FBN | A Voz do Amor – soneto de Olavo Bilac.

maio 10, 2018

A Série Documentos Literários, contribuição da Divisão de Manuscritos, publica hoje o poema “A Voz do Amor”, de Olavo Bilac.

Nascido a 16 de dezembro de 1865 no Rio de Janeiro, Bilac foi um dos maiores representantes do parnasianismo brasileiro. Escreveu crônicas, textos voltados para o público infantojuvenil e textos de teor cívico e nacionalista, sendo inclusive o autor da letra do Hino à Bandeira (Salve, lindo pendão da esperança). No entanto, foi sua obra poética – iniciada  em 1884 com o soneto “Sesta de Nero”, publicado na Gazeta de Notícias e depois em livro — que o tornou mais conhecido no meio literário e conquistou, pouco a pouco, um número maior de leitores.

Em 1907, Bilac, que com Alberto de Oliveira e Raimundo Correia constituía a “Tríade Parnasiana”, foi eleito “Príncipe dos Poetas” pela revista “Fon-Fon”. Também foi um dos membros fundadores da Academia Brasileira de Letras. Faleceu a 28 e dezembro de 1918, no Rio de Janeiro.

Embora investidos do rigor parnasiano, os versos de Bilac são sensíveis, sensoriais, e muitas vezes se aproximam do lirismo dos poetas românticos. No soneto aqui apresentado, o erotismo e a embriaguez da paixão são descritos com imagens vivas – mas, ainda assim, “A Voz do Amor” segue as regras mais clássicas do parnasianismo, que exige métrica precisa.

olavo

O soneto autografado por Olavo Bilac integra a Divisão de Manuscritos e pode ser acessado na BN Digital através do link http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_manuscritos/mss_I_07_10_054A/mss_I_07_10_054A.pdf

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FBN | De olho na Copa: A IMPERIOSA MUDANÇA.

maio 8, 2018

Após o fracasso da Copa do Mundo 1950, episódio conhecido como maracanazzo, o brasileiro pareceu encarnar – ou pelo menos incorporar com mais firmeza – um espírito de povo derrotado. Esse espírito de “vira-latas”, para pegarmos emprestado um termo utilizado por Nelson Rodrigues, permaneceu fortemente até a Copa do Mundo de 1958, quando o Brasil finalmente se consagrou campeão jogando um futebol admirável e talentoso, comandado pelas ágeis pernas de Didi, Pelé, Zagallo e o irreverente Garrincha.

 

Antes disso, parecia ser necessário mudar o símbolo que os representantes da nação levavam no campo: o seu uniforme. Assim, em 1952, o Correio da Manhã liderou uma forte campanha em prol da troca da camisa da seleção brasileira. Após a pressão dos periódicos, abriu-se um concurso para que a mudança fosse feita.

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Aldir Garcia Schlee, um gaúcho de 19 anos e vencedor do concurso, não podia prever as consequências daquela singela mudança. Deixando o branco de lado para então assumir a cor amarela como predominante na camisa, o Brasil passou não só por uma festa na apresentação do novo uniforme, mas também começou a viver sua fase mais gloriosa nos gramados.

 

Nos anos seguintes, a seleção brasileira não só entraria para sempre no quadro dos melhores times do mundo, mas passaria a personificar a camisa amarela como uma das principais imagens da nação. Aos poucos, através de uma pequena mudança, que viria a se tornar imperiosa tanto nos gramados quanto no imaginário da nação, o velho espírito de vira-lata estava sendo deixado para trás.

 

Consulte mais sobre o tema na BN Digital: http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/

FBN | Documentos Literários: Nelson Werneck Sodré e o Pensamento Social Brasileiro.

maio 3, 2018

A Série Documentos Literários, contribuição da Divisão de Manuscritos, apresenta o livro “A Ideologia do Colonialismo”, de Nelson Werneck Sodré.

