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FBN | Homenagem – 27 de junho de 1908, nasce Guimarães Rosa

junho 27, 2017
Foto: Acervo FBN

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João Guimarães Rosa, contista, novelista, romancista e diplomata, nasceu em Cordisburgo (MG) em 27 de junho de 1908. Foi o terceiro ocupante da cadeira nº 2 da Academia Brasileira de Letras.

Formado em Medicina (1930) estreou na vida  literária em 1929 na revista O Cruzeiro,com o conto “O mistério de Highmore Hall”. Em 1936  recebe o Prêmio Academia Brasileira de Letras pela coletânea de versos Magma.

Como diplomata foi cônsul em Hamburgo (1938-42), secretário de embaixada brasileira em Bogotá (1942-44), chefe de gabinete do ministro João Neves da Fontoura (1946), primeiro-secretário e conselheiro de embaixada em Paris (1948-51), secretário da Delegação do Brasil à Conferência da Paz (1948) e representante do Brasil junto a UNESCO.

Além do Prêmio da Academia Brasileira de Letras conferido a “Magma”, Guimarães Rosa recebeu o Prêmio Filipe d’Oliveira pelo livro “Sagarana” (1946), o Prêmio Machado de Assis, do Instituto Nacional do Livro pelo clássico  “Grande sertão: Veredas”. Em 1956 foi agraciado com o Prêmio Carmen Dolores Barbosa, em 1957 pelo  Prêmio Paula Brito. Em 1963 sua obra  “Primeiras estórias” recebeu o Prêmio do PEN Clube do Brasil. (Fonte: ABL)

 

Foto: Acervo FBN

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Consulte as obras Guimarães Rosa no acervo da Divisão de Obras Gerais da Biblioteca Nacional:  http://www.bn.br/explore/acervos/obras-gerais

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FBN | Série Documentos Literários: 23 de junho – aclamação de D. Miguel como rei de Portugal

junho 23, 2017

A Série Documentos Literários, contribuição da Divisão de Manuscritos, recorda a aclamação de D. Miguel, irmão mais novo de D. Pedro I, que foi rei de Portugal entre 1828 e 1834.

Apelidado, no período em que ocupou o trono, de “Tradicionalista” e “Absolutista”, ou ainda “Absoluto”, D. Miguel (Queluz, Portugal, 1802 – Karlsruhe, Alemanha, 1866) é uma figura controversa na História de Portugal. De mentalidade conservadora e fortemente católico, esteve ao lado do pai, D. João VI, na revolução de 1823, conhecida como “Vilafrancada”, mas se revoltou a seguir e foi exilado em Viena. Para regressar a Portugal, aceitou um arranjo em que se casaria com sua sobrinha, Maria da Glória, em nome de quem D. Pedro havia abdicado do trono português; pouco depois, no entanto, convocou as Cortes Gerais do reino e se fez proclamar rei com o título de D. Miguel I. Para muitos isso foi visto como uma usurpação, mas Miguel tinha também seus apoiadores, segundo os quais a ascensão de D. Pedro ao trono do Brasil – agora reconhecido como um país independente – significava a perda de seus direitos de sucessão à coroa portuguesa.

O reinado de Miguel I foi marcado por motins em várias partes do país. As primeiras vitórias foram das tropas miguelistas; ele chegou a dominar todo o território português à exceção da Ilha Terceira, nos Açores, onde se refugiaram muitos de seus oponentes. Foi dos Açores também que, alguns anos mais tarde, D. Pedro I iniciaria sua ofensiva para retomar a coroa, apoiado por exércitos estrangeiros. A guerra se encerrou em 1834, com a abdicação de D. Miguel em favor de Maria da Glória – agora D. Maria II – e seu banimento de Portugal, onde nunca mais voltaria a pisar.

Durante a disputa pelo trono, quando buscava fortalecer sua posição por meio de reconhecimento internacional, Miguel fez publicar um longo manifesto em que argumentava a favor de seus direitos e alegava a ilegitimidade das pretensões do irmão e da sobrinha. A Divisão de Obras Gerais possui um exemplar, que pode ser consultado na íntegra através do link

http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_obrasgerais/drg1334804/drg1334804.pdf

Também na BN Digital, duas cópias de uma mesma gravura de D. Miguel, pertencentes ao acervo da Divisão de Iconografia. Uma o identifica como “Regente dos Reinos de Portugal e Algarves e Lugar-Tenente de Sua Majestade Fidelíssima”, título que deteve brevemente, antes de tomar posse da coroa. A outra, evidentemente de tiragem posterior, está legendada em alemão e o chama de “Tirano de Portugal”.

