Archive for the ‘FBN’ Category

Documentos Literários |Exames Censórios do Conservatório Dramático

outubro 5, 2018

A Série Documentos Literários, contribuição da Divisão de Manuscritos, apresenta o Inventário Analítico da coleção de exames censórios do Conservatório Dramático Brasileiro.

 

conservatorio

 

O Conservatório existiu entre 1843 e 1864, como uma associação cujo objetivo era zelar pela qualidade (e pela moral e bons costumes) do que se apresentava nos palcos brasileiros. Entre seus pareceristas estava Machado de Assis, cujas apreciações foram reunidas num livro, também integrante da coleção. Era um crítico rigoroso, especialmente quando se tratava de uma produção escrita originalmente em português, pois, segundo afirmou num parecer,

 

Esta qualidade impõe à crítica mais severidade do que a costumada. Sou dos que pensam que a análise deve ser mais minuciosa, e porventura mais rigorosa com as composições nacionais. Só por este modo pode a reflexão instruir a inspiração.

 

Além dos pareceres, a coleção inclui correspondência, atas, relatórios e outros documentos, constituindo-se num precioso conjunto para quem se dispõe a estudar a história do teatro e, por abrangência, da arte no Brasil do século XIX, dentro de uma perspectiva social e política. Segundo Marco Lucchesi, os pareceres ecoavam os debates que aconteciam na Europa — assim traçando diretrizes para o que seria aprovado no Brasil e, pouco a pouco, serviria para promover lentas mudanças nos costumes e na dinâmica social.

A coleção foi toda microfilmada e digitalizada a partir do microfilme. O Inventário Analítico publicado em 2014 está disponível na BN Digital, no link

http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_manuscritos/mss1415592/mss1415592.pdf

 

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Documentos Literários | Fotos, política e cartas de amor: o Inventário Tobias Monteiro

setembro 28, 2018

 

A Série Documentos Literários, colaboração da Divisão de Manuscritos, apresenta o Inventário Analítico do Arquivo Tobias Monteiro, no qual são disponibilizados os registros de um dos mais importantes conjuntos documentais sob a guarda da Biblioteca Nacional.

Tobias Monteiro (Natal, 1866 – Petrópolis, 1952) foi um dos maiores historiadores brasileiros, além de político – foi senador pelo Rio Grande do Norte — e jornalista. Segundo José Murilo de Carvalho, foi seu trabalho de pesquisa, recolhendo depoimentos sobre a situação financeira do país, que fez Monteiro se interessar por História do Brasil. O arquivo inclui muitos documentos que serviram de base a seus livros sobre a Regência e o Segundo Reinado, além de outros produzidos pelo Barão de Penedo (que tratam de importantes questões políticas, como a Questão Christie, e religiosas, como o conflito do governo brasileiro com os bispos) e os arquivos do Duque de Caxias, do Marquês de Olinda e do Visconde do Uruguai, relevantes para a história diplomática dos países platinos.

 

tobias barreto

 

Outro destaque é o conjunto referente a D. Pedro II, que inclui 32 fotografias, entre as quais várias de personagens do Império, e correspondência original de membros da família imperial, tais como as cartas de amor de D. Pedro II para a Condessa de Barral e Eponina Otaviano.

 

inv, tobias barreto

 

Os documentos ainda não foram digitalizados, mas o Inventário, organizado pela curadora da Divisão de Manuscritos, Ana Lúcia Merege, está disponível pelo link da BN Digital http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_obrasgerais/bndigital0003.pdf.

FBN | Documentos Literários: La Stella Brasiliana – Valsa de Carlos Gomes dedicada à Princesa Isabel

setembro 14, 2018

A Série Documentos Literários, colaboração da Divisão de Manuscritos, apresenta uma partitura de Carlos Gomes, dedicada a Isabel, princesa do Brasil.

carlos gomes

Tido como o maior compositor brasileiro do século XIX, Antônio Carlos Gomes (Campinas, 11 de julho de 1836 – Belém, 16 de setembro de 1896) era filho do regente da banda de sua cidade, na qual deu seus primeiros passos na carreira musical. Compositor de polcas, quadrilhas e modinhas desde a adolescência, era entusiasmado pelas óperas italianas, e em 1861 teve a oportunidade de levar ao palco uma de sua própria autoria: “A Noite do Castelo”, que o tornou muito querido na Corte e atraiu a atenção de D. Pedro II.