 

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Nascido em 1911, no Rio de Janeiro, o militar, crítico literário e pensador publicou seu primeiro artigo aos 13 anos de idade, na revista “A Aspiração”, publicada pelos alunos do Colégio Militar. Seguiram-se 75 anos dedicados à escrita, na qual tratou de diferentes temas – política, educação, literatura –, e militou incansavelmente pela causa nacional. Seu trabalho teve especial destaque na campanha “O Petróleo é Nosso”, bem como em estudos sobre a historiografia e a imprensa no Brasil. Ao falecer, em 1999, deixou publicados nada menos de 56 livros e mais de 2.600 artigos, publicados em jornais de grande circulação, como “Jornal do Brasil”, “Correio da Manhã” e “O Estado de São Paulo”, e nas principais revistas do país.

Um de seus livros mais importantes é “A Ideologia do Colonialismo”, no qual aprofunda a reflexão acerca do pensamento social brasileiro através da análise dos textos de pensadores e escritores dos séculos XIX e início do XX: Azeredo Coutinho, José de Alencar, Sílvio Romero, Euclides da Cunha e Oliveira Viana.

A obra foi publicada em 1961 pelo ISEB – Instituto Superior de Estudos Brasileiros, órgão criado dentro do Ministério da Educação e Cultura, criado em 1955 e extinto em 1964.

 

Está disponível, em sua versão digitalizada, através do link da BN Digital: http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_obrasgerais/drg324668/drg324668.pdf

 

FBN |Mostra mensal – Manuscritos: “APÓS TREMOR, FOGO E ÁGUA, A REAL BIBLIOTECA RENASCE”.

abril 30, 2018

[…] Às nove horas da manhã e 20 minutos se sentiu uma

concussão formidável que derrubou a maior parte das

igrejas e um grande número de edifícios, palácios

e casas particulares. Foi acompanhada de um estrondo

horroroso que se julgou sair do centro da Terra, mas que

não era mais que da queda dos edifícios, palácios, etc. Um 

momento depois se viu a cidade em um incêndio universal.

 

         

Dia de Todos os Santos, 01 de novembro de 1755. Naquela manhã, a população de Lisboa, uma das cidades mais católicas do país, se reunia em igrejas, cumprindo ritos de acender velas e rezar. Em torno de 9 horas, a terra começou a tremer, seguindo-se de um incêndio e um tsumani. O fogo ardeu por cinco dias e nem as ondas de cerca de dez metros foram suficientes para apagá-lo. Em torno de 85% das construções foram destruídas.

A famosa “livraria”, como era chamada a biblioteca dos reis e que remontava ao século XIV, era composta por dois acervos: o da Livraria do Rei e o da Casa do Infantado, esta exclusiva para o uso dos príncipes. Com a tragédia de Lisboa, pouco restou dela, mas D. José I empenhou-se em refazê-la. Para isso, adquiriu acervos através de compra, doações e incorporações. A biblioteca, antes no Paço da Ribeira, foi reinstalada no Palácio da Ajuda. Entre as principais aquisições encontram-se:

  • mais de cinco mil volumes doados entre os anos de 1770 e 1773 pelo abade de Santo Adrião de Sever, Diogo Barbosa Machado;

  • estampas preciosas, códices e manuscritos doados pelo artista inglês Guglielmo Dugood em 1773;

  • incorporação do acervo expropriado dos jesuítas, quando expulsos de Portugal e suas colônias em 1759, pelo Marquês de Pombal, primeiro-ministro de d. José I;

  • doação de livros em 1779, de Bartholomé Ulloa, importante livreiro em Madri.

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A Mesa Censória, responsável na época pela censura de publicações, também influenciou na seleção do acervo da nova Real Biblioteca. Seu rigor atingiu autores como Voltaire e Rousseau, que tiveram suas obras queimadas em praça pública, por serem consideradas de conteúdos depravados ou escandalosos.

Ao longo dos anos, somaram-se novas coleções e documentos e, quando D. João veio para o Brasil em 1808, a biblioteca contava com cerca de sessenta mil peças. A transferência, entretanto, acabou acontecendo mais tarde, em três viagens entre 1810 e 1811. Esses documentos constituem o núcleo da atual Biblioteca Nacional.

