Posts Tagged ‘Acervo Biblioteca Nacional’

FBN | Perfil: Eduardo da Cruz e o discurso feminista nos periódicos da colônia portuguesa no início do século XX

julho 17, 2017

Em tempos como o nosso, no qual as correntes migratórias e a luta feminista por direitos e visibilidade são assuntos cotidianos e estão em debate na mídia, o pesquisador Eduardo da Cruz, bolsista do Programa de Apoio à Pesquisa da Biblioteca Nacional 2016, propõe-se a dar visibilidade ao discurso feminista das mulheres de imigrantes portugueses no início do século XX, publicado em periódicos que eram mantidos pela colônia portuguesa no Brasil.

 

A Biblioteca Nacional, repositório da memória brasileira, guarda um importante acervo de periódicos, do qual fazem parte inúmeros jornais e revistas criados por imigrantes portugueses desde o século XIX, muitos dos quais ainda não foram analisados e devidamente divulgados.

Para saber mais sobre sua pesquisa, acesse: https://www.bn.gov.br/…/eduardo-cruz-discurso-feminista-nos…

FBN I 12 de junho – Dia dos Namorados

junho 12, 2017
Virgínia Vitorino - A poetisa dos Namorados

Virgínia Vitorino – A poetisa dos Namorados

O Dia dos Namorados em alguns países é chamado de “Dia de São Valentim” e é  comemorado no dia 14 de Fevereiro. No Brasil a data é comemorada no dia 12 de junho, véspera do dia de Santo Antônio.

Segundo historiadores, Valentim, que era bispo,  não acatou as ordens do imperador Cláudio II, que havia proibido o casamento durante as guerras. Mesmo sob o risco de prisão, continuou celebrando casamentos,  até ser preso e condenado à morte. Na prisão, recebia muitos bilhetes e flores de jovens dizendo que ainda acreditavam no amor.  Antes de sua morte, apaixonou-se  pela filha cega de um carcereiro, que “por milagre”, recuperou a visão, para quem escreveu uma mensagem de adeus, na qual assinou como “Seu Namorado”.

Desde primórdios da humanidade, o ato de namorar, recebeu diversos significados e representações. No acervo da Biblioteca Nacional, existem inúmeras obras que versam sobre o tema.

Para marcar a data, a BN disponibiliza uma série de versos extraídos do livro “Namorados”, da poetisa Virgínia Vitorino, cujo original é datado de 1918. Virgínia Villa Nova de Sousa Vitorino, poetisa e dramaturga portuguesa do século XX, foi homenageada na edição abril 9 de 1921 da Revista da Semana que publicou em uma página inteira dois poemas do livro de Virgínia Vitorino à quem, atribuíram, o título de de “A poetisa dos Namorados”.

 

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FBN | Homenagem – Dia das Mães

maio 14, 2017

 

Em homenagem ao Dia das Mães, a Fundação Biblioteca Nacional disponibiliza esta imagem, pertencente ao Arquivo Arthur Ramos. Nele, o futuro médico, etnólogo e folclorista (1903 – 1949) é retratado no colo de sua mãe, Ana Ramos, tendo ao lado dois de seus irmãos usando trajes de marinheiro, como era comum às crianças dos primeiros anos do século XX.

Por sua importância para as Ciências Sociais e o estudo das relações raciais no Brasil, o Arquivo Arthur Ramos recebeu a nominação no Programa Memória do Mundo da UNESCO. O arquivo está sob a guarda da Divisão de Manuscritos e em processo de digitalização.

Acesse a fotografia em: http://bit.ly/2q3CyV8

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FBN | 06 de maio de 1937 – O Dirigível Hindemburg explode no ar

maio 6, 2017
Foto: Jornal Correio Paulistano 07/05/1937

Foto: Jornal Correio Paulistano 07/05/1937

O dirigível LZ 129 Hindenburg, foi  construído pela empresa Luftschiffbau-Zeppelin GmbH, na Alemanha. Considerado a maior nave a voar, foi um ícone da propaganda nazista e da indústria alemã . Seu primeiro voo foi em 1936 e  quatorze meses depois em 6 de maio de 1937, explodiu no ar, gerando perplexidade mundial.

