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Documentos Literários | Um Depoimento de Carlos Drummond de Andrade

agosto 17, 2018

A Série Documentos Literários, colaboração da Divisão de Manuscritos, homenageia Carlos Drummond de Andrade no aniversário de sua morte.

Contista, cronista e sobretudo poeta, Drummond (Itabira, 31 de outubro de 1902 – Rio de Janeiro, 17 de agosto de 1987) iniciou sua carreira literária divulgando o Modernismo, que influenciou, principalmente, seus primeiros trabalhos. Alguns estudiosos, contudo, não o consideram modernista, embora se aproxime dessa corrente tanto em estilo quanto nos temas abordados, frequentemente ligados ao cotidiano. Muitos de seus poemas traduzem inquietações frente ao mundo e ao desenrolar dos fatos: a guerra, a pobreza, a morte, a solidão.

Carlos Drummond de Andrade foi autor de dezenas de livros e coletâneas de prosa e poesia, tais como “A Rosa do Povo” (1945), “Contos de Aprendiz” (1951), “Boitempo” (1968) e “Amar se Aprende Amando” (1985), bem como de alguns livros infantis. Também exerceu a carreira de funcionário público durante a maior parte da vida, trabalhando ao lado do Ministro da Educação, Gustavo Capanema, durante a Era Vargas. Recebeu várias homenagens e prêmios literários, porém jamais concorreu à Academia Brasileira de Letras.

 

drummond

 

O manuscrito original que apresentamos não é um poema, porém é igualmente precioso. Trata-se de um testemunho do autor a respeito de uma leitura que fez na adolescência: a dos poemas de “Eu”, de Augusto dos Anjos (1884-1914), poeta que Ferreira Gullar considera pré-modernista. No depoimento, escrito em 1984 – centenário de Augusto dos Anjos –, Carlos Drummond de Andrade discorre sobre um item fundamental de sua bagagem literária, deixando claro que ela se tornou parte de sua memória afetiva e, possivelmente, exerceu alguma influência sobre seus trabalhos. Revela-se, assim, o jovem leitor que um dia viria a ser um grande poeta.

O documento está sob a guarda da Divisão de Manuscritos e pode ser consultado através do link da BN Digital http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_manuscritos/mss_I_07_17_005C/mss_I_07_17_005C.pdf

MEMBROS DA UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO VISITAM FBN PARA DEBATER SOBRE “PEDAGOGIA DO OPRIMIDO”.

março 14, 2014
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Mônica Rizzo, coordenadora do Centro de Referência e Difusão com os membros da UNINOVE, José Eustáquio Romão e Fábio Antunes Mercki

A Fundação Biblioteca Nacional recebeu na tarde desta sexta-feira, representantes da Universidade Nove de Julho (UNINOVE), de São Paulo; o professor José Eustáquio Romão, Diretor do Programa de Doutorado em Educação e o diretor jurídico, Fábio Mercki, para debater sobre a entrega dos manuscritos de “Pedagogia do Oprimido”, do patrono da educação brasileira, Paulo Freire, que chega ao Brasil, após anos no Chile e na França.O professor Romão e Fábio foram recebidos por Mônica Rizzo, coordenadora do Centro de

Referência e Difusão, da instituição, que os apresentou aos setores do prédio sede, inclusive, a área de manuscritos, onde a obra será preservada.

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Mônica Rizzo e José Eustáquio

Essa conquista para o Brasil foi possível devido à parceira entre a UNINOVE e o Instituto Paulo Freire, que existe há mais de dez anos, tendo lançado uma versão em livro para distribuição mundial da obra. A associação com a FBN, busca disponibilizar o manuscrito de “Pedagogia do Oprimido” online, além de fornecer uma cópia física para consulta. Uma cerimônia na Fundação Biblioteca Nacional para receber o manuscrito com a inauguração de um busto em homenagem ao autor, está sendo estudada.

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Professor José Eustáquio Romão no armazém da FBN

Segundo Romão, que também atua como conselheiro do CNE, um dos objetivos é encerrar as
diferenças existentes entre o original e as traduções de uma versão datilografada americana: “Hoje comparando com as edições nas diversas línguas, a gente percebe que tem trechos inteiros que não constam na obra.”

No Chile, Freire dedicou-se a alfabetização de camponeses e doou o manuscrito de “Pedagogia do Oprimido” para um ministro. Com o golpe e a depredação das bibliotecas pelo governo militar, quase que a obra desapareceu; “O manuscrito por um milagre escapou porque estava escrito à mão”. Indo parar na França e por pouco não foi entregue a UNESCO. Segundo o professor da UNINOVE, o próprio Paulo Friyre morreu sem ver novamente sua obra magna.

Durante a ditadura militar, o educador brasileiro Paulo Freire foi exilado no Chile, que assim como outros países da América Latina estava sob Estado de Exceção.

BIBLIOTECA NACIONAL RECEBERÁ MANUSCRITO DE PAULO FREIRE

fevereiro 21, 2014

O manuscrito de A Pedagogia do Oprimido de Paulo Freire, que estava no Chile, onde o autor foi exilado, foi doado ao Ministério da Cultura e será encaminhado à Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, pela ministra Marta Suplicy

A obra Paulo Freire foi escrita em 1968 e proibida no Brasil por seis anos. Nela, o educador apresenta a Ação Dialógica, defendendo o diálogo como forma de libertação da opressão numa sociedade. Em seu estudo, Freire também tece uma espécie de genealogia da opressão pelo víeis marxista.

A informação sobre a doação foi veiculada no blog do Estadão por Sonia Racy. Leia na integra: http://blogs.estadao.com.br/sonia-racy/tesouro/