Com cerca de 1.000.000 de peças, o acervo do setor de Manuscritos contém uma parte relevante da Real Biblioteca, o núcleo formador da BN. Além disso, o setor continua a receber novas coleções e documentos, tendo-se convertido de representante do poder monárquico em representante da democracia no acesso à informação.

O Acervo de Manuscritos abriga mais de 900 mil documentos, incluindo arquivos pessoais, institucionais, documentos históricos e obras literárias. Abrangendo tanto documentos avulsos quanto encadernados, compreende originais desde o século XI até os dias de hoje. 

O acervo está disponível para consultas de segunda a sexta, das 10h às 18h.           

FBN | Documentos Literários: Fragmentos de um romance do visconde de Taunay.

abril 26, 2018
A Série Documentos Literários, contribuição da Divisão de Manuscritos, apresenta algumas páginas do original do livro “Lágrimas do coração”, de Alfredo d´Escragnolle Taunay.
 
Mais conhecido pelo título de Visconde de Taunay, o autor (Rio, 22/01/1843 – 25/01/1899) foi engenheiro militar, professor, escritor e historiador, entre outras atividades. Lutou na Guerra do Paraguai, foi deputado pela Província de Goiás e, mais tarde, presidente da província de Santa Catarina (junho de 1876 a janeiro de 1877). Como escritor, é conhecido especialmente pelo diário de guerra “La Retraite de Laguna” (1871, primeira edição em francês) — e o romance “Inocência” (1872), publicado inicialmente em folhetins no periódico “A Nação”, sob o pseudônimo de Sílvio Dinarte.
 
O mesmo pseudônimo foi usado no romance “Lágrimas do Coração”, publicado em 1873 pela Editora F. Thompson. O livro, que na edição posterior receberia outro título – “Manuscrito de uma Mulher” –, é o primeiro romance urbano de Taunay, no qual retrata a sociedade burguesa fluminense na segunda metade do século XIX. A protagonista, e também narradora, é a jovem Corina, que se vê dividida entre o amor e a perspectiva de um casamento arranjado.
 

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O fragmento do texto original está sob a guarda da Divisão de Manuscritos e pode ser consultado na sua íntegra na BN Digital através do link:

FBN | 24 de abril: morre Sérgio Buarque de Holanda.

abril 24, 2018

Filho do farmacêutico pernambucano Cristóvão Buarque de Hollanda e da dona de casa fluminense Heloísa Gonçalves Moreira Buarque de Hollanda, Sérgio foi um historiador brasileiro, crítico literário e jornalista.

Formou-se pela Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil (atual Universidade Federal do Rio de Janeiro), onde obteve o título de bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais no ano de 1925. Começou a trabalhar como jornalista ,no Jornal do Brasil, seguindo para Berlim, como correspondente, nos anos 1929-1931.

De volta ao Brasil no começo dos anos 30, continuou a trabalhar como jornalista. Em 1936, obteve o cargo de professor assistente da Universidade do Distrito Federal. Neste mesmo ano, casou-se com Maria Amélia de Carvalho Cesário Alvim, com quem teria sete filhos: Sérgio, Álvaro, Maria do Carmo, além dos músicos Ana de Hollanda, Cristina Buarque, Heloísa Maria (Miúcha) e Chico Buarque.
Ainda em 1936, publicou o ensaio “Raízes do Brasil”, que foi seu primeiro trabalho de grande fôlego e que, ainda hoje, é o seu escrito mais conhecido.

Sérgio Buarque de Holanda morreu em 24 de abril de 1982, em São Paulo.
O periódico “Tribuna da Imprensa (RJ)”, Ano 1982\Edição 09949, dedicou uma matéria ao seu falecimento.

“Não há dúvida que a morte de Sérgio Buarque de Holanda deixa o Brasil muito mais pobre intelectualmente. E ainda mais indigente do ponto de vista histórico (…)”

sergio

Leia a matéria completa: http://memoria.bn.br/docreader/154083_04/8478

FBN | Documentos Literários: Rio Branco, patrono dos diplomatas.

abril 20, 2018

A Série Documentos Literários, contribuição da Divisão de Manuscritos, lembra a figura do Barão do Rio Branco, em cujo aniversário se comemora o Dia do Diplomata.

