Archive for the ‘curiosidades históricas’ Category

FBN | 17 de setembro de 1808 – publicado o primeiro anúncio brasileiro em jornal

setembro 17, 2017

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Gazeta do Rio de Janeiro. [Acervo Hemeroteca Digital]

Há exatos 209 anos, foi publicado na Gazeta do Rio de Janeiro aquele que é considerado por muitos especialistas o primeiro anúncio brasileiro em jornal. Com o título “Annuncio”, Anna Joaquina da Silva oferecia “uma morada de casas de sobrado com frente para Santa Rita”.

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Gazeta do Rio de Janeiro. [Acervo Hemeroteca Digital]

Acesse o jornal na íntegra: http://memoria.bn.br/docreader/749664/9

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FBN | 2 de setembro de 1822: é assinado o decreto da Independência do Brasil

setembro 2, 2017
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Reprodução do quadro de Georgina de Albuquerque, no livro Viagem Pitoresca – Ao Velho e ao Novo Rio, de Herculano Mathias e Alexandre Wulfes, 1965 – Acervo da FBN

Seguindo as diretrizes de um acordo firmado logo após o retorno de D. João VI para Portugal, cujo conteúdo previa que, na ausência do príncipe, sua esposa assumiria a função de chefe do Conselho da Coroa, no dia 02 de setembro de 1822, dona Leopoldina reuniu o Conselho de Estado assinou o decreto separando o Brasil de Portugal.

Dentre os manuscritos da época, encontramos uma carta escrita por Leopoldina para um tia distante, onde a imperatriz descrevia sua preocupação com o futuro do Brasil e dava sinais de que a independência seria inevitável.

“Minha muito querida tia,

Confio que, em sua bondade infinita, irá me perdoar por minha incomparável demora ao escrever; mas asseguro, minha amada tia, que as tristes circunstâncias nas quais o espírito de independência geral nos mergulhou me tornaram incapaz de um pensamento agradável que me torne capaz de expressar os ternos e vivos sentimentos que meu coração lhe dedica; eu me encontro inteiramente melancólica e minha única consolação é ver contentes minha querida tia e minha bem-amada família.

A Marquesa de Angeja me deu muitos detalhes acerca do que concerne a você, cara tia. Acho que ela ficou impaciente com a quantidade de perguntas e particularidades que lhe indaguei. É uma pessoa muito amável. Invejo a sorte que ela tem de vê-la tão frequentemente, cara tia; uma sorte da qual, infelizmente, nunca poderei me vangloriar.

Nós estamos em perfeita saúde, minhas filhas são muito vivas e gentis, minha pequena Maria tem muita graça e palavras encantadoras, que muito me divertem. Sua educação é atualmente minha ocupação favorita e meu mais doce dever, minhas horas livres eu ocupo lendo bastante, atualmente sobre as repúblicas italianas da Idade Média, por (ilegível), é a obra em que encontro mais o espírito de (ilegível).

Beijo suas mãos com os mais ternos e respeitosos sentimentos que me honro de possuir,

Minha bem-amada tia,

Sua muito obediente sobrinha

Leopoldina.

Cristóvão, 20 de julho de 1821.

Apresento minhas saudações a meu tio e ternos beijos a seus amáveis filhos.”

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FBN | 31 de agosto de 1969: Costa e Silva se afasta da presidência

agosto 31, 2017

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Boletim médico atestando o motivo de seu afastamento da presidência. Jornal Tribuna da Imprensa. Ano 1969\Edição 05888. [Acervo Hemeroteca Digital]

Há 48 anos, o presidente Costa e Silva foi afastado da presidência por motivos de doença. Ficou decidido pelos militares que o vice-presidente Pedro Aleixo não assumiria o cargo, e sim, um ministro militar de cada uma das três forças armadas: Exército, Aeronáutica e Marinha. Mais tarde, quem assumiu o cargo de presidente da República foi o general Emílio Garrastazu Médici.

