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FBN I Documento da semana – 5 de maio de 1821: Morre o Imperador Francês Napoleão Bonaparte

maio 5, 2017
Vignettes et Portraits pour le Consulat et l'Empire

Vignettes et Portraits pour le Consulat et l’Empire

Conheça um pouco da história da invasão de Portugal pelas tropas napoleônicas no Dossie Dossiê “A França no Brasil”:

Em dezembro de 1807, a bandeira francesa foi arvorada no Castelo de São Jorge, em Lisboa. Os portugueses tomaram, então, o real conhecimento que a nação lusa caíra “em poder das águias”. Alguns tumultos entre soldados franceses e o baixo povo registraram-se. Os últimos gritavam: “Viva Portugal e morra a França!” Começava, assim, o domínio francês em Portugal.

Foram três os momentos das intervenções das tropas de Napoleão Bonaparte em Portugal: em novembro de 1807, em março de 1809 e em agosto de 1810. Desde os primeiros conflitos entre a França e a Inglaterra, Portugal manteve uma política de neutralidade, passando a diplomacia portuguesa a oscilar entre a manutenção da tradicional aliança inglesa e a anuência às exigências da França e da Espanha. Com o decreto do Bloqueio Continental e os novos êxitos de Bonaparte contra a Prússia e Rússia (1807), alterou-se radicalmente o quadro do equilíbrio político na Europa, com o predomínio francês no continente. Criou-se a situação limite, em que as forças napoleônicas, vitoriosas a leste, podiam agora voltar suas atenções para a Península Ibérica. A questão primordial francesa era, além do fechamento dos portos portugueses à navegação britânica, a exigência de prisão dos súditos britânicos residentes em Portugal e o confisco de seus bens. Nesta difícil situação, Portugal acabou por aceitar as condições inglesas, com o projeto de transferência da Corte para o Rio de Janeiro, apoiado por estadistas lusos, como Rodrigo de Souza Coutinho.Enquanto a família real preparava sua partida para o Brasil, na noite de 24 de novembro, as tropas aliadas franco-espanholas invadiam o território português. De início, os invasores foram recebidos pelo governo da Regência como protetores, seguindo-se, portanto, as “Instruções” dadas por D. João. Mantinha-se assim um sistema de colaboração.

Tal atitude, porém, foi se modificando, com a publicação do decreto (1º de fevereiro de 1808) que extinguia o Conselho da Regência e destituía a dinastia de Bragança. Novos impostos foram determinados, como a contribuição de guerra extraordinária, no valor de 100 milhões de francos. Foram ainda sequestrados os bens pertencentes à família real portuguesa, bem como os de todos os fidalgos que acompanharam D. João.

napoleão
Em meados de junho, chegou a Lisboa a notícia do Manifesto ou exposição justificativa do procedimento da Corte de Portugal a respeito da França, escrito no Rio de Janeiro em 1º de maio, que proclamava fidelidade à aliança inglesa e que autorizava os súditos portugueses “a fazer a guerra por terra e mar aos vassalos do Imperador dos Franceses”. Era o início, ainda que simbólico, da ofensiva contra o invasor. Em agosto de 1808, a Restauração portuguesa começava, por meio de uma operação, decidida pelo próprio governo inglês, sem o acordo prévio de qualquer autoridade portuguesa. Dois fatores foram decisivos para a derrota das tropas francesas: a impossibilidade de apoio da Espanha, também convulsionada, e a fidelidade da massa popular a seu rei, colocando-se contra o invasor infiel. Em fins de setembro de 1808, Lisboa proclamava a Restauração completa do reino, em meio a festas e celebrações.O ano de 1809 foi marcado pelo temor constante de novas invasões. Na visão dos próprios governadores do reino, “o insaciável Napoleão” não deixaria de empenhar todas as suas forças para vingar seus exércitos humilhados. A segunda invasão foi iniciada, em março de 1809. O terreno acidentado e o erro estratégico de subestimar a capacidade de mobilização da população da região, porém, garantiram o êxito da atuação do exército luso-britânico, forçando a expulsão dos franceses.

Em agosto de 1810, o exército francês entraria em Portugal novamente. Os franceses apoderaram-se de Coimbra, mas foram obrigados a recuar. Travou-se então prolongada guerra de usura, recorrendo os dois lados à tática de terra arrasada, o que provocou fome e devastação entre os portugueses, mas que também desgastou as tropas napoleônicas. Nessa situação, as tropas francesas começaram sua retirada, em março de 1811, embora só em outubro tenham atravessado a fronteira espanhola.

No Rio de Janeiro, D. João recompusera o Conselho da Regência em Portugal. Este prosseguiu na política de manter aceso o patriotismo dos habitantes e, se, em suas proclamações, louvavam o auxílio britânico, ressaltavam, contudo, que o grande mérito da vitória pertencia ao povo português, cuja lealdade e constância estiveram sempre presentes, apesar de tantos sofrimentos.