José Maria da Silva Paranhos Júnior (Rio de Janeiro, 20 de abril de 1845 – 10 de fevereiro de 1910) foi advogado, geógrafo, historiador e, claro, diplomata, tendo atuado brevemente como jornalista e como professor no Colégio Pedro II. Ainda no período imperial, tornou-se deputado e iniciou sua carreira diplomática como cônsul geral do Brasil em Liverpool. Recebeu o título de Barão do Rio Branco nos últimos anos do Império e continuou a se assinar “Rio Branco” até o fim da vida, assim prestando uma homenagem a seu pai, o político, militar e também diplomata Visconde do Rio Branco. Atuou em inúmeras questões nacionais, foi presidente do IHGB e membro da Academia Brasileira de Letras.

Foram muitas as contribuições de Paranhos Júnior no campo das relações exteriores, com destaque para sua atuação em questões de limites e fronteiras. Entre outras vitórias, ele assegurou para o Brasil uma parte dos estados de Santa Catarina e do Paraná, em litígio contra a Argentina; pôs fim ao conflito com a Bolívia, relativo ao território do Acre, hoje um estado cuja capital leva seu nome; e obteve ganho de causa numa disputa com a França, mediada pela Suíça, relativa à fronteira do território do Amapá com a Guiana Francesa.

 

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A Divisão de Manuscritos é depositária de vários documentos referentes ao Barão do Rio Branco, assim como correspondência enviada e recebida pelo diplomata. Muitos estão digitalizados, como esta carta enviada ao jornalista José Carlos Rodrigues, na qual Rio Branco trata da sentença na questão do litígio entre a França e o Brasil.

A carta pode ser acessada no link da BN Digital: http://objdigital.bn.br/…/div_man…/mss1351938/mss1351938.pdf

A Série Documentos Literários, contribuição da Divisão de Manuscritos, comemora o Dia do Hino Nacional Brasileiro.

abril 13, 2018

A música do hino foi composta por Francisco Manuel da Silva, em 1822, com a finalidade de ser tocada por bandas marciais em comemoração à independência do Brasil. Movimentos em torno da abdicação de D. Pedro em 1931 popularizaram a melodia, com versos diferentes dos atuais – a data da comemoração, 13 de abril, é alusiva à partida de D. Pedro para a Europa.

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Após a Proclamação da República, o Marechal Deodoro da Fonseca promoveu um concurso para escolher um novo hino, do qual participaram nomes consagrados como Alberto Nepomuceno, Francisco Braga e Leopoldo Miguez. O último foi o vencedor, mas, diante dos protestos populares, determinou-se que a composição, com letra de Medeiros e Albuquerque, fosse chamada de Hino da Proclamação da República (Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós!) enquanto a música de Francisco Manuel da Silva permaneceu como Hino Nacional.

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Até 1906, não havia uma letra oficial para o Hino; várias versões circulavam no país. Realizou-se, então, novo concurso, um longo processo do qual saiu vencedor o poeta Joaquim Osório Duque Estrada. A letra escrita por ele tem características parnasianas quanto à forma e alude a escritores do século XIX, com homenagem direta a Gonçalves Dias (Nossos bosques têm mais vida) e ao ufanismo heroico dos escritores românticos (Verás que um filho teu não foge à luta). O Hino Nacional com autoria de Francisco Manuel da Silva e Duque Estrada foi oficializado por decreto em 1922.

A Divisão de Manuscritos possui um projeto de letra do Hino, datado de outubro de 1909 e assinado por Duque Estrada. Notem-se as pequenas mudanças em relação à letra atual.

O documento pode ser consultado na BN Digital através do link:
http://objdigital.bn.br/ac…/div_manuscritos/mss_49_2_013.pdf

FBN | Documentos Literários: O Monstro Marinho de Albrecht Dürer.

abril 6, 2018

A Série Documentos Literários, contribuição da Divisão de Manuscritos, presta uma homenagem ao artista alemão Albrecht Dürer no aniversário de sua morte.

