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Confira as atrações de março na Biblioteca Nacional

março 6, 2012

Programa não vai faltar! Confira aqui as atrações que a Biblioteca Nacional oferece ao público, durante o mês de março.Tem novidades, como as mostras sobre Fotonovelas e a exibição Ecos do Passado: a biodiversidade nos manuscritos da BN. Imperdível!

DIA DO BIBLIOTECÁRIO

Biblioteca Nacional faz festa no Dia do Bibliotecário – Uma programação que inclui palestras com especialistas da área e um sarau de poesia nos jardins da Biblioteca Nacional vai marcar o 12/03, data em que se comemora o Dia do Bibliotecário, na Fundação Biblioteca Nacional. Infelizmente, as inscrições acabaram muito rápido. Você pode conferir o que vai rolar aqui.

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

A mulher eterna: a mulher dentro e fora do seu tempo
De 8 de março a 30 de abril
A trajetória da mulher na sociedade brasileira em 20 obras. Jornais do século XIX e clássicos da literatura ligados ao universo feminino estão entre os destaques da mostra. No 2º andar da Biblioteca Nacional (Avenida Rio Branco, 219. Centro. Rio de Janeiro-RJ). De segunda a sexta, de 9h às 20h. Sábados, domingos e feriados de 12h às 17h. Entrada franca.

HOMENAGEM

500 anos de Gerhard Mercator
Até 5 de abril
Mostra ilustra trajetória do pai da cartografia moderna. Mapas e atlas mostram a importância do trabalho do cartógrafo belga. Em exposição, peças dos séculos XVI e XVII. No 3º andar da Biblioteca Nacional (Avenida Rio Branco, 219. Centro. Rio de Janeiro-RJ). De segunda a sexta, de 10h às 17h. Entrada franca.

MOSTRAS
Durante todo o ano a Fundação Biblioteca Nacional procura realizar pequenas e breves mostras para expor ao público parte do seu acervo. Não são exposições elaboradas visualmente, mas sim com alta qualidade de pesquisa e informações, as vezes marcando uma efeméride importante, as vezes retratando uma personalidade ou uma coleção de livros, cartografias, imagens e raridades que fazem parte dos mais de nove milhões de itens, dessa que está entre as dez maiores bibliotecas nacionais do mundo.

Desenhar para sonhar: histórias em quadrinhos brasileiros
Até 16 de março
50 itens revelam panorama da cultura das histórias em quadrinhos no nosso país. Publicações como a revista “Tico-tico”, primeira do gênero no país, e trabalhos de grandes nomes, como Ziraldo e Maurício de Sousa, estão entre os destaques da mostra. No 2º andar da Biblioteca Nacional (Avenida Rio Branco, 219. Centro. Rio de Janeiro-RJ). De segunda a sexta, de 9h às 20h. Sábados, domingos e feriados de 12h às 17h. Entrada franca.

A arte em capa: 80 anos da Livraria José Olympio
Até 16 de março
Mostra reúne projetos gráficos desenvolvidos pela Livraria José Olympio Editora ao longo dos seus 80 anos de existência. Entre seus autores, grandes artistas, como Tomás Santa Rosa, Eugênio Hirsch e Ziraldo. No 3º andar da Biblioteca Nacional (Avenida Rio Branco, 219. Centro. Rio de Janeiro – RJ). De segunda a sexta, de 10h às 18h. Sábados, domingos e feriados, de 12h às 17h. Entrada franca.

Ao Pio Leitor… a Virtude
Até 13 de abril
20 itens reunidos para contar a história da mais nobres das virtudes. Ilustrações de autores do século XVII, como Raphael Custodis e Daniel Cramer são destaques. A mostra abre a série“Ao Pio Leitor… A Virtude”, que oferecerá sete eventos voltados para o tema. No 3º andar da Biblioteca Nacional (Avenida Rio Branco, 219. Centro. Rio de Janeiro-RJ). De segunda a sexta, de 10h às 17h. Entrada franca.
 
100 anos de Herivelto Martins
Até 30 de junho
A mostra reúne 29 peças, entre partituras, discos e fotografias para homenagear o músico, morto em 1992. Peças da fase do Trio de Ouro e canções ligadas aos problemas conjugais com a cantora Dalva de Oliveira estão entre os destaques da mostra. No 3º andar do Palácio Gustavo Capanema (Rua da Imprensa, 16. Centro. Rio de Janeiro – RJ). De segunda a sexta, de 10h às 17h 45. Entrada franca.

