FBN | Documentos Literários: 14 de julho – Aniversário do Teatro Municipal do Rio de Janeiro

julho 14, 2017

A Série Documentos Literários, contribuição da Divisão de Manuscritos, homenageia o Teatro Municipal do Rio de Janeiro, que hoje completa 108 anos.

Fotografia da Divisão de Iconografia: Teatro Municipal do Rio de Janeiro em 1937

A ideia de um teatro nacional, com uma companhia financiada pelo poder público, já existia desde meados do século XIX. Um dos seus maiores defensores foi o ator João Caetano (1808 – 1863), pioneiro da arte dramática no Brasil, que, em 1923, teria seu nome atribuído à mais antiga casa de espetáculos construída no Rio de Janeiro (inaugurada em 1813 e inicialmente chamada de Real Theatro de São João). No entanto, foram os esforços do dramaturgo Arthur Azevedo (1855 – 1908), homenageado no último post desta série, que acabaram por viabilizar a construção do teatro, já nos primeiros anos do século XX.

Em 1903, no âmbito da reforma iniciada no ano anterior, o prefeito do Rio de Janeiro, Pereira Passos, abriu uma concorrência pública em que se escolheria o projeto arquitetônico para o futuro teatro. O resultado foi polêmico: dois projetos empataram em primeiro lugar, e havia uma desconfiança de que o “autor secreto” de um deles fosse Francisco de Oliveira Passos, filho do prefeito. No fim, houve uma fusão entre esse projeto e o do outro vencedor, o arquiteto francês Albert Guilbert, uma vez que ambos tinham sido inspirados pela Ópera de Paris.

As obras foram iniciadas no dia 2 de janeiro de 1905, e em maio do mesmo ano seria disposta a pedra fundamental. Entre os artistas convidados para decorar o interior estavam nomes ilustres como Rodolfo Amoedo, os irmãos Rodolfo e Henrique Bernardelli e Eliseu Visconti, responsável pela pintura do foyer (pano de boca), em que misturou referências à mitologia grega e a personagens históricos do Brasil. Isso lhe valeu muitas críticas por parte daqueles que, nos primeiros anos da República, desejavam se livrar de associações com o passado imperial e escravocrata. Um dos críticos foi o mesmo Arthur Azevedo que tanto lutara pela construção do teatro e que acabou por falecer sem vê-lo construído.

Com capacidade para 1.739 espectadores (após a última reforma, conta com 2.252), o Teatro Municipal foi inaugurado a 14 de julho de 1909 pelo presidente do Brasil, Nilo Peçanha, e pelo prefeito do Rio de Janeiro, Sousa Aguiar. No início recebeu companhias estrangeiras, mas, a partir dos anos 1930, passou a ter seus próprios corpos de artistas: Ballet, Coro e Orquestra Sinfônica, que até hoje realizam as temporadas artísticas oficiais com talento e dignidade.

Uma fotografia da Divisão de Iconografia mostra o Teatro Municipal do Rio de Janeiro em 1937. Na Divisão de Manuscritos encontra-se uma preciosidade: um desenho do arquiteto do teatro (e suspeito de ter encaminhado um projeto), Francisco de Oliveira Passos, que integra o álbum de autógrafos dedicado a Leonor Pereira de Melo e organizado por Laurinda Santos Lobo e F. Guimarães. A data é 1907. Os documentos podem ser consultados na BN Digital através dos links:

 

Divisão de Manuscritos: Desenho do arquiteto do teatro, Francisco de Oliveira Passos

Fotografia do Teatro Municipal de 1937 da Iconografia
http://objdigital.bn.br/…/div_i…/icon1497065/icon1497065.jpg
Desenho de Oliveira Passos:
http://objdigital.bn.br/…/div_man…/mss1408477/mss1408477.jpg

Prêmio Literário Biblioteca Nacional

julho 12, 2017

 

Atenção! Falta menos de um mês para o fim das inscrições para o Prêmio Literário da Biblioteca Nacional.
As inscrições serão recebidas até 08 de agosto de 2017. Participe!
Neste vídeo Eucanaã Ferraz, premiado em 2002 e jurado em 2007 e 2009, fala um pouco sobre esta premiação.
Para saber mais detalhes veja o edital: http://www.bn.gov.br/…/edital-publico-premios-literarios-fu…

FBN | 11 de julho de 1836 – nascimento de Carlos Gomes

julho 11, 2017

A maioria dos brasileiros conhece um trecho de uma das principais obras de Carlos Gomes, a ópera “O Guarani”. Se você está se perguntando qual é clique aqui: http://objdigital.bn.br/acervo_digital/…/pas_mus/1041748.mp3.

