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Brasiliana Fotográfica | A imperatriz Teresa Cristina Maria, “a mãe dos brasileiros”

janeiro 9, 2017
Joaquim Insley Pacheco. Teresa Cristina Maria, Imperatriz, consorte de Pedro II, Imperador do Brasil : retrato, 187? / Acervo FBN

Joaquim Insley Pacheco. Teresa Cristina Maria, Imperatriz, consorte de Pedro II, Imperador do Brasil : retrato, 187? / Acervo FBN

O Portal Brasiliana Fotográfica homenageia dona Teresa Christina Maria com uma seleção de imagens produzidas por alguns dos mais importantes fotógrafos que atuaram no Brasil no século XIX.

Ela dá nome a uma das mais importantes coleções de fotografia do século XIX, doada à Biblioteca Nacional por seu marido, dom Pedro II.

Segundo Pedro Vasquez, a Collecção Dona Thereza Christina Maria é, até hoje, “o mais diversificado e precioso acervo dos primórdios da fotografia brasileira jamais reunido por um particular, e tampouco por uma instituição pública”.

Leia mais e acesse a coleção: http://brasilianafotografica.bn.br/?p=6798

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FBN | Série Documentos Literários – Paraíba: um trecho manuscrito de Graciliano Ramos

janeiro 6, 2017

graca

Paraíba: um trecho manuscrito de Graciliano Ramos

A Série Documentos Literários, contribuição da Divisão de Manuscritos, apresenta algumas páginas de texto escrito para o livro “Memórias do Cárcere”, de Graciliano Ramos.

Um dos maiores autores brasileiros de todos os tempos, nascido em Quebrângulo (AL) a 27 de outubro de 1892, Ramos foi o autor de romances como “Vidas Secas”, “Angústia”, “São Bernardo”, entre outros, além de livros de contos, crônicas e infanto-juvenis. Publicou também dois livros de cunho memorialístico: “Infância” (1945), em que conta sua história familiar e pessoal até os primeiros anos da juventude, e “Memórias do Cárcere”, publicado oito meses após a morte do autor, que ocorreu a 20 de março de 1953. Nesse livro ele faz o relato do período compreendido entre março de 1936 e janeiro de 1937, quando esteve preso por conta de seu envolvimento com o Partido Comunista.

Além de descrever uma série de acontecimentos impactantes, como a entrega de Olga Benário aos oficiais de extradição, “Memórias do Cárcere” apresenta uma variedade de tipos humanos impagáveis, quer entre os presos políticos, quer entre os prisioneiros comuns. Um deles era o vigarista conhecido como “Paraíba”, que explica detalhadamente o “golpe da velha doente” aplicado na rua a incautos.

Um manuscrito contendo uma versão inicial desse trecho do livro foi doado à Biblioteca Nacional por Clara Ramos, filha de Graciliano, em 1992. Traz correções feitas pelo autor – de quem se diz ter sido exageradamente crítico com seu próprio trabalho, fazendo alterações até alguns momentos antes que um livro entrasse no prelo – e é datado de 11 de junho de 1949. O original se encontra na Divisão de Manuscritos e pode ser consultado através da BN Digital pelo link

http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_manuscritos/mss_I_07_13_007A/mss_I_07_13_007A.pdf

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FBN I História – 04 de janeiro de 1839, nasce o poeta Casimiro de Abreu

janeiro 4, 2017

Casimiro José Marques de Abreu, nasceu em Barra de São João (distrito da cidade que leva seu nome), no Rio de janeiro, em 4 de janeiro de 1839. É o patrono da cadeira nº 6 da Academia Brasileira de Letras.

