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Documentos Literários: Homenagem ao Pai da Aviação

julho 20, 2018

A Série Documentos Literários, colaboração da Divisão de Manuscritos, homenageia Santos Dumont no seu aniversário.

Alberto Santos Dumont (Palmira, atual Santos Dumont – MG, 20 de julho de 1873 – Guarujá, SP, 23 de julho de 1932) foi aeronauta e inventor. Apaixonado por tudo que fosse mecânico, desde pequeno fez experiências com balões, locomotivas e outros engenhos. A leitura das obras de Júlio Verne em muito contribuiu para seu desejo de criar uma máquina capaz de se deslocar pelo ar, e com Camille Flammarion ele estudou a história da navegação aérea, acabando por se decidir pela França como base para seus estudos, práticas e invenções.

 

Em 1900, Santos-Dumont já havia criado vários balões e dirigíveis e feito dezenas de voos experimentais, nem sempre bem sucedidos. Mas mesmo seus fracassos o levavam a ir mais além. Em 1901, com o balão conhecido como N.6, ele venceu o Prêmio Deutsch, que lhe valeu reconhecimento e fama em âmbito internacional.

O 14-Bis, construído após uma série de tentativas e erros, foi – segundo os pesquisadores do Instituto Histórico da Aeronáutica – o primeiro avião mais pesado que o ar a conseguir decolar por seus próprios meios. Com ele, Santos Dumont voou a três metros do solo, percorrendo mais de 60 m em apenas seis segundos, no dia 23 de outubro de 1906. No dia 12 de novembro, tendo introduzido melhorias e consertado avarias na máquina, voou 220 metros, na mesma localidade parisiense de Bagatelle, e venceu o Prêmio do Aeroclube da França.

Com a saúde em rápido declínio, o inventor, ainda assim, se dedicou a algumas experiências. Residindo na França, fez observações astronômicas — o uso de telescópio lhe valeu uma acusação de espionagem por parte dos vizinhos –, inventou um motor portátil para esquiadores e projetou uma casa em Petrópolis, hoje Museu Casa de Santos Dumont. Sua convicção inicial de que os aviões poderiam servir a fins militares foi rapidamente abalada ao vê-los, efetivamente, transformados em arma de guerra. Segundo alguns pesquisadores, seu suicídio se deveu, ou pelo menos foi apressado pela angústia de ver que seu invento seria utilizado na Revolução de 1932.

Em 1956, o Brasil comemorou o cinquentenário do primeiro voo com um “Ano Santos Dumont”. A Biblioteca Nacional fez uma exposição reunindo seu acervo documental e iconográfico, acrescido de obras emprestadas por colecionadores, da qual publicou um catálogo. O exemplar pertencente à Divisão de Iconografia foi digitalizado e se encontra disponível na BN Digital através do link

http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_iconografia/icon1282516.pdf

FBN | 06 de maio de 1937 – O Dirigível Hindemburg explode no ar

maio 6, 2017
Foto: Jornal Correio Paulistano 07/05/1937

Foto: Jornal Correio Paulistano 07/05/1937

O dirigível LZ 129 Hindenburg, foi  construído pela empresa Luftschiffbau-Zeppelin GmbH, na Alemanha. Considerado a maior nave a voar, foi um ícone da propaganda nazista e da indústria alemã . Seu primeiro voo foi em 1936 e  quatorze meses depois em 6 de maio de 1937, explodiu no ar, gerando perplexidade mundial.

No Brasil, o jornal Correio Paulistano do dia 07 de maio publicou em sua primeira página: ” O Hindemburg explodiu. O gigantesco dirigível desappareceem chamas ao terminar a sua 21ª viagem para a América do Norte. Estavam a bordo 39 passageiros e 61 membros da tripulação registrando-se, assim. uma hecatombe”.

Leia a matéria na integra em:

http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=090972_08&PagFis=18216

Leia mais sobre o Hindemburg na Hemeroteca Digital Brasileira.