Posts Tagged ‘Acervo FBN’

FBN | 29 de junho de 1895, morre Floriano Peixoto

junho 29, 2017

 

Foto: Acervo FBN

Foto: Acervo FBN

Nascido em Maceió, Alagoas, Floriano Vieira Peixoto foi enviado ao Rio de Janeiro aos dezesseis anos para concluir os estudos e ingressar na Escola Militar, dando continuidade a uma tradição familiar de militares envolvidos na política. Ascendeu na hierarquia durante a Guerra do Paraguai e, com a proclamação da República, foi vice-presidente de Deodoro da Fonseca. Com a renúncia deste em novembro de 1891, Floriano assume a presidência de um governo sustentado pela unidade das Forças Armadas. Demitiu todos os governadores que apoiavam Deodoro; perseguiu opositores e desterrou vários para a Amazônia, ameaçando inclusive os juízes do Supremo Tribunal que pensassem em emitir habeas corpus para os exilados. Fez alianças com partidos mais progressistas e com políticos paulistas que permitiram o aumento da base política e a manutenção da unidade da República mediante a supressão das várias revoltas ocorridas em seu governo – entre elas, a Revolta da Armada, abordada por Lima Barreto em Triste Fim de Policarpo Quaresma.

“Quaresma pôde então ver melhor a fisionomia do homem que ia feixar em suas mãos, durante quase um ano, tão fortes poderes, poderes de Imperador Romano, pairando sobre tudo, limitando tudo, sem encontrar obstáculo algum aos seus caprichos, às suas fraquezas e vontades, nem nas leis, nem nos costumes, nem na piedade universal e humana. Era vulgar e desoladora. O bigode caído; o lábio inferior pendente e mole a que se agarrava uma grande “mosca”; os traços flácidos e grosseiros; não havia nem o desenho do queixo ou olhar que fosse próprio, que revelasse algum dote superior. Era um olhar mortiço, redondo, pobre de expressões, a não ser de tristeza que não lhe era individual, mas nativa, de raça; e todo ele era gelatinoso – parecia não ter nervos. Não quis o major ver em tais sinais nada que lhe denotasse o caráter, a inteligência e o temperamento. Essas cousas não vogam, disse ele de si para si.”

A Divisão de Manuscritos da Biblioteca Nacional disponibiliza para consulta ou download a edição especial nº 21 do periódico “A Setta – orgam infantil republicano” de 29 de junho de 1897 consagrada a memória do Marechal F. Peixoto.

http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_manuscritos/mss1309059/mss1309059.pdf

Leia também o artigo de Silvio Vieira Peixoto publicado em 1936. http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_manuscritos/mss1351924/mss1351924.pdf

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FBN | 28 de junho de 1919: a Alemanha assina o Tratado de Versailles

junho 28, 2017
 
Em 29 de junho de 1919, o jornal Correio da Manhã publicou a seguinte capa:
 
“28 de junho de 1914 o assassinato do herdeiro do throno austro-hungaro lançava o rastilho da guerra mundial
 
Cinco annos depois assina-se, no mesmo dia, o Tratado de Paz”
 

FBN | Homenagem – 26 de junho de 1826, nasceu Francisco Otaviano

junho 26, 2017
Foto: ABL

Foto: ABL

Francisco Otaviano de Almeida Rosa, nasceu no Rio de Janeiro, em 26 de junho de 1826, onde faleceu 28 de junho de 1889. Advogado, jornalista, político, diplomata e poeta é o patrono da cadeira nº 13 da Academia Brasileira de Letras por escolha do fundador Visconde de Taunay.

Começou os estudos no colégio do professor Manuel Maria Cabral e a partir daí passou a dedicar-se ao estudo das línguas, história, geografia e filosofia. Formou-se em Direito no ano de 1845 em São Paulo e ingressou na vida profissional atuando como advogado e jornalista. Na carreira política foi  deputado geral (1852) e senador (1867). Como jornalista, atuou nas campanhas do Partido Liberal e participou da elaboração da Lei do Ventre Livre.

