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FBN | 11 de abril de 1882: morre Joaquim Manuel de Macedo

abril 11, 2017
fonte: ABL

Foto: ABL

Joaquim Manuel de Macedo  nasceu em 24 de junho de 1820, e faleceu em 11 de abril de 1882. Foi jornalista, professor, romancista, poeta, teatrólogo e memorialista. É o patrono da cadeira nº 20 na Academia Brasileira de Letras, por escolha do fundador Salvador de Mendonça.

Em 1844 formou-se em Medicina pela Faculdade do Rio de Janeiro,  mesmo ano em que publicou  A Moreninha. Em 1849, junto com Araújo Porto-Alegre e Gonçalves Dias fundou a revista Guanabara. Abandonou a Medicina e foi professor de História e Geografia do Brasil no Colégio Pedro II e lecionou  para filhos da princesa Isabel. Foi deputado provincial (1850, 1853, 1854-59) e deputado geral (1864-68 e 1873-81) além de membro do Instituto Histórico (1845) e do Conselho Diretor da Instrução Pública da Corte (1866). (fonte: ABL)

A Divisão de Manuscritos da Biblioteca Nacional possui alguns documentos assinados por Joaquim Manuel de Macedo. Dentre eles se encontram duas cartas endereçadas a frei Camilo de Monserrate, o qual, assim como ele, era professor do Colégio Pedro II, e a quem envia anotações sobre alguns pontos de Geografia e História Antiga, ministrados no ano anterior. As cartas pertencem à Coleção Camilo de Monserrate, que, em 1853, se tornou diretor da Biblioteca Nacional.

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Suas obras:

Considerações sobre a nostalgia, 1844.
Discurso que na augusta presença de S. M. Imperial, na ocasião de tomar o grau de em medicina recitou Joaquim Manuel de Macedo, 1844.
A Moreninha, 1844.
O moço louro, 1845.
Os dois amores, 1848.
O cego, 1849.
Rosa, 1849.
Cobé, 1854.
Vicentina, 1854.
O forasteiro, 1855.
A carteira de meu tio, 1855.
Memórias do sobrinho do meu tio, 2 vols, 1867-1868.
O fantasma branco, ópera, 1856.
A nebulosa, 1857.
O primo da Califórnia, 1858.
Amor e pátria, 1859
O sacrifício de Isaac, 1859
Luxo e vaidade, 1860
Lições de História do Brasil, 1851
Os romances da semana, 1861
Cântico, 1862.
Um passeio pela cidade do Rio de Janeiro, 2 vols, 1862-1863.
Lusbela, 1863.
O novo Otelo, 1863.
Teatro, 1863.
A torre em concurso, 1863.
Questão Janrard, 1864.
O culto do dever, 1865.
Mazelas da atualidade, 1867.
A luneta mágica, 1869.
Nina, 1869.
O Rio do quarto, 1869.
As vítimas-algozes, 1869.
As mulheres de mantilha, 1870.
A namoradeira, 1870.
Remissão de pecados, 1870.
Um noivo, duas noivas, 1871.
Os quatro pontos cardeais, 1872.
Misteriosa, 1872.
Cincinato quebra-louça, 1873.
Noções de Corografia do Brasil, 1873.
A baronesa do amor, 1876.
Ano biográfico brasileiro, 3 vols. 1876-1880.
Vingança por vingança, 1877.
Memórias da Rua do Ouvidor, 1878.
Mulheres célebres, 1878.
Antonica da Silva, 1880.

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FBN | Madame Durocher (1809-1893)

março 18, 2017

No mês de março, dedicado à luta das mulheres por igualdade de condições, a Divisão de Manuscritos abriga a mostra “Mulheres e sociedade: opressão e resistência”. Entre os documentos destaca-se um diagnóstico de Madame Durocher, precursora da presença feminina na Medicina brasileira.

Nascida Marie Josephine Mathilde Durocher, em Paris, Madame Durocher, como se tornou conhecida à época, chegou ao país em agosto de 1816, com apenas sete anos de idade. Veio acompanhada da mãe, Anne Durocher, responsável por abrir uma loja de fazendas francesas na Rua dos Ourives, a qual, ao contrário das outras, conservava-se aberta durante a noite. Madame Durocher trabalhou como caixeira na loja até o falecimento da mãe, em 1829, e se manteve à frente do negócio até a sua falência, em  1832.