Patrocinado pelo imperador, o compositor partiu para a Itália, onde estudou no Conservatório de Milão e escreveu sua ópera mais conhecida, “O Guarani”. Baseada no livro de José de Alencar, a ópera estreou em 1870, tanto na Itália como, meses depois, no Brasil. Na mesma década escreveu “Fosca”, “Salvator Rosa” e “Maria Tudor”.

Em 1888, Carlos Gomes compôs a ópera “O Escravo” (Lo Schiavo), que retoma o tema de “O Guarani” – a história se passa no século XVI e o escravo retratado não é africano, e sim um indígena. A ópera teve dificuldades para estrear na Itália, devido a problemas financeiros e desavenças quanto ao libreto. Ao saber disso, a Princesa Isabel abriu uma subscrição para arrecadar fundos a fim de que “O Escravo” viesse para o Brasil, onde a ópera acabou por ser apresentada em setembro de 1889.

carlos gomes partitura

Carlos Gomes ainda escreveria duas óperas, “Condor” e “Colombo”. Seus últimos anos foram, contudo, marcados pela doença e por várias decepções, inclusive a de, após a proclamação da República, ver partir para o exílio seus protetores e amigos, D. Pedro II e a Princesa Isabel.

A partitura que apresentamos, da valsa para pianoforte “La Stella Brasiliana”, foi escrita em 1867, quando Carlos Gomes residia em Milão. Foi dedicada à Princesa Hereditária do Brasil e Condessa d´Eu. O original se encontra na Divisão de Música e pode ser consultado pelo link da BN Digital.

Ouça um trecho do arquivo sonoro da ópera “O Guarani”, também da Divisão de Música.

Veja a litogravura datada de 1880, pertencente à Divisão de Iconografia.

Documentos Literários | Depoimentos sobre Câmara Cascudo

agosto 31, 2018

No mês do Folclore, a Série Documentos Literários, colaboração da Divisão de Manuscritos, homenageia Luís da Câmara Cascudo.

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Um dos maiores historiadores e pesquisadores de folclore do Brasil, Câmara Cascudo (Natal, 30/12/1898 – 30/7/1986) se formou na Faculdade de Direito de Recife, mas iniciou sua vida profissional como jornalista. Inicialmente voltado para a crítica e a ficção, já com algumas obras publicadas, o contato com os modernistas o levou a aprofundar seu interesse pelo folclore brasileiro, e assim surgiu seu primeiro livro nessa área, “Vaqueiros e Cantadores”, de 1939.

Desde então, Câmara Cascudo se firmou como grande conhecedor do saber popular e depositário da memória nacional. Fundou a Sociedade Brasileira de Folclore e publicou livros essenciais para os estudos nesse campo, tais como “Literatura Oral no Brasil”, “Contos Tradicionais do Brasil” e “Dicionário do Folclore Brasileiro”, publicado em 1954 e tido como sua obra mais importante. Rejeitava, porém, o título de folclorista; pedia que o chamassem de Professor, papel que desempenhou para mais de 2.000 alunos.

A obra que apresentamos é um folheto publicado em 1947, contendo depoimentos de amigos, colegas e alunos de Câmara Cascudo. Eles contam suas lembranças do Professor desde os tempos de menino, comentam sobre suas aulas e demais atividades e discorrem sobre seu trabalho, aproximando-o de outras manifestações artísticas, tais como a música, as artes plásticas e a literatura de ficção.

camara cascudo pesquisador

O folheto está na Divisão de Obras Gerais e pode ser consultado na BN Digital através do link http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_obrasgerais/drg35482/drg35482.pdf

Documentos Literários | O Folclore nas Coleções da Divisão de Manuscritos

agosto 22, 2018

Em decreto de 1965, o Congresso Nacional instituiu o Dia do Folclore Brasileiro, comemorado a 22 de agosto. Por “folclore” entendem-se não apenas lendas e seres mitológicos, mas todo um conjunto de criações culturais referente a uma comunidade: danças, crenças, provérbios, adivinhas, festas populares, alimentos e medicina tradicional, entre várias manifestações.

