Posts Tagged ‘2 de setembro’

FBN | 2 de setembro: aniversário de Blumenau

setembro 2, 2017

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Colônia Blumenau: povoação (1864?) [Acervo Iconográfico]

A região de Blumenau era habitada por índios Kaigangs, Xoklengs e Botocudos e, mesmo antes da fundação da Colônia Blumenau, já havia famílias estabelecidas na região de Belchior, nas margens do ribeirão Garcia e do rio Itajaí-Açu.

Em 1850, o filósofo alemão Dr. Hermann Bruno Otto Blumenau obteve do Governo Provincial uma área de terras de duas léguas para estabelecer uma colônia agrícola, com imigrantes europeus.

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Igreja evangelica: Evangelische kirche (1880?). [Acervo Iconográfico]

Em 2 de setembro de 1850, dezessete colonos chegaram ao local onde hoje se ergue a cidade de Blumenau. Muitos outros imigrantes atravessavam o Oceano Atlântico em veleiros de companhias particulares. E assim foi crescendo o número de agricultores, povoadores e cultivadores dos lotes, medidos e demarcados ao longo dos rios e ribeirões que banhavam o território da concessão.

No princípio, a Colônia era de propriedade do fundador, Dr. Blumenau. Em 1860 o Governo Imperial encampou o empreendimento e Dr. Blumenau foi mantido na direção até a elevação da colônia à categoria de município, em 1880. Em poucos anos, Dr. Blumenau, dotado de grande energia e tenacidade, fez da colônia um dos maiores empreendimentos colonizadores da América do Sul, criando um importante centro agrícola e industrial influente na economia do País. (Fonte: Prefeitura de Blumenau)

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Colônia Blumenau: povoação (1864?) [Acervo Iconográfico]

Em homenagem ao aniversário da cidade, a Fundação Biblioteca Nacional divulga a disponibilidade, para consulta e download, de diversas imagens referentes à cidade. Para acessá-las, pesquise em nosso Acervo Digital: http://bndigital.bn.gov.br/acervodigital

#FBNnamidia #bibliotecanacional #fundacaobibliotecanacional

 

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FBN | 2 de setembro de 1822: é assinado o decreto da Independência do Brasil

setembro 2, 2017
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Reprodução do quadro de Georgina de Albuquerque, no livro Viagem Pitoresca – Ao Velho e ao Novo Rio, de Herculano Mathias e Alexandre Wulfes, 1965 – Acervo da FBN

Seguindo as diretrizes de um acordo firmado logo após o retorno de D. João VI para Portugal, cujo conteúdo previa que, na ausência do príncipe, sua esposa assumiria a função de chefe do Conselho da Coroa, no dia 02 de setembro de 1822, dona Leopoldina reuniu o Conselho de Estado assinou o decreto separando o Brasil de Portugal.

Dentre os manuscritos da época, encontramos uma carta escrita por Leopoldina para um tia distante, onde a imperatriz descrevia sua preocupação com o futuro do Brasil e dava sinais de que a independência seria inevitável.

“Minha muito querida tia,

Confio que, em sua bondade infinita, irá me perdoar por minha incomparável demora ao escrever; mas asseguro, minha amada tia, que as tristes circunstâncias nas quais o espírito de independência geral nos mergulhou me tornaram incapaz de um pensamento agradável que me torne capaz de expressar os ternos e vivos sentimentos que meu coração lhe dedica; eu me encontro inteiramente melancólica e minha única consolação é ver contentes minha querida tia e minha bem-amada família.

A Marquesa de Angeja me deu muitos detalhes acerca do que concerne a você, cara tia. Acho que ela ficou impaciente com a quantidade de perguntas e particularidades que lhe indaguei. É uma pessoa muito amável. Invejo a sorte que ela tem de vê-la tão frequentemente, cara tia; uma sorte da qual, infelizmente, nunca poderei me vangloriar.

Nós estamos em perfeita saúde, minhas filhas são muito vivas e gentis, minha pequena Maria tem muita graça e palavras encantadoras, que muito me divertem. Sua educação é atualmente minha ocupação favorita e meu mais doce dever, minhas horas livres eu ocupo lendo bastante, atualmente sobre as repúblicas italianas da Idade Média, por (ilegível), é a obra em que encontro mais o espírito de (ilegível).

Beijo suas mãos com os mais ternos e respeitosos sentimentos que me honro de possuir,

Minha bem-amada tia,

Sua muito obediente sobrinha

Leopoldina.

Cristóvão, 20 de julho de 1821.

Apresento minhas saudações a meu tio e ternos beijos a seus amáveis filhos.”

#FBNnamidia #bibliotecanacional #fundacaobibliotecanacional #IndependenciaDoBrasil

02 de setembro de 1822 – Carolina Josefa Leopoldina Francisca Fernanda de Habsburgo-Lorena assina o decreto da Independência do Brasil

setembro 2, 2016
Reprodução do quadro de Georgina de Albuquerque, no livro Viagem Pitoresca - Ao Velho e ao Novo Rio, de Herculano Mathias e Alexandre Wulfes, 1965 - Acervo da FBN

Reprodução do quadro de Georgina de Albuquerque, no livro Viagem Pitoresca – Ao Velho e ao Novo Rio, de Herculano Mathias e Alexandre Wulfes, 1965 – Acervo da FBN

 

Seguindo as diretrizes de um acordo firmado logo após o retorno de D. João VI para Portugal, cujo conteúdo previa que, na ausência do príncipe, sua esposa assumiria a função de chefe do Conselho da Coroa, no dia 02 de setembro de 1822, dona Leopoldina reuniu o Conselho de Estado assinou o decreto separando o Brasil de Portugal.

Dentre os manuscritos da época, encontramos uma carta escrita por Leopoldina para um tia distante, onde a imperatriz descrevia sua preocupação com o futuro do Brasil e dava sinais de que a independência seria inevitável.

“Minha muito querida tia,

Confio que, em sua bondade infinita, irá me perdoar por minha incomparável demora ao escrever; mas asseguro, minha amada tia, que as tristes circunstâncias nas quais o espírito de independência geral nos mergulhou me tornaram incapaz de um pensamento agradável que me torne capaz de expressar os ternos e vivos sentimentos que meu coração lhe dedica; eu me encontro inteiramente melancólica e minha única consolação é ver contentes minha querida tia e minha bem-amada família.

A Marquesa de Angeja me deu muitos detalhes acerca do que concerne a você, cara tia. Acho que ela ficou impaciente com a quantidade de perguntas e particularidades que lhe indaguei. É uma pessoa muito amável. Invejo a sorte que ela tem de vê-la tão frequentemente, cara tia; uma sorte da qual, infelizmente, nunca poderei me vangloriar.

Nós estamos em perfeita saúde, minhas filhas são muito vivas e gentis, minha pequena Maria tem muita graça e palavras encantadoras, que muito me divertem. Sua educação é atualmente minha ocupação favorita e meu mais doce dever, minhas horas livres eu ocupo lendo bastante, atualmente sobre as repúblicas italianas da Idade Média, por (ilegível), é a obra em que encontro mais o espírito de (ilegível).

Beijo suas mãos com os mais ternos e respeitosos sentimentos que me honro de possuir,

Minha bem-amada tia,

Sua muito obediente sobrinha

Leopoldina”.

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Cristóvão, 20 de julho de 1821.

Apresento minhas saudações a meu tio e ternos beijos a seus amáveis filhos.

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#fundacaobibliotecanacional