Viúva e mãe de dois filhos, Madame Durocher decidiu, então, tornar-se parteira. Em texto denominado “Deve ou não haver parteiras?”, escrito para os Annaes Brasilienses de Medicina (disponível na Hemeroteca Digital Brasileira), afirmou que o medo de tamanha responsabilidade profissional “foi sobrepujado pela garantia de um futuro para meus filhos, e pela esperança de poder sempre sustentar-me na altura da posição que ia tomar” (1871, p. 299).

O contexto da formação médica no Brasil também passava por mudanças significativas no período. A Fisicatura-mor, órgão de controle dos agentes de cura — como parteiras, sangradores, boticários, entre outros –, havia sido extinta em 1828. A elite médica e acadêmica, portanto, passou a requisitar alguma nova forma de supervisão ao exercício da Medicina. Por isso, em 1832 foi criada uma lei que instituiu o ensino superior para a formação médica. Ele era dividido em três áreas: Medicina, Farmácia e Partos.

No ano seguinte à sanção da lei, a Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro abriu seu primeiro curso de Parteiras. Na inscrição era necessário comprovar o conhecimento da leitura e da escrita, o que dificultava o acesso a muitas mulheres que partejavam, uma vez que escolas públicas para meninas foram criadas apenas a partir de 1827.

Até o final do século XIX, partejar era uma atividade quase exclusivamente praticada por mulheres. Madame Durocher, no entanto, instruída pela mãe e por colégios ingleses e holandeses particulares, naturalizada brasileira, foi a primeira e única mulher a matricular-se no curso de Parteiras da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1834.

Para exercer a profissão, ela adotou um estilo de vestimenta considerado masculinizado na época: saia longa, gravata borboleta, sobrecasaca e meia-cartola de seda preta. O objetivo era ser mais bem vista na sociedade, pois a educação acadêmica em Medicina era um campo dominado por homens. Durocher julgava, portanto, que as vestes mais masculinas transmitiam maior confiança às suas próprias pacientes, além de lhe permitir sair à noite sozinha para atender a trabalhos de parto sem ser vista como prostituta.

Durocher atendia em vários bairros do Rio de Janeiro, a mulheres livres ou escravas. Em 1866, seu nome e prestígio eram tão conceituados que foi nomeada oficial de partos da Casa Imperial. Atendeu ao nascimento de Princesa Leopoldina (1847-1871), filha de D. Pedro II (1825-1891), e, além de realizar partos, também examinava amas-de-leite, dava pareceres em exames legais e de virgindade, cuidava de eclâmpsias e hemorragias e praticava reanimação de recém-nascidos.

Em 1871, foi a primeira mulher a ser admitida como membro da Academia Imperial de Medicina, e a única parteira. Lá, Madame Durocher participou de decisões de políticas públicas de saúde, avaliação de medicamentos e comissões. Também foi a primeira mulher a assinar textos científicos na área de medicina no Brasil, publicados na revista da Academia Imperial de Medicina. Seu ensaio de 1887, “Considerações sobre a clínica obstétrica”, é considerado por pesquisadores o estudo mais completo sobre obstetrícia no Brasil no século XIX. A Divisão de Obras Raras da Biblioteca Nacional possui uma versão encadernada do texto, com dedicatória ao Imperador, pertencente à coleção de sua esposa, Teresa Cristina de Bourbon-Duas Sicílias (1822-1889).

Ao longo de sessenta anos, Madame Durocher realizou mais de cinco mil partos até falecer, em dezembro de 1893, no Rio de Janeiro. Em 1909, a Academia Nacional de Medicina instituiu o Prêmio Madame Durocher, oferecido a trabalhos de excelência em obstetrícia e ginecologia.

O documento de Durocher que integra a mostra da Divisão de Manuscritos é um diagnóstico em que a parteira avalia a possibilidade de aborto natural de uma paciente. Nele afirma que “o orifício inteiramente feichado (sic) não indica disposição a aborto”. A fim de não correr riscos, porém, receita malva e cabeças de dormideira, bem como fumentação – ou seja, massagem com unguento — para o caso de dores. Ao final, assina como “Mm. Durocher”. A Divisão de Manuscritos possui um segundo documento autógrafo de Madame Durocher, sobre tratamento de parturiente com febre.

FBN | Série Documentos Literários – “Opusculo Humanitario” de Nísia Floresta

março 17, 2017

No mês de março, dedicado à luta das mulheres pela igualdade de direitos, a Série Documentos Literários, contribuição da Divisão de Manuscritos, traz uma obra de Nísia Floresta, precursora do feminismo no Brasil.

