Posts Tagged ‘Gonçalves Dias’

Documentos Literários | Aniversário de Gonçalves Dias

agosto 10, 2018

A Série Documentos Literários, colaboração da Divisão de Manuscritos, homenageia o escritor Gonçalves Dias em seu aniversário.

Filho de um comerciante português e uma descendente de negros e indígenas, Antônio Gonçalves Dias (Caxias, MA, 10 de agosto de 1823 – Guimarães, MA, 3 de novembro de 1864) se formou em Direito na Universidade de Coimbra e participou de importantes grupos de estudos literários e historiográficos portugueses. Regressou ao Brasil em 1845, mas, antes disso, escreveu “Canção do Exílio”, o poema pelo qual se tornaria mais conhecido e que é considerado uma das primeiras manifestações do Romantismo brasileiro.

 

 

De volta à pátria, começou a lecionar no Colégio Pedro II e a atuar como jornalista — em 1849 foi um dos fundadores da revista “Guanabara”. Continuou a escrever poemas, alguns dos quais se tornaram famosos, como os poemas indigenistas “I-Juca Pirama”, publicado na obra “Últimos Cantos”, e “Os Timbiras”, publicado em 1857 pela editora alemã Brockhaus. Era também etnólogo, destacando-se por seus estudos linguísticos, e isso lhe valeu ser nomeado chefe da Seção Etnográfica e Narrativa da Comissão Científica de Exploração, organizada pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro – IHGB. Com ela viajou entre 1859 e 1860 pelo Ceará, Pará e Amazonas.

Em 1864, ao regressar de um malsucedido tratamento de saúde na Europa, Gonçalves Dias foi a única vítima fatal de um naufrágio, ocorrido próximo à costa do Maranhão. Assim morreu aquele que José de Alencar afirmou ser “o poeta nacional por excelência, aquele a quem ninguém disputa na excelência da imaginação”.

 

O documento apresentado é uma carta de Gonçalves Dias endereçada ao escritor e historiador francês Ferdinand Denis (1798-1890), que tinha estado no Brasil quando jovem e escreveu vários textos sobre o país. Nela, o autor de “Canção do Exílio” comenta sobre seu estado de saúde e conta que mandou buscar um livro do escritor português, também historiador, Alexandre Herculano.

A carta está na Divisão de Manuscritos e pode ser consultada através da BN Digital pelo link http://objdigital.bn.br/…/div_man…/mss1233574/mss1233574.pdf

A gravura pertence ao acervo da Divisão de Iconografia, disponível emhttp://objdigital.bn.br/…/div_iconografia/i…/icon1387666.jpg

FBN | Documentos Literários: Carta de Ferdinand Denis ao Poeta e Etnólogo Gonçalves Dias

novembro 3, 2017

A Série Documentos Literários homenageia Gonçalves Dias, autor de poemas como “Canção do Exílio” e “I-Juca Pirama” , no aniversário de sua morte.

Antônio Gonçalves Dias (Caxias, MA, 10 de agosto de 1823 – Guimarães, MA, 3 de novembro de 1864) é conhecido principalmente por sua obra literária, na qual se sobressaem os poemas nacionalistas e indigenistas. Entretanto, teve também uma importante atuação como jornalista, como professor do Colégio Pedro II, onde lecionou História e Latim, como advogado, formado na Universidade de Coimbra, e, ainda, como etnólogo e folclorista, tendo-se destacado na pesquisa sobre as línguas nativas. Por causa disso, foi convocado para dirigir a Seção Etnográfica e Narrativa da Comissão Científica de Exploração, organizada pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro – IHGB. Com ela viajou entre 1859 e 1860 pelo Ceará, depois visitou os estados do Pará e do Amazonas, onde coletou inúmeros objetos etnográficos.