http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_iconografia/icon552893.jpg

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#FBN #BN #DomMiguel#SérieDocumentosLiterários #BibliotecaNacional

FBN | Perfil: Tereza Cristina França e a biografia de Domício da Gama, diplomata e fundador da ABL

junho 20, 2017
Escrever uma biografia sobre Domício da Gama, diplomata e membro fundador da Academia Brasileira de Letras: este é o desafio a que se propõe Tereza Cristina Nascimento França, doutora em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília e pesquisadora residente do Programa de Residência em Pesquisa na Biblioteca Nacional, edição 2016.
 
Leia mais em: http://bit.ly/2swAbLK

FBN | Série Documentos Literários – O “Decameron” de Boccaccio

junho 16, 2017
 
A Série Documentos Literários, contribuição da Divisão de Manuscritos, homenageia o escritor Giovanni Boccaccio, no seu aniversário de nascimento.
 
Filho de um mercador toscano, Boccaccio nasceu em Paris (16 de junho de 1313), mas logo se mudou com a família para Florença, onde passou a infância. Deveria seguir a carreira dos negócios, mas, apaixonado pelas letras desde cedo, acabou por estudar Direito Canônico em Nápoles. Ali teve acesso a manuscritos de poesia trovadoresca por intermédio do bibliotecário real, Paolo da Perugia, e conheceu discípulos daquele que seria seu grande mestre, Francesco Petrarca (1304 – 1374).
 
Boccaccio regressou à Toscana em 1341, trazendo uma série de poemas em que tratava de temas comuns nas novelas de cavalaria, mas com uma dose maior de realismo. Em 1348, em meio a uma epidemia de peste que grassava em Florença, refugiou-se em Nápoles, onde escreveu a maior e mais conhecida de suas obras: o “Decameron” (do grego “Dez Dias”), conjunto de cem narrativas que tratam de temas como o amor, a fortuna, a virtude, a traição, a religiosidade. Com influências de Dante e Petrarca, e dando nova roupagem a tramas que provinham de fábulas e contos populares, esse livro viria a ser considerado a base da novelística ocidental e inspiraria obras que por sua vez se tornariam marcos da literatura, tais como “The Canterbury Tales”, a coleção de novelas inglesas de Geoffrey Chaucer (1343 – 1400).
 
Giovanni Boccaccio escreveu até pouco antes de sua morte (Certaldo, 21 de dezembro de 1375), dedicando-se, além das novelas, a estudos clássicos e enciclopédicos. Entretanto, nenhum de seus trabalhos se tornou tão conhecido quanto o “Decameron”. Escrita em florentino e completada por volta de 1353, a obra, inicialmente, circulou em manuscritos diversos dentro dos círculos de mercadores e burgueses, sofrendo várias modificações. Petrarca, que Boccaccio conhecera pessoalmente em 1350, traduziu uma das novelas para o latim, usado pelos intelectuais, e logo surgiram outras traduções na Itália e fora dela.
 
O surgimento da imprensa auxiliou ainda mais na difusão do livro, que alcançou grande sucesso nos séculos XV e XVI. Isso continuou mesmo depois de ser incluído no “Índice dos livros proibidos” (1559) e ter passado por vários expurgos. Contemporaneamente, adaptações cinematográficas, destacando-se a de Pier Paolo Pasolini (1971), ajudaram a popularizar a obra, que foi traduzida em dezenas de línguas e é continuamente reeditada.
 
A Fundação Biblioteca Nacional possui uma edição de 1573 do “Decameron”, publicada na Stamperia dei Giunti, em Florença. Pertenceu à Real Biblioteca e está sob a guarda da Divisão de Obras Raras, podendo ser consultada pelo link
 

FBN | 15 de junho de 1962: o Acre é elevado à categoria de Estado

junho 15, 2017

“Acre é um dos 27 estados brasileiros. Ele é o 15º em extensão territorial, com uma superfície de 164.221,36 Km², correspondente a 4,26% da Região Norte e a 1,92% do território nacional.

O Estado está situado num planalto com altitude média de 200 m, localizado no sudoeste da Região Norte, entre as latitudes de -7°06´56 N e longitude – 73º 48′ 05″N, latitude de – 11º 08′ 41″S e longitude – 68º 42′ 59″S.