Leia o Dossiê na integra, veja fotos e documentos: http://bndigital.bn.br/dossies/franca-no-brasil/?sub=logicas-coloniais%2Frupturas%2Fa-invasao-napoleonica%2F

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FBN – História – 25 de março de 1824 – Promulgada a Constituição do Império do Brasil

março 25, 2017

Pedro I, Imperador do Brasil, 1798-1834 - Gravuras

Encomendada pelo então Imperador D. Pedro I,  a primeira Constituição Brasileira, também denominada Constituição Política do Império do Brasil foi promulgada em 25 de março de 1824 e só foi substituída em 24 de fevereiro de 1891 pela constituição republicana – Constituição dos Estados Unidos do Brazil –  teve a mais longa vigência da história do Brasil.

O fato foi publicado em forma de edital no periódico Diário de Rio de janeiro de 24 de março de 1824:

“O Illustríssimo Senado da Camara desta muito Heroica, e Leal Cidade do Rio de Janeiro tem incomparavel prazer de annunciar ao Público, que S.M. o Imperador, Annuindo aos votos da maioria da Nação Decretou o dia 25 do corrente para o Solemne juramento da Constituição, e que por mero effeito de Sua Imperial Grandeza, e Bondade convidou ao mesmo Senado, e pessoas da Governança para na Sua Imperial Capella prestarem no referido dia o mesmo, juramento; e não podendo já mais ser ao Senado da Camara indiferente hum objecto de tanta monta, e menos hum dia, que fixa sem duvida huma das epocas mais gloriozas do Imperio, pois que nelle vai o Povo Brasileiro receber a maior dadiva que lhe podia Dar o Seo Incomparável Imperador, Defençor Perpetuo, qual o Seu juramento a hum Codigo, que sendo dictado pelo Seo Liberalismo, em Dezenteresse sem par, e offerecido ao Seo Fiel Povo espontaneamente; ha-de sem duvida firmar em Columnas ennabalaveis a sua futura felicidade; acordou que nas noites dos dias 25, 26, e 27 se illuminem os Paços do Conselho: he summamente sensivel ao Senado da Camara não ter ao seo alcance meios de poder manisfestar mais condignamente o sei conhecimento por tão alto beneficio…  “

diário do rio de janeiro capa

leia a matéria do jornal: http://bit.ly/1COCj28

Conheça um pouco mais sobre a história das constituições brasileiras: http://bit.ly/1N7Kf1x 

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FBN | 23 de janeiro de 1637 – chegada de Mauricio de Nassau ao Recife

janeiro 23, 2017

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Johann Mauritis Von Nassau-Siegen nasceu na Alemanha, em 17 de junho de 1604. Filho de uma das família nobres mais importantes da Europa, estudou em Genebra, Herbon e Basileia. Com formação Calvinista, ingressou na carreira militar em 1621, durante a Guerra dos Trinta Anos (1618-1648), alcançando o posto de alferes de cavalaria. Promovido a capitão em 1626, três anos mais tarde assumiu o posto de coronel.

Aos 33 anos de idade, recebeu o convite para trabalhar na Companhia das Índias Ocidentais, onde foi destacado para administração dos domínios holandeses no Brasil, para onde partiu em 25 de outubro de 1636 trazendo na tripulação cientistas, arquitetos e engenheiros.

No dia 23 de janeiro de 1637, sua esquadra chegou ao Recife, cidade escolhida para ser a capital do Brasil holandês. Em sua comitiva, havia pintores, como Frans Post e Albert Eckhout, escultores, astrônomos, arquitetos e outros cientistas.

Em homenagem à chegada do explorador no Recife, a Fundação Biblioteca Nacional disponibiliza, para consulta e download, o mapa “Perfect Caerte der Gelegen theyt van Olinda de Pharnambuco Maurits-stadt ende t’Reciffo”, considerada uma das melhores plantas do período do domínio holandês, tanto na representação cartográfica quanto na riqueza de informações: http://bit.ly/2hNs0Vc

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FBN I Documento da Semana – 29 de novembro de 1807: A Corte Portuguesa embarca para Brasil

novembro 29, 2016

 


Fugindo da expansão napoleônica na Europa, a Corte Portuguesa se exila no Brasil, transformando por completo a forma de vida da Colônia.

O Documento é um manuscrito intitulado “Dados sobre a chegada ao Rio de Janeiro da Família Real, problema de habitação para a comitiva, vida social e política, hábitos da Família Real, volta para Portugal, falecimento de D. João VI e Pedro I como imperador”, de autoria de Alexandre José de Melo Morais.

http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_manuscritos/mss1452535/mss1452535.pdf

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FBN | Documento da Semana – 15 de outubro, Dia do Mestre

outubro 15, 2016

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A Fundação Biblioteca Nacional também homenageia os professores com uma obra de 1722, considerada a primeira cartilha escrita em Portugal para a leitura, a escrita, a aritmética e com orientações a pais e mestres.

