Posts Tagged ‘Machado de Assis’

Brasiliana Fotográfica | A foto em foco

junho 6, 2017

Em nota publicada dia 27 de maio pelo jornal Folha de S.Paulo na coluna Painel das Letras, assinada por Maurício Meireles, a historiadora Lilia Moritz Schwarcz teria afirmado que houve uma montagem na fotografia de Antonio Luiz Ferreira, que registrou, em 17 de maio de 1888, a missa campal realizada no Rio de Janeiro para celebrar a Abolição da Escravatura. Foi dito na coluna que os rostos de personalidades, entre elas Machado de Assis, que aparecem no palanque onde estava a Princesa Isabel, foram encaixados “de forma artificial” pelo fotógrafo.

A mesma coluna Painel das Letras do dia 3 de junho faz correções. Numa delas a historiadora Lilia Schwarcz diz “não assegurar que a imagem tenha sido manipulada” ou que Machado de Assis tenha sido “incluído artificialmente ali”, pois o escritor “não é alvo de sua pesquisa”. A coluna relata também que o Instituto Moreira Salles, “detentor da imagem”, reagiu afirmando “não haver evidência de manipulação da fotografia”. E que “a inclusão de personagens nela seria impossível sem deixar vestígios”.

 

Detalhe da foto, com Machado de Assis ao centro

Imagem: Detalhe da foto, com Machado de Assis ao centro

 

Para continuar lendo acesse: http://brasilianafotografica.bn.br/?p=9042

 

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FBN – Eventos | Machado e a Língua Árabe

dezembro 1, 2016

machado

 

A Fundação Biblioteca Nacional, no âmbito do Programa de Apoio à Tradução de Autores Brasileiros, convida para o debate Machado e a língua árabe com Alberto Mussa, João Cezar de Castro Rocha, Mark Gamal e mediação de Rachel Bertol. No evento,  Alberto Mussa, João Cezar de Castro Rocha e Mark Gamal conversam sobre os desafios encontrados na tradução do universo machadiano e a experiência de traduzir para a língua árabe.

Machado e a língua árabe
Quarta-feira, 14 de dezembro, 17h30
Auditório Machado de Assis, Biblioteca Nacional
Rua México, s/nº, entrada pelo jardim, Rio de Janeiro

Mark Gamal é tradutor do espanhol e do português ao árabe. Traduziu o Nobel espanhol Camilo José Cela e o colombiano Héctor Abad Faciolince, bem como coletâneas com textos dos poetas Augusto dos Anjos, Murilo Mendes e Vinicius de Moraes. Está no Brasil como bolsista do Programa de Residência de Tradutores Estrangeiros da Fundação Biblioteca Nacional.

Alberto Mussa é autor de contos e romances, com destaque para a série de cinco novelas policiais “Compêndio mítico do Rio de Janeiro”, da qual “A primeira história do mundo”, seu romance mais recente, faz parte. Em 2016, a editora Record publicou o volume de seus contos completos.

João Cezar de Castro Rocha é professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Doutor em Letras pela Uerj e em Literatura Comparada pela Universidade de Stanford, é autor de Machado de Assis: por uma poética da emulação (Civilização Brasileira, 2013), entre outras publicações. É o atual presidente da Associação Brasileira de Literatura Comparada (Abralic).

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FBN | Mostra Consciência Negra na Divisão de Manuscritos

novembro 4, 2016

polic

 

Nesta sexta-feira, dia 4 de novembro, entra em cartaz na Divisão de Manuscritos a mini-mostra Consciência Negra, organizada pela servidora Priscila Helena Duarte, que ocupará a vitrine da sala até o fim do mês.

O Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra foi criado pelo Decreto-Lei nº 12.519, de 10 de novembro de 2011. Foi concebido para ser comemorado em 20 de novembro, data do falecimento do líder negro Zumbi dos Palmares. A data convida à reflexão sobre a presença negra na cultura e na sociedade brasileiras.

Celebrando o Novembro Negro, esta mostra de documentos foge às costumeiras representações do negro como elemento servil e expõe um pequeno conjunto de personalidades gigantescas em seus feitos e realizações. Os documentos fornecem uma amostra da importância do negro como sujeito do seu próprio discurso em variadas esferas de atuação, desde pioneiros na discussão da afirmação étnica e de identidade cultural até escritores que buscaram se distanciar dessa temática, traço reflexivo da realidade social em que transitavam.

Lima Barreto (1881-1922) escritor e jornalista; Carolina Maria de Jesus (1914-1977) escritora, poetisa e compositora; Abdias do Nascimento (1914-2011) ativista dos direitos negros, poeta, ator, escritor e dramaturgo; Luís Gama (1830-1882), escritor e jornalista e Machado de Assis (1839-1908) maior nome da Literatura Brasileira. Todos alcançaram com seus escritos o protagonismo necessário para quebrar estereótipos e servir de guias para futuras gerações.