Os limites do Estado são formados por fronteiras internacionais com Peru (O) e Bolívia (S) e por divisas estaduais com os estados do Amazonas (N) e Rondônia (L). As cidades mais populosas são: Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Feijó, Tarauacá e Sena Madureira.

Unificada a partir de 1920, a administração do Acre passou a ser exercida por um governador nomeado pelo Presidente da República. Até que em 15 de Junho de 1962 foi sancionada pelo Presidente da República João Goulart a Lei 4.070, que elevou o Acre a categoria de Estado. E em Outubro de 1962 foi eleito o primeiro governador do Estado do Acre, José Augusto de Araújo.” Fonte: www.ac.gov.br

Em homenagem à data, a Fundação Biblioteca Nacional disponibiliza, para consulta e download, a ‘Carta geographica do Territorio do Acre”, disponível em: http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_cartografia/cart163015/cart163015.jpg

#FBN #BN #FundaçãoBibliotecaNacional #Acre

FBN I 14 de junho de 1919 – Nasce Linda Batista

junho 14, 2017
Jornal A Noite - 03/01/1941

Jornal A Noite – 03/01/1941

Conhecida pela dupla que formava com a irmã, Dircinha Batista, Florinda Grandino de Oliveira, ou simplesmente Linda Batista como era conhecida,  nasceu em São Paulo no dia 14 de junho de 1919 e faleceu no Rio de Janeiro em 17 de abril de 1988.

Cantora e atriz, em 1936 se destacou no rádio ao substituir a irmã no programa de Francisco Alves na Rádio Cajuti, sucesso que se repetiu no cinema onde participou, ao lado de Dircinha, do filme Alô, Alô, Carnaval.

Em 1937, foi eleita Rainha do Rádio, título que manteve até 1948.

Na BNDigital, é possível encontrar a gravação original de inúmeras músicas interpretadas por Linda,   cada uma delas com apenas 10 segundos de duração em respeito a legislação de direito autoral. Os discos completos podem ser ouvidos  na Divisão de Música e Arquivo Sonoro   da BN (DIMAS), que funciona de segunda a sexta  das 10 às 18 horas.

Clique e escute:

A mão de Peixe: http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_musica/pas_mus/1053693.mp3

A pátria está te chamando: http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_musica/pas_mus/1053686.mp3

Abre a porta São Pedro: http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_musica/pas_mus/1053626.mp3

Amor passageiro: http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_musica/pas_mus/1053665.mp3

Conheça um pouco mais da vida de Linda Batista consultando o jornal “A Noite” na Hemeroteca Digital Brasileira:

http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=348970_04&PagFis=6508

 

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FBN | História – 10 de junho – Aniversário de morte de Luís Vaz de Camões

junho 10, 2017
“Camões e o escravo Jau” – Manuel de Araújo Porto Alegre. Nas mãos do poeta moribundo está uma cópia de Os Lusíadas. http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon325987/icon325987.jpg>

“Camões e o escravo Jau” – Manuel de Araújo Porto Alegre. Nas mãos do poeta moribundo está uma cópia de Os Lusíadas.
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Hoje é celebrado o aniversário de morte de Luís Vaz de Camões, considerado o principal poeta da língua portuguesa e figura de destaque no cânone da literatura ocidental. Sua obra enlaça, de modo ambivalente e vivo, a herança da antiguidade clássica, elementos da tradição trovadoresca e da cultura do renascimento (como o impulso quinhentista de revisão e expansão do mundo europeu pela experimentação empírica). A maestria formal e a força e particularidade da combinação destas diferentes matrizes garantem que sua obra continue viva e incontornável.

Sua vida pessoal, no entanto, permanece envolta em incertezas: não há muitos documentos comprovatórios de vários pontos básicos e, na história das tentativas de estabelecimento de uma narrativa biográfica coerente e confiável, as lacunas tenderam a ser preenchidas com recurso a especulação e manipulação de datas e fatos. Não há comprovação, por exemplo, das datas exatas de seu nascimento e morte, apenas os anos aproximados. A data de 10 de junho de 1580, portanto, é uma data convencionada pelos costumes das comemorações. Isso tudo afetou até mesmo a repercussão de sua obra: com exceção de Os Lusíadas, apenas 3 poemas foram publicados com o autor em vida, de modo que a discussão sobre quais textos realmente podem ser atribuídos a Camões chegou ao século XX.

