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FBN | 18 de agosto de 1850, morre Honoré de Balzac

agosto 18, 2017

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Nascido na cidade de Tours, França, em 20 de maio de 1799, Honoré de Balzac é considerado como um dos escritores mais expressivos do século XIX. Entre suas obras mais famosas, está A Comédia Humana, uma antologia composta de 89 romances, novelas e histórias curtas. Balzac morreu em Paris, aos 51 anos.

A Biblioteca Nacional presta homenagem a Honoré de Balzac divulgando, para consulta e download, o manuscrito de  “Les Célibataires”, disponível em: http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_manuscritos/literatura/mss_I_07_17_013_n06.pdf

Para acessar outros documentos manuscritos referente ao autor francês em nossa BNDigital, acesse: http://bndigital.bn.br/

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FBN | Série Documentos Literários – Gregório de Mattos Guerra

setembro 16, 2016

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A série Documentos Literários, contribuição da Divisão de Manuscritos da Biblioteca Nacional, apresenta um códice do século XVIII contendo poemas de Gregório de Mattos Guerra, um dos mais conhecidos escritores do Barroco em língua portuguesa.

A biografia de Mattos Guerra tem algumas imprecisões, a começar por seu ano de nascimento: algumas fontes o fixam em 1623, outras em 1633 e outras, ainda, em 1636. Sabe-se que estudou com os jesuítas na Bahia, onde nasceu, e depois se formou em Direito em Coimbra, como boa parte dos filhos de famílias abastadas no Brasil colonial. Tomou, ainda, ordens religiosas menores, das quais foi destituído algum tempo depois.

Embora nunca tenha publicado livros em vida, Gregório de Mattos logo alcançou grande notoriedade com seus poemas, especialmente os satíricos, que criticavam acidamente a sociedade baiana em todos os seus estratos. Isso lhe valeu a famosa alcunha de “Boca do Inferno” e muitos inimigos, alguns deles poderosos. Em 1685, ele chegou a ser denunciado ao Tribunal da Inquisição por sua irreverência e costumes libertinos, e, alguns anos mais tarde, foi degredado para Angola. Conseguiu retornar ao Brasil, porém, com a condição de não mais residir na Bahia. Em vez disso, estabeleceu-se no Recife, onde viria a morrer de uma febre contraída na África, em 1695 ou 1696.

Além das sátiras e dos poemas eróticos, alguns de cunho pornográfico, pelos quais ficou mais conhecido, Mattos Guerra deixou muitos poemas de teor religioso e espiritual. Essa vertente de sua obra expressa todas as contradições do Barroco, um período em que o homem, aprisionado entre o teocentrismo medieval e o pensamento científico que só viria de fato a eclodir um século mais tarde, se sentia atormentado pela noção do Mal e do pecado e insignificante perante a grandeza de Deus.

O manuscrito que ilustra este texto é o Tomo 2º d´ As Obras Poeticas do Dr. Gregorio de Mattos Guerra, divididas em 4 tomos Em que se contem as Obras sacras, Jocoserias, e satíricas, que a brevidade não permittio separar. Trata-se, portanto, de um dos muitos códices manuscritos que reuniam poemas de Mattos Guerra e que circularam no Brasil colonial. Neste caso temos a data e o local da cópia – Bahia, anno de 1775 – e, ainda, notas a lápis informando que o livro pertenceu a Sua Majestade, o imperador [Pedro II], e que integra a Coleção Teresa Cristina Maria, uma das maiores da Biblioteca Nacional, doada pelo imperador em 1891.

O documento está sobre a guarda da Divisão de Manuscritos e foi inteiramente digitalizado, podendo ser acessado através da BN Digital, no link: http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_manuscritos/mss1374914/mss1374914.pdf

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FBN | Série Documentos Literários – Coelho Neto

setembro 9, 2016
Os pombos. Coelho Neto.

Os pombos.
Coelho Neto.

A Fundação Biblioteca Nacional inaugura uma nova série chamada “Documentos Literários”. Produzida pela Divisão de Manuscritos, a série tem como objetivo a divulgação de documentos ligados à literatura brasileira e mundial. A primeira postagem é sobre o manuscrito do conto “Os Pombos”, de Coelho Neto.

Filho do português Antônio Coelho e da descendente de índios Ana Silvestre, Henrique Maximiano Coelho Neto nasceu a 21 de fevereiro de 1864, em Caxias (MA). Tinha seis anos quando a família veio para o Rio de Janeiro, onde estudou no Colégio Pedro II e iniciou o curso de Medicina. Pouco depois, abandonou-o e entrou para a Faculdade de Direito, cursada parte no Recife – onde foi discípulo de Tobias Barreto – e parte em São Paulo, quando o futuro escritor já aderira com paixão aos ideais abolicionistas e republicanos.

De volta ao Rio, associado a um grupo do qual faziam parte Olavo Bilac, Luís Murat, Guimarães Passos e Paula Ney, Coelho Neto trabalhou com José do Patrocínio na campanha em favor da abolição. Pouco depois, tornou-se jornalista, e logo passaria a publicar seus primeiros trabalhos. Em 1890, casou-se com Maria Gabriela Brandão e foi nomeado para o cargo de secretário do governo do estado do Rio de Janeiro.  Foi também deputado federal pelo Maranhão, secretário geral da Liga de Defesa Nacional e membro do Conselho Consultivo do Teatro Municipal.

A par de todas essas atividades, Coelho Neto publicava seus trabalhos literários em diferentes periódicos, às vezes sob pseudônimos como Anselmo Ribas, Caliban, Ariel, Charles Rouget, Democ, N. Puck, Tartarin, Fur-Fur, Manés, entre outros. Durante anos foi o escritor mais lido do Brasil, com artigos que versavam sobre praticamente tudo: política, sociedade, moda, esporte.

Apesar de sua popularidade, Coelho Neto sofreu fortes críticas por parte de outros escritores, que o acusavam de escrever para a elite. Durante a Semana de Arte Moderna, em 1922, sua obra foi considerada datada, representante de um estilo literário antiquado e ideias ultrapassadas. Isso, porém, não o impediu de continuar produzindo e ganhando notoriedade. Tanto que, em 1928, um concurso realizado pela revista O Malho agraciou-o com o título de “Príncipe dos Prosadores Brasileiros”.

Coelho Neto faleceu no Rio de Janeiro, a 28 de novembro de 1934, tendo deixado uma obra composta por mais de 120 volumes publicados. Foi, além disso, autor de inúmeros contos, palestras, discursos e artigos que publicava quase diariamente.

O conto “Os Pombos” tem como protagonistas um casal de lavradores, Joana e Tibúrcio. Ambos estão imbuídos da crença local de que a migração dos pombos é um sinal de morte e desgraça, o que acaba se refletindo num trágico episódio de suas vidas.  É uma história dramática, com traços psicológicos e sabor regionalista, considerada pelos críticos uma das melhores já escritas por Coelho Neto.

A primeira edição do conto é de 1911. O original, sem data, com assinatura e emendas feitas pelo autor, pertence à Coleção Literatura da Divisão de Manuscritos da Biblioteca Nacional, que foi inteiramente digitalizada. As imagens estão disponíveis na BN Digital, e podem ser acessadas pelo link

http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_manuscritos/literatura/mss_I_07_17_032.pdf

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