Posts Tagged ‘Divisão de Manuscritos’

FBN | 20 de fevereiro 1567: morre Estácio de Sá

fevereiro 20, 2017

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Nascido em Portugal, Estácio de Sá foi um explorador português conhecido por fundar a cidade do Rio de Janeiro e por ter expulsado os franceses da Baía de Guanabara.

 
No dia 22 de novembro de 1559, Estácio de Sá foi nomeado capitão da galé “Conceição”, com o soldo mensal de 2 mil réis, mais 500 réis de mantimentos. A nomeação foi assinada por seu tio Mem de Sá, Governador Geral das Capitanias do Brasil, que a justificou com o fato de confiar “na bondade e na habilidade de Estácio de Sá, que em tudo o que o encarregar do serviço de Sua Alteza, o servirá bem, e fielmente”.

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O documento, assim como muitos outros relativos aos primeiros tempos de colonização do Brasil, foi transcrito nos volumes da Coleção Documentos Históricos da Biblioteca Nacional.
 
#EstáciodeSá #FBN #BN #DivisãodeManuscritos

FBN | Documentos Literários – A Inundação do Parahyba em 1841 : Poemeto Heroico

fevereiro 10, 2017

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A Série Documentos Literários, contribuição da Divisão de Manuscritos, apresenta o poemeto “A Inundação do Parahyba em 1841”, de Francisco José Moreira Ribeirão.

Segundo o “Diccionario Bibliographico Brazileiro”, de Sacramento Blake, o autor nasceu em 1815 na cidade de Campos, RJ, e veio bem pequeno para a capital. Seu pai o destinava ao trabalho no comércio, mas, em vista de seu filho demonstrar pendores literários, decidiu que deveria se tornar padre. Francisco não concordou, pelo que teve a mesada suspensa. Com a morte do pai, pouco tempo depois, ele regressou a Campos, onde se casou e trabalhou como solicitador, vindo a falecer a 26 de junho de 1885.

 

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Além de “A Innundação do Parahyba”, que afirma ser um “poemeto heroico”, o autor publicou as “Notas biographicas de frei Rodrigo de S. José Pereira” e alguns poemas no jornal “O Monitor Campista”. Sobre o primeiro título, Sacramento Blake afirma ter sido publicado em 1833, quando o autor contava apenas 18 anos; o impresso, porém, traz a data 1842, sendo que a inundação teria ocorrido em 1841.

O livreto, impresso em Campos, se inicia com um soneto escrito por Francisco aos dezesseis anos de idade. Na última página, uma informação curiosa: até 1842, mesmo ano de publicação do impresso, o autor se assinava “Francisco José Dias Moreira” e não “Francisco José Moreira Ribeirão”, conforme anunciou n´ “O Monitor Campista”.

O poemeto heroico está sob a guarda da Divisão de Manuscritos e pode ser consultado acessando o link: http://objdigital.bn.br/…/mss_I_07_…/mss_I_07_13_010_001.pdf

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FBN | Documentos Literários – Cartão de Erico Veríssimo a Nelson Werneck Sodré

fevereiro 3, 2017

A Série Documentos Literários, contribuição da Divisão de Manuscritos, apresenta um cartão enviado a Nelson Werneck Sodré pelo escritor gaúcho Erico Veríssimo.

Nelson Werneck Sodré (Rio de Janeiro, 27/4/1911 – Itu, 13/1/1999) foi militar, historiador, ensaísta e crítico literário. Durante toda a sua vida defendeu a causa da soberania nacional, com ativa participação em sindicatos, associações civis e militares e movimentos como a campanha “O Petróleo É Nosso”, além de professor na Escola de Comando e Estado Maior do Exército e no ISEB – Instituto Superior de Estudos Brasileiros.