Sua biografia é assim descrita no site da ABL:

“Era filho natural do abastado comerciante e fazendeiro português José Joaquim Marques Abreu e de Luísa Joaquina das Neves. O pai nunca residiu com a mãe de modo permanente, acentuando assim o caráter ilegal de uma origem que pode ter causado bastante humilhação ao poeta. Passou a maior parte da infância na propriedade materna, Fazenda da Prata, em Correntezas. Recebeu apenas instrução primária, estudando dos 11 aos 13 anos no Instituto Freeze, em Nova Friburgo (1849-1852), onde foi colega de Pedro Luís, seu grande amigo para o resto da vida. Em 1852 foi para o Rio de Janeiro praticar o comércio, atividade que lhe desagradava, e a que se submeteu por vontade do pai, com o qual viajou para Portugal no ano seguinte. Em Lisboa iniciou a atividade literária, publicando um conto e escrevendo a maior parte de suas poesias, exaltando as belezas do Brasil e cantando, com inocente ternura e sensibilidade quase infantil, suas saudades do país. Lá compôs também o drama Camões e o Jau, representado no teatro D. Fernando (1856), com grande sucesso. O poeta só tinha dezessete anos, e já colaborava na imprensa portuguesa, ao lado de Alexandre Herculano, Rebelo da Silva e outros. Não escrevia apenas versos. No mesmo ano de 1856, o jornal O Progresso imprimiu o folhetim “Carolina”, e na revista Ilustração Luso-Brasileira saíram os primeiros capítulos de “Camila”, recriação ficcional de uma visita ao Minho, terra de seu pai.

Em 1857, voltou ao Rio, onde continuou residindo a pretexto de continuar os estudos comerciais. Animava-se em festas carnavalescas e bailes e frequentava as rodas literárias, nas quais era bem relacionado. Colaborou em A Marmota, O Espelho, Revista Popular e no Correio Mercantil, de Francisco Otaviano. Nesse jornal, trabalhavam dois moços igualmente brilhantes: o jornalista Manuel Antônio de Almeida e o revisor Machado de Assis, seus companheiros em rodas literárias. Publicou As primaveras em 1859. Em 1860, morreu o pai, que sempre o amparou e custeou de bom grado as despesas da sua vida literária, apesar das queixas românticas feitas contra a imposição da carreira. A paixão absorvente que consagrou à poesia justifica a reação contra a visão limitada com que o velho Abreu procurava encaminhá-lo na vida prática.

Doente de tuberculose, buscou alívio no clima de Nova Friburgo. Sem obter melhora, recolhe-se à fazenda de Indaiaçu, No município que hoje leva seu nome, onde veio a falecer, seis meses depois do pai, faltando três meses para completar vinte e dois anos.

Em As primaveras acham-se os temas prediletos do poeta, e que o identificam como lírico-romântico: a nostalgia da infância, a saudade da terra natal, o gosto da natureza, a religiosidade ingênua, o pressentimento da morte, a exaltação da juventude, a devoção pela pátria e a idealização da mulher amada. A sua visão do mundo externo está condicionada estreitamente pelo universo do burguês brasileiro da época imperial, das chácaras e jardins. Trata de uma natureza onde se caça passarinho quando criança, onde se arma a rede para o devaneio ou se vai namorar quando rapaz.

À simplicidade da matéria poética corresponde o amaneiramento paralelo da forma. Casimiro de Abreu desdenha o verso branco e o soneto, prefere a estrofe regular, que melhor transmite a cadência da inspiração “doce e meiga” e o ritmo mais cantante. Colocado entre os poetas da segunda geração romântica, expressa, através de um estilo espontâneo, emoções simples e ingênuas. Estão ausentes na sua poesia a surda paixão carnal de Junqueira Freire, ou os desejos irritados, macerados, do insone Álvares de Azevedo. Ele pôde sublimar em lânguida ternura a sensualidade robusta, embora quase sempre bem disfarçada, dos seus poemas essencialmente diurnos, nos quais não se sente a tensão das vigílias. No poema “Violeta” configura a teoria do amor romântico, segundo a qual devem ficar subentendidos os aspectos sensuais mais diretos, devendo, ao contrário, ser manifestado, com o maior brilho e delicadeza possível, o que for idealização de conduta. “Meu livro negro”, em toda a sua obra, é o único momento de amargura violenta e rebeldia mais acentuada; noutros o drama apenas se infiltra, menos compacto. Em sua poesia, talvez exagerada no sentimentalismo e repleta de amor pela natureza, pela mãe e pela irmã, as emoções se sucedem sem violência, envolvidas num misto de saudade e de tristeza.”