No Brasil, o jornal Correio Paulistano do dia 07 de maio publicou em sua primeira página: ” O Hindemburg explodiu. O gigantesco dirigível desappareceem chamas ao terminar a sua 21ª viagem para a América do Norte. Estavam a bordo 39 passageiros e 61 membros da tripulação registrando-se, assim. uma hecatombe”.

Leia a matéria na integra em:

http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=090972_08&PagFis=18216

Leia mais sobre o Hindemburg na Hemeroteca Digital Brasileira.

 

FBN | História – 30 de abril de 1975 – fim da guerra do Vietnã

abril 30, 2017

 

No dia 01 de maio de 1975 os jornais brasileiros anunciavam o fim da guerra do Vietnã, ocorrido na véspera.

O periódico Diário de Notícias estampava em sua primeira página:

” Viets em Saigon e Hanói já falam na reunificação.

Com tanques decorados com bandeiras do Vietcong, o exército revolucionário entrou ontem em Saigon, poucas horas após anunciada oficialmente a rendição, e pôs fim uma guerra do novo governo do general Van Minh, o “Big” Minh.  Acabou assim uma guerra que durou 30 anos, contra franceses, japonese, norte-americanos e sul-vietnamitas, nas selvas da Indochina”.

Continue lendo o jornal em:

http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=093718_05&PagFis=37946

Leia mais sobre a guerra do Vietnã na Hemeroteca Digital Brasileira.

 

FBN I Homenagem – 25 de janeiro, aniversário da Cidade de São Paulo

janeiro 25, 2017

Em 1553, os padres jesuítas José de Anchieta e Manoel da Nóbrega subiram a Serra do Mar a fim de buscar um local seguro para se instalar e catequizar os índios. Ao atingirem o planalto de Piratininga, encontraram o ponto ideal entre os rios Tamanduateí e Anhangabaú, construindo, assim, um colégio no local. Finalizada a obra, celebraram uma missa em 25 de janeiro de 1554, dia que ficou conhecido como a fundação da cidade de São Paulo.

Em homenagem aos 463 anos da cidade de São Paulo, a Fundação Biblioteca Nacional disponibiliza para seus leitores e internautas algumas fotografias históricas pertencentes do acervo da Divisão de Iconografia.

 

Manuel, F. (Frédéric) - Título: Avenida Paulista- 1906

Manuel, F. (Frédéric) – Título: Avenida Paulista- 1906

http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon658729_967401_429/icon967411.jpg

 

Manuel, F. (Frédéric) - Título: Escola Normal inaugurada em 1894 e Praça da República- 1906

Manuel, F. (Frédéric) – Título: Escola Normal inaugurada em 1894 e Praça da República- 1906

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Renouleau, Jean Georges, 1845-1909 - Título: Faculdade de Direito de São Paulo - São Paulo, SP : Casa Jules Martim, [1880?]

Renouleau, Jean Georges, 1845-1909 – Título: Faculdade de Direito de São Paulo – São Paulo, SP : Casa Jules Martim, [1880?]

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Manuel, F. (Frédéric) - Título: Interior do Museu do Ipiranga- 1906

Manuel, F. (Frédéric) – Título: Interior do Museu do Ipiranga- 1906

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Manuel, F. (Frédéric) - Título: Palácio do governo - 1906

Manuel, F. (Frédéric) – Título: Palácio do governo – 1906

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Manuel, F. (Frédéric) - Título: Rua Direita - 1906

Manuel, F. (Frédéric) – Título: Rua Direita – 1906

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Manuel, F. (Frédéric) - Título: Rua Quinze de Novembro - 1906

Manuel, F. (Frédéric) – Título: Rua Quinze de Novembro – 1906

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Veja também o Álbum “Lembrança de São Paulo”, com fotos de Gaensly, Guilherme, (1902?): http://bit.ly/223PKqm

Pesquise mais sobre a cidade de São Paulo na BNDigital:  http://bndigital.bn.br/acervodigital

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FBN I 21 de Janeiro – Há 104 anos falecia Aluísio Azevedo

janeiro 21, 2017

Aluísio Azevedo (Aluísio Tancredo Gonçalves de Azevedo), caricaturista, jornalista, romancista e diplomata, nasceu em São Luís, MA, em 14 de abril de 1857, e faleceu em Buenos Aires, Argentina, em 21 de janeiro de 1913.