Uma de suas frustrações era a constatação de que apesar de gostar de poesia, desviou-se dela voltando esforços para o mundo da política. “Sua obra poética representa uma espécie de inspiração do homem médio, mas não banal, o que lhe dá, do ponto de vista psicológico, uma comunicabilidade aumentada pela transparência do verso, leve e corredio. Em torno do eixo central de sua personalidade literária se organizam as tendências comuns do tempo, num verso quase sempre harmonioso e bem cuidado… Ficou para sempre inscrito entre os nossos poetas da fase romântica, como autor de duas ou três peças antológicas, mesmo que não tenha exercido a literatura com paixão, e o patriota que foi dá-lhe lugar entre os grandes vultos brasileiros do século XIX.” (fonte: ABL)

A divisão de Manuscritos da Biblioteca Nacional guarda dois tesouros escritos por Francisco Otaviano:

Flor da campa [18–]:

http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_manuscritos/mss_I_07_13_022/mss_I_07_13_022.pdf

A filha da albergueira [1867]

http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_manuscritos/mss_I_07_13_021/mss_I_07_13_021.pdf

 

 

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FBN | Homenagem – 24 de junho de 1820, nasceu Joaquim Manuel de Macedo

junho 24, 2017
fonte: ABL

Foto: ABL

Joaquim Manuel de Macedo  nasceu em 24 de junho de 1820, e faleceu em 11 de abril de 1882. Foi jornalista, professor, romancista, poeta, teatrólogo e memorialista. É o patrono da cadeira nº 20 na Academia Brasileira de Letras, por escolha do fundador Salvador de Mendonça.

Em 1844 formou-se em Medicina pela Faculdade do Rio de Janeiro,  mesmo ano em que publicou  A Moreninha. Em 1849, junto com Araújo Porto-Alegre e Gonçalves Dias fundou a revista Guanabara. Abandonou a Medicina e foi professor de História e Geografia do Brasil no Colégio Pedro II e lecionou  para filhos da princesa Isabel. Foi deputado provincial (1850, 1853, 1854-59) e deputado geral (1864-68 e 1873-81) além de membro do Instituto Histórico (1845) e do Conselho Diretor da Instrução Pública da Corte (1866). (fonte: ABL)

A Divisão de Manuscritos da Biblioteca Nacional possui alguns documentos assinados por Joaquim Manuel de Macedo. Dentre eles se encontram duas cartas endereçadas a frei Camilo de Monserrate, o qual, assim como ele, era professor do Colégio Pedro II, e a quem envia anotações sobre alguns pontos de Geografia e História Antiga, ministrados no ano anterior. As cartas pertencem à Coleção Camilo de Monserrate, que, em 1853, se tornou diretor da Biblioteca Nacional.

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Suas obras:

Considerações sobre a nostalgia, 1844.
Discurso que na augusta presença de S. M. Imperial, na ocasião de tomar o grau de em medicina recitou Joaquim Manuel de Macedo, 1844.
A Moreninha, 1844.
O moço louro, 1845.
Os dois amores, 1848.
O cego, 1849.
Rosa, 1849.
Cobé, 1854.
Vicentina, 1854.
O forasteiro, 1855.
A carteira de meu tio, 1855.
Memórias do sobrinho do meu tio, 2 vols, 1867-1868.
O fantasma branco, ópera, 1856.
A nebulosa, 1857.
O primo da Califórnia, 1858.
Amor e pátria, 1859
O sacrifício de Isaac, 1859
Luxo e vaidade, 1860
Lições de História do Brasil, 1851
Os romances da semana, 1861
Cântico, 1862.
Um passeio pela cidade do Rio de Janeiro, 2 vols, 1862-1863.
Lusbela, 1863.
O novo Otelo, 1863.
Teatro, 1863.
A torre em concurso, 1863.
Questão Janrard, 1864.
O culto do dever, 1865.
Mazelas da atualidade, 1867.
A luneta mágica, 1869.
Nina, 1869.
O Rio do quarto, 1869.
As vítimas-algozes, 1869.
As mulheres de mantilha, 1870.
A namoradeira, 1870.
Remissão de pecados, 1870.
Um noivo, duas noivas, 1871.
Os quatro pontos cardeais, 1872.
Misteriosa, 1872.
Cincinato quebra-louça, 1873.
Noções de Corografia do Brasil, 1873.
A baronesa do amor, 1876.
Ano biográfico brasileiro, 3 vols. 1876-1880.
Vingança por vingança, 1877.
Memórias da Rua do Ouvidor, 1878.
Mulheres célebres, 1878.
Antonica da Silva, 1880.

