Posts Tagged ‘Literatura Brasileira’

FBN I 7 de novembro de 1901: nasce Cecília Meireles

novembro 7, 2017
Fonte: Wikipédia

Fonte: Wikipédia

Cecília Benevides de Carvalho Meireles nasceu na Tijuca, Rio de Janeiro, em 7 de novembro de 1901. Com apenas nove anos de idade, começou a escrever poesias.  Em 1913, ingressou na Escola Normal no Rio de Janeiro e passou a estudar línguas, literatura, música, folclore e teoria educacional.

Meireles publicou seu primeiro livro de poesias aos 19 anos, Espectros, um conjunto de sonetos simbolistas.  A escritora atuou, também, como jornalista, com publicações diárias sobre problemas na educação, e, em 1934, fundou a primeira biblioteca infantil do Brasil.

Curiosamente Cecília  Meireles faleceu, no Rio de Janeiro, dois dias após completar 63 anos, em 9 de novembro de 1964. Seu corpo foi velado no Ministério da Educação e Cultura. Em 1989, foi homenageada pelo Banco Central, com sua efígie na cédula de cem cruzados novos.

Em homenagem à escritora brasileira, a Fundação Biblioteca Nacional disponibiliza para consulta e download o manuscrito “Horário de Trabalho”, disponível em: http://bit.ly/2fmosst

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FBN | Documentos Literários: Carta de Ferdinand Denis ao Poeta e Etnólogo Gonçalves Dias

novembro 3, 2017

A Série Documentos Literários homenageia Gonçalves Dias, autor de poemas como “Canção do Exílio” e “I-Juca Pirama” , no aniversário de sua morte.

Antônio Gonçalves Dias (Caxias, MA, 10 de agosto de 1823 – Guimarães, MA, 3 de novembro de 1864) é conhecido principalmente por sua obra literária, na qual se sobressaem os poemas nacionalistas e indigenistas. Entretanto, teve também uma importante atuação como jornalista, como professor do Colégio Pedro II, onde lecionou História e Latim, como advogado, formado na Universidade de Coimbra, e, ainda, como etnólogo e folclorista, tendo-se destacado na pesquisa sobre as línguas nativas. Por causa disso, foi convocado para dirigir a Seção Etnográfica e Narrativa da Comissão Científica de Exploração, organizada pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro – IHGB. Com ela viajou entre 1859 e 1860 pelo Ceará, depois visitou os estados do Pará e do Amazonas, onde coletou inúmeros objetos etnográficos.

Em 1862, Gonçalves Dias, com a saúde debilitada, foi à Europa em busca de tratamento. Várias temporadas em estações de cura não lograram êxito. Em 1864, embarcou de volta ao Brasil, mas o navio no qual viajava naufragou ao se chocar contra um banco de areia, próximo à costa do Maranhão. Todos se salvaram, menos o escritor, que não teve forças para deixar seu camarote. Morria, assim, aquele que José de Alencar disse ser “o poeta nacional por excelência, aquele a quem ninguém disputa na excelência da imaginação”.

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O documento apresentado é uma carta enviada a Gonçalves Dias pelo escritor e historiador francês Ferdinand Denis (1798-1890), que tinha estado no Brasil quando jovem e acabou por se tornar um especialista em estudos brasileiros. Na carta, datada de 1862, Denis se refere a viajantes e a seus estudos e comenta sobre o estado de saúde do poeta, desejando que logo esteja bem e possa brindá-los com novos “poemas encantadores ou páginas cheias de interesse”.