 

 

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Era filho do vice-cônsul português David Gonçalves de Azevedo e de D. Emília Amália Pinto de Magalhães e irmão mais moço do comediógrafo Artur Azevedo. Sua mãe havia casado, aos 17 anos, com um comerciante português. O temperamento brutal do marido determinou o fim do casamento. Emília refugiou-se em casa de amigos, até conhecer o vice-cônsul de Portugal, o jovem viúvo David. Os dois passaram a viver juntos, sem contraírem segundas núpcias, o que à época foi considerado um escândalo na sociedade maranhense.

Da infância à adolescência, Aluísio estudou em São Luís e trabalhou como caixeiro e guarda-livros. Desde cedo revelou grande interesse pelo desenho e pela pintura, o que certamente o auxiliou na aquisição da técnica que empregará mais tarde ao caracterizar os personagens de seus romances. Em 1876, embarcou para o Rio de Janeiro, onde já se encontrava o irmão mais velho, Artur. Matriculou-se na Imperial Academia de Belas Artes, hoje Escola Nacional de Belas Artes. Para manter-se fazia caricaturas para os jornais da época, como O Fígaro, O Mequetrefe, Zig-Zag e A Semana Ilustrada. A partir desses “bonecos”, que conservava sobre a mesa de trabalho, escrevia cenas de romances.

A morte do pai, em 1878, obrigou-o a voltar a São Luís, para tomar conta da família. Ali começou a carreira de escritor, com a publicação, em 1879, do romance Uma lágrima de mulher, típico dramalhão romântico. Ajuda a lançar e colabora com o jornal anticlerical O Pensador, que defendia a abolição da escravatura, enquanto os padres mostravam-se contrários a ela. Em 1881, Aluísio lança O mulato, romance que causou escândalo entre a sociedade maranhense pela crua linguagem naturalista e pelo assunto tratado: o preconceito racial. O romance teve grande sucesso, foi bem recebido na Corte como exemplo de Naturalismo, e Aluísio pôde retornar para o Rio de Janeiro, embarcando em 7 de setembro de 1881, decidido a ganhar a vida como escritor.

Quase todos os jornais da época tinham folhetins, e foi num deles que Aluísio passou a publicar seus romances. A princípio, eram obras menores, escritas apenas para garantir a sua sobrevivência. Depois, surgiu nova preocupação no universo de Aluísio: a observação e análise dos agrupamentos humanos, a degradação das casas de pensão e sua exploração pelo imigrante, principalmente o português. Dessa preocupação resultariam duas de suas melhores obras: Casa de pensão (1884) e O cortiço (1890). De 1882 a 1895 escreveu sem interrupção romances, contos e crônicas, além de peças de teatro em colaboração com Artur de Azevedo e Emílio Rouède.

 

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Em 1895 ingressou na diplomacia, momento em que praticamente cessa sua atividade literária. O primeiro posto foi em Vigo, na Espanha. Depois serviu no Japão, na Argentina, na Inglaterra e na Itália. Passara a viver em companhia de D. Pastora Luquez, de nacionalidade argentina, junto com os dois filhos, Pastor e Zulema, por ele adotados. Em 1910, foi nomeado cônsul de 1ª. classe, sendo removido para Assunção. Buenos Aires foi seu último posto. Ali faleceu, aos 56 anos. Foi enterrado naquela cidade. Seis anos depois, por uma iniciativa de Coelho Neto, a urna funerária de Aluísio Azevedo chegou a São Luís, onde o escritor foi sepultado.

Fonte: Academia Brasileira de Letras

A Biblioteca Nacional homenageia Aluísio Azevedo disponibilizando para consulta um exemplar do primeiro milhar impresso de “O Cortiço”: http://objdigital.bn.br/…/div_obrasraras/or15820/or15820.pdf

Imagem disponível em:
http://objdigital.bn.br/…/div…/icon960829/icon960829_030.jpg

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Brasiliana Fotográfica | A imperatriz Teresa Cristina Maria, “a mãe dos brasileiros”

janeiro 9, 2017
Joaquim Insley Pacheco. Teresa Cristina Maria, Imperatriz, consorte de Pedro II, Imperador do Brasil : retrato, 187? / Acervo FBN

Joaquim Insley Pacheco. Teresa Cristina Maria, Imperatriz, consorte de Pedro II, Imperador do Brasil : retrato, 187? / Acervo FBN

O Portal Brasiliana Fotográfica homenageia dona Teresa Christina Maria com uma seleção de imagens produzidas por alguns dos mais importantes fotógrafos que atuaram no Brasil no século XIX.