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FBN I 14 de junho de 1919 – Nasce Linda Batista

junho 14, 2017
Jornal A Noite - 03/01/1941

Jornal A Noite – 03/01/1941

Conhecida pela dupla que formava com a irmã, Dircinha Batista, Florinda Grandino de Oliveira, ou simplesmente Linda Batista como era conhecida,  nasceu em São Paulo no dia 14 de junho de 1919 e faleceu no Rio de Janeiro em 17 de abril de 1988.

Cantora e atriz, em 1936 se destacou no rádio ao substituir a irmã no programa de Francisco Alves na Rádio Cajuti, sucesso que se repetiu no cinema onde participou, ao lado de Dircinha, do filme Alô, Alô, Carnaval.

Em 1937, foi eleita Rainha do Rádio, título que manteve até 1948.

Na BNDigital, é possível encontrar a gravação original de inúmeras músicas interpretadas por Linda,   cada uma delas com apenas 10 segundos de duração em respeito a legislação de direito autoral. Os discos completos podem ser ouvidos  na Divisão de Música e Arquivo Sonoro   da BN (DIMAS), que funciona de segunda a sexta  das 10 às 18 horas.

Clique e escute:

A mão de Peixe: http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_musica/pas_mus/1053693.mp3

A pátria está te chamando: http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_musica/pas_mus/1053686.mp3

Abre a porta São Pedro: http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_musica/pas_mus/1053626.mp3

Amor passageiro: http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_musica/pas_mus/1053665.mp3

Conheça um pouco mais da vida de Linda Batista consultando o jornal “A Noite” na Hemeroteca Digital Brasileira:

http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=348970_04&PagFis=6508

 

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FBN | 13 de junho de 1808: é criado o Jardim Botânico do Rio de Janeiro

junho 13, 2017

“O Jardim Botânico do Rio de Janeiro – JBRJ – foi fundado em 13 de junho de 1808. Ele surgiu de uma decisão do então príncipe regente português D. João de instalar no local uma fábrica de pólvora e um jardim para aclimatação de espécies vegetais originárias de outras partes do mundo. Hoje o Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro – nome que recebeu em 1995, é um órgão federal vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e constitui-se como um dos mais importantes centros de pesquisa mundiais nas áreas de botânica e conservação da biodiversidade.” (Fonte: http://www.jbrj.gov.br/jardim/historia).

Em homenagem ao Jardim Botânico do Rio de Janeiro, a Fundação Biblioteca Nacional disponibiliza diversas imagens, para consulta e download, do ponto turístico carioca. Veja mais imagens visitando a BNDigital, em bndigital.bn.br/acervo-digital

FBN I 12 de junho – Dia dos Namorados

junho 12, 2017
Virgínia Vitorino - A poetisa dos Namorados

Virgínia Vitorino – A poetisa dos Namorados

O Dia dos Namorados em alguns países é chamado de “Dia de São Valentim” e é  comemorado no dia 14 de Fevereiro. No Brasil a data é comemorada no dia 12 de junho, véspera do dia de Santo Antônio.

Segundo historiadores, Valentim, que era bispo,  não acatou as ordens do imperador Cláudio II, que havia proibido o casamento durante as guerras. Mesmo sob o risco de prisão, continuou celebrando casamentos,  até ser preso e condenado à morte. Na prisão, recebia muitos bilhetes e flores de jovens dizendo que ainda acreditavam no amor.  Antes de sua morte, apaixonou-se  pela filha cega de um carcereiro, que “por milagre”, recuperou a visão, para quem escreveu uma mensagem de adeus, na qual assinou como “Seu Namorado”.

Desde primórdios da humanidade, o ato de namorar, recebeu diversos significados e representações. No acervo da Biblioteca Nacional, existem inúmeras obras que versam sobre o tema.

Para marcar a data, a BN disponibiliza uma série de versos extraídos do livro “Namorados”, da poetisa Virgínia Vitorino, cujo original é datado de 1918. Virgínia Villa Nova de Sousa Vitorino, poetisa e dramaturga portuguesa do século XX, foi homenageada na edição abril 9 de 1921 da Revista da Semana que publicou em uma página inteira dois poemas do livro de Virgínia Vitorino à quem, atribuíram, o título de de “A poetisa dos Namorados”.

