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Mostra: EBAL (Editora Brasil-América Limitada)

setembro 11, 2017

A exposição sobre a EBAL, realizada pela Divisão de Manuscritos, ficará disponível até o fim do mês de outubro, no próprio setor (3º andar da Biblioteca Nacional). Esta pequena mostra reúne alguns documentos significativos e presta uma homenagem a Adolfo Aizen, que, em artigos e entrevistas, sempre defendeu a importância dos quadrinhos para a aquisição do prazer da leitura. Conheça um pouco mais nos visitando de segunda a sexta das 10 às 18h!

A EBAL – sigla pela qual ficou conhecida a Editora Brasil-América Limitada – foi uma das mais importantes editoras de quadrinhos do Brasil. Seu fundador foi Adolfo Aizen (Ekarerinoslav, Rússia, 1907 – Rio de Janeiro, 1945), que já tinha experiência à frente de editoras desde os anos 1930.

Em 1945, tendo como parceira a argentina Editorial Abril, Aizen fundou a EBAL, cujo primeiro título, Seleções Coloridas, teve apenas 17 edições. As revistas, impressas na Argentina, traziam histórias de personagens da Disney — incluindo as primeiras desenhadas por Carl Barks – e, a partir do n. 11, de personagens de outras empresas licenciadas pela Abril.

O primeiro título publicado pela EBAL sem a editora argentina foi a revista O Heroi, focado em histórias de aventura. Em novembro de 1947 foi lançado Superman, o título mais duradouro da editora com um único herói, publicado até 1983. Através da EBAL chegaram ao Brasil as publicações da Marvel e, mais tarde, da DC Comics. Além de traduzir os trabalhos de artistas estrangeiros, entre os quais Alex Raymond (Flash Gordon), Lee Falk (Fantasma) e Hal Foster (Príncipe Valente), a editora publicou nacionais, incluindo super-heróis como O Judoka (criado por Pedro Anísio e Eduardo Baron; durou 52 edições), versões quadrinizadas de clássicos da literatura e de episódios da história do Brasil.

Durante as décadas 1950-60, a EBAL liderou a publicação de quadrinhos no Brasil. Chegou a ter 50 títulos diferentes nas bancas e tiragens de 150 mil exemplares. Nos anos 1970, porém, acompanhando a queda na venda de quadrinhos em todo o mundo, iniciou-se um declínio que culminaria com a morte de Adolfo Aizen. A última publicação foi uma edição do Príncipe Valente, em 1995.

Nos anos 2000-2001, a Coleção EBAL foi doada à Biblioteca Nacional pelo filho de Adolfo Aizen, Naumim. O acervo foi distribuído entre as Divisões de Periódicos, Iconografia e Manuscritos.

 

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Desenhar para sonhar: mostra de quadrinhos na Biblioteca Nacional

janeiro 10, 2012

Fãs de histórias em quadrinhos já têm destino certo nessas férias de verão. Até o dia 29 de fevereiro, fica em cartaz no 2º andar da Biblioteca Nacional a mostra “Desenhar para sonhar: histórias em quadrinhos brasileiros”. Organizada pela Coordenadoria de Periódicos, ela conta um pouco da trajetória do gênero  HQ no Brasil. Entre vilões e super-heróis, há diversão garantida para várias gerações de leitores.

Logo no início, exemplares de O Tico-tico deslumbram os visitantes. Lançada em 1905, a primeira revista em quadrinhos brasileira para crianças teve Rui Barbosa, Olavo Bilac e Nelson Rodrigues entre seus leitores. Ela trouxe ao país personagens famosos, como Gato Félix, Popeye e Mickey Mouse. Para Carlos Drummond de Andrade, “Tico-tico era escola disfarçada de brincadeira”.

Edição de 1948 da revista O Tico-Tico

Além de vários números da pioneira, outras preciosidades impressionam. Uma revista “Gibi” – que terminou emprestando seu nome ao tipo de publicação – anuncia na capa o duelo do Tocha humana com o Príncipe Submarino em 1940. Adaptações de clássicos da literatura brasileira também merecem destaque, como a versão em quadrinhos do romance “A Moreninha”, de Joaquim Manuel de Macedo – lançada em 1963.

Versão em quadrinhos para O Guarani, de José de Alencar. Publicação saía pela extinta editora Ebal, na coleção "Maravilhas da Edição Maravilhosa"

Personagens do passado e do presente se misturam na mostra, que homenageia em sua parte final os ídolos das novas gerações. Lá estão “O Menino Maluquinho” de Ziraldo e os traços modernos de um exemplar da Turma da Mônica Jovem, publicado em 2010. Ao que tudo indica, esse é apenas mais um capítulo na incrível saga das histórias em quadrinho no Brasil. Ela continua na banca de jornal ou na biblioteca mais próxima a você! =)

Desenhar para sonhar: histórias em quadrinhos brasileiros
De 10 de janeiro a 29 de fevereiro no 2º andar da Biblioteca Nacional
Avenida Rio Branco, nº 219 – Centro – Rio de Janeiro
Segunda a sexta, das 9h às 20h
Sábado, das 9h às 15h / Domingos, das 12h30 às 16h30, através da Visita Guiada.
Entrada Franca