Manuscrito do início do episódio de Inês de Castro, do Canto III de Os Lusíadas, em tradução francesa de H. de Courtois. http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_manuscritos/mss_I_07_10_088/mss_I_07_10_088.pdf

Manuscrito do início do episódio de Inês de Castro, do Canto III de Os Lusíadas, em tradução francesa de H. de Courtois.
http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_manuscritos/mss_I_07_10_088/mss_I_07_10_088.pdf

Em Portugal, o dia de hoje é feriado nacional e comemora também a autonomia, unidade e características nacionais do país: grupos liberais republicanos aproveitaram o tricentenário da morte de Camões para promover manifestações antimonárquicas e instauraram feriado municipal em Lisboa. Posteriormente, o Estado Novo de Salazar tornou a data um feriado nacional e adicionou às comemorações o chamado “Dia da Raça”, que procurava exaltar a ideia de uma grande nação portuguesa, de originalidade e capacidade singulares e espalhada pelo mundo após a expansão colonial, mas unida por valores partilhados e pela língua. Para o nacionalismo, a justificação da manutenção do império português ultramarino era central – e Camões foi tomado como seu principal ícone cultural. Com a derrubada da ditadura, em 1975, o 10 de junho passa a chamar-se “Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas”.

A Biblioteca Nacional homenageia Camões disponibilizando para consulta e download a edição de 1572 do livro “Os Lusíadas”:  http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_obrasraras/or633602/or633602.pdf

“Olisippo Lisabona”: Lisboa no século XVI. Mapa feito por Avity, Pierre d', sieur de Montmartin em 1649. <http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_cartografia/cart1079064/cart1079064.jpg

“Olisippo Lisabona”: Lisboa no século XVI. Mapa feito por Avity, Pierre d’, sieur de Montmartin em 1649.
http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_cartografia/cart1079064/cart1079064.jpg

 

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FBN | Série Documentos Literários – A Gramática de José de Anchieta

junho 9, 2017
A Série Documentos Literários, contribuição da Divisão de Manuscritos, homenageia o Padre José de Anchieta no aniversário de sua morte.
 
Nascido a 19 de março de 1534, Anchieta era natural de San Cristóbal de la Laguna, na Ilha de Tenerife, arquipélago das Canárias. Sua mãe descendia de cristãos-novos, e seu pai, natural do país basco, era parente de Ignacio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus, na qual José ingressou como noviço em 1551. Dois de seus doze irmãos também seguiram a vida religiosa.
 
Em julho de 1553, atendendo a um pedido de Manuel da Nóbrega, Provincial dos Jesuítas no Brasil, Anchieta desembarcou em Salvador, de onde partiria pouco depois rumo à Capitania de São Vicente. Ali permaneceu por doze anos, trabalhando com Manuel da Nóbrega junto aos índios, que a Companhia de Jesus se propunha catequizar. Em 1554 participou da fundação do Colégio de São Paulo, que serviria como núcleo para a cidade do mesmo nome. Também se envolveu na Confederação dos Tamoios, em que franceses e portugueses lutaram pela posse de terras, tendo como aliados índios de diferentes nações (1554 – 1567).
 
Em 1566, Anchieta foi finalmente ordenado padre. Dirigiu o Colégio dos Jesuítas no Rio de Janeiro entre 1570 e 1573 e foi Provincial da Companhia de Jesus no Brasil durante dez anos. Retirou-se em 1587, tendo ainda ficado à frente do Colégio de Vitória até 1595. Faleceu a 9 de junho de 1597 em Reritiba, atual Anchieta (RS). Foi beatificado pela Igreja Católica em 1980 e canonizado em 2014.
 
Conhecido como “apóstolo do Brasil”, Anchieta, a par de seu trabalho de catequese, compôs diversas peças teatrais, hinos, poemas e trabalhos de historiografia, escrevendo em quatro línguas: português, espanhol, latim e tupi. Dentre seus trabalhos, grandemente influenciados pela religiosidade cristã, merecem destaque o poema “De Beata Virgine dei Matre Maria”, ou “Poema à Virgem Maria” – que, segundo contam, teria sido escrito na areia da praia de Iperoig –, a epopeia renascentista “De Gestis Mendi de Saa”, ou seja, “A Saga de Mem de Sá”, publicada em Coimbra em 1563, e “A Arte de Grammatica da Lingoa Mais Usada na Costa do Brasil”, a primeira gramática da língua tupi, impressa também em Coimbra, por Antônio Mariz, em 1595.
 