 
Dionísia Gonçalves Pinto nasceu em 1810 em Papari, RN (que hoje tem o nome de Nísia Floresta em sua homenagem). Filha de português e brasileira, viveu em Recife, onde publicou seus primeiros artigos no jornal “Espelho das brasileiras”, e em Porto Alegre, onde se tornou amiga de Anita e Giuseppe Garibaldi. Com a eclosão da Revolução Farroupilha, Dionísia, viúva do segundo casamento, se mudou para o Rio de Janeiro, onde fundou o Colégio Augusto, na Rua do Paço Imperial. O nome da escola homenageava o falecido marido, Manuel Augusto de Faria Rocha, e também seria incorporado ao pseudônimo usado pela autora: Nísia Floresta Brasileira Augusta.
 
Fundado em 1838, o Colégio Augusto era dedicado à educação de meninas, oferecendo disciplinas até então reservadas apenas aos estudantes do sexo masculino, tais como as Ciências, o Latim, a História e a Educação Física. Nísia foi, por isso, duramente criticada, inclusive por meio de jornais de ampla circulação na Corte:
 
“Trabalhos de língua não faltaram, os de agulha ficaram no escuro. Os maridos precisam de mulher que trabalhe mais e fale menos”. (“O Mercantil”, 2 de janeiro de 1847)
 
Não obstante a campanha difamatória e as várias polêmicas em que se viu envolvida, Nísia Floresta não abandonou sua luta pela educação feminina, quer no colégio, que funcionou durante 17 anos, quer em seus escritos e discursos. Foi autora de vários artigos, ensaios, poemas, novelas e relatos de viagem. Seus trabalhos mais conhecidos são “Direitos das mulheres e injustiças dos homens” (1832) — tradução livre de “Vindications of the rights of woman”, da inglesa Mary Wollstonecraft, na qual Nísia Floresta reflete sobre a ideologia exposta pela feminista inglesa, adaptando-a à realidade da sociedade patriarcal brasileira –; “Conselhos à minha filha” (1842), escrito como presente de aniversário para sua filha Lívia Augusta; e “Opúsculo humanitário”, coletânea de 62 artigos sobre a educação e a condição feminina desde a Antiguidade, publicada em 1853.
 
A partir de 1849, Nísia Floresta viveu na Europa, principalmente em Paris, com breves períodos de retorno ao Brasil. No exterior, onde encontrou mais receptividade para suas ideias, continuou a escrever e a se manifestar a favor da emancipação feminina, além de outras causas como a abolição da escravatura e o direito dos índios à sua identidade. Manteve intensa correspondência com o fundador do Positivismo, Auguste Comte, que fez apreciações elogiosas a seu trabalho. Faleceu de pneumonia em Rouen, na França, em 1885, quando, segundo sua biógrafa Constância Duarte (“Nísia Floresta, vida e obra”, 1995), os norte-rio-grandenses ainda se diziam envergonhados de ser conterrâneos de uma mulher tida como indecorosa e transgressora.
 
A Divisão de Obras Gerais da Biblioteca Nacional possui um exemplar de “Opúsculo Humanitário”, que pode ser consultado no link da BN Digital:

FBN | 20 de fevereiro 1567: morre Estácio de Sá

fevereiro 20, 2017

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Nascido em Portugal, Estácio de Sá foi um explorador português conhecido por fundar a cidade do Rio de Janeiro e por ter expulsado os franceses da Baía de Guanabara.

 
No dia 22 de novembro de 1559, Estácio de Sá foi nomeado capitão da galé “Conceição”, com o soldo mensal de 2 mil réis, mais 500 réis de mantimentos. A nomeação foi assinada por seu tio Mem de Sá, Governador Geral das Capitanias do Brasil, que a justificou com o fato de confiar “na bondade e na habilidade de Estácio de Sá, que em tudo o que o encarregar do serviço de Sua Alteza, o servirá bem, e fielmente”.

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O documento, assim como muitos outros relativos aos primeiros tempos de colonização do Brasil, foi transcrito nos volumes da Coleção Documentos Históricos da Biblioteca Nacional.
 
#EstáciodeSá #FBN #BN #DivisãodeManuscritos

FBN | Documentos Literários – A Inundação do Parahyba em 1841 : Poemeto Heroico

fevereiro 10, 2017

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A Série Documentos Literários, contribuição da Divisão de Manuscritos, apresenta o poemeto “A Inundação do Parahyba em 1841”, de Francisco José Moreira Ribeirão.

Segundo o “Diccionario Bibliographico Brazileiro”, de Sacramento Blake, o autor nasceu em 1815 na cidade de Campos, RJ, e veio bem pequeno para a capital. Seu pai o destinava ao trabalho no comércio, mas, em vista de seu filho demonstrar pendores literários, decidiu que deveria se tornar padre. Francisco não concordou, pelo que teve a mesada suspensa. Com a morte do pai, pouco tempo depois, ele regressou a Campos, onde se casou e trabalhou como solicitador, vindo a falecer a 26 de junho de 1885.