Obras de Casimiro de Abreu:

Fora da Pátria, prosa, 1855
Minha Mãe, poesia, 1855
Rosa Murcha, poesia, 1855
Saudades, poesia, 1856
Suspiros, poesia, 1856
Camões e o Jau, teatro, 1856
Meus Oito Anos, poesia, 1857
Longe do Lar, prosa, 1858
Treze Cantos, poesia, 1858
Folha Negra, poesia, 1858
Primaveras, poesias, 1859

Consulte o acervo da FBN sobre Casimiro de Abreu:

http://acervo.bn.br/sophia_web/index.html

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FBN | Exposição ‘Ai, ai, ai… cem anos o samba faz!’

novembro 27, 2016

destaque

Para comemorar o centenário do samba, celebrado em 27 de novembro, a Fundação Biblioteca Nacional inaugura a exposição virtual “Ai, ai, ai… cem anos o samba faz!”. A mostra, composta por mais de 40 itens, resgata a memória do ritmo brasileiro nascido a partir do registro de Pelo Telephone, do músico e compositor Donga, no departamento de Direitos Autorais da Biblioteca Nacional.

Em 1898, com a promulgação da Lei n º 496, que definiu e garantiu os direitos autorais, os músicos da época puderam registrar suas composições. Em 27 de novembro de 1916, o samba ganhou “certidão de nascimento”, tornando-se a primeira música identificada como tal a fazer sucesso.

Dentre as peças da exposição, estão a partitura original de “Pelo Telephone” (1916) e algumas canções como ‘Ai que saudade da Amélia’ (Mario Lago e Ataulfo Alves), ‘A flor e o espinho’ (Nelson Cavaquinho) e ‘Ave Maria no morro’ (Herivelto Martins).

Acesse a exposição em: http://bndigital.bn.gov.br/exposicoes/ai-ai-ai-cem-anos-o-samba-faz/

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FBN I História – 15 de novembro de 1889 – Proclamação da República

novembro 15, 2016

O jornal Gazeta de Notícias de 16 de novembro de 1889 além de estampar em sua página inicial imagens de personagens relacionados diretamente com os acontecimentos do dia anterior, publicava também uma nota oficial do governo provisório que dizia:

” O governo provisório publica a seguinte proclamação:

Concidadão. – O povo, o exécito e a armada nacional, em perfeita communhão de sentimentos com os nosso concidadãos residentes nas provincias, acabam de decretar a deposição da dynastia imperial, e consequentemente a extinção do systema monarchico-representativo.

Como resultado immediatod’esta revolução nacional, de carater essencialmente patriótico, acaba de ser instituído um governo provisório, cuja principal missão é garantir com a ordem pública a liberdade e os direitos dos cidadão.

Para comporem esse governo, enquanto a nação soberana, pelos seus orgãos competentes, não proceder á escolha do governo definitivo, foram nomeados pelo chefe do poder executivo da nação os cidadão abaixo assignados.

Concidadão: – O Governo provisório, simples agente temporário da soberania nacional, é o governo da paz, da liberdade, da fraternidade e da ordem… O governo provisório reconhece e acata todos os compromissos nacionaes contrahidos durante o regime anterior, os tratados subsistentes com as potencias estrangeiras, a dívida públicaexterna e interna, os contractos vigentes e mais obrigações legalmente estabelecidas.

Marechal Manuel Deodoro da Fonseca – chefe do governo provisório.
Aristides da Silveira Lobo – ministro do interior.
Ruy Barbosa – ministro da fazenda e interinamente da justiça.
Tenente Coronel Benjamim ConstantBotelho de magalhães – ministro da guerra.
Chefe de esquadra Eduardo Wanderkolk – ministro da marinha.
Quintino Bocayuva – ministro das relações exteriores e interinamente  da agricultura, commercio e obras públicas.”

