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FBN | 31 de março de 1964 – é deflagrado o Golpe Militar

março 31, 2017

 

O golpe militar de 31 de março de 1964 foi o mais longo período de interrupção democrática pelo qual passou o Brasil durante a República. Qualificado pela história como “os anos de chumbo”, o período da ditadura foi marcado pela cassação de direitos civis, censura à imprensa, repressão violenta das manifestações populares, assassinatos e torturas. (Fonte: EBC)

A Fundação Biblioteca Nacional resgata a memória do evento através da capa do periódico “Tribuna da Imprensa”, edição de 31 de março de 1964, cuja principal manchete dizia: Crise agora é total.

Acesse a publicação em: http://memoria.bn.br/docreader/154083_02/15818

Conheça, também, a Hemeroteca Digital em: bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital

 

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A Problemática Metodologica dos 50 anos do Golpe de 1964: Entre a Memória e a História, encerra seminário na FBN

março 28, 2014

 

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A participação da população no golpe de 1964, as consequências da modernização, o poder absoluto dos militares e os reflexos da ditadura no país até hoje, foram alguns dos temas tratados pelos acadêmicos Rodrigo Sá Motta (UFMG), Daniel Aarão Filho (UFF) e Luis Costa Lima (PUC), na mesa redonda de encerramento  A Problemática Metodologia do Golpe Militar de 1964: Entre a Memória e a História do seminário que acontece na Fundação Biblioteca Nacional; Golpe de 1964 – 50 anos.

Rodrigo Sá Motta, autor de As Universidades e o Regime Militar, abriu o debate, lembrando de sua legitimação através do discurso anti-comunista, sobretudo, anti-subversivo e da alta intervenção do Estado através de uma linha modernizadora que, nas embora tenha contribuído, segundo Rodrigo, para a modernização das faculdades, por outro lado resultou na censura a vida universitária, através do Estado autoritário que “mudou as estruturas da universidade brasileira”. Rodrigo lembrou que o sistema de vestibular vigente até hoje, foi criado pelos militares para aplacar a revolta estudantil, considerada na época de extrema ameaça. Motta concluiu alertando do jogo de acomodação da elite e daqueles que se beneficiaram em cargos, mesmo sendo indivíduos considerados perigosos pelo governo.

Daniel Aarão Filho tomou a palavra, falando da relação entre a sociedade e a ditadura no que ele lembrou como, golpe civil e militar. O apoio civil foi enfatizado pelo professor que  falou da presença das massas até setembro de 1964  nas marchas em celebração ao Estado de Exceção em todo país. Apropriou-se do termo do historiador francês, LaBorie, ao denunciar as “zonas cinzentas” brasileiras compostas daqueles que eram contra e a favor ao golpe militar, ao mesmo tempo. Daniel também falou da duvida quanto a validade da ditadura no Brasil, pairando entre três datas: 1979, 1985 e 1988.

 

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Para o autor de A Ditadura Que Mudou o Brasil Nos Anos do Golpe de 1964, ela se finda em 1979, quando não há Estado de Exceção, mesmo com um governo militar. Em 1985, não ocorre uma mudança institucional, econômica, politica ou cultural mesmo com a chegada de um civil ao poder, já que Sarney fora um homem da ditadura e interpretá-lo como puramente um não militar na presidência da república consistiria, segundo o próprio estudioso, numa incongruência e inconsequência. E mesmo na constituição de 1988, haveria resquícios dos aparelhos de extrema direita na constituição, como Daniel apelidou de “Cacos”, como a Lei Fleury e o nosso próprio modelo econômico que o professor da Universidade Federal Fluminense afirma que “jogou o capitalismo brasileiro há custa de desigualdades tremendas”. Daniel Aarão Filho fechou sua intervenção falando da militarização da PM.Imagem

Em seguida, Costa Lima fechou remontando a ditadura de 1930 com Getúlio Vargas e apresentou diferenças e semelhanças com o golpe de 1964. Para ele, esse segundo momento não deve ser visto isoladamente e sim, como “uma manifestação em sentido contrario a revolução de 1930” com inclinação evidente de direta, ao contrário do populismo Varguista que apesar de influencias nazi-fascistas, aparentemente inclinava-se ao esquerdismo e ao populismo, cuja semente fora desmatada de forma mais opressiva e arbitraria em nome da ordem. “ Democracia sempre foi um nome sem conteúdo”, conclui o estudioso.