PRÓXIMAS ATRAÇÕES

Fotonovelas na Biblioteca Nacional
(A partir de 20 de março)
As principais fotonovelas editadas entre as décadas de 1940 e 1970 formam o conjunto de peças exposto. Revistas comoGrande Hotel, Capricho, Sétimo Céu e Killing estão na mostra. No 2º andar da Biblioteca Nacional (Avenida Rio Branco, 219. Centro. Rio de Janeiro-RJ). De segunda a sexta, de 9h às 20h. Sábados, domingos e feriados de 12h às 17h. Entrada franca.

Ecos do Passado: a biodiversidade nos manuscritos da BN
(A partir de 19 de março)
20 peças do vasto acervo da instituição sobre a fauna e a flora brasileira ao alcance do público. Obras de Freire Alemão, Frei Veloso e James Forbes estão entre os destaques. No 3º andar da Biblioteca Nacional (Avenida Rio Branco, 219. Centro. Rio de Janeiro-RJ). De segunda a sexta, de 10h às 17h. Entrada franca.

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Caridade é Amor: as Sete Virtudes ganham mostras na Biblioteca Nacional

fevereiro 28, 2012

“Ao Pio Leitor… A Virtude: Caridade é Amor”: mostra de livros raros na Biblioteca Nacional – 27 de fevereiro a 13 de abril de 2012

A Virtude da Caridade, considerada o fundamento de todas as virtudes e também denominada Amor, é tema de mostra na Biblioteca Nacional.

Complementando a série de sete exposições sobre os Pecados Capitais (“Ao Pio Leitor… o Pecado!”) desenvolvida entre dezembro de 2006 e junho de 2008, a Divisão de Obras Raras da Fundação Biblioteca Nacional inaugura a primeira de uma série de mostras de livros raros sobre as Sete Virtudes.

Se o pecado sempre foi objeto do interesse e do cometimento humano e se, segundo Santo Agostinho, “o pecado torna os homens cúmplices uns dos outros”; a virtude, de acordo com Santo Tomás de Aquino, “é um hábito do bem”.

Se cada um dos Pecados está muito bem representado no acervo da Divisão de Obras Raras, em obras de múltiplos conteúdos, tanto literários quanto científicos, impressas desde o século XV; a busca pelas Virtudes é bem mais complexa, posto que o tema é recorrente e quase restrito ao universo da literatura religiosa e moralizante.

Assim como no caso dos Pecados, várias listas sobre as Virtudes surgiram desde a Antiguidade, com diversas ordenações atribuídas por filósofos e teólogos, assumindo terminologias como “dignidades” e “divinas perfeições”. Dessas listas, predominaram as classificações das quatro Virtudes Cardeais (Prudência, Fortaleza, Temperança e Justiça) – consideradas fundamentais, porque orientam a conduta a partir da disciplina dos desejos; e das três Virtudes Teologais (Fé, Esperança e Caridade)  – dons próprios da relação com Deus.

No entanto, uma lista de sete virtudes foi organizada em oposição aos sete pecados capitais por Prudêncio, em seu poema épico Psychomachia, onde estabeleceu uma batalha entre as virtudes e os vícios, obtendo grande popularidade na Idade Média – e esta é a lista eleita para orientar cada segmento de exposição de livros raros:

1 Humildade (x Orgulho),
2 Caridade/Amor (x Inveja),
3 Mansidão (x Ira),
4 Diligência (x Preguiça),
5 Generosidade (x Avareza),
6 Temperança (x Gula), e
7 Castidade (x Luxúria)

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Em seqüência livre, a Divisão de Obras Raras abrirá a série com a Virtude da Caridade – considerada o fundamento de todas as virtudes e também denominada Amor – o “amor a Deus, por amor dele e ao próximo por amor de Deus”, o amor que se doa sem esperar nada em troca e que, mesmo assim, permanece como “um nunca contentar-se de contente” e “um cuidar que se ganha em se perder”. Essa abordagem, bastante popularizada pelo grupo Legião Urbana na letra de Monte Castelo e eternizada no Soneto 81 das Rimas de Camões, foi consagrada por São Paulo, na Primeira Epístola aos Coríntios: “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver caridade [amor…], não sou nada” (I Cor, 13, 1-2).