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FBN | Semana Nacional do Livro e da Biblioteca – Dom Casmurro, de Machado de Assis

outubro 26, 2016

dom-casmurro

 

Em homenagem à Semana Nacional do Livro e da Biblioteca, a Biblioteca Nacional compartilha, para consulta e download, o livro “Dom Casmurro”, de Machado de Assis. Nesta história, Bento de Albuquerque Santiago, conhecido como “Dom Casmurro”, relembra episódios de sua infância, vivida na Rua Matacavalos, e também da vida adulta, passada ao lado da esposa, Capitu, de quem desconfia por tê-lo, supostamente, traído com seu melhor amigo, Escobar, ex-companheiro de seminário.

Para acessar o livro, clique em: http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_obrasraras/or15660/or15660.pdf

E para você, prezado leitor? Capitu traiu Bentinho?

Outras informações sobre Machado de Assis podem ser acessadas em: http://bndigital.bn.br/acervodigital

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FBN | 29 de setembro de 1908 – morre Machado de Assis

setembro 29, 2016

Nascido no Rio de Janeiro,  em 21 de junho de 1839, e falecido na mesma cidade, em 29 de setembro de 1908, Joaquim Maria Machado de Assis foi um poeta, romancista, contista, cronista, dramaturgo, folhetinista, jornalista, crítico literário e teatral brasileiro. Como prosador, alcançou sucesso e admiração ainda em vida e produziu o conjunto de obra amplamente considerado como o mais importante da literatura brasileira. Foi, ainda, um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras e seu primeiro presidente.

Curioso e amante dos livros desde muito cedo, Machado educou-se em escolas públicas e não frequentou universidades. Buscando deixar o subúrbio rural, ascender socialmente e desenvolver-se intelectualmente, o jovem pobre e negro passou a frequentar o centro da cidade, onde firmou amizades com Francisco de Paula Brito (que o apadrinhou e empregou em sua livraria e tipografia) e Manuel Antônio de Almeida (autor de Memórias de um Sargento de Milícias). Aos 17, estava empregado na Imprensa Nacional, de onde saiu para colaborar com jornais e dar início a uma bem sucedida carreira como funcionário público – chegaria a diretor-geral da Contabilidade no Ministério Federal da Indústria, Viação e Obras Públicas. Em 1869, conheceu Carolina Augusta Xavier de Novais, portuguesa e culta, com quem se casou e viveu uma vida conjugal harmônica e sem sobressaltos pelos próximos 35 anos. Juntos, moraram na Lapa, Catete e Largo do Machado, até se fixarem no bairro do Cosme Velho. Ao final da vida, em 1908, Machado de Assis teria a admiração quase unânime dos artistas e intelectuais brasileiros, o reconhecimento do público e a amizade pessoal de figuras como Joaquim Nabuco e o Visconde do Rio Branco.

O estilo machadiano é reconhecível pelo tom polidamente irônico, ao mesmo tempo educado e irreverente – pela camada fina de boas maneiras sob a qual se esconde uma crítica impiedosa das convenções sociais e do ridículo da existência humana.

Se, por um lado, a obra de Machado foi geralmente objeto de reverência e admiração no Brasil e em Portugal ainda durante a vida do autor, a barreira da língua fez com que sua grandeza permanecesse desconhecida no restante do mundo. A divulgação de sua obra e as traduções, feitas, principalmente, nas últimas décadas do séc. XX, confirmaram em Machado um genial elaborador da prosa literária, cuja obra permanece revelando riquezas e influenciando escritores de outras gerações, culturas e línguas.

Como escreveu Antonio Candido:

“O fato de sua obra encontrar atualmente certo êxito no exterior parece mostrar a capacidade de sobreviver, isto é, de se adaptar ao espírito do tempo, significando alguma coisa para as gerações que leram Proust e Kafka, Faulkner e Camus, Joyce e Borges. (…) Na razão inversa de sua prosa elegante e discreta, do seu tom humorístico e ao mesmo tempo acadêmico, avultam para o leitor atento as mais desmedidas surpresas. A sua atualidade vem do encanto quase intemporal do seu estilo e desse universo oculto que sugere os abismos prezados pela literatura do século XX”. (“Esquema de Machado de Assis”, em Vários Escritos. São Paulo: Duas Cidades, 1970).

Leia a carta de Machado ao Visconde do Rio Branco referindo-se à passagem da data comemorativa da promulgação da “Lei do Ventre Livre”:

http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_manuscritos/mss_I32_36_025.pdf

Acesse a obra completa de Machado de Assis disponível para download: http://machado.mec.gov.br/

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