 

 

“O Guarani”, criada por Carlos Gomes e baseada no livro homônimo de José de Alencar, foi o primeiro sucesso de uma obra musical brasileira no exterior. Ele começou sua composição entre 1867 e 1868, mas ela só foi finalizada mais tarde, e teve sua estréia no dia 19 de março de 1870, no Teatro Alla Scalla de Milão, na Itália.

Carlos Gomes é considerado um dos maiores compositores da história do Brasil e para homenageá-lo e celebrar essa data a Fundação Biblioteca Nacional destaca em seu acervo as partituras e os arquivos sonoros de “O Guarani”: https://www.bn.gov.br/…/destaques-do-a…/guarani-carlos-gomes.

 

 

Para conhecer um pouco mais sobre sua história com um olhar contemporâneo ao seu tempo, pois faleceu em 16 de setembro de 1896, leia a biografia publicada no periódico “Revista Musical” de 04 de janeiro de 1879, que é possível ser consultada da Hemeroteca Digitalhttp://memoria.bn.br/docreader/146633/1.

 

FBN I História – Dia 09 de julho de 1932 – deflagrada a Revolução Constitucionalista

julho 9, 2017
Foto do jornal Correio de São Paulo de 11 de julho de 1932

Foto do jornal Correio de São Paulo de 11 de julho de 1932

“É preciso defender a Constituição!” era o brado dos paulistas que ecoava por todo o território nacional.

“Senhor Embaixador Pedro de Toledo. Estamos algemados e algemados dentro de uma senzala. E, V. Excia., deve sair e com estes homens vir à rua reivindicar a vossa liberdade. V. Excia., que está no fim da vida, deve escolher: um simples epitáfio ou uma estátua”. (Ibhaim Nobre)

Os eventos que antecederam a Revolução Constitucionalista de São Paulo foi descrita na enciclopédia Nosso Século – Memória fotográfica  do Brasil no século 20, de 1980:

“A mobilização de 23 de maio veio a se constituir em apenas mais um passo na articulação clandestina que os paulistas vinham montando contra o governo Vargas.  Essa articulação só se tornaria pública na noite de 9 de julho de 1932, quando tropas da 2ª Região Militar e da Força Pública, desfecham uma fulminante manobra de ocupação dos pontos estratégicos da Capital paulista.  Na madrugada do Dia 10, Quintaúna, único quartel da região que esboçará certa resistência, acaba por abrir seus portões – e assim, sem disparar um só tiro, os rebeldes passam a controlar o Estado.  É o começo da Revolução Constitucionalista.

O movimento,porém, tem origens que remontam a um ano antes.  Já em abril de 1931, o Partido Libertador gaúcho manifestará sua solidariedade ao Partido Democrático de São Paulo, por seu rompimento com o interventor João Alberto.  Pela voz de Batista Luzardo, os gaúchos afirmavam sua coesão com os paulistas.  Ainda em 1931, cresce no Exército a preocupação de que a presença de tenentes nas interventorias subvertia a hierarquia.  A partir desse argumento o general Isidoro Dias Lopes inicia sondagens visando a derrubada do governo provisório.  No Rio, ele alicia, entre outros, os tenentes Severo Fournier e Agildo Barata, bem como o Coronel Euclides Figueiredo.  Em São Paulo, Dias Lopes contava com o apoio de ampla camada da oficialidade.  E, no Mato Grosso, sensibilizará o comanda da região militar desse Estado, general Bertoldo Klinger…

Ante esse quadro, fixou-se a data da revolução para o dia 14 de julho, aniversário da Queda da Bastilha. Fatos novos, porém fizeram com que essa previsão não fosse cumprida.  Desgostoso com a nomeação para o Ministério do Exercito de Augusto Inácio do Espírito Santo Cardoso, um general reformado, Bertoldo Klinger escreve-lhe uma carta desaforada. Em consequência, é destituído e passado para a reserva, o que elimina a possibilidade da participação de Mato Grosso no levante.  Diante desse imprevisto, o Coronel Figueiredo viaja às pressas, do Rio para São Paulo, na noite de 8 de julho. E na manhã seguinte, decide juntamente com alguns lideres políticos, entre os quais Júlio de Mesquita Filho, deflagrar a insurreição na noite desse mesmo dia…”

Saiba mais sobre o tema consultando o Setor de Obras de Referência da Biblioteca Nacional ou a BNDigital.