O emblema da Virtude, na obra Theatro moral de la vida humana, de Otto Van Veen (1701)

A imagem de abertura da série é o emblema da Virtude, com a Fortuna (sorte, destino) a seus pés, menosprezando as honras, as dignidades e as riquezas humanas, como indignas de sua majestosa generosidade. A Virtude está cercada por suas mais nobres espécies, que são a Piedade, a Justiça, a Prudência, a Fortaleza, a Magnanimidade e a Temperança – todas sob o ícone do Amor. A imagem, gravada em metal, compõe a obra Theatro moral de la vida humana, de Otto Van Veen, publicada em Anvers, 1701, um dos mais famosos livros de emblemas de todos os tempos.

Esta primeira Mostra revelará parte da preciosa Coleção de Emblematas da Biblioteca Nacional. As Emblematas são obras de caráter moral e pedagógico, estruturadas como manuais de conduta, fundamentadas na literatura clássica ou com abordagem religiosa – os autores de emblematas são, em geral, católicos, luteranos ou puritanos. Ricamente ilustradas, as emblematas foram inspiradas nas mitologias, alcançando grande popularidade na Europa dos séculos XVI, XVII e XVIII.

“Ao Pio Leitor… A Virtude: Caridade é Amor”: mostra de livros raros
27/02 a 13/04, na Divisão de Obras Raras da Biblioteca Nacional
Avenida Rio Branco, 219, 3º andar – Centro, Rio de Janeiro – RJ
De segunda a sexta, das 10h às 16h
Entrada Franca

Texto de Ana Virginia Pinheiro, bibliotecária chefe da Divisão de Obras Raras da Biblioteca Nacional

Agende-se! Confira as atrações culturais da Biblioteca Nacional

fevereiro 16, 2012

Cada visita à Biblioteca Nacional é sempre uma experiência nova. Ao longo do ano, os corredores exibem seleções especiais de obras do acervo, que são retiradas dos arquivos, estantes e cofres, para exibição ao público. As vitrines estão espalhadas pelo prédio sede, na Av. Rio Branco, ou em divisões da BN que ficam em outros edifícios do Rio de Janeiro. Confira as atrações:

Desenhar para sonhar: quadrinhos brasileiros: 45 itens do acervo da Biblioteca Nacional apresentam de forma leve e divertida um panorama da cultura das HQs no país. Mostra conta com exemplares da revista Tico-tico, de 1905, e obras de grandes nomes como Ziraldo e Maurício de Souza. No 2º andar da Biblioteca Nacional (Avenida Rio Branco, 219. Centro. Rio de Janeiro). Segunda a sexta de 9h às 20h. Sábados e domingos das 12h às 17h. Entrada franca. Saiba mais

Manuel Antonio de Almeida: Homenagem aos 180 anos de nascimento e 150 de morte do autor de Memórias de um sargento de Milícias. A mostra reúne peças ligadas à vida e obra do escritor. Em seu único livro, ele se revela um homem bem à frente de seu tempo. No 2º andar da Biblioteca Nacional (Avenida Rio Branco, 219. Centro. Rio de Janeiro). De segunda à sexta das 9h às 20h. Sábados, domingos e feriados das 12h às 17h. Entrada franca.

Virtude da Caridade (a partir de 27 de fevereiro): Interpretada como o Amor nos textos bíblicos, a Caridade é tema da mostra do setor de Obras Raras da Biblioteca Nacional. O evento é o primeiro da série Ao pio Leitor… a Virtude, que contará com sete exposições sobre as Virtudes. No 3º andar da Biblioteca Nacional (Avenida Rio Branco, 219. Centro. Rio de Janeiro). De segunda à sexta das 10h às 17h. Entrada franca.

A arte em capa: 80 anos da Livraria José Olympio: Reunião de projetos gráficos desenvolvidos pela Livraria José Olympio Editora ao longo dos seus 80 anos de existência. Entre as peças do acervo expostas, trabalhos de grandes artistas, como Tomás Santa Rosa, Poty Lazzarotto e Ziraldo. Segunda a sexta de 10h às 18h. Sábados e domingos das 12h às 17h. No 3º andar da Biblioteca Nacional (Avenida Rio Branco, 219. Centro. Rio de Janeiro – RJ). Entrada franca.