 

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FBN | História – 10 de junho – Aniversário de morte de Luís Vaz de Camões

junho 10, 2017
“Camões e o escravo Jau” – Manuel de Araújo Porto Alegre. Nas mãos do poeta moribundo está uma cópia de Os Lusíadas. http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon325987/icon325987.jpg>

“Camões e o escravo Jau” – Manuel de Araújo Porto Alegre. Nas mãos do poeta moribundo está uma cópia de Os Lusíadas.
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Hoje é celebrado o aniversário de morte de Luís Vaz de Camões, considerado o principal poeta da língua portuguesa e figura de destaque no cânone da literatura ocidental. Sua obra enlaça, de modo ambivalente e vivo, a herança da antiguidade clássica, elementos da tradição trovadoresca e da cultura do renascimento (como o impulso quinhentista de revisão e expansão do mundo europeu pela experimentação empírica). A maestria formal e a força e particularidade da combinação destas diferentes matrizes garantem que sua obra continue viva e incontornável.

Sua vida pessoal, no entanto, permanece envolta em incertezas: não há muitos documentos comprovatórios de vários pontos básicos e, na história das tentativas de estabelecimento de uma narrativa biográfica coerente e confiável, as lacunas tenderam a ser preenchidas com recurso a especulação e manipulação de datas e fatos. Não há comprovação, por exemplo, das datas exatas de seu nascimento e morte, apenas os anos aproximados. A data de 10 de junho de 1580, portanto, é uma data convencionada pelos costumes das comemorações. Isso tudo afetou até mesmo a repercussão de sua obra: com exceção de Os Lusíadas, apenas 3 poemas foram publicados com o autor em vida, de modo que a discussão sobre quais textos realmente podem ser atribuídos a Camões chegou ao século XX.

Manuscrito do início do episódio de Inês de Castro, do Canto III de Os Lusíadas, em tradução francesa de H. de Courtois. http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_manuscritos/mss_I_07_10_088/mss_I_07_10_088.pdf

Manuscrito do início do episódio de Inês de Castro, do Canto III de Os Lusíadas, em tradução francesa de H. de Courtois.
http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_manuscritos/mss_I_07_10_088/mss_I_07_10_088.pdf

Em Portugal, o dia de hoje é feriado nacional e comemora também a autonomia, unidade e características nacionais do país: grupos liberais republicanos aproveitaram o tricentenário da morte de Camões para promover manifestações antimonárquicas e instauraram feriado municipal em Lisboa. Posteriormente, o Estado Novo de Salazar tornou a data um feriado nacional e adicionou às comemorações o chamado “Dia da Raça”, que procurava exaltar a ideia de uma grande nação portuguesa, de originalidade e capacidade singulares e espalhada pelo mundo após a expansão colonial, mas unida por valores partilhados e pela língua. Para o nacionalismo, a justificação da manutenção do império português ultramarino era central – e Camões foi tomado como seu principal ícone cultural. Com a derrubada da ditadura, em 1975, o 10 de junho passa a chamar-se “Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas”.

A Biblioteca Nacional homenageia Camões disponibilizando para consulta e download a edição de 1572 do livro “Os Lusíadas”:  http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_obrasraras/or633602/or633602.pdf

“Olisippo Lisabona”: Lisboa no século XVI. Mapa feito por Avity, Pierre d', sieur de Montmartin em 1649. <http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_cartografia/cart1079064/cart1079064.jpg

“Olisippo Lisabona”: Lisboa no século XVI. Mapa feito por Avity, Pierre d’, sieur de Montmartin em 1649.
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FBN | Série Documentos Literários – A Gramática de José de Anchieta

junho 9, 2017
A Série Documentos Literários, contribuição da Divisão de Manuscritos, homenageia o Padre José de Anchieta no aniversário de sua morte.
 
Nascido a 19 de março de 1534, Anchieta era natural de San Cristóbal de la Laguna, na Ilha de Tenerife, arquipélago das Canárias. Sua mãe descendia de cristãos-novos, e seu pai, natural do país basco, era parente de Ignacio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus, na qual José ingressou como noviço em 1551. Dois de seus doze irmãos também seguiram a vida religiosa.
 