A Fundação Biblioteca Nacional sediou, nos dias 27 e 28 de março, o seminário Golpe de 1964 -50 anos, realizando em seu auditório quatro mesas com intelectuais e servidores que dedicaram seus trabalhos ao resgaste desse período do nosso país, acompanhada de uma Mostra de periódicos alternativos como O Pasquim, Anistia e Pif-Paf.

 

Seminário: Golpe Militar – 50 anos

março 20, 2014

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Os 50 anos do Golpe Militar de 1964 será tema do seminário que acontecerá nos dias 27 e 28 de março, no auditório Machado de Assis da Fundação Biblioteca Nacional. Durante os dois dias, mesas redondas entre intelectuais de diversas instituições, inclusive da própria instituição, serão realizadas. Entrada franca.

No dia 27, quinta-feira, às 10h30, Dulce Pandolfi, graduada em ciências sociais pela UFF e pesquisadora do CPDOC da Fundação Getúlio Vargas, participará da conferência de abertura, falando sobre o tema O Presente E O Passado.

No mesmo dia, às 14 horas acontecerá a primeira mesa do dia, com a presença de Bruno Brasil (Fundação Biblioteca Nacional), Maria Paula Araújo (UFRJ) e Hugo Bellucco (UFF) para falar da Imprensa Alternativa Na Ditadura Militar, e está programada para ser encerrada às 15h30. Fechando o ciclo de debates do dia, às 15h45, As Relações Entre os Estados Unidos e as Ditaduras Militares no Cone Sul serão debatidas por Rafaella Bettamio (Biblioteca Nacional, CPDOC/FGV), Samantha Quadrat (UFF), Norberto Ferreras (UFF) e Tatiana Poggi (UFF).

Na sexta-feira, 28, às 10 horas, a Relação da imprensa, da Literatura e das Artes com a Censura, será o assunto da primeira mesa redonda do dia, entre Pedro Lapera (Biblioteca Nacional), Flamarion Maués (USP) e Luciana Lombardo (PUC-RIO). Às 14 horas, a mesa de encerramento tratará da Problemática Metodologia do Golpe Militar de 1964: Entre a Memória e a História, com Luiz Costa Lima(PUC-RIO), Daniel Aarão Reis Filho (UFF) E Rodrigo Motta (UFF)

LANÇAMENTOS DE BERNARDO KUCINSKI ACONTECEM NA BIBLIOTECA NACIONAL, NO RIO DE JANEIRO

março 11, 2014

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 Durante os lançamentos do romance K. e da coletânea de contos, Você Vai Voltar Pra Mim, de Bernardo Kucinski, Renato Lessa, presidente da Fundação Biblioteca Nacional, abriu a conversa com o autor, através da leitura do posfácio que escrevera anteriormente para o romance do escritor paulista.

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“K. é um livro único. Eu pari o livro”

            Após ouvir as observações de Renato a respeito de sua obra, Kucinsk surpreendeu-se com as questões levantadas por Renato que nem ele percebera na composição do romance, que segundo Kucinski, foi “um livro único. Eu pari o livro”.

            O autor também teceu as principais diferenças entre suas duas obras; revelando a escrita visceral de K., ao passo que em seu livro de contos, Você Vai Voltar Pra Mim, tomou para si, o oficio de escritor, a técnica, inclusive  frequentado as reuniões da Comissão da Verdade de São Paulo durante a elaboração dos contos.

            Kucinski credita o sucesso de K., inclusive fora do Brasil, sendo traduzido para outros idiomas como inglês, italiano e espanhol, a iniciativa de tradutores de médias e tradicionais editoras, encantados pelo romance, do que propriamente ao marketing. Já Você Vai Voltar Pra Mim, segundo o autor, pode ser uma porta de entrada para a juventude atual se inteirar do período da ditadura – retratada nos dois livros – devido ao seu caráter menos abstrato, em comparação ao romance.

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Presidente da FBN foi o anfitrião da noite e participou do bate-papo com o autor

            Durante a conversa, o escritor falou um pouco da atuação no movimento sionista socialista, da juventude na São Paulo dos anos cinquenta e da vida que levou quando moço em Israel. Também contou um pouco sobre seu processo criativo, da influência das histórias do pai em sua escrita e de como reserva as manhãs para escrever. Kucinski questionou a ausência de uma literatura da ditadura, afirmando que muito do que se legou de escrito dessa época está em biografias, relatos factuais de muitos envolvidos, presos e torturados.

            Bernardo Kucinski nasceu em São Paulo e além de jornalista é cientista político e físico. Esse ano K. e Você Vai Voltar Pra Mim foram lançados pela Cosac Naify, na última segunda-feira, 10, em uma cerimônia no auditório Machado de Assis, na Fundação Biblioteca Nacional.