100 anos de Herivelto Martins: Em 2012, Herivelto Martins completaria 100 anos. Mostra na Divisão de Música e Arquivo Sonoro da Biblioteca Nacional reúne 29 peças do acervo da Biblioteca Nacional. Partituras, discos e fotografias contam a história do compositor. Segunda a sexta de 10h às 17h45. No 3º andar do Palácio Gustavo Capanema (Rua da Imprensa, 16. Centro. Rio de Janeiro). Entrada franca.

Visita Guiada
Serviço proporciona a oportunidade de visitar espaços nobres e apreciar a bela arquitetura do prédio-sede da Biblioteca Nacional. Todos os dias, às 13h, a visita é oferecida em inglês. Passeios especiais ou em grupo devem ser agendados com antecedência pelos telefones 2220-9484 e 3095-3881. Mais informações pelo e-mail: visiguia@bn.br . Segunda a sexta de 10h às 17h. Sábados, domingos e feriados  das 12h30 às 16h30. Entrada franca.

Desenhar para sonhar: mostra de quadrinhos na Biblioteca Nacional

janeiro 10, 2012

Fãs de histórias em quadrinhos já têm destino certo nessas férias de verão. Até o dia 29 de fevereiro, fica em cartaz no 2º andar da Biblioteca Nacional a mostra “Desenhar para sonhar: histórias em quadrinhos brasileiros”. Organizada pela Coordenadoria de Periódicos, ela conta um pouco da trajetória do gênero  HQ no Brasil. Entre vilões e super-heróis, há diversão garantida para várias gerações de leitores.

Logo no início, exemplares de O Tico-tico deslumbram os visitantes. Lançada em 1905, a primeira revista em quadrinhos brasileira para crianças teve Rui Barbosa, Olavo Bilac e Nelson Rodrigues entre seus leitores. Ela trouxe ao país personagens famosos, como Gato Félix, Popeye e Mickey Mouse. Para Carlos Drummond de Andrade, “Tico-tico era escola disfarçada de brincadeira”.

Edição de 1948 da revista O Tico-Tico

Além de vários números da pioneira, outras preciosidades impressionam. Uma revista “Gibi” – que terminou emprestando seu nome ao tipo de publicação – anuncia na capa o duelo do Tocha humana com o Príncipe Submarino em 1940. Adaptações de clássicos da literatura brasileira também merecem destaque, como a versão em quadrinhos do romance “A Moreninha”, de Joaquim Manuel de Macedo – lançada em 1963.

Versão em quadrinhos para O Guarani, de José de Alencar. Publicação saía pela extinta editora Ebal, na coleção "Maravilhas da Edição Maravilhosa"

Personagens do passado e do presente se misturam na mostra, que homenageia em sua parte final os ídolos das novas gerações. Lá estão “O Menino Maluquinho” de Ziraldo e os traços modernos de um exemplar da Turma da Mônica Jovem, publicado em 2010. Ao que tudo indica, esse é apenas mais um capítulo na incrível saga das histórias em quadrinho no Brasil. Ela continua na banca de jornal ou na biblioteca mais próxima a você! =)

Desenhar para sonhar: histórias em quadrinhos brasileiros
De 10 de janeiro a 29 de fevereiro no 2º andar da Biblioteca Nacional
Avenida Rio Branco, nº 219 – Centro – Rio de Janeiro
Segunda a sexta, das 9h às 20h
Sábado, das 9h às 15h / Domingos, das 12h30 às 16h30, através da Visita Guiada.
Entrada Franca

Biblioteca Nacional + 200 Anos – entrevistas

novembro 12, 2011

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Nos dias 24 e 25 de outubro, a Biblioteca Nacional convidou especialistas de várias partes do mundo para discutir o futuro das bibliotecas, com foco especial nas instituições nacionais de cada país. O seminário Biblioteca Nacional + 200 Anos trouxe ao Rio de Janeiro experts e diretores de Bibliotecas Nacionais para apresentarem experiências atuais e discutir perspectivas para o futuro da informação e seu compartilhamento.