 

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Além de “A Innundação do Parahyba”, que afirma ser um “poemeto heroico”, o autor publicou as “Notas biographicas de frei Rodrigo de S. José Pereira” e alguns poemas no jornal “O Monitor Campista”. Sobre o primeiro título, Sacramento Blake afirma ter sido publicado em 1833, quando o autor contava apenas 18 anos; o impresso, porém, traz a data 1842, sendo que a inundação teria ocorrido em 1841.

O livreto, impresso em Campos, se inicia com um soneto escrito por Francisco aos dezesseis anos de idade. Na última página, uma informação curiosa: até 1842, mesmo ano de publicação do impresso, o autor se assinava “Francisco José Dias Moreira” e não “Francisco José Moreira Ribeirão”, conforme anunciou n´ “O Monitor Campista”.

O poemeto heroico está sob a guarda da Divisão de Manuscritos e pode ser consultado acessando o link: http://objdigital.bn.br/…/mss_I_07_…/mss_I_07_13_010_001.pdf

#FBN #BibliotecaNacional #DocumentosLiterários #Parahyba #Poemeto

FBN | Documentos Literários – Cartão de Erico Veríssimo a Nelson Werneck Sodré

fevereiro 3, 2017

A Série Documentos Literários, contribuição da Divisão de Manuscritos, apresenta um cartão enviado a Nelson Werneck Sodré pelo escritor gaúcho Erico Veríssimo.

Nelson Werneck Sodré (Rio de Janeiro, 27/4/1911 – Itu, 13/1/1999) foi militar, historiador, ensaísta e crítico literário. Durante toda a sua vida defendeu a causa da soberania nacional, com ativa participação em sindicatos, associações civis e militares e movimentos como a campanha “O Petróleo É Nosso”, além de professor na Escola de Comando e Estado Maior do Exército e no ISEB – Instituto Superior de Estudos Brasileiros.

Ao longo de mais de setenta anos, Nelson Werneck Sodré publicou cinquenta e dois livros e 2.682 artigos em jornais e revistas. Extremamente organizado, colecionou todas as publicações em periódicos numa série de fichários, desde a crônica “Um Dia”– que publicou em “A Aspiração”, revista do Colégio Militar, com apenas 13 anos de idade – até “A Marcha para a Ditadura”, artigo em que critica o neoliberalismo, publicado em novembro de 1996 no jornal “Inverta”.

Nelson Werneck Sodré se destacou também nos campos da educação, da comunicação e, ainda, da crítica literária. Resenhou e fez apreciações de centenas de romances e livros de contos. Dentre eles, o romance “Saga”, de Erico Veríssimo (1905-1975), cuja resenha apareceu na coluna “Livros Novos” do jornal “Correio Paulistano” a 8 de setembro de 1940. Sodré afirma que o autor prosseguiu com sua intenção de conclamar os leitores a visar os altos valores morais, o que já fizera em “Olhai os Lírios do Campo” (1938). Elogia as qualidades do narrador, Vasco, e aponta alguns problemas na construção do livro.

Alguns dias depois, a 26 de setembro de 1940, o autor gaúcho escreveu um cartão que remeteu a Nelson Werneck Sodré, dizendo ter ficado com a impressão de havê-lo encontrado e agradecendo pela resenha, que considera “uma das mais equilibradas” que já leu a respeito do livro. O cartão foi guardado pelo destinatário e integra a Coleção Nelson Werneck Sodré, doada pelo autor à Biblioteca Nacional nos anos 1990 e mais tarde complementada com documentos doados por sua filha, Olga Sodré.

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A coleção original, incluindo os fichários com recortes de periódicos, está sob a guarda da Divisão de Manuscritos. O cartão de Erico Veríssimo pode ser acessado pela BN Digital, no endereço: http://bit.ly/2k4IdJt

 

FBN | Série Documentos Literários – Páginas de Balzac

janeiro 27, 2017

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A Série Documentos Literários, contribuição da Divisão de Manuscritos, apresenta uma carta e um impresso com correções manuscritas feitas pelo escritor francês Honoré de Balzac.

Balzac (Tours, 20 de maio de 1799 – Paris, 18 de agosto de 1850) foi um célebre escritor francês, reconhecido por sua vasta produção e pela profunda análise da natureza humana de seus contos e romances. A análise balzaquiana, refletida na sociedade francesa, partia de um espírito ao mesmo tempo científico e filosófico.

