Archive for the ‘homenagem’ Category

FBN | Documentos Literários: Carta de Ferdinand Denis ao Poeta e Etnólogo Gonçalves Dias

novembro 3, 2017

A Série Documentos Literários homenageia Gonçalves Dias, autor de poemas como “Canção do Exílio” e “I-Juca Pirama” , no aniversário de sua morte.

Antônio Gonçalves Dias (Caxias, MA, 10 de agosto de 1823 – Guimarães, MA, 3 de novembro de 1864) é conhecido principalmente por sua obra literária, na qual se sobressaem os poemas nacionalistas e indigenistas. Entretanto, teve também uma importante atuação como jornalista, como professor do Colégio Pedro II, onde lecionou História e Latim, como advogado, formado na Universidade de Coimbra, e, ainda, como etnólogo e folclorista, tendo-se destacado na pesquisa sobre as línguas nativas. Por causa disso, foi convocado para dirigir a Seção Etnográfica e Narrativa da Comissão Científica de Exploração, organizada pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro – IHGB. Com ela viajou entre 1859 e 1860 pelo Ceará, depois visitou os estados do Pará e do Amazonas, onde coletou inúmeros objetos etnográficos.

Em 1862, Gonçalves Dias, com a saúde debilitada, foi à Europa em busca de tratamento. Várias temporadas em estações de cura não lograram êxito. Em 1864, embarcou de volta ao Brasil, mas o navio no qual viajava naufragou ao se chocar contra um banco de areia, próximo à costa do Maranhão. Todos se salvaram, menos o escritor, que não teve forças para deixar seu camarote. Morria, assim, aquele que José de Alencar disse ser “o poeta nacional por excelência, aquele a quem ninguém disputa na excelência da imaginação”.

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O documento apresentado é uma carta enviada a Gonçalves Dias pelo escritor e historiador francês Ferdinand Denis (1798-1890), que tinha estado no Brasil quando jovem e acabou por se tornar um especialista em estudos brasileiros. Na carta, datada de 1862, Denis se refere a viajantes e a seus estudos e comenta sobre o estado de saúde do poeta, desejando que logo esteja bem e possa brindá-los com novos “poemas encantadores ou páginas cheias de interesse”.

A carta está na Divisão de Manuscritos da Biblioteca Nacional e pode ser consultada pelo link da BN Digital: http://objdigital.bn.br/…/div_man…/mss1233576/mss1233576.pdf

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FBN | 29 de setembro de 1908 – morre Machado de Assis

setembro 29, 2017

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Machado de Assis aos 57 anos. 1896. [Acervo Iconográfico]

Nascido no Rio de Janeiro,  em 21 de junho de 1839, e falecido na mesma cidade, em 29 de setembro de 1908, Joaquim Maria Machado de Assis foi um poeta, romancista, contista, cronista, dramaturgo, folhetinista, jornalista, crítico literário e teatral brasileiro. Como prosador, alcançou sucesso e admiração ainda em vida e produziu o conjunto de obra amplamente considerado como o mais importante da literatura brasileira. Foi, ainda, um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras e seu primeiro presidente.

Curioso e amante dos livros desde muito cedo, Machado educou-se em escolas públicas e não frequentou universidades. Buscando deixar o subúrbio rural, ascender socialmente e desenvolver-se intelectualmente, o jovem pobre e negro passou a frequentar o centro da cidade, onde firmou amizades com Francisco de Paula Brito (que o apadrinhou e empregou em sua livraria e tipografia) e Manuel Antônio de Almeida (autor de Memórias de um Sargento de Milícias). Aos 17, estava empregado na Imprensa Nacional, de onde saiu para colaborar com jornais e dar início a uma bem sucedida carreira como funcionário público – chegaria a diretor-geral da Contabilidade no Ministério Federal da Indústria, Viação e Obras Públicas. Em 1869, conheceu Carolina Augusta Xavier de Novais, portuguesa e culta, com quem se casou e viveu uma vida conjugal harmônica e sem sobressaltos pelos próximos 35 anos. Juntos, moraram na Lapa, Catete e Largo do Machado, até se fixarem no bairro do Cosme Velho. Ao final da vida, em 1908, Machado de Assis teria a admiração quase unânime dos artistas e intelectuais brasileiros, o reconhecimento do público e a amizade pessoal de figuras como Joaquim Nabuco e o Visconde do Rio Branco.

