogueira da Silva,  de 1932,  que retrata cenas do cotidiano da Escola Nacional de Belas Artes e dos artistas da época, destacando a importância da instituição na preservação da Cultura Nacional.

“Situado no centro histórico do Rio de Janeiro, o edifício de arquitetura eclética projetado em 1908 pelo arquiteto Adolfo Morales de los Rios para sediar a Escola Nacional de Belas Artes, herdeira da Academia Imperial de Belas Artes, foi construído durante as modernizações urbanísticas realizadas pelo prefeito Pereira Passos na então Capital Federal.

Criado oficialmente em 1937 por Decreto do presidente Getúlio Vargas, o Museu Nacional de Belas Artes conjugou a ocupação do prédio com a Escola Nacional de Belas Artes até 1976, quando a EBA foi deslocada para a ilha do Fundão. Neste mesmo ano, com a criação da Fundação Nacional de Arte (Funarte) houve novo compartilhamento.

Em 24 de maio de 1973, o edifício da Avenida Rio Branco, 199, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e a partir de 2003, a imponente construção passou a abrigar na sua totalidade o MNBA.

Avançando na linha do tempo, em 2009 o MNBA foi incorporado pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), autarquia vinculada ao Ministério da Cultura. Hoje é a instituição que possui a maior e mais importante coleção de arte brasileira do século XIX, concentrando um acervo de setenta mil itens entre pinturas, desenhos, gravuras, esculturas, objetos, documentos e livros”. (Fonte: http://mnba.gov.br/portal/museu/historico)

http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon276816/icon276816.htm

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FBN | Série Verão Carioca – Pelas Nossas Praias

janeiro 11, 2017

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A Revista CARETA edição do dia 03 de fevereiro de 1917 dizia:

“Sempre animadas, com o calor intenso dos ultimos dias maior ainda tem sido o movimento de banhistas em nossas praias e os lugares escolhidos pela élite carióca para os seus brincos recreativos com as ondas, dando ás paysagens que margeam ao mar nova vida, desvendam-lhes o mysterio sagrado das fórmas esculpturaes…”

FBN | 9 de janeiro 1822 – Dia do “Fico”

janeiro 9, 2017

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Cerca de um mês após o “Dia do Fico”, o príncipe d. Pedro escreveu a seu pai uma carta na qual falava da necessidade da criação de um Conselho de Estado, conforme lhe haviam pedido os representantes das províncias.

Segundo diz num trecho da carta, “determinei-me a criá-lo, atento às razões fortíssimas dadas pelas três Províncias, e eu entender que era para felicidade geral da Nação, em que eu estou pronto a trabalhar até a morte”. Ele solicita que d. João encaminhe sua resolução às Cortes portuguesas, fazendo-as saber que tem muito interesse pela monarquia luso-brasileira e está isento de quaisquer ambições.

A carta é datada de 16 de fevereiro de 1822, foi escrita pela mão de d. Pedro e traz sua assinatura. Pertence à Coleção Augusto de Lima Júnior e se encontra na Divisão de Manuscritos da Biblioteca Nacional.
Conheça a carta original e outros documentos na Divisão de Manuscritos: https://www.bn.gov.br/explore/acervos/manuscritos

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