Ao longo de mais de setenta anos, Nelson Werneck Sodré publicou cinquenta e dois livros e 2.682 artigos em jornais e revistas. Extremamente organizado, colecionou todas as publicações em periódicos numa série de fichários, desde a crônica “Um Dia”– que publicou em “A Aspiração”, revista do Colégio Militar, com apenas 13 anos de idade – até “A Marcha para a Ditadura”, artigo em que critica o neoliberalismo, publicado em novembro de 1996 no jornal “Inverta”.

Nelson Werneck Sodré se destacou também nos campos da educação, da comunicação e, ainda, da crítica literária. Resenhou e fez apreciações de centenas de romances e livros de contos. Dentre eles, o romance “Saga”, de Erico Veríssimo (1905-1975), cuja resenha apareceu na coluna “Livros Novos” do jornal “Correio Paulistano” a 8 de setembro de 1940. Sodré afirma que o autor prosseguiu com sua intenção de conclamar os leitores a visar os altos valores morais, o que já fizera em “Olhai os Lírios do Campo” (1938). Elogia as qualidades do narrador, Vasco, e aponta alguns problemas na construção do livro.

Alguns dias depois, a 26 de setembro de 1940, o autor gaúcho escreveu um cartão que remeteu a Nelson Werneck Sodré, dizendo ter ficado com a impressão de havê-lo encontrado e agradecendo pela resenha, que considera “uma das mais equilibradas” que já leu a respeito do livro. O cartão foi guardado pelo destinatário e integra a Coleção Nelson Werneck Sodré, doada pelo autor à Biblioteca Nacional nos anos 1990 e mais tarde complementada com documentos doados por sua filha, Olga Sodré.

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A coleção original, incluindo os fichários com recortes de periódicos, está sob a guarda da Divisão de Manuscritos. O cartão de Erico Veríssimo pode ser acessado pela BN Digital, no endereço: http://bit.ly/2k4IdJt

 

FBN | Série Documentos Literários – Páginas de Balzac

janeiro 27, 2017

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A Série Documentos Literários, contribuição da Divisão de Manuscritos, apresenta uma carta e um impresso com correções manuscritas feitas pelo escritor francês Honoré de Balzac.

Balzac (Tours, 20 de maio de 1799 – Paris, 18 de agosto de 1850) foi um célebre escritor francês, reconhecido por sua vasta produção e pela profunda análise da natureza humana de seus contos e romances. A análise balzaquiana, refletida na sociedade francesa, partia de um espírito ao mesmo tempo científico e filosófico.

Além de escritor, de quem se conta ter atravessado inúmeras madrugadas escrevendo à luz de velas e tomando xícara após xícara de café, Balzac foi também editor, impressor e proprietário de uma fábrica de tipos para impressão, comprada de Joseph-Gaspard Gillé em 1827. A empresa não deu certo, e o artista voltou a seu ofício inicial, mas a experiência foi registrada no romance “Ilusões Perdidas”, em que um dos protagonistas é um pequeno impressor no interior da França.

Quase toda a obra de Balzac no campo da ficção está reunida no conjunto denominado por ele próprio “A Comédia Humana”, o que sugere um contraponto à conhecida obra de Dante. São 95 narrativas completas e 48 inconclusas, divididas em três partes: “Estudos de Costumes”, “Estudos Filosóficos” e “Estudos Analíticos”. O conjunto inclui romances universalmente conhecidos, como “A Mulher de Trinta Anos” (1832), “Eugênia Grandet” (1834) e “As Ilusões Perdidas” (publicado em três partes, de 1837 a 1843). Em suas páginas, Balzac dá vida a mais de 2.000 personagens, que podem se entrecruzar ao longo de diferentes romances.

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Em 1942, o escritor austríaco Stefan Zweig doou à Biblioteca Nacional uma carta original de Honoré de Balzac ao Sr. Casimir, na qual solicita as provas tipográficas de seu livro “Melmoth Apaziguado” (1835), e uma página de prova tipográfica de um texto de não-ficção, com correções e apontamentos feitos por Balzac.