No dia seguinte ao seu afastamento, o jornal Tribuna da Imprensa trouxe a seguinte manchete:

“TRIUNVIRATO MILITAR ASSUME A PRESIDÊNCIA

O marechal Costa e Silva deixou, ontem, temporàriamente o exercício da Presidência da República, vitimado por um distúrbio circulatório, conforme atestado assinado por uma equipe de cardiologistas. Assumiu o poder uma junta militar composta dos ministros da Marinha, Exército e Aeronáutica (…)”

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Jornal Tribuna da Imprensa. Ano 1969\Edição 05888. [Acervo Hemeroteca Digital]

Leia a matéria na íntegra acessando: http://memoria.bn.br/docreader/154083_02/39220

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FBN | 30 de agosto de 1887: José do Patrocínio publica o artigo “A libertação dos escravos”

agosto 30, 2017

libertacao dos escravos 1

Gazeta da Tarde. Ano 1887\Edição 00197. [Acervo Hemeroteca Digital]

Há 130 anos, José do Patrocínio, o “Tigre da Abolição”, publica na Gazeta da Tarde, do também abolicionista Ferreira de Menezes, um artigo intitulado “A libertação dos escravos”. No último parágrafo conclamava o povo a libertar os escravos: “Levantam-se todos e praticamente proclamem a liberdade que Nosso Senhor Jesus Cristo nos ensinou, deu exemplo e nos outorgou morrendo por todos na cruz.” Como o jornal foi vendido, nos meses seguintes, seus artigos passariam a ser publicados na Cidade do Rio, jornal comprado pelo próprio José do Patrocínio com a ajuda do sogro.

Para ler a matéria completa, acesse: http://memoria.bn.br/docreader/226688/7609

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FBN | 28 de agosto de 1941: estreia o Repórter Esso

agosto 28, 2017

O Repórter Esso, noticiário criado nos Estados Unidos pela United Press Association (UPA) e patrocinado pela Standard Oil New Jersey (Esso), estreia na Rádio Nacional um ano antes da entrada do Brasil na Segunda Guerra. Sua criação no país deveu-se, em grande parte, à necessidade de se contrapor ao noticiário da Rádio Berlim, que chegava a diversos países das Américas Central e do Sul. A última edição foi em 31 de dezembro de 1968.

No dia de sua estreia, o jornal A Noite trazia o seguinte anúncio:

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A Noite. Ano 1941\Edição 10613. [Acervo Hemeroteca Digital]

Para ter acesso ao jornal, clique no endereço: http://memoria.bn.br/docreader/348970_04/10678

FBN | Documentos Literários: Originais de Marques Rebelo encaminhados por Drummond

agosto 26, 2017

A Série Documentos Literários, colaboração da Divisão de Manuscritos, homenageia o conhecido autor Marques Rebelo no aniversário de sua morte.

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A casa das três rolinhas de Marques Rebêlo (1936). Página 1. [Acervo Divisão de Manuscritos]

Marques Rebelo é o pseudônimo de Eddy Dias da Cruz, que nasceu no Rio de Janeiro a 6 de janeiro de 1907 e passou sua infância em Minas Gerais. Sua família sofreu com a gripe espanhola, que grassou no Brasil em 1918 e 1919; mais tarde, isso se refletiu num dos seus contos mais conhecidos, “Vejo a Lua no Céu”, que seria transformado em telenovela em 1976. Leitor voraz, foi discípulo, na adolescência, do filólogo Mário Barreto, de quem adquiriu o gosto pelo estudo dos clássicos portugueses. Cursou três anos de Medicina, que abandonou para se dedicar à escrita e ao comércio. Mais tarde, voltou-se para o jornalismo e se bacharelou em Ciências Jurídicas pela Faculdade de Direito da Universidade do Brasil.