Um dos maiores nomes do Renascimento europeu, Dürer nasceu a 21 de maio de 1471 em Nuremberg, Alemanha. Seu pai era ourives, e o filho chegou a ser seu aprendiz no ofício, mas, ainda na adolescência, seu talento acabou por encaminhá-lo para as artes. Ele estudou na oficina de Michael Wolgemut, a mais renomada de Nuremberg, foi pintor da corte de Maximiliano I e viajou por vários países da Europa, aperfeiçoando sua técnica em várias artes, uma vez que, além de gravador e pintor — considerado o primeiro grande mestre da aquarela –, Albrecht Dürer foi também arquiteto, matemático, perito em geometria e teoria da arte. Faleceu em sua cidade natal, a 6 de abril de 1528

Alemão

(A Biblioteca Nacional possui uma cópia da gravura de Dürer, que está disponível na BN Digital)

Os artistas do Renascimento alemão haviam incorporado a tradição de pintores flamengos, e o trabalho de Dürer viria a dialogar também com os italianos, unindo o imaginário das obras clássicas àquele herdado dos povos do Norte da Europa. Na gravura chamada por ele apenas de “O Monstro Marinho”, que teria sido produzida em torno de 1498 durante uma viagem aos Países Baixos, Dürer retrata uma figura masculina coberta de escamas, segurando – e, aparentemente, conduzindo em seu dorso — uma mulher nua, que mantém a expressão plácida, ainda que algumas pessoas a distância pareçam alarmadas. Acredita-se que a intenção tenha sido retratar um episódio da mitologia grega, pois o personagem se assemelha a um tritão, mas também pode ter sido, ao menos em parte, inspirado nas lendas germânicas acerca das ondinas que habitam os rios como o Reno e o Danúbio.

 

FBN | Documentos Literários: Nelson Werneck Sodré Escreve Sobre a Era Vargas

novembro 10, 2017

 

No dia em que se completam 80 anos desde a instituição do regime ditatorial conhecido como Estado Novo, a Série Documentos Literários, contribuição da Divisão de Manuscritos, apresenta um artigo de Nelson Werneck Sodré acerca do período que ele intitulou “Época de Vargas”.

 

 

Getúlio Dornelles Vargas (São Borja, RS, 1882 – Rio de Janeiro, 1954) governou o Brasil em dois períodos. O primeiro durou 15 anos, começando em 1930. O Estado Novo se iniciou a 10 de novembro de 1937, quando Vargas se pronunciou no rádio por meio de um “Manifesto à Nação” no qual afirmava sua intenção de “reajustar o país à nova realidade”. Dentre as medidas adotadas pelo Estado Novo contam-se a supressão dos partidos políticos, a repressão aos opositores do regime – incluindo violência policial e tortura – e a censura à imprensa e a todo tipo de expressão midiática, para o que foi criado o Departamento de Imprensa e Propaganda – DIP. O Estado Novo foi desmontado a partir de 29 de outubro de 1945, data da deposição de Vargas – que, contudo, ainda voltaria à Presidência do Brasil, eleito por voto direto, em 1951. O mandato foi encerrado a 24 de agosto de 1954, quando o presidente cometeu suicídio.

 

 

Não apenas o Estado Novo, mas todo o Governo Vargas é tema deste artigo de Nelson Werneck Sodré (1911 – 1999), militar de carreira, professor e intelectual, autor de dezenas de livros e inúmeros artigos em que trata de questões ligadas à realidade brasileira. Extremamente organizado e meticuloso, Sodré colecionou todos os artigos que publicou em fichários que, mais tarde, doou à Biblioteca Nacional juntamente com alguns textos , planos de aula, fotografias e outros documentos. Os originais estão guardados na Divisão de Manuscritos e uma importante parte da coleção já foi digitalizada.

 

Para ler o artigo “A Época de Vargas”, publicado em 1975 na revista “Ensaios de Opinião”, acesse o link
http://objdigital.bn.br/…/div_man…/mss1359307/mss1359307.pdf

O inventário analítico da Coleção Nelson Werneck Sodré foi publicado nos Anais da Biblioteca Nacional, v. 126. Para acessá-lo, clique no link
http://objdigital.bn.br/acervo_dig…/anais/anais_126_2006.pdf