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Casa em que morou Machado de Assis no Cosme Velho [Acervo Iconográfico]

O estilo machadiano é reconhecível pelo tom polidamente irônico, ao mesmo tempo educado e irreverente – pela camada fina de boas maneiras sob a qual se esconde uma crítica impiedosa das convenções sociais e do ridículo da existência humana.

Se, por um lado, a obra de Machado foi geralmente objeto de reverência e admiração no Brasil e em Portugal ainda durante a vida do autor, a barreira da língua fez com que sua grandeza permanecesse desconhecida no restante do mundo. A divulgação de sua obra e as traduções, feitas, principalmente, nas últimas décadas do séc. XX, confirmaram em Machado um genial elaborador da prosa literária, cuja obra permanece revelando riquezas e influenciando escritores de outras gerações, culturas e línguas.

Como escreveu Antonio Candido:

“O fato de sua obra encontrar atualmente certo êxito no exterior parece mostrar a capacidade de sobreviver, isto é, de se adaptar ao espírito do tempo, significando alguma coisa para as gerações que leram Proust e Kafka, Faulkner e Camus, Joyce e Borges. (…) Na razão inversa de sua prosa elegante e discreta, do seu tom humorístico e ao mesmo tempo acadêmico, avultam para o leitor atento as mais desmedidas surpresas. A sua atualidade vem do encanto quase intemporal do seu estilo e desse universo oculto que sugere os abismos prezados pela literatura do século XX”. (“Esquema de Machado de Assis”, em Vários Escritos. São Paulo: Duas Cidades, 1970).

Acesse a obra completa de Machado de Assis disponível para download: http://machado.mec.gov.br/

Pesquise mais sobre Machado de Assis no nosso Acervo Digital: http://bndigital.bn.gov.br/acervodigital

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FBN| 22 de setembro de 1959 – Santos Dumont é condecorado como Marechal-do-Ar

setembro 22, 2017

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Santos Dumont [Livro]: cinquentenário do primeiro vôo do mais pesado que o ar. 1956. [Acervo Iconográfico]

Em 22 de setembro de 1959, o Presidente Juscelino Kubitschek, por meio da lei nº 3.636, concede ao Tenente-Brigadeiro-do-Ar Alberto Santos Dumont o posto honorífico de Marechal-do-Ar.

“Lei nº 3.636, de 22 de Setembro de 1959

Concede ao Tenente-Brigadeiro-do-Ar Alberto Santos Dumont o posto honorífico de Marechal-do-Ar.

O Presidente da República,
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º É concedido ao Tenente-Brigadeiro-do-Ar Alberto Santos Dumont o pôsto honorifico de Marechal-do-Ar.

Parágrafo único. No Almanaque do Ministério da Aeronáutica, para o efeito desta lei, será, feita, em caráter permanente, a devida alteração.

Art. 2º Esta lei entrará, em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Rio de Janeiro, 22 de setembro de 1959; 138º da Independência e 71º da República.

JUSCELINO KUBITSCHEK
Francisco de Mello. ”

Conheça um pouco mais sobre Santos Dumont acessando: http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_iconografia/icon1282516.pdf

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FBN | 21 de setembro – Dia da Árvore

setembro 21, 2017

No Brasil, o Dia da Árvore é comemorado em 21 de setembro, em função da véspera da primavera.

Apesar de ainda ser comemorado nos dias de hoje, o dia da árvore foi substituído pela Festa Anual das Árvores, instituída pelo decreto federal 55.795 de 24 de Fevereiro de 1965.

De acordo com o artigo 2º desse mesmo decreto, a Festa Anual das Árvores tem como objetivo “difundir ensinamentos sobre a conservação das florestas e estimular a prática de tais ensinamentos, bem como divulgar a importância das árvores no progresso da Pátria e no bem-estar dos cidadãos.”

Para lembrar a data e sua importância, a Fundação Biblioteca Nacional disponibiliza imagens de algumas árvores brasileiras retratadas em propagandas utilizadas por um laboratório farmacêutico. A coleção original, composta por 9 folhetos, cujos textos são atribuídos à Eurico Santos ( 1883), era oferecida pelo laboratório aos médicos e ao público em geral como forma de divulgação de seus produtos, e está disponível para consulta na Divisão de Iconografia da Biblioteca Nacional.

