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FBN | 10 de agosto de 1823, nasce Gonçalves Dias

agosto 10, 2017

 

gonçalves dias

Gravura de Gonçalves Dias. [Acervo Iconográfico]

Nascido em 10 de agosto de 1823, na cidade de Caxias, Maranhão, Antônio Gonçalves Dias foi um poeta, professor, crítico de história e etnólogo brasileiro. Em 1838, embarcou para Portugal com a intenção de prosseguir seus estudos, iniciados no Brasil com o Prof. Ricardo Leão Sabino, quando seu pai faleceu. Com a ajuda da madrasta, pôde viajar e matricular-se no curso de Direito em Coimbra, cidade na qual ligou-se a poetas que Fidelino de Figueiredo chamou de “medievalistas”. Em 1843, escreveu a “Canção do exílio”, uma das mais conhecidas poesias da língua portuguesa (Fonte: ABL).

Canção do Exílio

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar –sozinho, à noite–
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que disfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Gonçalves Dias, “Primeiros cantos” (1847).

A Biblioteca Nacional presta homenagem a Gonçalves Dias divulgando, para consulta e download, o poema “Se te amo não sei”, disponível em: http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_manuscritos/mss_I06_03_025.pdf

Diversos outros documentos, entre manuscritos e livros digitalizados, podem ser encontrados em nossa BNDigital, no endereço: http://bndigital.bn.br/

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FBN | Homenagem – 10 de agosto de 1823, nasce Gonçalves Dias.

agosto 10, 2016
Gonçalves Dias. Acervo FBN.

Gonçalves Dias.
Acervo FBN.

Nascido em 10 de agosto de 1823, na cidade de Caxias, Maranhão, Antônio Gonçalves Dias foi um poeta, professor, crítico de história e etnólogo brasileiro. Em 1838, Gonçalves Dias embarcou para Portugal para prosseguir com os estudos, iniciados no Brasil com o Prof. Ricardo Leão Sabino, quando lhe faleceu o pai. Com a ajuda da madrasta, pôde viajar e matricular-se no curso de Direito em Coimbra, cidade na qual ligou-se a poetas que Fidelino de Figueiredo chamou de “medievalistas”. Em 1843, escreveu a “Canção do exílio”, uma das mais conhecidas poesias da língua portuguesa (Fonte: ABL).

A Biblioteca Nacional presta homenagem a Gonçalves Dias divulgando, para consulta e download, o poema “Se te amo não sei”, disponível em: http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_manuscritos/mss_I06_03_025.pdf

Diversos outros documentos, entre manuscritos e livros digitalizados, podem ser encontrados em nossa BNDigital, no endereço: http://bndigital.bn.br/

Canção do Exílio

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar –sozinho, à noite–
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que disfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Gonçalves Dias, “Primeiros cantos” (1847).

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