A carta está na Divisão de Manuscritos da Biblioteca Nacional e pode ser consultada pelo link da BN Digital: http://objdigital.bn.br/…/div_man…/mss1233576/mss1233576.pdf

FBN | 1° de novembro de 1922 – morre Lima Barreto

novembro 1, 2017

Nascido em 13 de maio de 1881, na cidade do Rio de Janeiro, Afonso Henrique de Lima Barreto foi um jornalista e escritor brasileiro. Reconhecido por sua militância na imprensa, retratou as injustiças, os conflitos sociais e os preconceitos de sua época —  com os quais ele mesmo sofria. Contribuiu para veículos como o jornal “Correio da Manhã” e as revistas “Careta”, “Fon-Fon” e “O Malho”, além de ter escrito, ao longo de sua vida, diversos obras que o imortalizaram no cenário da literatura brasileira.

lima

A Biblioteca Nacional homenageia o escritor brasileiro disponibilizando, para consulta e download, o livro “Triste Fim de Policarpo Quaresma”.  Para acessar a obra, clique em:

http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_obrasraras/or22535/or22535.pdf

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Para saber mais sobre Lima Barreto, explore o acervo digital: http://bndigital.bn.br/acervodigital/

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FBN | 22 de outubro de 1954 – morre Oswald de Andrade

outubro 22, 2017
Oswald de Andrade. Revista "Para Todos" Março - 1924.

Oswald de Andrade.
Revista “Para Todos”
Março – 1924.

Oswald de Andrade foi um dos foi um dos fundadores do movimento modernista brasileiro, iniciado oficialmente na Semana de Arte Moderna, em 1922. Entre suas obras mais conhecidas, estão o “Manifesto Antropófago”, publicado na Revista Antropofagia, e o “Manifesto da Poesia Pau-Brasil”, publicado em 1924 no “Correio da Manhã”.

Correio da Manhã 08/01/1950

Correio da Manhã
08/01/1950

Em homenagem ao escritor brasileiro, a Biblioteca Nacional divulga uma série de poemas publicados pelo jornal Correio da Manhã na década de 50.

Correio da Manhã 15/01/1950

Correio da Manhã
15/01/1950

 

Correio da Manhã 12/02/1950

Correio da Manhã
12/02/1950


Para acessar o jornal, clique em: http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=089842_06&pagfis=175

Outras edições do Correio da Manhã podem ser acessados na Hemeroteca Digital, em: http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/

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FBN | 10 de setembro de 1930: nasce Ferreira Gullar

setembro 10, 2017

Ferreira Gullar, cujo nome verdadeiro é José de Ribamar Ferreira, nasceu em São Luís do Maranhão, em 10 de setembro de 1930.

ferreira gullar

Tribuna da Imprensa (RJ). Ano 1980\Edição 09389. [Acervo Hemeroteca Digital]

Aos dezoito anos, passou a frequentar os bares da Praça João Lisboa e o Grêmio Lítero-Recreativo, onde, aos domingos, havia leitura de poemas. Descobriu a poesia moderna ao ler os poemas de Carlos Drummond de Andrade e Manuel Bandeira, que o fez aderir a esse tipo de fazer poesia e adotar uma atitude totalmente oposta à que tinha anteriormente, tornando-se um poeta experimental radical, que tinha como lema uma frase de Gauguin: “Quando eu aprender a pintar com a mão direita, passarei a pintar com a esquerda, e quando aprender a pintar com a esquerda, passarei a pintar com os pés”, ou seja, nada de fórmulas: o poema teria que ser inventado a cada momento.

“Eu queria que a própria linguagem fosse inventada a cada poema”, diria ele mais tarde. E assim nasceu o livro que o lançaria no cenário literário do país em 1954: A Luta Corporal. Os últimos poemas deste livro resultam de uma implosão da linguagem poética, e provocariam o surgimento na literatura brasileira da “poesia concreta”, de que Gullar foi um dos participantes e, em seguida dissidente, passando a integrar um grupo de artistas plásticos e poetas do Rio de Janeiro: o grupo neoconcreto.

Entrou para o partido comunista e passou a escrever poemas sobre política e participar da luta contra a ditadura militar que havia se implantado no país, em 1964. Foi processado e preso na Vila Militar. Mais tarde, teve que abandonar a vida legal, passar à clandestinidade e, depois, ao exílio. Deixou clandestinamente o país e foi para Moscou, depois para Santiago do Chile, Lima e Buenos Aires. Voltou para o Brasil em 1977, quando foi preso e torturado. Libertado por pressão internacional, voltou a trabalhar na imprensa do Rio de Janeiro e, depois, como roteirista de televisão.