Os documentos se encontram na Divisão de Manuscritos e podem ser acessados pelos links:

Prova tipográfica:
http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_manuscritos/mss24_1942/mss24_1942.pdf

Carta:
http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_manuscritos/mss1255451/mss1255451.pdf

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FBN | 20 de janeiro – Ata do Marco Comemorativo da Fundação do Rio de Janeiro

janeiro 20, 2017

 

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A Divisão de Manuscritos da Biblioteca Nacional apresenta a ata da inauguração do marco comemorativo da fundação da cidade do Rio de Janeiro, datada de 20 de janeiro de 2015.

No documento, explica-se a escolha de 20 de janeiro por ser o dia do padroeiro da cidade, São Sebastião, bem como o aniversário da data em que o domínio português na região foi consolidado (20 de janeiro de 1567, quando, juntamente com seus aliados, os temiminós, os portugueses derrotaram os tamoios e os franceses no ataque ao forte de Ibiraguaçu-Mirim). Durante décadas, essa foi a data em que se comemorou o aniversário da cidade, o que talvez tenha sido reforçado pela colocação do marco.

Em 1956, passou-se a considerar como data “oficial” de fundação do Rio de Janeiro o dia 1 de março de 1565, quando Estácio de Sá desembarcou entre os morros Cara de Cão e Pão de Açúcar e começou a construir um forte militar. O dia 20 de janeiro continuou a ser feriado municipal, mas apenas por ser o dia do padroeiro da cidade.

O marco comemorativo, feito de granito com uma placa de bronze, foi afixado na encosta do Morro Cara de Cão. A ata do evento está assinada por membros do IHGB – Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e da Comissão Especial do Primeiro Congresso de História Nacional.

O documento original se encontra na Divisão de Manuscritos e foi digitalizado a partir de um microfilme. Pode ser consultado através da BN Digital, no endereço

http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_manuscritos/mss1426892/mss1426892.pdf

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FBN | 9 de janeiro 1822 – Dia do “Fico”

janeiro 9, 2017

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Cerca de um mês após o “Dia do Fico”, o príncipe d. Pedro escreveu a seu pai uma carta na qual falava da necessidade da criação de um Conselho de Estado, conforme lhe haviam pedido os representantes das províncias.

Segundo diz num trecho da carta, “determinei-me a criá-lo, atento às razões fortíssimas dadas pelas três Províncias, e eu entender que era para felicidade geral da Nação, em que eu estou pronto a trabalhar até a morte”. Ele solicita que d. João encaminhe sua resolução às Cortes portuguesas, fazendo-as saber que tem muito interesse pela monarquia luso-brasileira e está isento de quaisquer ambições.

A carta é datada de 16 de fevereiro de 1822, foi escrita pela mão de d. Pedro e traz sua assinatura. Pertence à Coleção Augusto de Lima Júnior e se encontra na Divisão de Manuscritos da Biblioteca Nacional.
Conheça a carta original e outros documentos na Divisão de Manuscritos: https://www.bn.gov.br/explore/acervos/manuscritos

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FBN | Série Documentos Literários – Paraíba: um trecho manuscrito de Graciliano Ramos

janeiro 6, 2017

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Paraíba: um trecho manuscrito de Graciliano Ramos

A Série Documentos Literários, contribuição da Divisão de Manuscritos, apresenta algumas páginas de texto escrito para o livro “Memórias do Cárcere”, de Graciliano Ramos.

Um dos maiores autores brasileiros de todos os tempos, nascido em Quebrangulo (AL) a 27 de outubro de 1892, Ramos foi o autor de romances como “Vidas Secas”, “Angústia”, “São Bernardo”, entre outros, além de livros de contos, crônicas e infanto-juvenis. Publicou também dois livros de cunho memorialístico: “Infância” (1945), em que conta sua história familiar e pessoal até os primeiros anos da juventude, e “Memórias do Cárcere”, publicado oito meses após a morte do autor, que ocorreu a 20 de março de 1953. Nesse livro ele faz o relato do período compreendido entre março de 1936 e janeiro de 1937, quando esteve preso por conta de seu envolvimento com o Partido Comunista.