O Brasil teve – e tem – inúmeros estudiosos que se distinguiram no campo do folclore, entre os quais o musicólogo Renato Almeida, os escritores Mário de Andrade e Marco Haurélio, a cantora Inezita Barroso (bibliotecária e doutora honoris causa em Folclore Brasileiro, que lecionou em Universidades) e aquele que é considerado o expoente máximo, Luís da Câmara Cascudo. Vários deles estão representados na Divisão de Manuscritos por meio de cartas, anotações e outros documentos.

Destacamos duas coleções cujos titulares foram eminentes folcloristas:

– A Coleção Nunes Pereira reúne cerca de 1430 documentos produzidos ou acumulados pelo veterinário e antropólogo Manuel Nunes Pereira (1893-1985), que viveu por muitos anos na região amazônica, entre os povos nativos, coletando informações sobre costumes, alimentação, imaginário. A coleção doada pelo titular inclui correspondência, pareceres, artigos, recortes de jornal, notas sobre etnologia.

– O Arquivo Arthur Ramos reúne cerca de 4.860 documentos produzidos ou acumulados pelo médico, etnólogo e professor Arthur Ramos (1903 – 1949): folhetos, recortes de jornal, anotações sobre psiquiatria, etnografia, folclore e ciências sociais, originais de artigos, fotografias, desenhos e uma extensa correspondência do titular e de terceiros. Em 2016, o Arquivo Arthur Ramos recebeu o diploma do programa Memória do Mundo da UNESCO, um reconhecimento do seu valor como patrimônio cultural.

Ambas as coleções podem ser consultadas na Divisão de Manuscritos. O Arquivo Arthur Ramos já está em boa parte disponível na BN Digital, proporcionando acesso remoto aos documentos textuais e ao valioso acervo fotográfico. Neste encontramos registros únicos de manifestações culturais nas décadas de 1930 e 1940, tais como as fotos do Carnaval baiano e dos artefatos aqui reproduzidos.

 

Para ter acesso ao acervo das coleções mencionadas acesse a BN Digital: http://bndigital.bn.gov.br/

Documentos Literários | Um Depoimento de Carlos Drummond de Andrade

agosto 17, 2018

A Série Documentos Literários, colaboração da Divisão de Manuscritos, homenageia Carlos Drummond de Andrade no aniversário de sua morte.

Contista, cronista e sobretudo poeta, Drummond (Itabira, 31 de outubro de 1902 – Rio de Janeiro, 17 de agosto de 1987) iniciou sua carreira literária divulgando o Modernismo, que influenciou, principalmente, seus primeiros trabalhos. Alguns estudiosos, contudo, não o consideram modernista, embora se aproxime dessa corrente tanto em estilo quanto nos temas abordados, frequentemente ligados ao cotidiano. Muitos de seus poemas traduzem inquietações frente ao mundo e ao desenrolar dos fatos: a guerra, a pobreza, a morte, a solidão.

Carlos Drummond de Andrade foi autor de dezenas de livros e coletâneas de prosa e poesia, tais como “A Rosa do Povo” (1945), “Contos de Aprendiz” (1951), “Boitempo” (1968) e “Amar se Aprende Amando” (1985), bem como de alguns livros infantis. Também exerceu a carreira de funcionário público durante a maior parte da vida, trabalhando ao lado do Ministro da Educação, Gustavo Capanema, durante a Era Vargas. Recebeu várias homenagens e prêmios literários, porém jamais concorreu à Academia Brasileira de Letras.

 

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O manuscrito original que apresentamos não é um poema, porém é igualmente precioso. Trata-se de um testemunho do autor a respeito de uma leitura que fez na adolescência: a dos poemas de “Eu”, de Augusto dos Anjos (1884-1914), poeta que Ferreira Gullar considera pré-modernista. No depoimento, escrito em 1984 – centenário de Augusto dos Anjos –, Carlos Drummond de Andrade discorre sobre um item fundamental de sua bagagem literária, deixando claro que ela se tornou parte de sua memória afetiva e, possivelmente, exerceu alguma influência sobre seus trabalhos. Revela-se, assim, o jovem leitor que um dia viria a ser um grande poeta.

O documento está sob a guarda da Divisão de Manuscritos e pode ser consultado através do link da BN Digital http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_manuscritos/mss_I_07_17_005C/mss_I_07_17_005C.pdf

Documentos Literários | Aniversário de Gonçalves Dias

agosto 10, 2018

A Série Documentos Literários, colaboração da Divisão de Manuscritos, homenageia o escritor Gonçalves Dias em seu aniversário.