Além de escritor, de quem se conta ter atravessado inúmeras madrugadas escrevendo à luz de velas e tomando xícara após xícara de café, Balzac foi também editor, impressor e proprietário de uma fábrica de tipos para impressão, comprada de Joseph-Gaspard Gillé em 1827. A empresa não deu certo, e o artista voltou a seu ofício inicial, mas a experiência foi registrada no romance “Ilusões Perdidas”, em que um dos protagonistas é um pequeno impressor no interior da França.

Quase toda a obra de Balzac no campo da ficção está reunida no conjunto denominado por ele próprio “A Comédia Humana”, o que sugere um contraponto à conhecida obra de Dante. São 95 narrativas completas e 48 inconclusas, divididas em três partes: “Estudos de Costumes”, “Estudos Filosóficos” e “Estudos Analíticos”. O conjunto inclui romances universalmente conhecidos, como “A Mulher de Trinta Anos” (1832), “Eugênia Grandet” (1834) e “As Ilusões Perdidas” (publicado em três partes, de 1837 a 1843). Em suas páginas, Balzac dá vida a mais de 2.000 personagens, que podem se entrecruzar ao longo de diferentes romances.

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Em 1942, o escritor austríaco Stefan Zweig doou à Biblioteca Nacional uma carta original de Honoré de Balzac ao Sr. Casimir, na qual solicita as provas tipográficas de seu livro “Melmoth Apaziguado” (1835), e uma página de prova tipográfica de um texto de não-ficção, com correções e apontamentos feitos por Balzac.

Os documentos se encontram na Divisão de Manuscritos e podem ser acessados pelos links:

Prova tipográfica:
http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_manuscritos/mss24_1942/mss24_1942.pdf

Carta:
http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_manuscritos/mss1255451/mss1255451.pdf

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FBN | 20 de janeiro – Ata do Marco Comemorativo da Fundação do Rio de Janeiro

janeiro 20, 2017

 

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A Divisão de Manuscritos da Biblioteca Nacional apresenta a ata da inauguração do marco comemorativo da fundação da cidade do Rio de Janeiro, datada de 20 de janeiro de 2015.

No documento, explica-se a escolha de 20 de janeiro por ser o dia do padroeiro da cidade, São Sebastião, bem como o aniversário da data em que o domínio português na região foi consolidado (20 de janeiro de 1567, quando, juntamente com seus aliados, os temiminós, os portugueses derrotaram os tamoios e os franceses no ataque ao forte de Ibiraguaçu-Mirim). Durante décadas, essa foi a data em que se comemorou o aniversário da cidade, o que talvez tenha sido reforçado pela colocação do marco.

Em 1956, passou-se a considerar como data “oficial” de fundação do Rio de Janeiro o dia 1 de março de 1565, quando Estácio de Sá desembarcou entre os morros Cara de Cão e Pão de Açúcar e começou a construir um forte militar. O dia 20 de janeiro continuou a ser feriado municipal, mas apenas por ser o dia do padroeiro da cidade.

O marco comemorativo, feito de granito com uma placa de bronze, foi afixado na encosta do Morro Cara de Cão. A ata do evento está assinada por membros do IHGB – Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e da Comissão Especial do Primeiro Congresso de História Nacional.

O documento original se encontra na Divisão de Manuscritos e foi digitalizado a partir de um microfilme. Pode ser consultado através da BN Digital, no endereço

http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_manuscritos/mss1426892/mss1426892.pdf

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FBN | 9 de janeiro 1822 – Dia do “Fico”

janeiro 9, 2017

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Cerca de um mês após o “Dia do Fico”, o príncipe d. Pedro escreveu a seu pai uma carta na qual falava da necessidade da criação de um Conselho de Estado, conforme lhe haviam pedido os representantes das províncias.

Segundo diz num trecho da carta, “determinei-me a criá-lo, atento às razões fortíssimas dadas pelas três Províncias, e eu entender que era para felicidade geral da Nação, em que eu estou pronto a trabalhar até a morte”. Ele solicita que d. João encaminhe sua resolução às Cortes portuguesas, fazendo-as saber que tem muito interesse pela monarquia luso-brasileira e está isento de quaisquer ambições.

A carta é datada de 16 de fevereiro de 1822, foi escrita pela mão de d. Pedro e traz sua assinatura. Pertence à Coleção Augusto de Lima Júnior e se encontra na Divisão de Manuscritos da Biblioteca Nacional.
Conheça a carta original e outros documentos na Divisão de Manuscritos: https://www.bn.gov.br/explore/acervos/manuscritos

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