Em 1862, Gonçalves Dias, com a saúde debilitada, foi à Europa em busca de tratamento. Várias temporadas em estações de cura não lograram êxito. Em 1864, embarcou de volta ao Brasil, mas o navio no qual viajava naufragou ao se chocar contra um banco de areia, próximo à costa do Maranhão. Todos se salvaram, menos o escritor, que não teve forças para deixar seu camarote. Morria, assim, aquele que José de Alencar disse ser “o poeta nacional por excelência, aquele a quem ninguém disputa na excelência da imaginação”.

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O documento apresentado é uma carta enviada a Gonçalves Dias pelo escritor e historiador francês Ferdinand Denis (1798-1890), que tinha estado no Brasil quando jovem e acabou por se tornar um especialista em estudos brasileiros. Na carta, datada de 1862, Denis se refere a viajantes e a seus estudos e comenta sobre o estado de saúde do poeta, desejando que logo esteja bem e possa brindá-los com novos “poemas encantadores ou páginas cheias de interesse”.

A carta está na Divisão de Manuscritos da Biblioteca Nacional e pode ser consultada pelo link da BN Digital: http://objdigital.bn.br/…/div_man…/mss1233576/mss1233576.pdf

FBN | 10 de agosto de 1823, nasce Gonçalves Dias

agosto 10, 2017

 

gonçalves dias

Gravura de Gonçalves Dias. [Acervo Iconográfico]

Nascido em 10 de agosto de 1823, na cidade de Caxias, Maranhão, Antônio Gonçalves Dias foi um poeta, professor, crítico de história e etnólogo brasileiro. Em 1838, embarcou para Portugal com a intenção de prosseguir seus estudos, iniciados no Brasil com o Prof. Ricardo Leão Sabino, quando seu pai faleceu. Com a ajuda da madrasta, pôde viajar e matricular-se no curso de Direito em Coimbra, cidade na qual ligou-se a poetas que Fidelino de Figueiredo chamou de “medievalistas”. Em 1843, escreveu a “Canção do exílio”, uma das mais conhecidas poesias da língua portuguesa (Fonte: ABL).

Canção do Exílio

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar –sozinho, à noite–
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que disfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Gonçalves Dias, “Primeiros cantos” (1847).

A Biblioteca Nacional presta homenagem a Gonçalves Dias divulgando, para consulta e download, o poema “Se te amo não sei”, disponível em: http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_manuscritos/mss_I06_03_025.pdf

Diversos outros documentos, entre manuscritos e livros digitalizados, podem ser encontrados em nossa BNDigital, no endereço: http://bndigital.bn.br/

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FBN | Homenagem – 10 de agosto de 1823, nasce Gonçalves Dias.

agosto 10, 2016
Gonçalves Dias. Acervo FBN.

Gonçalves Dias.
Acervo FBN.

Nascido em 10 de agosto de 1823, na cidade de Caxias, Maranhão, Antônio Gonçalves Dias foi um poeta, professor, crítico de história e etnólogo brasileiro. Em 1838, Gonçalves Dias embarcou para Portugal para prosseguir com os estudos, iniciados no Brasil com o Prof. Ricardo Leão Sabino, quando lhe faleceu o pai. Com a ajuda da madrasta, pôde viajar e matricular-se no curso de Direito em Coimbra, cidade na qual ligou-se a poetas que Fidelino de Figueiredo chamou de “medievalistas”. Em 1843, escreveu a “Canção do exílio”, uma das mais conhecidas poesias da língua portuguesa (Fonte: ABL).

A Biblioteca Nacional presta homenagem a Gonçalves Dias divulgando, para consulta e download, o poema “Se te amo não sei”, disponível em: http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_manuscritos/mss_I06_03_025.pdf

Diversos outros documentos, entre manuscritos e livros digitalizados, podem ser encontrados em nossa BNDigital, no endereço: http://bndigital.bn.br/

Canção do Exílio

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar –sozinho, à noite–
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que disfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Gonçalves Dias, “Primeiros cantos” (1847).

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