Filho de um comerciante português e uma descendente de negros e indígenas, Antônio Gonçalves Dias (Caxias, MA, 10 de agosto de 1823 – Guimarães, MA, 3 de novembro de 1864) se formou em Direito na Universidade de Coimbra e participou de importantes grupos de estudos literários e historiográficos portugueses. Regressou ao Brasil em 1845, mas, antes disso, escreveu “Canção do Exílio”, o poema pelo qual se tornaria mais conhecido e que é considerado uma das primeiras manifestações do Romantismo brasileiro.

 

 

De volta à pátria, começou a lecionar no Colégio Pedro II e a atuar como jornalista — em 1849 foi um dos fundadores da revista “Guanabara”. Continuou a escrever poemas, alguns dos quais se tornaram famosos, como os poemas indigenistas “I-Juca Pirama”, publicado na obra “Últimos Cantos”, e “Os Timbiras”, publicado em 1857 pela editora alemã Brockhaus. Era também etnólogo, destacando-se por seus estudos linguísticos, e isso lhe valeu ser nomeado chefe da Seção Etnográfica e Narrativa da Comissão Científica de Exploração, organizada pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro – IHGB. Com ela viajou entre 1859 e 1860 pelo Ceará, Pará e Amazonas.

Em 1864, ao regressar de um malsucedido tratamento de saúde na Europa, Gonçalves Dias foi a única vítima fatal de um naufrágio, ocorrido próximo à costa do Maranhão. Assim morreu aquele que José de Alencar afirmou ser “o poeta nacional por excelência, aquele a quem ninguém disputa na excelência da imaginação”.

 

O documento apresentado é uma carta de Gonçalves Dias endereçada ao escritor e historiador francês Ferdinand Denis (1798-1890), que tinha estado no Brasil quando jovem e escreveu vários textos sobre o país. Nela, o autor de “Canção do Exílio” comenta sobre seu estado de saúde e conta que mandou buscar um livro do escritor português, também historiador, Alexandre Herculano.

A carta está na Divisão de Manuscritos e pode ser consultada através da BN Digital pelo link http://objdigital.bn.br/…/div_man…/mss1233574/mss1233574.pdf

A gravura pertence ao acervo da Divisão de Iconografia, disponível emhttp://objdigital.bn.br/…/div_iconografia/i…/icon1387666.jpg

Documentos Literários | 3 de agosto – fim da tortura e da censura no Brasil

agosto 3, 2018

No dia 3 de agosto de 1988, a Assembleia Nacional Constituinte repudiou os excessos dos governos militares, inserindo na nova Constituição – a Constituição Cidadã — artigos que proibiam a tortura e garantiam a liberdade de expressão.

Para lembrar essa data, a Série Documentos Literários, contribuição da Divisão de Manuscritos, apresenta uma carta enviada pela Ed. Civilização Brasileira ao militar e intelectual Nelson Werneck Sodré. Seu autor, possivelmente um dos editores, que assina apenas com uma rubrica, lamenta que o Instituto Nacional do Livro – INL tenha vetado a dedicatória feita a Nelson Werneck Sodré por Martha Antiero, autora do livro “A Rede”. Em sua opinião, isso teria se dado por pressão do Serviço Nacional de Informações, o SNI, ou de outro órgão de controle de informações e publicações criado após o golpe de 1964, uma vez que Nelson Werneck Sodré era considerado “persona non grata” pelo regime.

A carta, de 1976, integra a Coleção Nelson Werneck Sodré e está disponível através do link da BN Digital: http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_manuscritos/mss1353618/mss1353618.jpg

Coleção Percival Farquhar

agosto 1, 2018

A Coleção Percival Farquhar, custodiada na Divisões de Manuscrito da Fundação Biblioteca Nacional, é composta por 1610 documentos manuscritos, fotografias, plantas, mapas, que cobrem suas atividades empresariais e vida pessoal na primeira metade do século XX.

Farquhar (1864-1953) nasceu na Pensilvânia, nos Estados Unidos, e formou-se engenheiro na Universidade de Yale. Lançou-se no mercado latino-americano, investindo em segmentos empresariais como energia elétrica, bondes e construção de portos e ferrovias. No Brasil, foi pioneiro na construção de linhas férreas e de siderurgias, otimizando o processo de extração de minério de ferro, e ligando a produção siderúrgica ao litoral com vistas à exportação. Entre seus empreendimentos, destacamos a Brazil Railway Company, Cia. Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, Itabira Iron Ore Co., Companhia Brasileira de Mineração e Siderurgia e a Aços Especiais Itabira. Por sua atuação ligada aos investidores e ao mercado internacional, suscitou resistências nacionalistas que marcaram sua trajetória no país.