Em 1980, publicou Na vertigem do dia e Toda Poesia, livro que reuniu toda sua produção poética até então. Voltou a escrever sobre arte na imprensa do Rio e São Paulo, publicando, nesse campo, dois livros: Etapas da arte contemporânea (1985) e Argumentação contra a morte da arte (1993), onde discute a crise da arte contemporânea.

Outro campo de atuação de Ferreira Gullar é o teatro. Após o golpe militar, ele e um grupo de jovens dramaturgos e atores fundou o Teatro Opinião, que teve importante papel na resistência democrática ao regime autoritário. Nesse período, escreveu, com Oduvaldo Vianna Filho, as peças Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come e A saída? Onde fica a saída? De volta do exílio, escreveu a peça Um rubi no umbigo, montada pelo Teatro Casa Grande em 1978.

Em 2002, Ferreira Gullar foi indicado para o Prêmio Nobel de Literatura. Alguns anos mais tarde, no dia 4 de dezembro de 2016, o poeta faleceu no Rio de Janeiro. (Fonte: ABL)

Acesse o link para ler a matéria em entrevista a Ferreira Gullar do jornal Tribuna da Impressa de 11 de junho de 1980: http://memoria.bn.br/DocReader/154083_04/1727

Pesquise mais sobre Ferreira Gullar nos periódicos disponíveis em nossa Hemeroteca Digital: http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/

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FBN | 17 de agosto de 1841, nasce Fagundes Varela

agosto 17, 2017
fagundes varela

Fagundes Varella. Desenho de Garnier, M.J. [Acervo Iconográfico]

Luís Nicolau Fagundes Varela, poeta brasileiro e patrono da cadeira de n. 11 da Academia Brasileira de Letras, nasceu no dia 17 de agosto de 1841, em Rio Claro, RJ. Tentou carreira jurídica matriculando-se na Faculdade de Direito mas nunca terminou, preferiu a literatura e dissipou-se na boêmia. Vivendo na última fase do Romantismo, a sua poesia revela um hábil artista do verso. Em “Arquétipo”, um dos primeiros poemas, faz profissão de fé de tédio romântico, em versos brancos. Embora o preponderante em sua poesia seja a angústia e o sofrimento, evidenciam-se outros aspectos importantes: o patriótico, em O estandarte auriverde (1863) e Vozes da América (1864); o amoroso, na fase lírica, dos poemas ligados à Natureza, e, por fim, o místico e religioso. O poeta não deixa de lado, também, os problemas sociais, como o Abolicionismo.

Seu primeiro filho, Emiliano, morreu aos três meses de idade, inspirando-lhe um dos seus mais belos poemas, “Cântico do Calvário”. (Fonte: ABL)

CÂNTICO DO CALVÁRIO
À memória de meu filho
Morto a 11 de dezembro de 1863

Eras na vida a pomba predileta
Que sobre um mar de angústias conduzia
O ramo da esperança!… eras a estrela
Que entre as névoas do inverno cintilava
Apontando o caminho ao pegureiro!…
Eras a messe de um dourado estio!…
Eras o idílio de um amor sublime!…
Eras a glória, a inspiração, a pátria,
O porvir de teu pai! – Ah! no entanto,
Pomba – varou-te a flecha do destino!
Astro – engoliu-te o temporal do norte!
Teto, caíste! Crença, já não vives!
Correi, correi, oh! lágrimas saudosas,
Legado acerbo da ventura extinta,
Dúbios archotes que a tremer clareiam
A lousa fria de um sonhar que é morto! (…)

Para ler o poema completo e muitos outros, acesse o livro “Poemas” de Fagundes Varela disponível em nosso Acervo Digital: http://objdigital.bn.br/Acervo_Digital/livros_eletronicos/varella.pdf

A Fundação Biblioteca Nacional também presta homenagem ao poeta divulgando, para consulta e download, o manuscrito intitulado “Oh perfumada flor dos meus sonhares”, disponível em: http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_manuscritos/mss_I_07_15_014/mss_I_07_15_014.pdf

