Posts Tagged ‘Independência do Brasil’

FBN I 7 de setembro de 1822: D. Pedro proclama a Independência

setembro 7, 2017

7 de setembro

Correio do Rio de Janeiro. Ano 1822\Edição 00003. [Acervo Hemeroteca Digital]

Embora proclamada no dia 7 de setembro de 1822, a primeira notícia na imprensa oficial sobre a independência foi publicada no dia 21 do mesmo mês em edição extraordinária do Jornal Correio do Rio de Janeiro, edição 0003.

No mesmo jornal, encontra-se o edital/decreto assinado por José Bonifácio, alertando para cautela em condutas contrárias à Independência e ao mesmo tempo, anistiando eventuais opositores.

A manchete do jornal dizia:

“Está inteiramente rasgado o véo do Misterio! Assim o pedia a honra de todos os Portuguezes do Brasill, a sua Liberdade, a sua futura grandeza, a Gloria do Seu Primeiro Cidadão do Seu primeiro Imperador , do Primeiro dos Principes, do Immortal Pedro!!!”

Leia na integra a edição extraordinária do Jornal: http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=749370&PagFis=593

Pesquise mais sobre a Proclamação da Independência do Brasil nos periódicos disponíveis em nossa Hemeroteca Digital: http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/

#FBNnamidia #bibliotecanacional #fundacaobibliotecanacional #IndependenciaDoBrasil

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FBN | 2 de setembro de 1822: é assinado o decreto da Independência do Brasil

setembro 2, 2017
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Reprodução do quadro de Georgina de Albuquerque, no livro Viagem Pitoresca – Ao Velho e ao Novo Rio, de Herculano Mathias e Alexandre Wulfes, 1965 – Acervo da FBN

Seguindo as diretrizes de um acordo firmado logo após o retorno de D. João VI para Portugal, cujo conteúdo previa que, na ausência do príncipe, sua esposa assumiria a função de chefe do Conselho da Coroa, no dia 02 de setembro de 1822, dona Leopoldina reuniu o Conselho de Estado assinou o decreto separando o Brasil de Portugal.

Dentre os manuscritos da época, encontramos uma carta escrita por Leopoldina para um tia distante, onde a imperatriz descrevia sua preocupação com o futuro do Brasil e dava sinais de que a independência seria inevitável.

“Minha muito querida tia,

Confio que, em sua bondade infinita, irá me perdoar por minha incomparável demora ao escrever; mas asseguro, minha amada tia, que as tristes circunstâncias nas quais o espírito de independência geral nos mergulhou me tornaram incapaz de um pensamento agradável que me torne capaz de expressar os ternos e vivos sentimentos que meu coração lhe dedica; eu me encontro inteiramente melancólica e minha única consolação é ver contentes minha querida tia e minha bem-amada família.

A Marquesa de Angeja me deu muitos detalhes acerca do que concerne a você, cara tia. Acho que ela ficou impaciente com a quantidade de perguntas e particularidades que lhe indaguei. É uma pessoa muito amável. Invejo a sorte que ela tem de vê-la tão frequentemente, cara tia; uma sorte da qual, infelizmente, nunca poderei me vangloriar.

Nós estamos em perfeita saúde, minhas filhas são muito vivas e gentis, minha pequena Maria tem muita graça e palavras encantadoras, que muito me divertem. Sua educação é atualmente minha ocupação favorita e meu mais doce dever, minhas horas livres eu ocupo lendo bastante, atualmente sobre as repúblicas italianas da Idade Média, por (ilegível), é a obra em que encontro mais o espírito de (ilegível).

Beijo suas mãos com os mais ternos e respeitosos sentimentos que me honro de possuir,

Minha bem-amada tia,

Sua muito obediente sobrinha

Leopoldina.

Cristóvão, 20 de julho de 1821.

Apresento minhas saudações a meu tio e ternos beijos a seus amáveis filhos.”

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FBN | 6 de abril de 1838: morre José Bonifácio de Andrada e Silva

abril 6, 2017

Na ocasião do aniversário da morte de José Bonifácio (Santos, 13 de junho de 1763 — Niterói, 6 de abril de 1838), publicamos uma das “Cartas Andradinas”, como ficou conhecido o conjunto de 69 cartas enviadas pelos três irmãos Andrada – José Bonifácio, Martim Francisco e Antônio Carlos – ao jornalista e diplomata Antônio de Menezes Vasconcelos de Drummond, entre os anos 1824 e 1833.

 
Nessa correspondência acompanhamos as observações de José Bonifácio sobre os desdobramentos do processo de Independência, seu reconhecimento pelas províncias e pelos países estrangeiros, tratados e conflitos Inconformado com várias situações, o “Patriarca da Independência” usa, para se referir a seus inimigos políticos, termos empregados nas polêmicas jornalísticas da época, como “Corcundas”, “Pés de Chumbo” ou, quando a indignação leva a melhor sobre a verve irônica, simplesmente “Bandalhos”. Já o termo “Grã-pata” é utilizado para se referir ao governo brasileiro, no sentido de conceder benesses. Nem os membros da família real são poupados do seu fino sarcasmo, como mostra esta carta datada de 19 de novembro de 1825, referente ao reconhecimento da independência do Brasil.
 
