Archive for the ‘exposições’ Category

FBN na mídia | O Globo

agosto 12, 2017
Na última quarta-feira, dia 09, o jornal O Globo publicou uma reportagem sobre a realização de visitas guiadas com os operários da obra de restauração da Biblioteca Nacional.
matéria o globo

FBN | Documentos Literários – Um Livro de Viagens de Saint-Hilaire

dezembro 9, 2016

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A Série Documentos Literários, contribuição da Divisão de Manuscritos, vem apresentar um dos livros de Auguste de Saint-Hilaire, em cuja homenagem a Biblioteca Nacional preparou a exposição “Saint-Hilaire e as Paisagens Brasileiras”.

A literatura de viagem tem raízes na Antiguidade e produziu obras como as Histórias de Heródoto (séc. V a. C.) e Viagem a Roma, de Flávio Josefo (séc. I de nossa era). Continuou ao longo da Idade Média, que nos legou, entre muitos outros, os relatos de Marco Polo (séc. XIII) e do explorador magrebino Ibn Battuta (séc. XIV).  No entanto, foi a partir da Era dos Descobrimentos que esse tipo de relato se consagrou como gênero literário, compreendendo desde a correspondência e os registros oficiais até os relatos de exploradores e as aventuras baseadas em fatos reais, como Robinson Crusoe, de Daniel Defoe (1719), inspirada no relato do náufrago escocês Alexander Selkirk.

Muitos exploradores e viajantes escreveram sobre o Brasil, deixando seu testemunho sobre a fauna, a flora, os habitantes e seus costumes. O primeiro foi Pero Vaz de Caminha, em sua já conhecida carta ao Rei Manuel I. Ainda no século XVI, tivemos o alemão Hans Staden e o francês Jean de Léry; no XVII, os holandeses vindos com Maurício de Nassau; a partir da segunda metade do XVIII e durante o século XIX, naturalistas como Alexandre Rodrigues Ferreira, Carl von Martius, Johan von Spix e Auguste de Saint-Hilaire (1779-1853) que chegou ao Brasil em 1816, comissionado pelo governo francês para coletar exemplares de plantas brasileiras.

Saint-Hilaire permaneceu no país até 1822. Percorreu todo o sul e o sudeste, além de Goiás, e visitou ainda o Uruguai e a Argentina. Nessa viagem, recolheu cerca de 30.000 amostras de mais de 6.000 espécies vegetais, que descreveu e catalogou em seus cadernos de campo; entretanto, sua contribuição para os estudos brasileiros vai muito além da botânica, visto ter escrito saborosas crônicas de viagem.

Uma delas, “Viagens pelo Distrito dos Diamantes e Litoral do Brasil”, foi originalmente publicada em Paris, em 1833. Em 1941 teve uma reedição pela Cia. Editora Nacional, integrando a “Coleção Brasiliana”. Essa edição pode ser consultada, na íntegra, através da BN Digital.

http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_obrasraras/or311664/or311664.pdf

Convidamos a todos para visitar a exposição “Saint-Hilaire e as Paisagens Brasileiras” no Salão de Obras Raras da Biblioteca Nacional, de 9 de dezembro a 28 de fevereiro.

Saiba mais sobre a exposição: https://www.bn.gov.br/acontece/eventos/2016/12/saint-hilaire-paisagens-brasileiras

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FBN | Exposições – Marcos Duprat apresenta um panorama de seu trabalho em mais de quatro décadas, na exposição “Limites”

novembro 17, 2016
Figura no Estúdio - 2000

Figura no Estúdio – 2000

O artista plástico Marcos Duprat inaugura a exposição  “Limites” no dia 22 de novembro, no Espaço Cultural Eliseu Visconti, na Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro. A mostra reúne 60 obras sobre papel e tela que abordam as transformações do artista em sua linguagem pictórica da figuração – ou da imagem que descreve a realidade visível – para a criação de espaços e paisagens oníricas e cromáticas. Após um período de oito anos, de sua última exposição no Rio de Janeiro, e uma permanência de três anos no Nepal, Duprat reencontra o público carioca nessa mostra que ilustra etapas de seu amadurecimento e transformação de sua linguagem plástica ao longo de 40 anos de trabalho.

 

Interior II - 2016

Interior II – 2016

Dentre as obras expostas, algumas são datadas de décadas anteriores como citações dos desdobramentos a partir da virada do século. As obras recentes apresentam radical renovação.  A luz segue como elemento protagônico e de articulação. O plano pictórico compõe-se de áreas de cor em expansão, contruidas por pinceladas que obedecem a um ritmo concêntrico e radial e que criam superfícies que evocam ou configuram horizontes e paisagens cromáticas. A técnica de Duprat é a velatura, em que a cor resulta da superposição de pigmentos em camadas. Nas telas o meio empregado é o óleo, enquanto no papel usa óleo, pastel oleoso, aquarela e lápis.

 

Limites II - 2016

Limites II – 2016

A mostra, que foi exibida anteriormente no MUBE, Museu Brasileiro da Escultura, em São Paulo, vem acompanhada do livro “Limites/Boundaries”, editado em 2015, e de novo catálogo editado pela Biblioteca Nacional. No texto de apresentação do livro, Vera Pedrosa assinala a transformação na obra de Marcos Duprat a partir dos seis anos de sua permanência no Japão, de 2000 a 2006, quando sua pintura sai do ateliê e se volta para a descrição da natureza com renovado vigor. Desde 2008, Duprat tem seu ateliê no Rio de Janeiro, e seu acervo pessoal conta com um número expressivo de pinturas, trabalhos sobre papel, desenhos, fotografias e esculturas.

 

Ponto de Fuga – Díptico - 2016

Ponto de Fuga – Díptico – 2016

Mais informações sobre o artista:

 

Nascido no Rio de Janeiro em 1944, Marcos Duprat manteve ao longo de sua vida diplomática a constância e o fluxo de sua obra. As influências de sua formação artística no Rio de Janeiro e nos EUA, bem como posteriormente dos sete anos vividos na Europa e dos nove na Ásia, deixaram traços nítidos em seu trabalho. Não obstante, o seu registro visual é singular e se mantém coerente. Com sua formação artística iniciada no MAM do Rio de Janeiro, prosseguiu com o mestrado em Belas Artes em Washington, D.C, onde fez sua primeira individual, em 1977. Realizou inúmeras mostras individuais no Brasil, dentre as quais cumpre assinalar aquelas no MASP (1979 e 1988), no MAC (1995), na Pinacoteca do Estado de São Paulo (2006) e no MUBE, Museu Brasileiro da Escultura (2015), em São Paulo.  No Rio de Janeiro cabe destacar as mostras no Centro Cultural Correios (1995 e 2008), no Instituto Cultural Villa Maurina (1996) e no CCBB (1999). No exterior realizou também inúmeras exposições em museus, dentre os quais o Centro Culturale San Fedele, em Milão (1990), o Museu Nacional da Hungria (1993), o Museo de Arte Contemporaneo de Montevidéu (1999), o Teien Metropolitan Art Museum, em Tóquio (2003), e a Sidhartha Art Foundation em Kathmandu (2013). Expôs em galerias no Brasil e no exterior e suas obras estão nos acervos das instituições acima relacionadas, bem como em coleções particulares.

 

Serviço

Exposição: “Limites” – Marcos Duprat

Abertura para convidados : 22 de novembro de 2016.

Período: De 22 de novembro a 17 de fevereiro de 2017

De Terça a Sexta-feira, das 10h às 17h. Sábado, das 10h30 às 14h.

Local : Espaço Cultural Eliseu Visconti – Biblioteca Nacional – Rua México s/n – Centro

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