Além de descrever uma série de acontecimentos impactantes, como a entrega de Olga Benário aos oficiais de extradição, “Memórias do Cárcere” apresenta uma variedade de tipos humanos impagáveis, quer entre os presos políticos, quer entre os prisioneiros comuns. Um deles era o vigarista conhecido como “Paraíba”, que explica detalhadamente o “golpe da velha doente” aplicado na rua a incautos.

Um manuscrito contendo uma versão inicial desse trecho do livro foi doado à Biblioteca Nacional por Clara Ramos, filha de Graciliano, em 1992. Traz correções feitas pelo autor – de quem se diz ter sido exageradamente crítico com seu próprio trabalho, fazendo alterações até alguns momentos antes que um livro entrasse no prelo – e é datado de 11 de junho de 1949. O original se encontra na Divisão de Manuscritos e pode ser consultado através da BN Digital pelo link

http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_manuscritos/mss_I_07_13_007A/mss_I_07_13_007A.pdf

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FBN | Mostra Oswaldo Goeldi (1895-1961)

janeiro 5, 2017

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A partir de hoje, e até o final de fevereiro, a Sala de Manuscritos abrigará uma pequena mostra relativa a Oswaldo Goeldi.

Gravador, desenhista, ilustrador e professor, Oswaldo Goeldi nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 1895. Até os seis anos de idade, viveu em Belém (PA) com seus pais, Adelina Meyer Goeldi e Emilio Augusto Goeldi. O pai, suíço, foi um renomado zoólogo e naturalista, e dirigiu uma das mais importantes instituições de Belém, que hoje leva seu nome: o atual Museu Paraense Emílio Goeldi.

 

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Oswaldo Goeldi viveu na Suíça até o falecimento de seu pai. Depois, abandonou o curso na Escola Politécnica para se matricular na École des Arts et Métiers. Decepcionado com a instituição, passou a ter aulas com Serge Pahnke e Henri Van Muyden. Em 1917, realizou sua primeira exposição individual em Berna (Suíça), ocasião em que conheceu a obra do austríaco Alfred Kubin, seu mentor artístico.

 

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De volta ao Brasil, em 1919, trabalhou como ilustrador de livros, revistas e jornais. Dois anos depois, ao expor no saguão do Liceu de Artes e Ofícios, aproximou-se de pessoas interessadas na renovação da arte, como os organizadores da Semana de 1922. A partir de 1923, dedicou-se intensamente à xilogravura, técnica que conheceu com Ricardo Bampi.

Em 1930, lançou o álbum “Dez Gravuras em Madeira”, prefaciado por Manuel Bandeira e cuja venda permitiu seu retorno à Europa, onde expôs novamente em Berna e em Berlim. Por volta de 1932, retornou ao Brasil e começou a experimentar com o uso da cor em xilogravuras. Consolidado como ilustrador, expôs na 25ª Bienal de Veneza em 1950. No ano seguinte, ganhou o Prêmio de Gravura da 1ª Bienal Internacional de São Paulo.
Começa a lecionar em 1952 e, após três anos, passou a ensinar xilogravura na Escola Nacional de Belas Artes (ENBA). Em 1956, no Museu de Arte Moderna (MAM) de São Paulo, foi realizada sua primeira retrospectiva. Faleceu em 1961. Sua obra já participou de mais de uma centena de exposições em vários países. Hoje, Goeldi é venerado no meio artístico e suas obras são matérias de referência mundial no campo da gravura.