Leia a matéria do jornal Correio de São Paulo de 11 de julho de 1932 sobre o desenrolar dos fatos:

http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=720216&PagFis=172

 

 

Rodrigues, J. Wasth (José Wasth), 1891-1957 Título: Esta he a carta verdadeira da revolução q houve no Estado de São Paulo no ano de MCMXXXII [Cartográfico]

Rodrigues, J. Wasth (José Wasth), 1891-1957
Título: Esta he a carta verdadeira da revolução q houve no Estado de São Paulo no ano de MCMXXXII [Cartográfico]

Foto do jornal Correio de São Paulo de 11 de julho de 1932

Foto do jornal Correio de São Paulo de 11 de julho de 1932

FBN I 8 de julho de 1497, armada de Vasco da Gama deixa Lisboa, rumo à Índia

julho 8, 2017

 

D. Vasco da Gama, VI Governador e II vice-rei da India. a.f. per D. F. Silva, segundo o desenho de Cunha. Acervo Biblioteca Nacional.

 

Partindo do Restelo em 8 de Julho de 1497, a armada de Vasco da Gama, composta por apenas quatro navios (as naus S. Gabriel, S. Rafael e dos mantimentos, além da caravela Bérrios), dobrou o Cabo da Boa Esperança em 18 de novembro, mas só chegou ao seu destino quase dez meses depois, quando aportou em Calecute. Apesar de ter enfrentado diversas dificuldades, desde as ventanias e correntezas do Oceano Índico até sabotagens ao navio e hostilidade dos comerciantes locais, a expedição do navegador português é reconhecida, até hoje, por ter sido a primeira da Europa a chegar à Índia pelo mar.

Na figura abaixo, está uma representação cartográfica do caminho realizado por Vasco da Gama em sua expedição até a Índia. Para consultar, ou baixar, o atlas completo, acesse o documento em nosso acervo digital:

http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_cartografia/cart1004846.pdf

 

Rota de Vasco da Gama rumo às Índias. Atlas Universal [Cartográfico] João Teixeira Albernaz I, 1632.

Rota de Vasco da Gama rumo às Índias.
Atlas Universal [Cartográfico]
João Teixeira Albernaz I, 1632.

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Documentos Literários | 7 de julho: Aniversário de Arthur Azevedo

julho 8, 2017

A Série Documentos Literários, contribuição da Divisão de Manuscritos, homenageia o escritor Arthur Azevedo em seu aniversário.

Natural de São Luís (MA), onde nasceu a 7 de julho de 1855, Arthur Nabantino Gonçalves de Azevedo foi poeta, contista, jornalista e teatrólogo. Era irmão do escritor Aluísio Azevedo (1857 – 1913), ao lado de quem colaborou na fundação da Academia Brasileira de Letras.

A vocação de Azevedo para a escrita e, principalmente, para o teatro foi despertada muito cedo. Ainda criança, ele adaptava textos literários para o palco, e, aos quinze anos, obteve sucesso em âmbito regional e nacional com a peça “Amor por Anexins”. Outra importante obra teatral de sua carreira foi “O Escravocrata”, reunião de dois textos censurados, “O Liberato” e “A Família Salazar”. Nelas defendeu a abolição da escravatura, causa à qual também dedicou muitos de seus milhares de artigos publicados em jornal.

 

artur azevedo.png

 

Arthur Azevedo escreveu livros de contos e poemas, lecionou Português, fundou alguns periódicos literários, tais como “A Gazetinha” e “Vida Moderna”, e colaborou com muitos outros, como “Diário de Notícias” e “O Mequetrefe”. Sua maior paixão, porém, era o teatro, em especial o teatro de revista, um gênero popular que mescla a dramaturgia ao canto, à dança e à comédia,frequentemente sobre a forma de esquetes e muitas vezes com um forte tom de sátira e crítica social. Eram assim os trabalhos de Arthur Azevedo, os quais, segundo sua biografia no site da Academia Brasileira de Letras, deram continuidade à tradição de Martins Pena e França Júnior, desvendando o cotidiano e os costumes da classe média carioca.

Durante três décadas, em seus muitos artigos voltados para a arte e a dramaturgia, Arthur Azevedo insistiu para que fosse construído um teatro no Rio de Janeiro. Por fim, em 1895, foi aprovada a lei que previa a criação desse teatro; mas Arthur Azevedo não chegou a vê-lo, pois faleceu a 22 de outubro de 1908, ao passo que o Teatro Municipal foi inaugurado a 14 de julho do ano seguinte.

 


Disponibilizamos através da BN Digital o recibo passado por Arthur Azevedo à Livraria Garnier, relativo à publicação de seu livro “Contos Possíveis”, dedicado a seu amigo (e principal crítico) Machado de Assis. O original está na Divisão de Manuscritos. Da Divisão da Iconografia, trazemos uma gravura de Modesto Brocos representando o dramaturgo em seu leito de morte.

