Archive for the ‘FBN’ Category

FBN | 22 de maio de 1859: nasce Arthur Conan Doyle, autor de Sherlock Holmes

maio 22, 2017

Nascido em Edimburgo, na Escócia, em 22 de maio de 1859, Arthur Conan Doyle foi um médico e escritor  conhecido por ter dado vida a dois célebres personagens da literatura policial: Sherlock Holmes e doutor Watson. Em homenagem ao nascimento do autor, a Fundação Biblioteca Nacional disponibiliza para consulta, duas edições sobre as histórias de um dos detetives mais famosos da ficção.

 

http://memoria.bn.br/DocReader/259063/63774 (Revista Fon-Fon)
http://memoria.bn.br/DocReader/083712/2592 (Revista Careta).

Para saber mais sobre o autor e sobre Sherlock Holmes, explore a Hemeroteca Digital em: http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/

#FBN #BN #BibliotecaNacional #SherlockHolmes

FBN | Série Documentos Literários – A Divina Comédia ilustrada por Amos Nattini

maio 21, 2017

A Série Documentos Literários, contribuição da Divisão de Manuscritos, apresenta uma das mais belas edições de “A Divina Comédia” existentes no acervo da Biblioteca Nacional.

Universalmente conhecido, Dante Alighieri (Florença, 1265 – Ravena, 1321) é tido como o primeiro poeta a escrever em italiano, quando o latim ainda era a língua mais utilizada na ciência e na literatura europeias. Dedicou-se desde jovem ao estudo da poesia, da filosofia e da teologia, participando das discussões entre místicos e escolásticos. Também teve uma breve carreira militar e participou da vida política, integrando o governo de Florença entre 1295 e 1300. No ano seguinte, em meio à disputa partidária entre os guelfos (que defendiam o papado) e os gibelinos (defensores do Sacro Império Romano-Germânico), deixou Florença, num exílio que acabaria se tornando perpétuo.

Durante o exílio, Dante escreveu seu genial poema épico-teológico, “A Divina Comédia”, repleto de alegorias e dividido em três partes: Inferno, Purgatório e Paraíso. O idioma original é o toscano, que acabou por se constituir na base da língua italiana “oficial” graças sobretudo ao alcance das obras de Dante e de outros escritores como Petrarca, Boccaccio e Maquiavel.

A primeira edição impressa de “A Divina Comédia” apareceu em Foligno, Itália, em 1472. No mesmo ano surgiriam outras duas, em Veneza e em Mântua. Desde então multiplicaram-se as edições em vários idiomas e países, muitas das quais ricamente ilustradas, com destaque para a de Gustave Doré (1868), pela editora francesa Hachette.

Em 1915, faltando poucos anos para o sexto centenário da morte de Dante, o pintor italiano Amos Nattini (Gênova, 1892 – Parma, 1985) trouxe à luz as primeiras pranchas com que ilustraria cada um dos cem cantos de “A Divina Comédia”. Os originais foram exibidos em várias cidades italianas e, mais tarde, reunidos numa luxuosa obra em três volumes, que saiu pelo Istituto Nazionale Dantesco, em edição numerada, entre os anos 1931 e 1948. Segundo críticos de arte, o trabalho de Nattini reinterpreta o poema de Dante à luz do momento histórico vivido pela Itália, que se debatia sob o fascismo e passava pelos rigores da guerra – e reafirma o poder da arte e da literatura perante a tirania e a opressão.

A Biblioteca Nacional possui um exemplar da obra em três volumes, que está sob a guarda da Divisão de Iconografia e disponível na Biblioteca Digital através dos links:

Inferno:

http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1466282/icon1466282.pd

Purgatório:

http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon40538/icon40538.pdf

Paraíso

http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon40539/icon40539.pdf

Veja, também, o retrato de Dante a bico de pena por Henrique Goldschmidt, 1867-1952

http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1466285/icon1466285.jpg

#FBN #BN #ADivinaComédia #Dante #BibliotecaNacional

FBN | 19 de maio: Dia Mundial do Físico

maio 19, 2017

No Dia instituído pela ONU como Dia do Físico, a Fundação Biblioteca Nacional presta uma homenagem a esses pesquisadores na figura de René Just Haüy, o Abade Haüy, pioneiro em vários campos das Ciências naturais.
 