Leia a edição completa do Jornal:

http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_02&PagFis=16528

Veja a cobertura dos demais periódicos da época na hemeroteca Digital Brasileira:

http://memoria.bn.br/DocReader/docmulti.aspx?bib=%5Bcache%5D1118601682855.DocLstX&pasta=ano%20188&pesq=proclama%C3%A7%C3%A3o%20da%20rep%C3%BAblica

 

 

 

 

 

FBN I Música – O Samba completa cem anos

novembro 7, 2016

O samba, ritmo musical criado pelos escravos africanos, símbolo da tradição cultural brasileira, patrimônio imaterial, reconhecido também pela Unesco em 2005 como Patrimônio da Humanidade, comemora, neste ano de 2016, o seu centenário. O ano de 1916 entrou para a história da Música Popular Brasileira graças à iniciativa de Ernesto Joaquim Maria dos Santos, mais conhecido como Donga, autor de “Pelo telephone”, datado de 1916 e considerado o primeiro samba brasileiro.

Em 6 novembro de 1916, Ernesto dos Santos, o Donga, entrega uma petição de registro para o samba carnavalesco “Pelo telephone” no Departamento de Direitos Autorais da Biblioteca Nacional. A partitura manuscrita para piano, feita por Pixinguinha, estava dedicada a dois foliões, os carnavalescos Peru (Mauro de Almeida) e Morcego (Norberto Amaral).

Em 16 de novembro de 1916, Donga anexou à petição um atestado que afirmava ter sido o samba Pelo telephone executado pela primeira vez em 25 de outubro de 1916, no Cine-Teatro Velho. O registro da obra foi efetuado pela Biblioteca Nacional em 27 de novembro de 1916, com o número 3.295.

O samba Pelo telephone fez grande sucesso no carnaval de 1917, dando origem a inúmeras paródias.

A palavra ‘samba’ procede da expressão africana semba (umbigada), empregada para designar dança de roda, popular em todo o Brasil. Os sambas mais conhecidos são os da Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo. Na Bahia, adquiriu denominações conforme as variações coreográficas. No Rio de Janeiro, inicialmente era a dança de roda entre os habitantes dos morros, daí nasceu o samba urbano carioca, espalhado por todo o território nacional.

Existem várias modalidades de samba.O samba de breque, com ritmo acentuadamente sincopado, caracteriza-se por paradas súbitas, os chamados “breques”, que permitem que o cantor encaixe comentários falados alusivos ao tema. Seu mais conhecido intérprete é o cantor Moreira da Silva, cujo maior sucesso foi “O Rei do gatilho”, de 1962.

Já o samba-canção privilegia a melodia, geralmente romântica e sentimental, como o samba Castigo, de Lupicinio Rodrigues e Alcides Gonçalves.

O samba-enredo deve compreender os resumos poéticos de tema histórico, folclórico, literário, biográfico ou livre que for escolhido para enredo ou assunto da apresentação da escola de samba em seu desfile.

O samba-exaltação apresenta letra de tema patriótico. A ênfase musical recai sobre o arranjo orquestral, sendo Aquarela do Brasil, grande sucesso de Ari Barroso, o exemplo perfeito desse estilo. A música foi gravada pelo cantor Francisco Alves em 1939.

Na Divisão de Música e Arquivo Sonoro da Biblioteca Nacional é possível encontrar livros sobre samba, escolas de samba, assim como partituras de inúmeros sambas conhecidos e de grande sucesso, como os dos compositores Donga, Sinhô, Noel Rosa, Mário Lago, Lupicinio Rodrigues, Wilson Batista, Ari Barroso, Herivelto Martins, Grande Otelo, Adoniran Barbosa, Ismael Silva, Ataulfo Alves e muitos outros.