 

FBN | 6 de julho de 1871: morre o escritor Castro Alves

julho 6, 2017

 

castro-alves

Garnier, M.J. Título: Castro Alves [Iconográfico] Imprenta Rio de Janeiro, RJ : F.Briguiet & Cie. Editores, [189-?].

 

Antônio Frederico de Castro Alves, nasceu em Muritiba, BA, em 14 de março de 1847, e faleceu em Salvador, BA, em 6 de julho de 1871.  Considerado “o último grande poeta da terceira geração romântica no Brasil – O Poeta dos Escravos”-, Castro Alves  é Patrono da cadeira nº 7 da Academia Brasileira de Letras, por escolha do fundador Valentim Magalhães.

Filho do médico e professor Antônio José Alves e de Clélia Brasília da Silva Castro, falecida quando o poeta tinha 12 anos,  por volta de 1853, mudou-se com a família para a capital, estudou no colégio de Abílio César Borges – futuro Barão de Macaúbas –, onde foi colega de Rui Barbosa, tempo em que já demonstrava vocação para a poesia. Em 1862, foi com a família para o Recife, onde concluiu os preparatórios e, depois de duas vezes reprovado, matriculou-se, finalmente, na Faculdade de Direito, em 1864. Com a perda do pai, em  1866, e o inicio de uma “apaixonada ligação amorosa” com atriz portuguesa Eugênia Câmara, Castro Alves “entrou numa fase de grande inspiração e tomou consciência do seu papel de poeta social”.  Em 1868, transferiu-se para o sul do país, matriculando-se no 3º ano da Faculdade de Direito de São Paulo, na mesma turma de Rui Barbosa.

 

castro alves

Auto-retrato de Castro Alves                                                         (Acervo de Iconografia da Fundação Biblioteca Nacional)

 

Durante uma caçada, um tiro acidental feriu seu pé esquerdo, obrigando-o a amputá-lo no Rio, em meados de 1869. Com a saúde debilitada, voltou à Bahia em busca de melhoras para uma tuberculose. Em novembro de 1870, seu primeiro livro, Espumas flutuantes, único que chegou a publicar em vida, foi muito bem recebido pelos leitores. (Fonte: ABL)

Consulte a versão digital da obra Espumas Flutuantes em:  http://objdigital.bn.br/Acervo_Digital/livros_eletronicos/espumas_flutuantes.pdf

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Mostra: 80 anos do Estado Novo

julho 5, 2017

A mostra realizada pela divisão de Manuscritos ficará em exposição até o fim do mês de agosto, no próprio setor (3º andar da Biblioteca Nacional).

O intervalo de tempo entre 1937 e 1945, conhecido na história brasileira como Estado Novo, marca o período no qual Getúlio Vargas governou o país de forma ditatorial e centralizada. Ao mesmo tempo em que se obtinham conquistas sociais, como a criação da Consolidação das Leis Trabalhistas ( CLT ), as pessoas perdiam o seu direito de expressão, tendo de conviver com a violenta repressão do aparelho estatal.

 

Conheça um pouco mais sobre esse período nos visitando!

Brasiliana Fotográfica | 04 de julho de 1931: Inauguração da Estátua da Amizade

julho 4, 2017

 

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Com dois registros do fotógrafo Augusto Malta (1864 – 1957), a Brasiliana Fotográfica lembra a história da Estátua da Amizade. Em 1922, no centenário da independência do Brasil, por iniciativa da Câmara de Comércio Norte-Americana no Brasil, foram angariados cerca de 40 mil dólares para a confecção de um monumento que simbolizasse a amizade entre os dois países. Foi presenteada ao país uma escultura de bronze de uma mulher, em pé, sustentando na mão esquerda os pavilhões norte-americano e brasileiro ornados com folhas de louro e, na direita, uma palma de louros.

 

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Leia mais sobre: http://brasilianafotografica.bn.br/?p=8553

Dia 06 de julho acontece mais uma edição do programa “Diálogos”

julho 3, 2017

O encontro que o “Diálogos” promoverá esta semana vai abordar o tema: Ser jovem na periferia.
Jovens, negros e pobres, o alvo maior da violência nas favelas, mostram todas as estatísticas. Mas são eles também que estão criando uma cultura potente e inovadora.
Neste encontro vamos ouvir o depoimento de Raul Santiago, do jornal comunitário Papo Reto, sobre a nova cultura gestada nestes territórios, discutir a política de segurança e as ações contra a violência com Eliana Silva, da Redes da Maré e o defensor público da área de direitos humanos Daniel Lozoya Constant Lopes. A mediação é da jornalista Helena Celestino.

 

 

O “Diálogos” acontece toda quinta às 18h30, e é transmitido ao vivo pelo Youtube, inscreva-se no canal para acompanhar: 

 

Para saber mais sobre as próximas edições: