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FBN | 26 de janeiro de 1931 – morre Graça Aranha

janeiro 26, 2017
Graça Aranha por Tarsila do Amaral

Graça Aranha por Tarsila do Amaral

Nascido em 21 de junho de 1868, em São Luís (MA), José Pereira da Graça Aranha foi um romancista, dramaturgo, jornalista e diplomata brasileiro, falecido na capital fluminense em 26 de janeiro de 1931. Formado em Direito, exerceu a magistratura no interior do Estado do Espírito Santo, fato que lhe iria fornecer matéria para um de seus mais notáveis trabalhos – o romance Canaã, publicado com grande sucesso editorial em 1902.

Em Canaã, considerado um livro Pré-Modernista, Graça Aranha discorre, através do protagonista Milkau e seu compatriota, Lentz, sobre a vida do imigrante na luta para se adaptar e se fixar às terras brasileiras. O livro denuncia, também, as extorsões praticadas pelos poderosos, os preconceitos e o racismo.

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Em homenagem ao aniversário de morte de Graça Aranha, a Biblioteca Nacional disponibiliza, para consulta e download, o livro Canaã: http://bit.ly/2jtF6tZ

 

Saiba mais sobre Graça Aranha acessando a BNDigital, em: http://bndigital.bn.gov.br/acervodigital

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FBN | História – A Chegada da Família Real a Salvador 22 de janeiro de 1808

janeiro 22, 2017

No dia 22 de janeiro de 1808, após quase dois meses no mar, os navios que traziam ao Brasil a família real portuguesa e sua comitiva chegaram a Salvador. O conde da Ponte, governador da Bahia, os recebeu em meio a muitos festejos, com repique de sinos, salva de canhões e fanfarras.

 

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Chegada de D. João à Bahia, de Cândido Portinari

D. João, o príncipe regente, permaneceu na Bahia apenas 35 dias, mas, nesse espaço de tempo, assinou dois documentos importantes: a famosa Carta de Abertura dos Portos, que franqueava os portos brasileiros às nações que estivessem em paz com Portugal, e a Decisão Régia de 18 de fevereiro de 1808, na qual fundava a Escola Médico-Cirúrgica da Bahia. Além disso, tal como aconteceu com o Rio de Janeiro, a cidade de Salvador começou a receber uma grande quantidade de estrangeiros através de seu porto, o que ocasionou grandes mudanças nos costumes e na vida social da cidade.

 

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Quadro da Baronesa de Jaguaripe, de autor desconhecido, e mobiliário do século XIX

Em 2008, ano do bicentenário da chegada da família real, o Museu de Arte da Bahia abrigou a exposição “A Bahia nos Tempos de D. João”, reunindo um grande conjunto de documentos e artefatos relativos à passagem da família real por Salvador e suas consequências para a cidade.
As Divisões de Manuscritos e de Iconografia possuem exemplares da publicação feita por ocasião dessa mostra, que também conta com textos escritos por especialistas.

 

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Título do catálogo:

A Bahia na época de D.João : a chegada da corte portuguesa, 1808 / [textos, Maria José de Souza Andrade, Sylvia Menezes de Athayde ; fotografia, Sergio Benutti]. Salvador : Museu de Arte da Bahia : Solisluna, 2008.

Todas as imagens foram retiradas do catálogo acima mencionado.

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FBN I 21 de Janeiro – Há 104 anos falecia Aluísio Azevedo

janeiro 21, 2017

Aluísio Azevedo (Aluísio Tancredo Gonçalves de Azevedo), caricaturista, jornalista, romancista e diplomata, nasceu em São Luís, MA, em 14 de abril de 1857, e faleceu em Buenos Aires, Argentina, em 21 de janeiro de 1913.

 

 

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Era filho do vice-cônsul português David Gonçalves de Azevedo e de D. Emília Amália Pinto de Magalhães e irmão mais moço do comediógrafo Artur Azevedo. Sua mãe havia casado, aos 17 anos, com um comerciante português. O temperamento brutal do marido determinou o fim do casamento. Emília refugiou-se em casa de amigos, até conhecer o vice-cônsul de Portugal, o jovem viúvo David. Os dois passaram a viver juntos, sem contraírem segundas núpcias, o que à época foi considerado um escândalo na sociedade maranhense.