Pesquise mais sobre Fagundes Varela acessando: http://bndigital.bn.gov.br/acervodigital

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FBN | 15 de agosto de 1909, morre Euclides da Cunha

agosto 15, 2017

euclides da cunha

Fotografia de Euclides da Cunha. [Acervo Iconográfico]

Euclides da Cunha é, para muitos, uma figura controversa. Filho de pequenos fazendeiros no Vale do Paraíba, passou por vários colégios antes de se decidir pela Engenharia como carreira. Após frequentar brevemente a Escola Politécnica, ingressou na Escola Militar da Praia Vermelha, onde os mestres transmitiam aos alunos um saber imbuído dos princípios do Positivismo de Auguste Comte. Mesclados às ideias de Darwin e Spencer e aos ideais libertários que trazia desde a adolescência, esses valores acompanhariam o escritor durante toda a vida, refletindo-se em seus textos: artigos de jornal, ensaios, poemas, cadernetas repletas de cálculos e, principalmente, os diários de sua expedição a Canudos, que se constituiriam na matriz de sua grande obra, “Os Sertões”.

Embora, a rigor, possa ser considerado autor desse único livro – o que, ele próprio, antecipou em uma carta ao editor Agustin de Vedia –, Euclides da Cunha exerceu grande influência no pensamento nacional, quer pela nova dimensão conferida por seus escritos a questões brasileiras, quer pelo entusiasmo com que defendia seus ideais. Sua vida pessoal foi marcada pela paixão e pela tragédia: traído pela esposa, morreu na troca de tiros com o amante dela, o cadete Dilermando de Assis, fato que se repetiu com “Quidinho”, em 1916, quando tentou vingar a morte do pai.

Em sua homenagem, a Fundação Biblioteca Nacional divulga a disponibilidade de alguns materiais referentes a Euclides da Cunha em seu Acervo Digital. Você pode pesquisá-los aqui: http://bndigital.bn.gov.br/acervodigital/

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FBN | 10 de agosto de 1823, nasce Gonçalves Dias

agosto 10, 2017

 

gonçalves dias

Gravura de Gonçalves Dias. [Acervo Iconográfico]

Nascido em 10 de agosto de 1823, na cidade de Caxias, Maranhão, Antônio Gonçalves Dias foi um poeta, professor, crítico de história e etnólogo brasileiro. Em 1838, embarcou para Portugal com a intenção de prosseguir seus estudos, iniciados no Brasil com o Prof. Ricardo Leão Sabino, quando seu pai faleceu. Com a ajuda da madrasta, pôde viajar e matricular-se no curso de Direito em Coimbra, cidade na qual ligou-se a poetas que Fidelino de Figueiredo chamou de “medievalistas”. Em 1843, escreveu a “Canção do exílio”, uma das mais conhecidas poesias da língua portuguesa (Fonte: ABL).

Canção do Exílio

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar –sozinho, à noite–
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que disfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Gonçalves Dias, “Primeiros cantos” (1847).

A Biblioteca Nacional presta homenagem a Gonçalves Dias divulgando, para consulta e download, o poema “Se te amo não sei”, disponível em: http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_manuscritos/mss_I06_03_025.pdf

Diversos outros documentos, entre manuscritos e livros digitalizados, podem ser encontrados em nossa BNDigital, no endereço: http://bndigital.bn.br/

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FBN | 06 de agosto de 2001, morre Jorge Amado

agosto 6, 2017

jorge amado

Jorge Amado no jornal Tribuna da Imprensa. Ano 2000\Edição 15349. [Acervo Hemeroteca Digital]

O escritor nasceu a 10 de agosto de 1912, filho de um fazendeiro de cacau estabelecido em Itabuna, sul da Bahia. Com um ano de idade, foi para Ilhéus, onde passou a infância e fez os primeiros estudos. Era muito jovem quando começou a trabalhar em jornais e a participar da vida literária. Em 1931, aos 19 anos, publicou seu primeiro romance, “O país do carnaval”.