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A casa das três rolinhas de Marques Rebêlo (1936). Página 2. [Acervo Divisão de Manuscritos]

Marques Rebelo é autor de vários romances, sendo os mais famosos “Marafa” (1935), com o qual, no mesmo ano, ganhou o Grande Prêmio de Romance Machado de Assis, e “A Estrela Sobe” (1939), levado ao cinema por Bruno Barreto, em 1974. A trilogia “O Espelho Partido”, publicada entre 1959 e 1968, é, contudo, considerada sua obra-prima, um exemplo de ficção autobiográfica com toques machadianos. O autor também escreveu contos, crônicas, biografias, livros didáticos e obras para crianças e jovens. O primeiro, publicado em 1937, foi “A Casa das Três Rolinhas”, em parceria com Arnaldo Tabayá, pseudônimo do médico Miguel Pereira da Motta, filho. Morto este no mesmo ano, o manuscrito original foi doado por Marques Rebelo à Biblioteca Nacional, onde o chefe de gabinete – Carlos Drummond de Andrade – o encaminhou ao diretor Rodolfo Garcia.

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A casa das três rolinhas de Marques Rebêlo (1936). Página 3. [Acervo Divisão de Manuscritos]

Membro da Academia Brasileira de Letras desde 1964, agraciado em 1960 e 1963 com o Prêmio Jabuti (por dois volumes de sua trilogia “O Espelho Partido”), promotor de artistas plásticos e fundador de vários museus de artes no Brasil, Marques Rebelo faleceu a 26 de agosto de 1973. Os originais de “A Casa das Três Rolinhas” estão sob a guarda da Divisão de Manuscritos e podem ser consultados na íntegra pelo link da BN Digital: http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_manuscritos/mss_I_07_19_008A/mss_I_07_19_008A.pdf

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A casa das três rolinhas de Marques Rebêlo (1936). Página 131. [Acervo Divisão de Manuscritos]

FBN | 25 de agosto de 1961: Jânio Quadros renuncia à presidência

agosto 25, 2017
O presidente Jânio Quadros renunciou o cargo de presidente da República após sete meses de governo, pegando de surpresa todo o Brasil, no dia 25 de agosto de 1961. Uma expressão ficou popular no país por conta de uma referência feita pelo famoso Repórter Esso, da qual Jânio Quadros não utilizou: “forças ocultas”. Jânio teria dito que a imposição de “forças ocultas” o teria feito renunciar, mas ele não revelou que “forças” eram essas.
No dia seguinte, o jornal Diario de Noticias estampou em sua capa seguinte matéria:
“Renúncia de Jânio emociona o país
A Carta-Renúncia
Foi a seguinte a carta-renúncia que o sr. Jânio Quadros enviou ao Congresso Nacional e ao País:
Nesta data, e por êste instrumento, deixando com o ministro da Justiça as razões do meu ato, renuncio ao mandato de presidente da República.
Fui vencido pela reação e, assim, deixo o govêrno. Nestes seis meses, cumpri o meu dever. Tenho-o cumprido, dia e noite, trabalhando infatigàvelmente, sem prevenções, sem rancores. Mas, baldaram-se os meus esforços para conduzir esta Nação pelo caminho da sua verdadeira libertação política e econômica, o único que possibilitará o progresso efetivo e a justiça social, a que tem direito seu generoso povo. (…)”
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Diario de Noticias. Ano 1961\Edição 11898. [Acervo Hemeroteca Digital]

Leia a matéria e carta completa, acessando: http://memoria.bn.br/docreader/093718_04/16140
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FBN | 25 de agosto: Dia do Soldado

agosto 25, 2017

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Gravura intitulada Luiz Alves de Lima e Silva: Duque de Caxias, Marechal do exercito, Senador, Ministro do Estado, General invicto, Heroe da guerra do Paraguay. [Acervo Iconográfico]

No dia 25 de agosto é comemorado o Dia do Soldado. Essa celebração homenageia a data de nascimento de Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, considerado o patrono do Exército Brasileiro.