Perguntamos para alguns dos convidados qual seria o futuro da “biblioteca” como instituição de preservação de memória e de oferta de conhecimento ao público. Como a biblioteca do futuro vai administrar a informação digital? Ela vai deixar de ser um espaço físico para se transformar em virtual? Veja o que responderam:

Paulo Herkenhoff, crítico de arte
Acho que a era digital é uma era que vai ser determinada pelo leitor e pela leitura, mais que pelo objeto. Estar atento ao leitor me parece uma das chaves para o futuro da biblioteca. Se quisermos permanecer como sociedade, nós precisamos de instituições que sejam capazes de representar simbolicamente nossa diversidade, nossos conflitos, nossas diferenças. Quais são as contradições, quais são os conflitos? Tudo isso deve estar dentro dessa instituição. O futuro da biblioteca poderia ser esse lugar onde uma rede de subjetividades se construa como um processo coletivo. Esse lugar é virtual, mas é um lugar com vontade de ser esse lugar e, por isso, exigirá fineza política para que não seja partidário, mas um projeto de estado.

Maria Inês Cordeiro, subdiretora geral da Biblioteca Nacional de Portugal
Embora caminhemos rapidamente para uma parte do acervo estar disponível na internet, nós não diminuímos o número de leitores. Até temos aumentado o número de consultas localmente. E isso contradiz um pouco aquilo que normalmente as pessoas esperam que é “quanto maior for o acervo digital, menor será a procura física, local, na biblioteca”. Tem sido uma experiência importante para nós verificar que não. Uma coisa não invalida a outra. Penso que isso se deve também à grande variedade do acervo e à dimensão enorme do acervo [da Biblioteca Nacional de Portugal]. Não penso que daqui a 50 anos a biblioteca física vai deixar de existir enquanto tal, procurada pelas pessoas, porque nós continuamos a preservar o patrimônio físico e a sociedade quer que continuem a existir os livros fisicamente. Mesmo que estejam digitalizados, haverá sempre uma procura por razões de investigação.

Marco Streefkerk, diretor da DEN Foundation (Dutch Knowledge Center for Digital Heritage)
Houve uma discussão na Holanda sobre o futuro das bibliotecas e não se chegou a uma resposta. Há muitas opiniões sobre como será esse futuro e acho importante que a biblioteca discuta, mas que abra essa discussão para a sociedade. O que é esperado da Biblioteca? Que serviços especiais ela deve oferecer? Ainda acho que as pessoas gostam de estar juntas. Aprender é uma atividade social, não é algo que se pode fazer apenas em casa, na frente do computador.

John K. Tsebe, diretor da Biblioteca Nacional da África do Sul
Os livros estarão sempre aí, por isso devemos preservar o livro de papel. Ao mesmo tempo, devemos garantir a digitalização e o acesso a conteúdo virtual – talvez no sistema de computação em nuvens. É preciso que esse conteúdo seja acessado da forma mais universal possível. Minha visão é que a Biblioteca Nacional como um objeto físico, como uma construção, sempre existirá, porque se você olhar para qualquer país do mundo, a Biblioteca Nacional sempre será a maior biblioteca daquele país, em termos de espaço físico. É o lugar onde as pessoas podem ir, interagir, compartilhar ideias. O formato digital é importante, mas não vai substituir o livro físico. Acredito que devemos promover um equilíbrio entre as obras impressas e as virtuais – as que são digitalizadas ou as que já nascem digitais.

Roberto Aguirre Bello, chefe de coleções digitais da Biblioteca Nacional do Chile
As Bibliotecas Nacionais, como espaço físico, vão continuar existindo, sem dúvida. Muitas pessoas vão sempre preferir consultar os livros impressos, mas as bibliotecas virtuais oferecem algumas soluções, sobretudo para aqueles que desejam consultar obras de lugares remotos e a qualquer momento do dia. No Chile, a recepção aos objetos digitalizados tem sido muito boa e estamos fazendo todos os esforços para, cada vez mais, chegar a diferentes segmentos da comunidade com nossos serviços.

Aquiles Brayer, curador da coleção digital da British Library e consultor da Biblioteca Nacional do Brasil
A biblioteca física vai virar um espaço simbólico e o simbólico vai virar quase o real, que é o virtual. A biblioteca vai ter que oferecer serviços para acesso a conteúdos digitais, disso não se tem nenhuma dúvida, e os objetos que a biblioteca retém em seu acervo vão ficar quase como um instrumento de museu, não exatamente nesse sentido, porque ele ainda vai ser manipulado. Mas com a cópia digital, a biblioteca vai ter que trabalhar cada vez mais na prestação de serviços do que propriamente na formação de acervos.