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O documento é um livro intitulado “Nova escola para aprender a ler, escrever & contar oferecida a Dom João V, Rey de Portugal: Primeyra parte”, de autoria de Manuel de andrade de Figueiredo e publicada em Lisboa, em 1722. No primeiro tratado, a obra destaca um dos seus objetivos principais: “Antes que proponhamos as regras, que devem observar os Mestres, no ensino dos meninos pelo estilo mais breve e perfeito, advertirei primeiramente aos pais o sumo cuidado que devem ter na eleição dos Mestres para seus filhos; porque deste acerto da boa criação (como diz Aristóteles), pende todo o bem dos meninos…”

Continue lendo em:

http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_obrasraras/or13466/or13466.pdf

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FBN I Documento da Semana – 7 de setembro de 1822: D. Pedro proclama a Independência.

setembro 7, 2016

correio do Rio

Embora proclamada no dia 7 de setembro de 1822, a primeira notícia na imprensa oficial sobre a independência foi publicada no dia 21 do mesmo mês em edição extraordinária do Jornal Correio do Rio de Janeiro, edição 0003.

No mesmo jornal, encontra-se o edital/decreto assinado por José Bonifácio, alertando para cautela em condutas contrárias à Independência e ao mesmo tempo, anistiando eventuais opositores.

A manchete do jornal dizia:

“Está inteiramente rasgado o véo do Misterio! Assim o pedia a honra de todos os Portuguezes do Brasill, a sua Liberdade, a sua futura grandeza, a Gloria do Seu Primeiro Cidadão do Seu primeiro Imperador , do Primeiro dos Principes, do Immortal Pedro!!!”

Leia na integra a edição extraordinária do Jornal:

http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=749370&PagFis=593

Leia mais sobre a proclamação da independência nos periódicos da época:

http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=749370&pesq=independ%C3%AAncia&pasta=ano%20182

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É CARNAVAL NA BIBLIOTECA NACIONAL

março 7, 2014

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O carnaval surge na Idade Média, com influências de festejos greco-latinos, desde sempre conhecido pelo excesso, o que faz lhe confere o caráter dionisíaco em todos os sentidos, do espetáculo que rodeia o carnaval brasileiro como o vemos, à abundância, êxtase, reunião e mascarados.

No Brasil, o carnaval surgiu na década de 1920, através da reunião das escolas de samba em blocos, mas o primeiro desfile só aconteceria mais de dez anos depois, em 1932, na Praça Onze, com apoio do Jornal Mundo Sportivo.

 No ano seguinte, O Globo é quem oferece apoio aos sambistas que recebem verba da prefeitura. Surge o primeiro samba-enredo. Em 1934 é criada a União Das Escolas de Samba (UES) e em 1935, a Portela – juntamente com a Mangueira e a Deixa Falar – uma das escolas percussoras do carnaval do Rio de Janeiro é a vencedora do já conhecido concurso da Praça Onze.

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Imagens: Hemeroteca Digital, BN Digital

EXPOSIÇÃO CRUZAMENTOS

janeiro 15, 2014

Via Brasil é uma iniciativa interdisciplinar do Wexner Center, que atravessa vários anos, enfocando a cultura vibrante do Brasil—apoiado em parte pela generosa doação da Fundação Andrew W. Mellon.  Ao longo desta série, o  projeta convida a explorar a complexidade e dinâmica da nação brasileira.

 

  • Cruzamentos: Arte contemporânea no Brasil, uma exposição substancial de quatro galerias (acompanhada de um catálogo) em exibição no Wexner Center no início de 2014;
  • Cruzamentos: Documentário brasileiro contemporâneo, uma apresentação de mais de 30 documentários brasileiros contemporâneos raramente vistos na América do Norte, expostos no início de 2014;
  • Uma vasta gama de atuações representativas da diversidade de artes cênicas contemporâneas brasileiras por renomados músicos e companhias de dança do Brasil;
  • Programas de intercambio criativo para cineastas brasileiros e produtores de filme e de vídeo, bem como apresentações de vídeos brasileiros em The Box (o espaço do Wexner Center dedicado a exposições de vídeo)
  • Uma riqueza de programações educativas, incluindo um simpósio, palestras de galerias, e eventos destinados a atrair alunos, famílias e adolescentes;
  • A primeira tradução em língua inglesa de ensaios do Paulo Emílio Sales Gomes—influente crítico de cinema, professor e historiador—que será publicada no final de 2014.
  • Um seminário de pós-graduação relacionado diretamente com o conteúdo da exposição dirigido pela pós-doutoranda Denise Carvalho.

 

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