Da infância à adolescência, Aluísio estudou em São Luís e trabalhou como caixeiro e guarda-livros. Desde cedo revelou grande interesse pelo desenho e pela pintura, o que certamente o auxiliou na aquisição da técnica que empregará mais tarde ao caracterizar os personagens de seus romances. Em 1876, embarcou para o Rio de Janeiro, onde já se encontrava o irmão mais velho, Artur. Matriculou-se na Imperial Academia de Belas Artes, hoje Escola Nacional de Belas Artes. Para manter-se fazia caricaturas para os jornais da época, como O Fígaro, O Mequetrefe, Zig-Zag e A Semana Ilustrada. A partir desses “bonecos”, que conservava sobre a mesa de trabalho, escrevia cenas de romances.

A morte do pai, em 1878, obrigou-o a voltar a São Luís, para tomar conta da família. Ali começou a carreira de escritor, com a publicação, em 1879, do romance Uma lágrima de mulher, típico dramalhão romântico. Ajuda a lançar e colabora com o jornal anticlerical O Pensador, que defendia a abolição da escravatura, enquanto os padres mostravam-se contrários a ela. Em 1881, Aluísio lança O mulato, romance que causou escândalo entre a sociedade maranhense pela crua linguagem naturalista e pelo assunto tratado: o preconceito racial. O romance teve grande sucesso, foi bem recebido na Corte como exemplo de Naturalismo, e Aluísio pôde retornar para o Rio de Janeiro, embarcando em 7 de setembro de 1881, decidido a ganhar a vida como escritor.

Quase todos os jornais da época tinham folhetins, e foi num deles que Aluísio passou a publicar seus romances. A princípio, eram obras menores, escritas apenas para garantir a sua sobrevivência. Depois, surgiu nova preocupação no universo de Aluísio: a observação e análise dos agrupamentos humanos, a degradação das casas de pensão e sua exploração pelo imigrante, principalmente o português. Dessa preocupação resultariam duas de suas melhores obras: Casa de pensão (1884) e O cortiço (1890). De 1882 a 1895 escreveu sem interrupção romances, contos e crônicas, além de peças de teatro em colaboração com Artur de Azevedo e Emílio Rouède.

 

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Em 1895 ingressou na diplomacia, momento em que praticamente cessa sua atividade literária. O primeiro posto foi em Vigo, na Espanha. Depois serviu no Japão, na Argentina, na Inglaterra e na Itália. Passara a viver em companhia de D. Pastora Luquez, de nacionalidade argentina, junto com os dois filhos, Pastor e Zulema, por ele adotados. Em 1910, foi nomeado cônsul de 1ª. classe, sendo removido para Assunção. Buenos Aires foi seu último posto. Ali faleceu, aos 56 anos. Foi enterrado naquela cidade. Seis anos depois, por uma iniciativa de Coelho Neto, a urna funerária de Aluísio Azevedo chegou a São Luís, onde o escritor foi sepultado.

Fonte: Academia Brasileira de Letras

A Biblioteca Nacional homenageia Aluísio Azevedo disponibilizando para consulta um exemplar do primeiro milhar impresso de “O Cortiço”: http://objdigital.bn.br/…/div_obrasraras/or15820/or15820.pdf

Imagem disponível em:
http://objdigital.bn.br/…/div…/icon960829/icon960829_030.jpg

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FBN | Saint Hilaire e as paisagens brasileiras

dezembro 7, 2016

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A exposição comemora o 200º aniversário da chegada de Saint Hilaire ao Brasil, descrevendo o itinerário percorrido pelo botânico e naturalista através de uma fusão de textos e imagens. Na mostra, densas florestas, campos gerais com araucárias, o distrito diamantino, índios, tropeiros e gaúchos saltam dos relatos escritos por Saint-Hilaire e ganham forma através das gravuras e desenhos produzidos por outros artistas, alguns dos quais no âmbito de expedições que seguiram o mesmo trajeto, como a de Carl von Martius e a do príncipe Maximilian zu Wied-Neuwied.

Saint Hilaire e as paisagens brasileiras
Biblioteca Nacional – Salão de Obras Raras
Av. Rio Branco, 219 – 3° andar
De 9 de dezembro a 28 de fevereiro
Segunda a sexta, de 10h às 17h
Classificação livre.

FBN | Clipping – Jornal O Paraná

outubro 6, 2016

Em exposição, o acervo raro e singular da Biblioteca Nacional

http://www.oparana.com.br/noticia/em-exposicao-o-acervo-raro-e-singular-da-biblioteca-nacional/30042/