Ela dá nome a uma das mais importantes coleções de fotografia do século XIX, doada à Biblioteca Nacional por seu marido, dom Pedro II.

Segundo Pedro Vasquez, a Collecção Dona Thereza Christina Maria é, até hoje, “o mais diversificado e precioso acervo dos primórdios da fotografia brasileira jamais reunido por um particular, e tampouco por uma instituição pública”.

Leia mais e acesse a coleção: http://brasilianafotografica.bn.br/?p=6798

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FBN | Série Documentos Literários – Paraíba: um trecho manuscrito de Graciliano Ramos

janeiro 6, 2017

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Paraíba: um trecho manuscrito de Graciliano Ramos

A Série Documentos Literários, contribuição da Divisão de Manuscritos, apresenta algumas páginas de texto escrito para o livro “Memórias do Cárcere”, de Graciliano Ramos.

Um dos maiores autores brasileiros de todos os tempos, nascido em Quebrangulo (AL) a 27 de outubro de 1892, Ramos foi o autor de romances como “Vidas Secas”, “Angústia”, “São Bernardo”, entre outros, além de livros de contos, crônicas e infanto-juvenis. Publicou também dois livros de cunho memorialístico: “Infância” (1945), em que conta sua história familiar e pessoal até os primeiros anos da juventude, e “Memórias do Cárcere”, publicado oito meses após a morte do autor, que ocorreu a 20 de março de 1953. Nesse livro ele faz o relato do período compreendido entre março de 1936 e janeiro de 1937, quando esteve preso por conta de seu envolvimento com o Partido Comunista.

Além de descrever uma série de acontecimentos impactantes, como a entrega de Olga Benário aos oficiais de extradição, “Memórias do Cárcere” apresenta uma variedade de tipos humanos impagáveis, quer entre os presos políticos, quer entre os prisioneiros comuns. Um deles era o vigarista conhecido como “Paraíba”, que explica detalhadamente o “golpe da velha doente” aplicado na rua a incautos.

Um manuscrito contendo uma versão inicial desse trecho do livro foi doado à Biblioteca Nacional por Clara Ramos, filha de Graciliano, em 1992. Traz correções feitas pelo autor – de quem se diz ter sido exageradamente crítico com seu próprio trabalho, fazendo alterações até alguns momentos antes que um livro entrasse no prelo – e é datado de 11 de junho de 1949. O original se encontra na Divisão de Manuscritos e pode ser consultado através da BN Digital pelo link

http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_manuscritos/mss_I_07_13_007A/mss_I_07_13_007A.pdf

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FBN I História – 04 de janeiro de 1839, nasce o poeta Casimiro de Abreu

janeiro 4, 2017

Casimiro José Marques de Abreu, nasceu em Barra de São João (distrito da cidade que leva seu nome), no Rio de janeiro, em 4 de janeiro de 1839. É o patrono da cadeira nº 6 da Academia Brasileira de Letras.

Sua biografia é assim descrita no site da ABL:

“Era filho natural do abastado comerciante e fazendeiro português José Joaquim Marques Abreu e de Luísa Joaquina das Neves. O pai nunca residiu com a mãe de modo permanente, acentuando assim o caráter ilegal de uma origem que pode ter causado bastante humilhação ao poeta. Passou a maior parte da infância na propriedade materna, Fazenda da Prata, em Correntezas. Recebeu apenas instrução primária, estudando dos 11 aos 13 anos no Instituto Freeze, em Nova Friburgo (1849-1852), onde foi colega de Pedro Luís, seu grande amigo para o resto da vida. Em 1852 foi para o Rio de Janeiro praticar o comércio, atividade que lhe desagradava, e a que se submeteu por vontade do pai, com o qual viajou para Portugal no ano seguinte. Em Lisboa iniciou a atividade literária, publicando um conto e escrevendo a maior parte de suas poesias, exaltando as belezas do Brasil e cantando, com inocente ternura e sensibilidade quase infantil, suas saudades do país. Lá compôs também o drama Camões e o Jau, representado no teatro D. Fernando (1856), com grande sucesso. O poeta só tinha dezessete anos, e já colaborava na imprensa portuguesa, ao lado de Alexandre Herculano, Rebelo da Silva e outros. Não escrevia apenas versos. No mesmo ano de 1856, o jornal O Progresso imprimiu o folhetim “Carolina”, e na revista Ilustração Luso-Brasileira saíram os primeiros capítulos de “Camila”, recriação ficcional de uma visita ao Minho, terra de seu pai.