No arquivo do Acervo de Música e Arquivo Sonoro é possível ouvir:

-Pelo telephone com o Conjunto Regional de Donga e Zé da Zilda em gravação da Odeon datada de 1938;
-Ai! Que saudade de Amélia, de Mario Lago e Ataulfo Alves, em gravação da Odeon de 1941;
-Fita amarela, samba de Noel Rosa, tendo como intérprete Francisco Alves, em gravação da Odeon de 1932.

Conheça a Divisão de Música e Arquivo Sonoro da Biblioteca Nacional:http://www.bn.br/explore/acervos/musica-arquivo-sonoro
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Manuscrito de Pelo Telephone, de Donga, integra o acervo da Biblioteca Nacional.

Manuscrito de Pelo Telephone, de Donga, integra o acervo da Biblioteca Nacional.

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FBN | 1° de novembro de 1922 – morre Lima Barreto

novembro 1, 2016

Nascido em 13 de maio de 1881, na cidade do Rio de Janeiro, Afonso Henrique de Lima Barreto foi um jornalista e escritor brasileiro. Reconhecido por sua militância na imprensa, retratou as injustiças, os conflitos sociais e os preconceitos de sua época —  com os quais ele mesmo sofria. Contribuiu para veículos como o jornal “Correio da Manhã” e as revistas “Careta”, “Fon-Fon” e “O Malho”, além de ter escrito, ao longo de sua vida, diversos obras que o imortalizaram no cenário da literatura brasileira.

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A Biblioteca Nacional homenageia o escritor brasileiro disponibilizando, para consulta e download, o livro “Triste Fim de Policarpo Quaresma”.  Para acessar a obra, clique em:

http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_obrasraras/or22535/or22535.pdf

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Para saber mais sobre Lima Barreto, explore o acervo digital: http://bndigital.bn.br/acervodigital/

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FBN I História – 17 de outubro de 1937 – Falecia o pintor Antônio Parreiras

outubro 17, 2016

No dia 17 de outubro de 1937, falecia, em Niterói, Antônio Parreiras que foi eleito, em 1925, o maior artista do país no Grande Concurso Nacional realizado entre os leitores da revista Fon-Fon.

M. Nogueira da Silva. A. Parreiras, pint. em seu atelier em Paris, 1914. Paris, França / Acervo FBN

M. Nogueira da Silva. A. Parreiras, pint. em seu atelier em Paris, 1914. Paris, França / Acervo FBN

M. Nogueira da Silva. Os dous pintores Parreiras: Antonio e Dakir, 1913. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN

M. Nogueira da Silva. Os dous pintores Parreiras: Antonio e Dakir, 1913. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN

Confira alguns aspectos de sua linha do tempo:

“(…)1909-  sua pintura de nu, “Fantasia”, é muito elogiada pela imprensa parisiense e é noticiada sua iminente volta ao Brasil (…). Devido ao sucesso da obra, torna-se associado da Societé Nationale de Beaux Arts et Lettres de Paris (…). Retorna ao Brasil (…).

Década de 10 – vai várias vezes a Paris, onde tem um ateliê.

1910 – inscreve no Salon de la Societé Nationale de Beaux Arts a pintura “Frineia”. Apresenta posteriormente “Dolorida” (1910), “Flor Brazileira”(1913), “Nonchalance”(1914), e “Modelo em Repouso”(1920).. 1927 – notícia sobre a publicação de seu livro de memórias, “História de um pintor contada por ele mesmo”, que o conduziu à Academia Fluminense de Letras (…).

M. Nogueira da Silva. Antonio Parreiras, no seu atelier, ao terminar o seu grande quadro de nú a "Flor Brazileira", 1913. Niterói, RJ / Acervo FBN

M. Nogueira da Silva. Antonio Parreiras, no seu atelier, ao terminar o seu grande quadro de nú a “Flor Brazileira”, 1913. Niterói, RJ / Acervo FBN

(…) 1936 – Parreiras realiza com dificuldades, pois já estava doente e debilitado, a sua última grande obra, o tríptico “Fundação da Cidade do Rio de Janeiro”, encomendado pelo prefeito Pedro Ernesto (1884-1942).