Jorge Amado se formou em 1935 pela Faculdade Nacional de Direito, no Rio de Janeiro. Militante comunista, foi obrigado a se exilar entre 1941 e 1942, e empreendeu longa viagem pela América Latina. Ao voltar, separou-se da esposa, Matilde Garcia Rosa. Em 1945, foi eleito membro da Assembléia Nacional Constituinte pelo PCB. Foi ele o autor da lei, ainda em vigor, que assegura o direito à liberdade de culto religioso no Brasil.

Nesse mesmo ano, Jorge Amado se casou com Zélia Gattai, com quem teria os filhos João Jorge e Paloma. A filha nasceu em Praga, durante o exílio imposto à família pela perseguição movida aos membros do PCB, que em 1947 fora declarado ilegal. O escritor estava na Europa quando morreu Lila, filha do primeiro casamento.

De volta ao Brasil, ele se afastou da militância política e passou a se dedicar à literatura. Aos vários livros já escritos, entre eles obras-primas como “Jubiabá” e “Capitães da areia”, somaram-se inúmeros outros, como “Mar morto”, “Gabriela: cravo e canela”, “Tenda dos milagres”, “Tieta do Agreste” e “Tocaia grande: a face obscura”.

Integrante, desde 1961, da Academia Brasileira de Letras, Jorge Amado recebeu prêmios nacionais e internacionais e teve sua obra adaptada para cinema, teatro e televisão. É um dos autores mais traduzidos e conhecidos da literatura brasileira.

Jorge Amado morreu em Salvador, no dia 6 de agosto de 2001. Em 2012, quando teria completado cem anos de idade, a Biblioteca Nacional o homenageou com uma mostra composta por manuscritos e fotografias pertencentes a várias coleções.

Pesquise mais sobre o escritor Jorge Amado em nosso Acervo Digital: http://bndigital.bn.gov.br/acervodigital/

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FBN | 6 de julho de 1871: morre o escritor Castro Alves

julho 6, 2017

 

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Garnier, M.J. Título: Castro Alves [Iconográfico] Imprenta Rio de Janeiro, RJ : F.Briguiet & Cie. Editores, [189-?].

 

Antônio Frederico de Castro Alves, nasceu em Muritiba, BA, em 14 de março de 1847, e faleceu em Salvador, BA, em 6 de julho de 1871.  Considerado “o último grande poeta da terceira geração romântica no Brasil – O Poeta dos Escravos”-, Castro Alves  é Patrono da cadeira nº 7 da Academia Brasileira de Letras, por escolha do fundador Valentim Magalhães.

Filho do médico e professor Antônio José Alves e de Clélia Brasília da Silva Castro, falecida quando o poeta tinha 12 anos,  por volta de 1853, mudou-se com a família para a capital, estudou no colégio de Abílio César Borges – futuro Barão de Macaúbas –, onde foi colega de Rui Barbosa, tempo em que já demonstrava vocação para a poesia. Em 1862, foi com a família para o Recife, onde concluiu os preparatórios e, depois de duas vezes reprovado, matriculou-se, finalmente, na Faculdade de Direito, em 1864. Com a perda do pai, em  1866, e o inicio de uma “apaixonada ligação amorosa” com atriz portuguesa Eugênia Câmara, Castro Alves “entrou numa fase de grande inspiração e tomou consciência do seu papel de poeta social”.  Em 1868, transferiu-se para o sul do país, matriculando-se no 3º ano da Faculdade de Direito de São Paulo, na mesma turma de Rui Barbosa.

 

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Auto-retrato de Castro Alves                                                         (Acervo de Iconografia da Fundação Biblioteca Nacional)

 

Durante uma caçada, um tiro acidental feriu seu pé esquerdo, obrigando-o a amputá-lo no Rio, em meados de 1869. Com a saúde debilitada, voltou à Bahia em busca de melhoras para uma tuberculose. Em novembro de 1870, seu primeiro livro, Espumas flutuantes, único que chegou a publicar em vida, foi muito bem recebido pelos leitores. (Fonte: ABL)

Consulte a versão digital da obra Espumas Flutuantes em:  http://objdigital.bn.br/Acervo_Digital/livros_eletronicos/espumas_flutuantes.pdf

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