 

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A Coleção Oswaldo Goeldi da Divisão de Manuscritos, doada em 2010 por colecionadores privados, contém anotações pessoais, correspondência, recortes de jornal, catálogos e impressos reunidos pelo próprio Goeldi. A gravura “Chuva”, uma das mais conhecidas de Goeldi, está reproduzida num desses livros, da autoria de Aníbal Machado, que trata da obra do artista plástico. Sobre ela afirmou o crítico de arte e poeta Ronaldo Brito:
“O homem do guarda-chuva vermelho é o exemplar típico do sujeito anônimo universal. Todos nós, cada um de nós, resumido à sua condição básica – o homem sozinho dentro do mundo, diante da vida, a enfrentar como pode os elementos.”

 

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As demais imagens deste post se referem a peças do artista que estão sob a guarda da Divisão de Iconografia: são gravuras e matrizes doadas em 1978 por Beatrix Reynal.

Acesse baixe algumas imagens:

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FBN | Documentos Literários – Um Livro de Viagens de Saint-Hilaire

dezembro 9, 2016

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A Série Documentos Literários, contribuição da Divisão de Manuscritos, vem apresentar um dos livros de Auguste de Saint-Hilaire, em cuja homenagem a Biblioteca Nacional preparou a exposição “Saint-Hilaire e as Paisagens Brasileiras”.

A literatura de viagem tem raízes na Antiguidade e produziu obras como as Histórias de Heródoto (séc. V a. C.) e Viagem a Roma, de Flávio Josefo (séc. I de nossa era). Continuou ao longo da Idade Média, que nos legou, entre muitos outros, os relatos de Marco Polo (séc. XIII) e do explorador magrebino Ibn Battuta (séc. XIV).  No entanto, foi a partir da Era dos Descobrimentos que esse tipo de relato se consagrou como gênero literário, compreendendo desde a correspondência e os registros oficiais até os relatos de exploradores e as aventuras baseadas em fatos reais, como Robinson Crusoe, de Daniel Defoe (1719), inspirada no relato do náufrago escocês Alexander Selkirk.

Muitos exploradores e viajantes escreveram sobre o Brasil, deixando seu testemunho sobre a fauna, a flora, os habitantes e seus costumes. O primeiro foi Pero Vaz de Caminha, em sua já conhecida carta ao Rei Manuel I. Ainda no século XVI, tivemos o alemão Hans Staden e o francês Jean de Léry; no XVII, os holandeses vindos com Maurício de Nassau; a partir da segunda metade do XVIII e durante o século XIX, naturalistas como Alexandre Rodrigues Ferreira, Carl von Martius, Johan von Spix e Auguste de Saint-Hilaire (1779-1853) que chegou ao Brasil em 1816, comissionado pelo governo francês para coletar exemplares de plantas brasileiras.

Saint-Hilaire permaneceu no país até 1822. Percorreu todo o sul e o sudeste, além de Goiás, e visitou ainda o Uruguai e a Argentina. Nessa viagem, recolheu cerca de 30.000 amostras de mais de 6.000 espécies vegetais, que descreveu e catalogou em seus cadernos de campo; entretanto, sua contribuição para os estudos brasileiros vai muito além da botânica, visto ter escrito saborosas crônicas de viagem.

Uma delas, “Viagens pelo Distrito dos Diamantes e Litoral do Brasil”, foi originalmente publicada em Paris, em 1833. Em 1941 teve uma reedição pela Cia. Editora Nacional, integrando a “Coleção Brasiliana”. Essa edição pode ser consultada, na íntegra, através da BN Digital.

http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_obrasraras/or311664/or311664.pdf

Convidamos a todos para visitar a exposição “Saint-Hilaire e as Paisagens Brasileiras” no Salão de Obras Raras da Biblioteca Nacional, de 9 de dezembro a 28 de fevereiro.

Saiba mais sobre a exposição: https://www.bn.gov.br/acontece/eventos/2016/12/saint-hilaire-paisagens-brasileiras

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