1937 – suas últimas telas são “A Tarde” e “O Fogo”. Em 17 de outubro, falece, em Niterói (…).

1942- inauguração, em 21 de janeiro, do Museu Antônio Parreiras, em Niterói. Instituído pelo Decreto-Lei nº 219, de 24 de janeiro de 1941, foi o primeiro museu brasileiro dedicado a um só artista (…). O conjunto arquitetônico e paisagístico é tombado pelo Instituto do Patrimônio Artístico Nacional.”

M. Nogueira da Silva. Ant. Parreiras e seus modelos no atelier em Paris, 1920. Paris, França / Acervo FBN

M. Nogueira da Silva. Ant. Parreiras e seus modelos no atelier em Paris, 1920. Paris, França / Acervo FBN

Conheça mais imagens e fatos sobre a história de Antônio Parreiras em http://brasilianafotografica.bn.br/?p=2490

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Brasiliana Fotográfica – O retratista Joaquim Insley Pacheco (c. 1830 – 14 de outubro de 1912)

outubro 14, 2016
Joaquim Insley Pacheco. Pedro II, imperador do Brasil: retrato, 1883 / Acervo FBN

Joaquim Insley Pacheco. Pedro II, imperador do Brasil: retrato, 1883 / Acervo FBN

 

Um dos mais prestigiados e famosos retratistas do Brasil no século XIX, o fotógrafo e pintor português Joaquim José Pacheco, posteriormente Joaquim Insley Pacheco, nasceu em Cabeceiras de Bastos, em 1830. Era muito requisitado pela corte imperial brasileira e, além de ter sido muito procurado para a execução de retratos, era reconhecido por seu trabalho com fotopintura.

 

Continue lendo em: http://brasilianafotografica.bn.br/?p=6048

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FBN I História – 09 de outubro de 1999 – Morre João Cabral de Melo Neto

outubro 9, 2016

joao_cabral_de_melo_netoFotografia: ABL

Poeta e diplomata, João Cabral de Melo Neto nasceu em 6 de janeiro de 1920, em Recife, e faleceu no dia 9 de outubro de 1999, aos 79 anos, no Rio de Janeiro. Foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras, em 1968, recebido por José Américo.

Filho de Luís Antônio Cabral de Melo e de Carmen Carneiro Leão Cabral de Melo, João publicara seu primeiro livro de poemas – “Pedra do Sono”, em 1942. Anos mais tarde, inscreveu-se no concurso para a carreira de diplomata e, assim, iniciou uma larga peregrinação por diversos países.

A atividade literária acompanhou-o durante todos esses anos no exterior e no Brasil, o que lhe valeu ser contemplado com numerosos prêmios. A um importante trabalho de pesquisa histórico-documental, editado pelo Ministério das Relações Exteriores, deu ao poeta o título de “O Brasil no arquivo das Índias de Sevilha”.

Da obra de João Cabral se destacam os seguintes títulos: “O engenheiro”, 1945; “O cão sem plumas”, 1950; “O rio”, 1954; “Quaderna”, 1960; “Poemas escolhidos”, 1963; “A educação pela pedra”, 1966; “Morte e vida severina e outros poemas em voz alta”, 1966; “Museu de tudo”, 1975; “A escola das facas”, 1980; “Agreste”, 1985; “Auto do frade”, 1986; “Crime na Calle Relator”, 1987; “Sevilla andando”, 1989.

Os “Cadernos de Literatura Brasileira”, notável publicação editada pelo Instituto Moreira Salles – dedicou seu Número I – março de 1996, ao poeta, com selecionada colaboração de escritores brasileiros, portugueses e espanhóis e abundante material iconográfico. (Fonte: ABL)

No ano de 1990, o jornal O Estado de São Paulo publicou a seguinte matéria: “João Cabral – O outro e o mesmo”.

Leia o texto na Hemeroteca Digital Brasileira.