Posts Tagged ‘Jorge Amado’

FBN | 06 de agosto de 2001, morre Jorge Amado

agosto 6, 2017

jorge amado

Jorge Amado no jornal Tribuna da Imprensa. Ano 2000\Edição 15349. [Acervo Hemeroteca Digital]

O escritor nasceu a 10 de agosto de 1912, filho de um fazendeiro de cacau estabelecido em Itabuna, sul da Bahia. Com um ano de idade, foi para Ilhéus, onde passou a infância e fez os primeiros estudos. Era muito jovem quando começou a trabalhar em jornais e a participar da vida literária. Em 1931, aos 19 anos, publicou seu primeiro romance, “O país do carnaval”.

Jorge Amado se formou em 1935 pela Faculdade Nacional de Direito, no Rio de Janeiro. Militante comunista, foi obrigado a se exilar entre 1941 e 1942, e empreendeu longa viagem pela América Latina. Ao voltar, separou-se da esposa, Matilde Garcia Rosa. Em 1945, foi eleito membro da Assembléia Nacional Constituinte pelo PCB. Foi ele o autor da lei, ainda em vigor, que assegura o direito à liberdade de culto religioso no Brasil.

Nesse mesmo ano, Jorge Amado se casou com Zélia Gattai, com quem teria os filhos João Jorge e Paloma. A filha nasceu em Praga, durante o exílio imposto à família pela perseguição movida aos membros do PCB, que em 1947 fora declarado ilegal. O escritor estava na Europa quando morreu Lila, filha do primeiro casamento.

De volta ao Brasil, ele se afastou da militância política e passou a se dedicar à literatura. Aos vários livros já escritos, entre eles obras-primas como “Jubiabá” e “Capitães da areia”, somaram-se inúmeros outros, como “Mar morto”, “Gabriela: cravo e canela”, “Tenda dos milagres”, “Tieta do Agreste” e “Tocaia grande: a face obscura”.

Integrante, desde 1961, da Academia Brasileira de Letras, Jorge Amado recebeu prêmios nacionais e internacionais e teve sua obra adaptada para cinema, teatro e televisão. É um dos autores mais traduzidos e conhecidos da literatura brasileira.

Jorge Amado morreu em Salvador, no dia 6 de agosto de 2001. Em 2012, quando teria completado cem anos de idade, a Biblioteca Nacional o homenageou com uma mostra composta por manuscritos e fotografias pertencentes a várias coleções.

Pesquise mais sobre o escritor Jorge Amado em nosso Acervo Digital: http://bndigital.bn.gov.br/acervodigital/

#FBNnamidia #bibliotecanacional #fundacaobibliotecanacional #literatura #literaturabrasileira #jorgeamado

 

 

BN exibe acervo sobre os 80 anos da Livraria José Olympio

março 6, 2012

A arte em capa: 80 anos da Livraria José Olympio    

Mostra inaugurada em 2011 fica em cartaz até 16/03

Fruto da iniciativa do editor José Olympio Pereira Filho (1902-1990), a Livraria José Olympio Editora comemorou, em 29 de novembro de 2011, 80 anos de fundação. Considerada uma das maiores editoras do Brasil, publicou obras de relevância em diversas áreas do conhecimento. Entre os seus autores destacam-se nomes como Sérgio Buarque, Gilberto Freyre, Getúlio Vargas, José Lins do Rego, Guimarães Rosa, Carlos Drummond de Andrade, Jorge Amado, Rachel de Queiroz, entre outros.

Além do reconhecido conteúdo intelectual que “recheava” as páginas de suas obras, a Livraria de J.O. sempre primou pela apresentação cuidadosa e luxuosa de seu “cartão de visitas”: a capa. Para Gilberto Freyre, por melhor que fosse a substância de um livro, seu êxito dependeria em grande parte da aparência exterior, ou seja, da primeira impressão que causaria ao seu futuro leitor.

Diversos artistas deram sua parcela de contribuição à instituição, dentre os quais podemos destacar:

Luís Jardim (1901-1987): além de ilustrar os livros durante décadas, escreveu e publicou obras de relevância pela Livraria, como O Boi Aruá e Proezas do menino Jesus.

Tomás Santa Rosa (1909-1956): o ilustrador emprestou o seu talento à empresa literária, sendo o responsável pela apresentação artística de grandes nomes do modernismo brasileiro, além de adaptar capas de artistas estrangeiros para publicação no Brasil.

Eugênio Hirsch (1923-2001): o artista plástico austríaco empregou sua peculiar arte em livros como Ainda, de Pablo Neruda e O Santo e a porca, de Ariano Suassuna.

Poty Lazzarotto (1924-1998): obras como A Bagaceira, de José Américo de Almeida e Casa Grande e Senzala, de Gilberto Freyre, tiveram o toque deste renomado desenhista.

Ziraldo (1932): o conhecido cartunista foi responsável pela apresentação gráfica de títulos editados pela instituição como É mentira, Terta? e A Curva do Calombo, de Chico Anísio.

Gian Calvi (1938): dentre outros trabalhos, este italiano radicado no Brasil destacou-se na elaboração de capas reeditadas de romances estrangeiros.

Esta mostra se constitui numa seleção de projetos gráficos da José Olympio pertencentes ao acervo da Fundação Biblioteca Nacional. Esperamos com isso apresentar aos visitantes um panorama da produção gráfica da instituição ao longo destes 80 anos.

Arte em Capa – 80 anos da Livraria José Olympio
Segunda a sexta, 10h às 18h
Sábados, domingos e feriados, das 12h às 17h
3º andar da Biblioteca Nacional
Av. Rio Branco, 219, Centro – RJ
Entrada Franca

Texto:

Frederico Ragazzi
Monique Matias
Marcella Albaine
Divisão de Manuscritos – FBN