“Enfim, poz o ovo a grã-pata e veiu a lume o decantado Tratado, que sahiu melhor do que esperava; ao menos temos Independência reconhecida, bem que a soberania nacional recebeu um coice na bocca do estomago, de que não sei se morrerá, ou se se restabelecerá com o tempo; tudo depende da conducta futura dos Tatambas. Que galanteria jocosa de conservar João Burro o título nominal de Imperador, e ainda mais de convir nisso o P. malasartes!”
 
Além de assuntos pessoais e de questões políticas, as cartas de José Bonifácio para Antônio Drummond tratam frequentemente de publicações ligadas à Ciência e à Literatura. Toda a coleção é de extremo interesse para o pesquisador, fornecendo um retrato em cores vivas do que foram os dias do mais ilustre dos Andrada durante o exílio na França e dando uma boa ideia de suas reações a propósito dos acontecimentos políticos no Brasil. O acervo é tão importante que, em 2014, recebeu a nominação de Memória do Mundo conferida pela UNESCO.
 
As cartas originais foram restauradas e se encontram sob a guarda da Divisão de Manuscritos da Biblioteca Nacional. Todas podem ser consultadas pelos links da Biblioteca Digital, bastando fazer a busca por “Cartas Andradinas”.
 
Confira o link para a carta de 19/11/1825:
 
 
Explore, também, a BNDigital em: bndigital.bn.gov.br
 
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02 de setembro de 1822 – Carolina Josefa Leopoldina Francisca Fernanda de Habsburgo-Lorena assina o decreto da Independência do Brasil

setembro 2, 2016
Reprodução do quadro de Georgina de Albuquerque, no livro Viagem Pitoresca - Ao Velho e ao Novo Rio, de Herculano Mathias e Alexandre Wulfes, 1965 - Acervo da FBN

Reprodução do quadro de Georgina de Albuquerque, no livro Viagem Pitoresca – Ao Velho e ao Novo Rio, de Herculano Mathias e Alexandre Wulfes, 1965 – Acervo da FBN

 

Seguindo as diretrizes de um acordo firmado logo após o retorno de D. João VI para Portugal, cujo conteúdo previa que, na ausência do príncipe, sua esposa assumiria a função de chefe do Conselho da Coroa, no dia 02 de setembro de 1822, dona Leopoldina reuniu o Conselho de Estado assinou o decreto separando o Brasil de Portugal.

Dentre os manuscritos da época, encontramos uma carta escrita por Leopoldina para um tia distante, onde a imperatriz descrevia sua preocupação com o futuro do Brasil e dava sinais de que a independência seria inevitável.

“Minha muito querida tia,

Confio que, em sua bondade infinita, irá me perdoar por minha incomparável demora ao escrever; mas asseguro, minha amada tia, que as tristes circunstâncias nas quais o espírito de independência geral nos mergulhou me tornaram incapaz de um pensamento agradável que me torne capaz de expressar os ternos e vivos sentimentos que meu coração lhe dedica; eu me encontro inteiramente melancólica e minha única consolação é ver contentes minha querida tia e minha bem-amada família.

A Marquesa de Angeja me deu muitos detalhes acerca do que concerne a você, cara tia. Acho que ela ficou impaciente com a quantidade de perguntas e particularidades que lhe indaguei. É uma pessoa muito amável. Invejo a sorte que ela tem de vê-la tão frequentemente, cara tia; uma sorte da qual, infelizmente, nunca poderei me vangloriar.

Nós estamos em perfeita saúde, minhas filhas são muito vivas e gentis, minha pequena Maria tem muita graça e palavras encantadoras, que muito me divertem. Sua educação é atualmente minha ocupação favorita e meu mais doce dever, minhas horas livres eu ocupo lendo bastante, atualmente sobre as repúblicas italianas da Idade Média, por (ilegível), é a obra em que encontro mais o espírito de (ilegível).

Beijo suas mãos com os mais ternos e respeitosos sentimentos que me honro de possuir,

Minha bem-amada tia,

Sua muito obediente sobrinha

Leopoldina”.

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Cristóvão, 20 de julho de 1821.

Apresento minhas saudações a meu tio e ternos beijos a seus amáveis filhos.

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FBN | Documento da semana – 29/08/1825: Portugal Reconhece a Independência do Brasil

agosto 29, 2016

de raisons

Quase 3 anos depois da declaração da independência brasileira, Portugal legitimou a emancipação do Brasil. Nelson Werneck Sodré traça a trajetória desse evento em sua obra “As Razões da independência”.

Publicado em 1965, o livro trata do período histórico em que se desenvolveu o movimento, desde a exploração colonial do Brasil, até à Regência, que o autor caracteriza como fase de acabamento político do processo.

Para acessá-lo, clique em:

http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_obrasgerais/drg365136/drg365136.html

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