“A Arte de Grammatica” é um dos primeiros documentos sobre as línguas dos povos americanos, e tanto recebeu elogios quanto críticas. Alguns estudiosos afirmam que a sistematização do idioma por Anchieta foi um trabalho magnífico, enquanto outros argumentam que o tupi contido na “Grammatica” não era uma língua original, e sim já influenciada pelo contato com os europeus, tendo além disso perdido força ao ser estudada dentro de um modelo latino. No entanto, estudos linguísticos mais modernos vão de encontro a essas afirmações, enfatizando o caráter pioneiro da obra de Anchieta e sua importância para o conhecimento do tupi falado no século XVI, além de fonte comparativa para o estudo de outras línguas da família tupi-guarani.
 
A Fundação Biblioteca Nacional possui um exemplar da primeira edição da “Arte de Grammatica”, pertencente à Coleção Thereza Christina Maria. O original está sob a guarda da Divisão de Obras Raras e pode ser consultado através do link da BN Digital
 

FBN I Homenagem – 07 de junho de 1839 – Nasce Tobias Barreto

junho 7, 2017

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Tobias Barreto de Meneses nasceu em Sergipe, e faleceu no Recife, em 27 de junho de 1889. É o patrono da cadeira nº 38 da Academia Brasileira de Letras, por escolha do fundador Sílvio Romero.

Seu primeiro estímulo pela literatura veio pelo contato com o professor Manuel Joaquim de Oliveira Campos.

Em 1861 foi para a Bahia onde pretendia frequentar um seminário, ideia logo abandonada. Entre 1854 e 1865 deu aulas particulares de diversas matérias e prestou concurso para a cadeira de Latim no Ginásio Pernambucano, sem conseguir, contudo, a desejada nomeação. Em 1867 tentou ingressar na mesma instituição , desta vez na cadeira de Filosofia, e apesar de ter vencido o prélio em primeiro lugar, foi preterido mais uma vez.

Entusiasmado com o estudo da Filosofia, Tobias Barreto publicou “Tomás de Aquino”, “Teologia e Teodiceia não são ciências”, “Jules Simon”, etc.

Dedicou vários anos de vida ao estudo da língua  Alemã com o objetivo de ler no original alguns dos ensaístas germânicos como Ernest Haeckel e Ludwig Büchner. Tal interesse fez com que mais tarde escrevesse  os Estudos alemães.

Ao voltar ao Recife, acometido de sérios problemas de saúde, acaba recluso ao lar.  Sem recursos financeiros e sem condições de tratamento, em 1889 uma semana antes de morrer escreveu a Sílvio Romero solicitando ajuda financeira. Dias mais tarde falecia, em 27 de junho de 1889, hospedado na casa de um amigo. (fonte: ABL)

Em homenagem ao aniversário do nascimento de Tobias Barreto, a BN Digital e a Divisão de Música e Arquivo Sonoro da BN (DIMAS), disponibilizam a partitura original de uma Polka para piano, composta por Claudio da Gama,  mandada imprimir em  1890, por estudantes da Faculdade de Direito do Recife, em sua memória.

http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_musica/mas748754/mas748754.pdf

Tobias Barreto

Suas obras:

Glosa, 1864.
Amar, 1866.
O Gênio da Humanidade, 1866.
A escravidão, 1868.
Que mimo, 1874.
Ensaios e estudos de filosofia e crítica, 1875.
Brasilien, wie es ist, 1876.
Ensaio de pré-história da literatura alemã, filosofia e crítica, estudos alemães, 1879.
Dias e noites, 1881.
Menores e loucos, 1884.
Discursos, 1887.
Polêmicas, 1901.
Menores e loucos, 1926.

 

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FBN | História 6 de junho de 1944 – Tropas aliadas desembarcam na Normandia – O dia “D”

junho 6, 2017

O desembarque das tropas aliadas na Normandia pelas tropas aliadas, com mais de 120 mil homens, foi amplamente noticiado nos jornais brasileiros dos dias posteriores. O jornal Correio da manhã de 7 de junho de 1944, trazia em sua primeira página: MARCHAM TRIUNFANTES OS EXÉRCITOS DE LIBERTAÇÃO – Os próprios alemãs admitem que os aliados penetraram 16 quilômetros em território francês e que a “cabeça de praia”! estabelecida já atinge 24 quilômetros de largura…

Leia a cobertura completa no Correio da manhã:

http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=089842_05&PagFis=21023

Leia mais sobre a Segunda Grande Guerra e o dia “D” na hemeroteca Digital Brasileira:

http://memoria.bn.br/DocReader/docmulti.aspx?bib=%5Bcache%5D4718809754237.DocLstX&pasta=ano%20194&pesq=normandia

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