Posts Tagged ‘Livraria Garnier’

FBN | Almanaque Brasileiro Garnier para o anno de 1906

outubro 19, 2016
15 de janeiro ás 8h20min da noite. Tempo sideral IV horas Principaes constellações e estrellas visiveis no mez.

15 de janeiro ás 8h20min da noite.
Tempo sideral IV horas
Principaes constellações e estrellas visiveis no mez.

O Almanaque Brasileiro Garnier, mais conhecido, simplesmente, como Almanaque Garnier, foi um anuário publicado pela Livraria Garnier do Brasil, que se instalou no país em meados do século XIX. Entre os assuntos discutidos pela publicação, estavam a cronologia e o calendário; a geografia e estatística; a literatura; o ano político; as variedades e, posteriormente, a “ciência e erudição”, cujos esforços visavam divulgar trabalhos desenvolvidos no Brasil e desconhecidos do público nas áreas de ciências geográficas e naturais.

Em sua edição de 1906, o Almanaque Garnier publicou, na seção “Aspectos do Céu”, uma série de ilustrações para indicar as constelações que poderiam ser observadas a cada mês.

Para ler a série inteira, acesse: http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=348449&pagfis=2117

Consulte, também, o acervo digital: http://bndigital.bn.br/acervodigital/

#FBNnamidia
#bibliotecanacional
#fundacaobibliotecanacional

FBN | Mostra – Contratos Literários da Livraria Garnier

julho 14, 2016
Contrato de Machado de Assis para a edição de "Helena do Vale".

Contrato de Machado de Assis para a edição de “Helena do Vale”.

 

Composta por quatro contratos literários originais da Livraria Garnier, a mostra organizada pela Divisão de Manuscritos da Biblioteca Nacional está aberta à visitação de segunda a sexta, de 10h às 18h. Entre os documentos selecionados, estão os acordos definidos com Machado de Assis e José de Alencar.

A Livraria Garnier foi fundada em 1844, no Rio de Janeiro, como uma filial da livraria francesa Garnier Frères, pertencente a Auguste e Hippolyte Garnier. À sua frente estava o irmão mais novo de ambos, Baptiste-Louis Garnier (1823 – 1893). O estabelecimento, que funcionou em dois diferentes endereços da Rua do Ouvidor, viria a se tornar uma das mais importantes livrarias e editoras do Brasil no século XIX.

Embora os livros fossem impressos na Europa, a Garnier mantinha uma equipe de redatores, revisores e tradutores altamente qualificados, pagava os direitos autorais e investia importantes quantias na edição de obras literárias. Assim obteve os direitos de publicação dos mais célebres escritores da época, apresentando ao leitor brasileiro as obras de Honoré de Balzac, Alexandre Dumas e Charles Dickens.

Entre os brasileiros, encontram-se nomes como os de José de Alencar, Olavo Bilac e João do Rio, sem esquecer Machado de Assis, que, além de publicar seus primeiros livros pela Garnier, trabalhou para a editora como revisor. Era também assíduo frequentador dos encontros literários que tinham lugar na livraria.

A morte de Baptiste-Louis, em 1893, devolveu a Garnier a seu irmão Hippolyte. Já nessa época, as transformações políticas e sociais dos primeiros anos da República vinham causando mudanças no panorama editorial, mas a livraria só viria a fechar as portas definitivamente em 1934, depois de ter passado pelas mãos de vários donos e gerentes.

Os documentos desta mostra retratam o aspecto material do ato de editar: o aspecto que estabelece os direitos e as responsabilidades tanto do autor quanto do escritor, constituindo-se, por isso, em parte indispensável do processo de difusão de uma obra no meio público. A Divisão de Manuscritos fica localizada no terceiro andar da Biblioteca Nacional. Para saber mais, acesse: https://www.bn.br/explore/acervos/manuscritos

‪#‎FBNnamidia‬
‪#‎bibliotecanacional‬
‪#‎fundacaobibliotecanacional‬