Além da coleção, para enfatizar a importância das árvores e da preservação do meio ambiente, a FBN disponibiliza para download o “Album pittoresco do Rio de Janeiro : doze vista brasileiras escolhidas” (Sec. XIX),  Schutz, Jan Frederik: http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon393040/icon393040.pdf

 

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FBN | 19 de setembro – Dia Nacional do Teatro

setembro 19, 2017

No dia 19 de setembro é comemorado o Dia Nacional do Teatro. Em homenagem a essa celebração, a Biblioteca Nacional homenageia três grandes teatros brasileiros: Teatro Amazonas, Theatro Municipal do Rio de Janeiro e Theatro Municipal de São Paulo.

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Manáos: Theatro Amazonas. 1909. [Acervo Iconográfico]

O Teatro Amazonas, desde a sua inauguração em 1896, viu apresentar-se no seu palco todo tipo de espetáculo: óperas, operetas, musicais, peças de teatro, shows de cantores líricos e populares, festivais, grupos de dança, bandas de música, corais, orquestras e tantos outros. Mas além de casa de espetáculos, ele é um lugar de referências fundamentais para a cidade. Nele a função teatro anda de braços dados com a função de lugar de memória, de patrimônio cultural e de museu.

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Theatro Municipal do Rio de Janeiro. [Acervo Iconográfico]

Já o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, um dos mais imponentes e belos prédios da cidade, inaugurado em 14 de julho de 1909, é considerado a principal casa de espetáculos do Brasil e uma das mais importantes da América do Sul.  Sua história mistura-se  com a trajetória da cultura do País. Ao longo de pouco mais de um século de existência, o Theatro tem recebido os maiores artistas internacionais, assim como os principais nomes brasileiros, da dança, da música e da ópera.

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Theatro Municipal de São Paulo. 192?. [Acervo Iconográfico]

Por fim, o Theatro Municipal de São Paulo surgiu para a cidade como um grande símbolo das aspirações cosmopolitas do início do século 20. Cada vez mais refinada e com mais recursos provenientes do ciclo do café, a alta sociedade paulistana espelhava-se em valores europeus e desejava uma casa de espetáculos à altura de suas posses para receber grandes artistas da música lírica e do teatro. (Fontes: Governo do Estado do Amazonas, Theatro Municipal do Rio de Janeiro e Theatro Municipal de São Paulo)

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FBN | 18 de setembro – Aniversário de Feira de Santana

setembro 18, 2017
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Mercado na Feira St. Anna. 18? [Acervo Iconográfico]

No começo do século XVIII, o português Domingos Barbosa de Araújo e sua esposa, Ana Brandôa, proprietários da fazenda Santana dos Olhos D’Água, mandaram erigir uma capela sob a invocação de São Domingos e Santana. Ao redor do templo, construíram-se os primeiros casebres de rendeiros e as senzalas. Essas terras, por morte dos proprietários, foram mais tarde julgadas devolutas e incorporadas a Fazenda Nacional. Graças a sua posição geográfica, no limite do recôncavo com os tabuleiros semi-áridos e, portanto, na confluência das zonas da mata e do litoral, a nova aglomeração tornou-se pouso de tropas e dos viajantes que, provenientes do alto sertão baiano e das regiões do Piauí e Goiás, demandavam o porto de Nossa Senhora do Rosário de Cachoeira.

Ainda na primeira metade do século, a povoação começou a constituir centro de permutas e escambos. Daí a formação do arraial de Santana da Feira foi um passo. Do comércio incipiente originou-se pequena feira livre, realizada no primeiro dia da semana. O comércio então estabelecido forçou a abertura de ruas adequadas ao trânsito de feirantes de toda parte. Assim a população cresceu e as lojas foram aparecendo.

Foi esse impulso que levou os habitantes a pedirem a criação do município, o que aconteceu em 1832, com território desmembrado do de Cachoeira. Feira de Santana desempenhou papel importante no movimento federalista de 1832, insurgindo-se contra revolução que irrompera na província da Bahia, e em seu território desenrolaram-se algumas lutas da Sabinada. A grande heroína da independência, Maria Quitéria, nasceu na freguesia de São José das Itapororocas quando esta pertencia ao Município de Cachoeira. (Fonte: IBGE)

Em homenagem ao aniversário da cidade, a Biblioteca Nacional divulga a disponibilidade, para consulta e download, de uma fotografia de Feira de Santana. Você pode acessá-la através do endereço: http://acervo.bndigital.bn.br/sophia/index.asp?codigo_sophia=2371

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FBN | Documento da Semana – 18 de Setembro: Dia dos Símbolos Nacionais Brasileiros

setembro 18, 2017
Com a partitura do Hino Nacional, a BNDigital homenageia todos os símbolos nacionais do Brasil: a Bandeira, as Armas, o Selo e o Hinos Nacionais, ícones da identidade de nossa Nação.