Nascido em Saint-Just-en-Chaussée, França, a 28 de fevereiro de 1743, era de família humilde e só pôde estudar graças à ajuda de parentes e amigos e à proteção dos religiosos da Abadia de Saint-Just. Ordenou-se padre e foi nomeado cônego da Catedral de Notre Dame de Paris, passando a ser conhecido como Abade Haüy, embora não seguisse a vida clerical. Seu primeiro interesse científico foi pela área da Botânica, mas logo se voltaria para a Mineralogia, especialmente o estudo das formas assumidas pelos cristais, as quais – ele notou – não eram aleatórias, mas seguiam um padrão geométrico. De seus estudos derivaram as chamadas Leis de Haüy ou da Racionalidade dos Índices. As descobertas foram logo reconhecidas por expoentes científicos daquela época, e o Abade conquistou um lugar na prestigiada Academia de Ciências da França.
 
Além da Mineralogia, Haüy efetuou importantes estudos na área da Piroeletricidade, conduzindo estudos pioneiros. Sua vida dedicada à ciência sofreu, contudo, um forte abalo na época da Revolução Francesa, quando foi perseguido, assim como outros clérigos; chegou a ser preso e a ter seus livros e coleções destruídos, e só se livrou da pena capital por influência de seu antigo aluno Geoffroy Étienne de Saint-Hilaire. Mais tarde, foi nomeado professor de Mineralogia no Museu Nacional de História Natural. Seu trabalho influenciou muitos pesquisadores, inclusive José Bonifácio de Andrada e Silva, que estudou Geologia e Metalurgia em Paris.
 
Com a Restauração do governo francês, Haüy foi exonerado de seus cargos. Morreu na pobreza, em Paris, a 3 de junho de 1822, sem no entanto ter perdido o respeito por parte de seus pares e da sociedade. Deixou vários livros científicos, entre os quais o “Tratado Elementar de Física”, publicado em duas partes na França (1803 e 1806), o qual, traduzido, sairia no Brasil pela Impressão Régia, em 1810.
 
A Biblioteca Nacional possui um exemplar, que está sob a guarda da Divisão de Obras Gerais. A obra foi digitalizada e pode ser consultada através desse link:
 
 
#FBN #BN #BibliotecaNacional #FundaçãoBibliotecaNacional #DiaMundialdoFísico

Brasiliana Fotográfica | Missa Campal de 17 de maio de 1888 – Mais identificações

maio 17, 2017
Dois anos após a publicação da fotografia produzida por Antônio Luiz Ferreira, Missa campal celebrada em ação de graças pela Abolição da Escravatura no Brasil, realizada no Rio de Janeiro, em 17 de maio de 1888, a Brasiliana Fotográfica a republica com mais uma identificação, dessa vez, do padre baiano José Alves Martins do Loreto (1845 – 1896), redator e sócio proprietário do jornal O Apóstolo. O reconhecimento foi feito pelo leitor Pedro Juarez Pinheiro. Além das identificações iniciais, que incluíram Machado de Assis (1839 – 1908), muitas outras já foram realizadas a partir de indicações feitas pelos leitores desse portal, que aceitaram o desafio de apontar outras pessoas presentes no evento. Mas ainda há muito trabalho pela frente. Novos reconhecimentos são bem-vindos! Na silhueta abaixo, o padre Loreto é o número 21.
 
Leia na íntegra em:

FBN | 16 de maio: Aniversário de Nova Friburgo

maio 16, 2017

“O local que hoje constitui o município de Nova Friburgo se estabeleceu em uma área indígena conhecida nos tempos do império como “sertão ocupado por várias nações dos índios brabos”. Os primeiros habitantes nativos da região eram povos das tribos Puri, Puri-Coroado e Guayacaz, que viviam em cabanas simples nas margens dos rios.

Os primeiros europeus que chegaram à região foram os portugueses, atraídos pelo cultivo do café, que se expandiu a partir de Cantagalo. Junto com eles, vieram os escravos africanos, que trabalhavam na lavoura e nos serviços caseiros. No atual distrito de Lumiar, em Benfica, e em São Pedro da Serra, há evidências culturais de quilombos formados por negros e suas famílias, foragidos das fazendas de Cantagalo e da Baixada Fluminense.

Atualmente, a cultura da cidade é fortemente influenciada pela colonização europeia. Tanto, que no centro da cidade, um dos principais pontos turísticos é a Praça das Colônias. O local frequentemente recebe eventos relacionados às dez nações que colonizaram Nova Friburgo. Outro traço forte da cultura municipal é a trova, uma modalidade literária de poesia. Ao falar da cultura friburguense, não se pode esquecer de mencionar as centenárias bandas Euterpe Friburguense, Campesina Friburguense e Euterpe Lumiarense. A primeira, foi fundada em 1863. Sete anos depois, em 1870 veio a Campesina Friburguense. A caçula das sociedades musicais, a Euterpe Lumiarense, data de 1891.

A alta estação turística de Nova Friburgo é o inverno. Com temperaturas baixas, a cidade recebe muitos visitantes em busca de curtir o frio da serra e se deliciar com a gastronomia e também os dois festivais de inverno que integram o calendário de eventos municipal. Entre os meses de julho e agosto, Friburgo é palco do Festival Sesc de Inverno, que está na sua 13ª edição, e do Festival de Inverno de Nova Friburgo, na sua 12ª edição. Enquanto a programação oferecida pelo Sesc inclui música, artes plásticas, cinema, literatura, oficinas e várias formas de arte popular, o outro Festival tem a proposta de oferecer música clássica e erudita de qualidade, como nomes internacionais. A dança também marca presença na cultura de Friburgo. Há 26 anos, a cidade recebe o Encontro Sesc de Dança, que é uma referência do gênero no estado, sempre com artistas de peso no cenário nacional.” (Fonte: Prefeitura de Nova Friburgo).


Em homenagem ao aniversário de Nova Friburgo, a Fundação Biblioteca Nacional disponibiliza, para consulta e download, uma série de fotos históricas sobre a cidade. Para saber mais sobre a cidade, explore o acervo digital em: bndigital.bn.gov.br

FBN | Série Periódicos Brasileiros – Diario de Noticias

maio 15, 2017

O Diario de Notícias foi um matutino de tamanho standard lançado a 12 de junho de 1930 no Rio de Janeiro (RJ), por três jornalistas egressos de O Jornal, dos Diários Associados: Orlando Ribeiro Dantas (o regente da iniciativa e diretor da nova folha), Nóbrega da Cunha e Alberto Figueiredo Pimentel Segundo. Inicialmente propriedade de uma sociedade anônima presidida por Manoel Magalhães Machado, com Aurélio Silva como secretário, o periódico surgiu moderno e arrojado, contextualizado na guinada que consolidou a estrutura empresarial na imprensa brasileira. Após se firmar como um dos mais importantes diários do jornalismo brasileiro, tendo apoiado e, sobretudo, combatido a política de diversos governos distintos, ocasião em que se mostrou ambivalente, circulou até novembro de 1976, após falhar em seu projeto de colher dividendos ao adotar uma linha favorável ao governo militar instaurado com o golpe de 1964.

Leia mais em: http://bndigital.bn.gov.br/artigos/diario-de-noticias-rio-de-janeiro-1930/

#FBN #BN #PeriódicosBrasileiros #DiariodeNoticias

Brasiliana Fotográfica | Dia das Mães

maio 14, 2017

Com uma fotografia da imperatriz Teresa Cristina (1822 – 1889) com suas filhas Isabel (1846 – 1921) e Leopoldina (1847 – 1871), a Brasiliana Fotográfica faz uma homenagem ao Dia das Mães. A fotografia destacada é de autoria do francês Revert Henrique Klumb (c. 1826 – c. 1886), considerado o fotógrafo preferido da família imperial brasileira e um dos primeiros fotógrafos estrangeiros a se estabelecer no Brasil. Foi agraciado com o título de “Photographo da Caza Imperial”, em 1861.

Leia na íntegra em: http://brasilianafotografica.bn.br/?p=8448

FBN | Homenagem – Dia das Mães

maio 14, 2017

 

Em homenagem ao Dia das Mães, a Fundação Biblioteca Nacional disponibiliza esta imagem, pertencente ao Arquivo Arthur Ramos. Nele, o futuro médico, etnólogo e folclorista (1903 – 1949) é retratado no colo de sua mãe, Ana Ramos, tendo ao lado dois de seus irmãos usando trajes de marinheiro, como era comum às crianças dos primeiros anos do século XX.

Por sua importância para as Ciências Sociais e o estudo das relações raciais no Brasil, o Arquivo Arthur Ramos recebeu a nominação no Programa Memória do Mundo da UNESCO. O arquivo está sob a guarda da Divisão de Manuscritos e em processo de digitalização.

Acesse a fotografia em: http://bit.ly/2q3CyV8

#FBN #BN #DiadasMães #AnaRamos#ArthurRamos

FBN I História – 13 de maio de 1888 – Princesa Isabel assina a lei Áurea

maio 13, 2017
Minuta do decreto de "extinção da escravatura" (Acervo FBN)

Minuta do decreto de “extinção da escravatura” (Acervo FBN)

No dia 13 de maio de 1888, a Princesa Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Orléans e Bragança, assinou a Lei Áurea, que decretava a libertação dos escravos.
 
A Biblioteca Nacional relembra a data disponibilizando imagens do documento original da minuta do decreto de extinção da escravatura, e também de uma das mais impactantes galerias de fotos do portal Brasiliana Fotográfica, a “Galeria do Dia da Abolição da Escravatura”.
 
Conheça um pouco mais sobre a Princesa Isabel em: http://bndigital.bn.br/?attachment_id=20554
 
Veja, ainda, o original da minuta do “decreto de extinção da escravatura”: https://blogdabn.files.wordpress.com/2016/05/minuta-do-decreto.pdf
 
 
#FBN #BN #Abolição #AboliçãodaEscravatura #LeiÁurea

 

Albert Henschel. Negra Vendedora de Frutas, c.1870 / Acervo FBN

FBN | Antonio Candido – Homenagem

maio 12, 2017
A Fundação Biblioteca Nacional expressa seu pesar pela morte de Antonio Candido, aos 98 anos de idade, na manhã de hoje. O sociólogo, ensaísta e professor universitário foi um vulto importantíssimo no panorama cultural brasileiro, autor de extensa obra nos campos da Literatura e das Ciências Sociais. Muito ativo no campo da política, militou no Partido Socialista Brasileiro e ajudou a fundar o Partido dos Trabalhadores. Foi também colaborador dos jornais “Folha da Manhã” e “Diário de São Paulo”.
Antonio Candido recebeu vários prêmios por seus trabalhos de crítica e análise literária, entre eles o Jabuti, o Camões e o Machado de Assis. Em 1996 foi agraciado com o Prêmio Anísio Teixeira, concedido a trabalhos na área de Educação. Dentre suas obras destacam-se o conjunto de artigos “Literatura e sociedade: estudos de teoria e história literária” (1965) e “Formação da literatura brasileira” (1975), entre muitas outras.
A Biblioteca Nacional possui em seu acervo de Obras Gerais os livros de Antonio Candido, recebidos através do Depósito Legal. A Divisão de Manuscritos possui uma carta escrita por Antonio Candido ao jornalista Alberto Dines, na qual discorre sobre a importância da obra do escritor austríaco Stefen Zweig. A carta pertence à Coleção Alberto Dines, doada pelo titular.