Posts Tagged ‘Escritores brasileiros’

FBN | Série Documentos Literários – Desenhos de Raul Pompeia para “O Ateneu”

outubro 28, 2016
atheneu
Na Semana do Livro e da Biblioteca, a Série Documentos Literários apresenta os desenhos de Raul Pompeia — que esteve à frente da Biblioteca Nacional por um curto espaço de tempo – feitos para ilustrar “O Ateneu”, seu mais famoso romance.

Raul Pompeia nasceu em 12 de abril de 1863, em Jacuecanga, município de Angra dos Reis (RJ). Seu pai, magistrado, era tido como severo e carrancudo. Aos onze anos, o futuro escritor foi matriculado num internato, o Colégio Abílio, do qual saiu em 1879 para estudar no Colégio Pedro II. Ainda como estudante, publicou seu primeiro romance, “Uma Tragédia no Amazonas”.

Terminados os estudos, Raul Pompeia foi para São Paulo, onde se matriculou na Faculdade de Direito. Os professores logo passaram a vê-lo com reservas, devido ao seu envolvimento com Luís Gama, a causa abolicionista e o movimento republicano. Em companhia de outros estudantes, como Raimundo Correia e Luís Murat, fundou várias gazetas, embora todas tenham tido poucos números. Em 1883, publicou novo romance, “As Joias da Coroa”. Dois anos depois, transferiu-se para a Faculdade de Direito do Recife a fim de completar o curso, regressando em seguida para o Rio de Janeiro, onde começou a escrever para vários jornais.
Como muitos romances naquela época, “O Ateneu” foi publicado de forma seriada num desses periódicos, a “Gazeta de Notícias”, entre janeiro e março de 1888. Após algumas modificações, ganhou uma primeira edição em livro, publicada pela própria “Gazeta”. Raul Pompeia continuou a escrever, mas sua atenção se voltava principalmente para a política e a vida pública. Em 1894, foi nomeado diretor da Biblioteca Nacional, cargo do qual seria demitido no ano seguinte pela mesma razão que o fizera romper várias amizades: seu apoio ao governo de Floriano Peixoto. O acúmulo de pressões o levou ao suicídio, na casa onde vivia com sua mãe, no dia 25 de dezembro de 1895.
“O Ateneu” foi bem recebido pela crítica desde o lançamento, havendo quem comparasse seu autor a Machado de Assis e aos estrangeiros Balzac, Zola e Flaubert. O historiador Capistrano de Abreu chegou a afirmar que se tratava do “livro mais forte escrito no Brasil até então”. De fato, a obra, um romance de características realistas e naturalistas, inova tanto na escrita quanto no tratamento que dá a questões como a homossexualidade, a angústia da solidão e do isolamento, e as distorções do sistema educacional. É, também, um romance de formação, que acompanha o amadurecimento e as reflexões do personagem “Sérgio”, possivelmente um alter ego de Raul Pompeia, durante sua passagem pelo internato “Ateneu”.
Os direitos do romance foram comprados pela Editora Alves & Cia., que, entretanto, só o publicaria em 1905, acompanhado dos desenhos feitos pelo próprio autor. De acordo com a editora, tratava-se de uma edição definitiva, impressa em Paris. Os desenhos foram reproduzidos em edições posteriores, e os originais foram doados pela editora à Biblioteca Nacional em 1907.
Os desenhos estão na Divisão de Iconografia e podem ser vistos acessando o link da BN Digital:
Para saber mais sobre a passagem de Raul Pompeia pela Biblioteca Nacional, leia o texto do pesquisador e servidor da instituição, Iuri Lapa:

Semana Nacional do Livro e da Biblioteca – Noite na Taverna, de Alvares de Azevedo

outubro 27, 2016

noite-na-tav

 

Em homenagem à Semana Nacional do Livro e da Biblioteca, a Biblioteca Nacional compartilha, para consulta e download, o livro “Noite na Taverna”, de Alvares de Azevedo. A obra, organizada em sete partes, é centrada na figura de 5 personagens: Solfieri, Bertram, Gennaro, Claudius Hermann e Johann, que narram, em uma taverna, suas histórias inconsequentes e sombrias.

Para acessar o livro, clique em: http://objdigital.bn.br/Acervo_Digital/livros_eletronicos/noitenataverna.pdf

E você, prezado leitor? Qual é sua história de terror preferida?

Para saber mais sobre Alvares de Azevedo, pesquise em: http://bndigital.bn.br/acervodigital

#FBNnamidia
#bibliotecanacional
#fundacaobibliotecanacional

FBN I História – 13 de outubro de 1968 – Falecimento de Manuel Bandeira

outubro 13, 2016

manuel_bandeira Foto: ABL

Poeta, cronista, crítico e historiador literário, Manuel Bandeira nasceu em 19 de abril de 1886, em Recife, e faleceu em 13 de outubro de 1968, aos 82 anos, no Rio de Janeiro. Foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras, em 1940, onde foi o terceiro ocupante da cadeira 24.

Considerado o autor de uma das maiores obras poéticas da literatura brasileira, Bandeira publicou seu primeiro livro de poemas – “A Cinza das Horas”, em 1917. Mais tarde, em 1919, lançou a obra “Carnaval”. Enquanto o anterior evidenciava as raízes tradicionais de sua cultura e, formalmente, sugeria uma busca da simplicidade, esse segundo livro caracterizava-se por uma deliberada liberdade de composição rítmica.

Durante toda a vida, fez crítica de artes plásticas, literária e musical para vários jornais e revistas, entre os quais – Diário Nacional, A Noite, Jornal do Brasil e A Manhã. Também escreveu crônicas semanais para as rádios Ministério da Educação e Roquette Pinto.

Consagrou-se pelo estudo sobre as Cartas chilenas, de Tomás Antônio Gonzaga, pelo esboço biográfico Gonçalves Dias, além de ter organizado várias antologias de poetas brasileiros e publicado o estudo Apresentação da Poesia Brasileira.

Em 1954, publicou o livro de memórias “Itinerário de Pasárgada”, no qual expõe todo o seu conhecimento sobre formas e técnicas de poesia, o processo da sua aprendizagem literária e as sutilezas da criação poética. Sua obra foi reunida nos volumes Poesia e Prosa, Aguilar (1958), contendo numerosos estudos críticos e biográficos. (Fonte: ABL)

Veja críticas e crônicas de Manuel Bandeira consultando a Hemeroteca Digital Brasileira.

#FBNnamidia
#bibliotecanacional
#fundacaobibliotecanacional