Filho de Francisco de Lima e Silva (comandante da expedição militar contra a confederação do Equador), aos cinco anos de idade, recebeu o título de Cadete da 1ª Classe, no 1° Regimento de Infantaria de Linha do Rio de Janeiro. Cursou a Academia Real Militar entre 1818 e 1821. Em 1823, o Batalhão do Imperador, do qual fazia parte, foi destacado para a Bahia, onde pacificaria  um movimento contra a independência, comandado pelo General Madeira de Melo. Em 1825, junto com o Batalhão do Imperador, participou da campanha da Cisplatina. Em 1837, já promovido a tenente-coronel, Caxias é escolhido para pacificar a província do Maranhão, onde havia iniciado o movimento da Balaiada. Em 1839, é promovido a coronel e nomeado presidente da província do Maranhão e Comandante Geral das forças em operações.

Em 1841, em atenção aos serviços prestados na pacificação do Maranhão, foi-lhe conferido o título nobiliárquico de Barão de Caxias. É promovido a brigadeiro e eleito deputado à assembléia legislativa pela província do Maranhão. Já em março de 1842, é investido no cargo de Comandante das Armas da Corte. Em maio de 1842, o Partido Liberal iniciou um levante na província de São Paulo. O brigadeiro Lima e Silva é nomeado comandante-chefe das forças em operações na província e seu vice-presidente. Cumprida a missão em pouco mais de um mês, o governo nomeia Caxias comandante do exército pacificador em Minas Gerais. Já no início do mês de setembro, a revolta estava abafada e a província, pacificada. No sul do império, a Guerra dos Farrapos persistia, mais de dez presidentes de província e generais se haviam sucedido desde o início da luta, sempre sem êxito. Em 1842, o governo imperial nomeou Caxias comandante-chefe do Exército em operações e presidente da província do Rio Grande do Sul. Em 1° de março de 1845, é assinada a paz de Ponche Verde, dando fim à Revolução Farroupilha. Caxias é proclamado não só Conselheiro da Paz, como também “O Pacificador do Brasil”.

Em 1845, Caxias é efetivado no posto de marechal-de-campo e elevado a conde. Em seguida, foi indicado pelo Rio Grande para senador do império. Em junho de 1851 foi nomeado presidente do Rio Grande e comandante-chefe do Exército do Sul. Sua principal missão era a de preparar o Império para uma luta nas fronteiras dos pampas gaúchos. Em setembro de 1851, Caxias adentra o Uruguai, batendo as tropas do presidente uruguaio Manuel Oribe e diminuindo as tensões que existiam naquela parte da fronteira. Em 1852, é promovido ao posto de tenente-general e recebe a elevação ao título Marquês de Caxias.
Em 1853, passa a tomar parte direta na elevada administração do Estado e, em 1855, é investido do cargo de ministro da guerra. Em 1857, por moléstia do Marquês de Paraná, assume a presidência do Conselho de Ministros do Império, cargo que voltaria a ocupar, em 1861, cumulativamente com o de ministro da guerra. Em 1862, foi graduado marechal-do-exército, assumindo novamente a função de senador no ano de 1863.

Em 1865, tem início a Guerra da Tríplice Aliança, reunindo Brasil, Argentina e Uruguai contra as forças paraguaias de Solano López. Em 1866, Caxias é nomeado comandante-chefe das forças do império em operações contra o Paraguai, mesma época em que é efetivado marechal-do-exército. Em janeiro de 1869, Caxias dá por encerrada sua participação na guerra com a tomada Assunção, capital do Paraguai. Caxias tem seu título nobiliárquico elevado a duque, mercê de seus relevantes serviços prestados na guerra contra o Paraguai. Caxias foi o único Duque brasileiro.

Em 1875, pela terceira vez, é nomeado Ministro da Guerra e presidente do Conselho de Ministros. Caxias ainda participaria de fatos marcantes da história do Brasil, como a “Questão Religiosa”, o afastamento de Dom Pedro II e a regência da Princesa Isabel. No dia 7 de maio de 1880, morre o Duque de Caxias.