Em 1857, voltou ao Rio, onde continuou residindo a pretexto de continuar os estudos comerciais. Animava-se em festas carnavalescas e bailes e frequentava as rodas literárias, nas quais era bem relacionado. Colaborou em A Marmota, O Espelho, Revista Popular e no Correio Mercantil, de Francisco Otaviano. Nesse jornal, trabalhavam dois moços igualmente brilhantes: o jornalista Manuel Antônio de Almeida e o revisor Machado de Assis, seus companheiros em rodas literárias. Publicou As primaveras em 1859. Em 1860, morreu o pai, que sempre o amparou e custeou de bom grado as despesas da sua vida literária, apesar das queixas românticas feitas contra a imposição da carreira. A paixão absorvente que consagrou à poesia justifica a reação contra a visão limitada com que o velho Abreu procurava encaminhá-lo na vida prática.

Doente de tuberculose, buscou alívio no clima de Nova Friburgo. Sem obter melhora, recolhe-se à fazenda de Indaiaçu, No município que hoje leva seu nome, onde veio a falecer, seis meses depois do pai, faltando três meses para completar vinte e dois anos.

Em As primaveras acham-se os temas prediletos do poeta, e que o identificam como lírico-romântico: a nostalgia da infância, a saudade da terra natal, o gosto da natureza, a religiosidade ingênua, o pressentimento da morte, a exaltação da juventude, a devoção pela pátria e a idealização da mulher amada. A sua visão do mundo externo está condicionada estreitamente pelo universo do burguês brasileiro da época imperial, das chácaras e jardins. Trata de uma natureza onde se caça passarinho quando criança, onde se arma a rede para o devaneio ou se vai namorar quando rapaz.

À simplicidade da matéria poética corresponde o amaneiramento paralelo da forma. Casimiro de Abreu desdenha o verso branco e o soneto, prefere a estrofe regular, que melhor transmite a cadência da inspiração “doce e meiga” e o ritmo mais cantante. Colocado entre os poetas da segunda geração romântica, expressa, através de um estilo espontâneo, emoções simples e ingênuas. Estão ausentes na sua poesia a surda paixão carnal de Junqueira Freire, ou os desejos irritados, macerados, do insone Álvares de Azevedo. Ele pôde sublimar em lânguida ternura a sensualidade robusta, embora quase sempre bem disfarçada, dos seus poemas essencialmente diurnos, nos quais não se sente a tensão das vigílias. No poema “Violeta” configura a teoria do amor romântico, segundo a qual devem ficar subentendidos os aspectos sensuais mais diretos, devendo, ao contrário, ser manifestado, com o maior brilho e delicadeza possível, o que for idealização de conduta. “Meu livro negro”, em toda a sua obra, é o único momento de amargura violenta e rebeldia mais acentuada; noutros o drama apenas se infiltra, menos compacto. Em sua poesia, talvez exagerada no sentimentalismo e repleta de amor pela natureza, pela mãe e pela irmã, as emoções se sucedem sem violência, envolvidas num misto de saudade e de tristeza.”

Obras de Casimiro de Abreu:

Fora da Pátria, prosa, 1855
Minha Mãe, poesia, 1855
Rosa Murcha, poesia, 1855
Saudades, poesia, 1856
Suspiros, poesia, 1856
Camões e o Jau, teatro, 1856
Meus Oito Anos, poesia, 1857
Longe do Lar, prosa, 1858
Treze Cantos, poesia, 1858
Folha Negra, poesia, 1858
Primaveras, poesias, 1859

Consulte o acervo da FBN sobre Casimiro de Abreu:

http://acervo.bn.br/sophia_web/index.html

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