 

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Percival e Cathya Farquhar na inauguração dos altos-fornos da Companhia Aços Especiais Itabira (ACESITA). 1 fotografia: cópia em gelatina e prata, p&b; Timóteo (MG), 1950. Localização: ARQ. 1,4,1 (8)

 

O arquivo do engenheiro norte-americano Percival Farquhar (1864-1953) foi doado à Fundação Biblioteca Nacional em dois momentos: uma primeira remessa em 1953, por seu filho, Donald Farquhar, e um complemento posterior, em 1965, por seu biógrafo, Charles A. Gauld.

O acervo é composto de documentos técnico-administrativos referentes aos seus empreendimentos no Brasil, com atuação maciça nas áreas ferroviária, portuária e siderúrgica, e de documentos pessoais – em que prevalecem as cartas trocadas entre o empresário e os filhos, George, Gordon e Donald, além do irmão, Francis Farquhar. Além dos documentos textuais, há também documentos fotográficos, que retratam aspectos de um Brasil em vias de “modernização”, desenhos técnicos e documentos cartográficos. A documentação está dividida em doze séries, sendo elas: Correspondências, Brazil Railway Company, Itabira Iron Ore Company, Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, Estrada de Ferro Vitória a Minas, Companhia Vale do Rio Doce, Companhia Docas do Rio de Janeiro, Companhia Brasileira de Mineração e Siderurgia, Companhia Itabira de Mineração, Companhia Aços Especiais Itabira, Recortes e Documentos Fotográficos.

O processamento técnico do acervo completo acabou de ser concluído e todas as informações estão disponíveis na base de dados SophiA (http://acervo.bn.br/sophia_web/index.html) , podendo ser pesquisado por níveis de descrição ou pontos de acesso. Embora a documentação não seja de todo inédita, muitos itens ainda não foram trabalhados por pesquisadores e são de alta relevância ao estudo do processo de industrialização brasileira.

O acervo de Percival Farquhar traz importantes e inéditas contribuições para a compreensão do desenvolvimento industrial do Brasil e dá a dimensão pessoal desta história. Como exemplo desses documentos temos:

 

carta

Correspondências entre Percival Farquhar e seus filhos, Donald Farquhar e George Farquhar, sobre notícias pessoais, política internacional e suas empresas. 48 doc. (74 p.). 4 nov. 1935 a 28 fev. 1943. Localização: 27,01,009 nº001

 

 

perfil melhor

C. E. F. Victoria a Minas: perfil longitudinal da linha. [1932?]. Localização: I-33,06,008

 

Documentos Literários | Um bilhete de Alexandre Dumas, filho

julho 27, 2018

A Série Documentos Literários homenageia o escritor Alexandre Dumas, filho.

Natural de Paris, onde nasceu a 27 de julho de 1824, era filho ilegítimo do também escritor Alexandre Dumas, autor, entre outras obras, de O Conde de Monte Cristo e Os Três Mosqueteiros. Foi reconhecido pelo pai ainda criança e afastado do convívio com a mãe; isso o teria afetado emocionalmente e, mais tarde, inspirado a criar personagens femininas trágicas, tais como a Marguerite de seu romance mais conhecido, “A Dama das Camélias”.

 

Dumas, filho escreveu vários outros romances e peças teatrais, pelos quais conquistou um merecido reconhecimento. Em 1874 se tornou membro da Academia Francesa e em 1894 recebeu a comenda da Légion d´Honneur. Faleceu em Marly-Le-Roi, França, a 27 de novembro de 1895.

A Divisão de Manuscritos possui três bilhetes do escritor. O que aqui apresentamos integra a Coleção Adir Guimarães e está acompanhado de um bilhete em português cujo autor afirma ter conseguido o autógrafo com a dona do hotel em que se hospeda em Paris. Nesse bilhete, que não está datado, Dumas escreve a um amigo e afirma que está pronto a receber sua protegida, bastando que ela o avise sobre o dia e a hora em que poderá visitá-lo.