Saiba mais sobre Luiz Alves de Lima e Silva no Dossiê Guerra do Paraguai disponível na BNDigital: http://bndigital.bn.br/dossies/guerra-do-paraguai/?sub=contexto-historico%2F

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FBN | 21 de agosto de 1853, morre Maria Quitéria

agosto 21, 2017

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Gravura intitulada “Dona Maria de Jesus” (1824). [Acervo Iconográfico]

Maria Quitéria de Jesus Medeiros nasceu provavelmente em 1792 na Comarca de Nossa Senhora do Rosário, em Feira de Santana (BA). Quando em 1822, os partidários da Independência do Brasil começaram a percorrer a Bahia à procura de voluntários e doações para a luta contra os portugueses, Maria Quitéria pediu permissão ao pai para se alistar, mas ele não deixou. Ela então se disfarçou de homem, tomando roupas emprestadas do cunhado e, contra a vontade do pai, alistou-se no regimento de artilharia, como o soldado Medeiros. Depois foi transferida para a infantaria e passou a integrar o Batalhão dos Voluntários do Imperador, tornando-se a primeira mulher a pertencer a um unidade militar no Brasil.

Duas semanas depois, foi descoberta pelo pai, que a procurava. Entretanto, devido à facilidade com que manejava as armas e por sua disciplina, o major Silva e Castro não permitiu que ela fosse desligada do grupo. Maria Quitéria conquistou o respeito dos companheiros, assumiu a sua condição feminina e não precisou mais usar roupas masculinas. Destacou-se pelo seu entusiasmo e bravura. Sua luta influenciou outras mulheres, formando um grupo feminino liderado por ela.

Depois que D. Pedro I declarou a Independência do Brasil, em 7 de setembro, as tropas portuguesas continuaram lutando no País. Na batalha que ocorreu na foz do rio Paraguaçu, em solo baiano, o grupo de mulheres comandadas por Quitéria se destacou. Quando os portugueses foram derrotados, em julho de 1823, Maria Quitéria foi reconhecida como heroína das guerras pela Independência e homenageada pelo imperador, recebendo o título de Cavaleiro da Ordem Imperial do Cruzeiro.

Apesar de suas lutas e conquistas pelo país, Maria Quitéria passou a viver no anonimato após o casamento com o Gabriel Pereira de Brito, com quem teve uma filha, Luísa Maria da Conceição. A heroína faleceu em Salvador no ano de 1853.

Maria Quitéria é patrona do Quadro Complementar de Oficiais do Exército Brasileiro, Sua independência pessoal serviu de incentivo para os futuros movimentos feministas. Em 1953, aos cem anos de sua morte, o governo brasileiro decretou que o retrato de Maria Quitéria fosse inaugurado em todos os estabelecimentos, repartições e unidades do Exército do Brasil. (Fonte: Portal Brasil)

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FBN | Há 42 anos, a sonda Viking 1 foi lançada rumo a Marte

agosto 20, 2017

No dia 20 de agosto de 1975, aconteceu o primeiro teste da NASA de uma nave enviada da Terra para pousar em Marte. A nave Viking 1, foi autora das primeiras imagens em alta resolução do planeta vermelho, juntamente com uma nave bastante similar lançada um pouco depois, a Viking 2.

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Tribuna da Imprensa (RJ). Ano 1975\Edição 07989. [Acervo Hemeroteca Digital]

Um dia após o seu lançamento, o jornal O Estado de Mato Grosso trouxe a seguinte reportagem:

“”Viking” Viaja Rumo a Marte”

“(…) Os Estados Unidos lançaram ontem em direção a Marte a sonda espacial “Viking”. Trata-se do mais importante projeto científico deste ano. Uma segunda sonda será lançada ainda no corrente mês. Cápsulas lançadas dessas espaçonaves descerão na superfície de Marte e pesquisarão o solo marciano, em busca de formas de vida. Trata-se, portanto, do mais arrojado empreendimento científico já levado a efeito. As primeiras informações fornecidas pela NASA diziam dos resultados positivos do lançamento. As duas espaçonaves somente chegarão a Marte no próximo ano.”

Essa matéria consta na edição 07153 do ano de 1975. Você acessá-la através do link da BNDigital: http://memoria.bn.br/DocReader/098086/23968

Pesquise mais sobre a sonda Viking 1 nos periódicos disponíveis em nossa Hemeroteca Digital: http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/

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