Em julho de 1553, atendendo a um pedido de Manuel da Nóbrega, Provincial dos Jesuítas no Brasil, Anchieta desembarcou em Salvador, de onde partiria pouco depois rumo à Capitania de São Vicente. Ali permaneceu por doze anos, trabalhando com Manuel da Nóbrega junto aos índios, que a Companhia de Jesus se propunha catequizar. Em 1554 participou da fundação do Colégio de São Paulo, que serviria como núcleo para a cidade do mesmo nome. Também se envolveu na Confederação dos Tamoios, em que franceses e portugueses lutaram pela posse de terras, tendo como aliados índios de diferentes nações (1554 – 1567).
 
Em 1566, Anchieta foi finalmente ordenado padre. Dirigiu o Colégio dos Jesuítas no Rio de Janeiro entre 1570 e 1573 e foi Provincial da Companhia de Jesus no Brasil durante dez anos. Retirou-se em 1587, tendo ainda ficado à frente do Colégio de Vitória até 1595. Faleceu a 9 de junho de 1597 em Reritiba, atual Anchieta (RS). Foi beatificado pela Igreja Católica em 1980 e canonizado em 2014.
 
Conhecido como “apóstolo do Brasil”, Anchieta, a par de seu trabalho de catequese, compôs diversas peças teatrais, hinos, poemas e trabalhos de historiografia, escrevendo em quatro línguas: português, espanhol, latim e tupi. Dentre seus trabalhos, grandemente influenciados pela religiosidade cristã, merecem destaque o poema “De Beata Virgine dei Matre Maria”, ou “Poema à Virgem Maria” – que, segundo contam, teria sido escrito na areia da praia de Iperoig –, a epopeia renascentista “De Gestis Mendi de Saa”, ou seja, “A Saga de Mem de Sá”, publicada em Coimbra em 1563, e “A Arte de Grammatica da Lingoa Mais Usada na Costa do Brasil”, a primeira gramática da língua tupi, impressa também em Coimbra, por Antônio Mariz, em 1595.
 
“A Arte de Grammatica” é um dos primeiros documentos sobre as línguas dos povos americanos, e tanto recebeu elogios quanto críticas. Alguns estudiosos afirmam que a sistematização do idioma por Anchieta foi um trabalho magnífico, enquanto outros argumentam que o tupi contido na “Grammatica” não era uma língua original, e sim já influenciada pelo contato com os europeus, tendo além disso perdido força ao ser estudada dentro de um modelo latino. No entanto, estudos linguísticos mais modernos vão de encontro a essas afirmações, enfatizando o caráter pioneiro da obra de Anchieta e sua importância para o conhecimento do tupi falado no século XVI, além de fonte comparativa para o estudo de outras línguas da família tupi-guarani.
 
A Fundação Biblioteca Nacional possui um exemplar da primeira edição da “Arte de Grammatica”, pertencente à Coleção Thereza Christina Maria. O original está sob a guarda da Divisão de Obras Raras e pode ser consultado através do link da BN Digital
 

FBN | 8 de junho: Dia Mundial dos Oceanos

junho 8, 2017

 

Criado pela Organização das Nações Unidas em 8 de Junho do ano 1992, durante a Cúpula da Terra no Rio de Janeiro, o Dia Mundial dos Oceanos visa oferecer, todo ano, uma oportunidade para cuidar dos oceanos e motivar a mobilização internacional em sua defesa.

“Os oceanos constituem um único grande volume de mares interligados que cobre 71% da superfície da Terra. Os oceanos são a fonte da vida e continuam a exercer um papel essencial na vida de sete bilhões de seres humanos. Muitos milhões de pessoas dependem diretamente dos oceanos para alimentação, viagem e trabalho. Os oceanos regulam o clima e fornecem metade do oxigênio que nós respiramos. Os oceanos são um recurso incomparável, pois eles tornam todo o resto possível. Sua imensa diversidade biológica contribui para a beleza do mundo, e nós devemos aliar nossas forças para preservá-la.” (Fonte: Unesco).

Em homenagem à data, a Fundação Biblioteca Nacional disponibiliza, para consulta e download, o mapa “Carte de la partie de l’ocean vers l’equateru entre les Côtes d’Afrique et Amerique”, que ilustra a parte do Oceano entre os continentes Africano e Americano.

http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_cartografia/cart354223.htm

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