O documento é intitulado “Hino nacional brasileiro [Partitura] : 4 vozes mixtas [sic] a cappella”, de autoria de Francisco Manuel da Silva.

Acesse a partitura completa através do link: http://acervo.bndigital.bn.br/sophia/index.asp?codigo_sophia=9232

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FBN | 15 de setembro de 1793 – Nasce Marquês de Sapucaí

setembro 15, 2017

Nascido em Congonhas do Sabará (MG), em 15 de setembro de 1793, Candido José de Araujo Viana, popularmente conhecido como o Marquês de Sapucaí, foi um desembargador, político e intelectual brasileiro. Terminado o primário em terras brasileiras, cursou o ensino superior em Portugal, na Faculdade de Leis da Universidade de Coimbra, recebendo o grau de bacharel no ano de 1821. Após retornar ao Brasil, desempenhou diversos cargos, dentre os quais se destacam a presidência do estado de Alagoas e a nomeação como Conselheiro de Estado extraordinário, em 1850. Apesar de sempre ter sido reconhecido por seus serviços ao Império, o título de marquês, no entanto, só lhe foi concedido em 1872, durante sua aposentadoria.

Candido José de Araujo Viana faleceu em 23 de janeiro de 1875, na província do Rio de Janeiro.

Em homenagem ao Marquês de Sapucaí, a Biblioteca Nacional disponibiliza, para consulta e download, uma partitura de autoria do político e intelectual brasileiro: Candinho, do gênero “Schottisch”. Para acessar o documento, clique no link abaixo:

http://acervo.bndigital.bn.br/sophia/index.asp?codigo_sophia=2263

Candinho - Candido José de Araujo Viana. Acervo FBN

Candinho – Candido José de Araujo Viana. Acervo FBN

Para saber mais sobre o assunto, explore o acervo da BNDigital no link http://bndigital.bn.br/acervodigital/

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FBN | Documentos Literários – Aniversário de Bocage

setembro 15, 2017

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A Série Documentos Literários, contribuição da Divisão de Manuscritos, lembra o aniversário do poeta Manuel Maria Barbosa du Bocage.

Natural de Setúbal (Portugal), onde nasceu a 15 de setembro de 1765, Bocage é muito conhecido por seus versos satíricos, que lhe valeram a alcunha de “Poeta Maldito”. Sua obra, no entanto, compreende várias outras vertentes, indo desde os poemas bucólicos, influenciados pelo Arcadismo, até a lírica pré-romântica, em que o poeta se destacou, principalmente, pelos sonetos. Neles se liberta da rigidez e do formalismo arcádico e dá voz ao eu poético, de forma, por vezes arrebatadora, tanto que é considerado um dos três maiores autores portugueses de sonetos, ao lado de Camões e Antero de Quental.

Bocage faleceu em Lisboa, a 21 de dezembro de 1805, vítima de aneurisma. Sua morte e, posteriormente, os centenários de morte e nascimento deram ensejo a muitas homenagens em Portugal e no Brasil. Em 1886, o periódico carioca “A Semana” publicou um número dedicado ao poeta, com vários artigos que tratam de sua biografia e comentam sua obra. A primeira página é ilustrada com uma xilogravura de Alfredo Pinheiro sobre desenho de Bento Barbosa, ambos colaboradores frequentes do periódico.

A edição especial pode ser consultada na Hemeroteca Digital através do link: http://memoria.bn.br/pdf/383422/per383422_1886_00104.pdf

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FBN | 14 de setembro de 1833 – fundação do jornal “O Homem de Côr”

setembro 14, 2017

O tipógrafo Francisco de Paula Brito funda “O Homem de Côr”, primeiro jornal brasileiro a lutar contra a discriminação racial e por maiores possibilidades de ascensão social dos “homens de cor”, mas ainda sem abordar de frente a escravidão. A livraria e tipografia de Paula Brito, situada na Rua da Constituição, no Rio de Janeiro, era ponto de encontro de intelectuais.

o homem de cor

O Homem de Côr. Ano 1833\Edição 00001. [Acervo Hemeroteca Digital]

Pesquise mais sobre o periódico acessando nossa Hemeroteca Digital: http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/

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