Posts Tagged ‘Literatura Nacional’

FBN | Série Documentos Literários – 14 de abril de 1857: nasce Aluísio de Azevedo

abril 14, 2017

 

A Série Documentos Literários, contribuição da Divisão de Manuscritos, homenageia o escritor Aluísio de Azevedo em seu aniversário de nascimento.

Mais conhecido por sua obra literária e, especialmente, pelo romance “O Cortiço”, Aluísio Tancredo Belo Gonçalves de Azevedo (São Luís, 14 de abril de 1857 — Buenos Aires, 21 de janeiro de 1913) foi também cronista, jornalista, pintor e diplomata. Era filho de David Gonçalves de Azevedo, vice-cônsul português, e irmão do dramaturgo e jornalista Artur Azevedo, com o qual escreveria algumas peças a quatro mãos. Estudou na Academia Imperial de Belas Artes, no Rio de Janeiro, e trabalhou como caricaturista em jornais como O Mequetrefe e A Semana Ilustrada.

Com a morte do pai, Aluísio de Azevedo regressou ao Maranhão, onde publicou seus primeiros romances, “Uma Lágrima de Mulher” (1879), obra de cunho romântico e sentimental, e “O Mulato” (1881). Este foi lançado em plena campanha abolicionista e provocou um choque na sociedade, pelas denúncias relativas à questão racial. O livro porém,, fez sucesso na Corte, para onde o escritor se transferiu alguns anos mais tarde e onde publicou vários outros trabalhos. A estética naturalista de “O Mulato”, influenciada principalmente por Émile Zola (1840-1902), autor de obras como “Germinal” e “A Besta Humana”, voltou a aparecer em livros como “Casa de Pensão” (1884), inspirado numa crônica policial, e “O Cortiço” (1890), considerado por muitos sua obra-prima, no qual retrata com realismo e uma certa crueza vários temas considerados tabu: a homossexualidade, o adultério e, mais uma vez, as relações interraciais.

 

 

Em 1895, o escritor se tornou diplomata, servindo em países europeus, no Japão – onde fez muitos apontamentos, mais tarde reunidos em livro, que seria publicado em 1984 –, no Paraguai e na Argentina, onde viria a falecer. Por iniciativa de Coelho Neto, seu confrade na Academia Brasileira de Letras, seus restos mortais foram transferidos de Buenos Aires para a capital maranhense, São Luís, onde estão até hoje.

O conjunto da obra de Aluísio de Azevedo inclui contos, crônicas, poemas e peças teatrais, algumas delas tidas como excessivamente românticas, outras consideradas como trabalhos de cunho comercial. Os mais conhecidos, porém, bastam para afirmá-lo como um dos grandes nomes da Literatura Brasileira.
A Biblioteca Nacional possui um dos primeiros mil exemplares impressos de “O Cortiço”, publicado em 1890 pela Editora Garnier.

O original está sob a guarda na Divisão de Obras Raras, e a obra pode ser consultada através do link da BN Digital :

http://bit.ly/2oXTA9J

#AluísiodeAzevedo #FBN #BN #SérieDocumentosLiterários #Literatura#LiteraturaBrasileira #OCortiço

FBN | 11 de abril de 1882: morre Joaquim Manuel de Macedo

abril 11, 2017
fonte: ABL

Foto: ABL

Joaquim Manuel de Macedo  nasceu em 24 de junho de 1820, e faleceu em 11 de abril de 1882. Foi jornalista, professor, romancista, poeta, teatrólogo e memorialista. É o patrono da cadeira nº 20 na Academia Brasileira de Letras, por escolha do fundador Salvador de Mendonça.

Em 1844 formou-se em Medicina pela Faculdade do Rio de Janeiro,  mesmo ano em que publicou  A Moreninha. Em 1849, junto com Araújo Porto-Alegre e Gonçalves Dias fundou a revista Guanabara. Abandonou a Medicina e foi professor de História e Geografia do Brasil no Colégio Pedro II e lecionou  para filhos da princesa Isabel. Foi deputado provincial (1850, 1853, 1854-59) e deputado geral (1864-68 e 1873-81) além de membro do Instituto Histórico (1845) e do Conselho Diretor da Instrução Pública da Corte (1866). (fonte: ABL)

A Divisão de Manuscritos da Biblioteca Nacional possui alguns documentos assinados por Joaquim Manuel de Macedo. Dentre eles se encontram duas cartas endereçadas a frei Camilo de Monserrate, o qual, assim como ele, era professor do Colégio Pedro II, e a quem envia anotações sobre alguns pontos de Geografia e História Antiga, ministrados no ano anterior. As cartas pertencem à Coleção Camilo de Monserrate, que, em 1853, se tornou diretor da Biblioteca Nacional.

SAMSUNG CSC

SAMSUNG CSC

Suas obras:

Considerações sobre a nostalgia, 1844.
Discurso que na augusta presença de S. M. Imperial, na ocasião de tomar o grau de em medicina recitou Joaquim Manuel de Macedo, 1844.
A Moreninha, 1844.
O moço louro, 1845.
Os dois amores, 1848.
O cego, 1849.
Rosa, 1849.
Cobé, 1854.
Vicentina, 1854.
O forasteiro, 1855.
A carteira de meu tio, 1855.
Memórias do sobrinho do meu tio, 2 vols, 1867-1868.
O fantasma branco, ópera, 1856.
A nebulosa, 1857.
O primo da Califórnia, 1858.
Amor e pátria, 1859
O sacrifício de Isaac, 1859
Luxo e vaidade, 1860
Lições de História do Brasil, 1851
Os romances da semana, 1861
Cântico, 1862.
Um passeio pela cidade do Rio de Janeiro, 2 vols, 1862-1863.
Lusbela, 1863.
O novo Otelo, 1863.
Teatro, 1863.
A torre em concurso, 1863.
Questão Janrard, 1864.
O culto do dever, 1865.
Mazelas da atualidade, 1867.
A luneta mágica, 1869.
Nina, 1869.
O Rio do quarto, 1869.
As vítimas-algozes, 1869.
As mulheres de mantilha, 1870.
A namoradeira, 1870.
Remissão de pecados, 1870.
Um noivo, duas noivas, 1871.
Os quatro pontos cardeais, 1872.
Misteriosa, 1872.
Cincinato quebra-louça, 1873.
Noções de Corografia do Brasil, 1873.
A baronesa do amor, 1876.
Ano biográfico brasileiro, 3 vols. 1876-1880.
Vingança por vingança, 1877.
Memórias da Rua do Ouvidor, 1878.
Mulheres célebres, 1878.
Antonica da Silva, 1880.

‪#‎FBNnamidia‬
‪#‎bibliotecanacional‬
‪#‎fundacaobibliotecanacional‬
#
ManueldeMacedo
#LiteraturaBrasileira
#AMoreninha