Posts Tagged ‘manuscritos’

FBN | Homenagem – 20 de outubro – Dia do Poeta

outubro 20, 2017

Celebrado em 20 de outubro, o Dia do Poeta foi criado em razão do Movimento Poético Nacional, que surgiu na mesma data, em 1976, na casa do jornalista, romancista, advogado e pintor brasileiro Paulo Menotti Del Picchia.

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Em homenagem aos poetas, a Biblioteca Nacional disponibiliza para consulta e download “Se uma gota de orvalho em meio ao oceano…”, de Adelina Lopes Vieira.

Para acessar o documento, clique em:
http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_manuscritos/mss_I_07_15_021/mss_I_07_15_021.pdf

Explore, também, o acervo digital em: http://bndigital.bn.br/acervodigital/

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FBN | Documentos Literários – Carta de Machado de Assis ao autor da Lei do Ventre Livre

setembro 28, 2017

Por ocasião do aniversário da promulgação da Lei do Ventre Livre, a Série Documentos Literários apresenta uma carta de Machado de Assis ao visconde do Rio Branco, na qual se refere à data como “gloriosa”.

A Lei do Ventre Livre foi uma das medidas consideradas “transitórias” entre o regime escravagista e o regime de trabalho livre. O projeto foi apresentado na Câmara de Deputados em maio de 1871 por José Maria da Silva Paranhos, o visconde do Rio Branco (1819 – 1880), que, segundo o historiador José Murilo de Carvalho, teve de usar de muita energia e habilidade para vencer a oposição tanto de liberais quanto de conservadores. Por fim, a lei foi aprovada em 27 de setembro e assinada no dia seguinte pela Princesa Isabel, ficando conhecida como “Lei Rio Branco”. Na maioria dos casos, foi ineficaz, pois as crianças nascidas de escravas continuaram sob a tutela dos senhores, mas serviu para promover debates e contribuir para o processo que culminou com a assinatura da Lei Áurea em 1888 – uma lei também imperfeita, mas que representou pelo menos um passo na longa caminhada rumo a uma sociedade mais igualitária.

Negro, descendente de escravos, Machado de Assis (1839 – 1908) recebeu críticas por se manter alheio à questão da abolição. No entanto, crônicas escritas desde 1870 e publicadas nos jornais da época, bem como trechos de ficção — em especial os contos “O Caso da Vara” e “Pai Contra Mãe” –, mostram claramente suas críticas ao regime e à sociedade que o instituiu.

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José Maria da Silva Paranhos: Visconde do Rio Branco, Deputado, Senador, Ministro, Diplomata, Conselheiro de Estado, Parlamentar distincto. [Acervo Iconográfico]

Nesta carta, datada de 1876, o escritor parabeniza o visconde de Rio Branco pela lei que iniciou e defendeu um serviço que, segundo ele, já se tornara patrimônio comum. A carta está na Divisão de Manuscritos e pode ser consultada através do link: http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_manuscritos/mss_I32_36_025.pdf

Uma gravura representando Rio Branco está no acervo da Divisão de Iconografia: http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon95726_1396400/icon1387669.html

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FBN | Documentos Literários – Cartões de Sigmund Freud para Artur Ramos

setembro 23, 2017

No aniversário da morte de Sigmund Freud, a Série Documentos Literários apresenta alguns cartões enviados pelo médico e psicanalista a Artur Ramos.

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Carta a Arthur Ramos dizendo que os resultados, aos quais ele chegou, estão em conformidade com os trabalhos psicanalíticos até agora conhecidos. Data: 11/03/1928. [Acervo Manuscritos]

Médico, etnólogo e professor, Artur Ramos (Alagoas, 07/07/1903 – Paris, 31/10/1949) foi colega de Nise da Silveira na Faculdade de Medicina da Bahia, e, como ela, dedicou-se à psiquiatria e à psicanálise. Entre seus muitos correspondentes está Sigmund Freud (Freiburg im Mähren, 06/05/1856 – Londres, 23/09/1938), a quem enviou alguns trabalhos, tais como sua tese de formatura “Primitivo e Loucura”, em que estuda o fenômeno da loucura através de um diálogo entre a psicanálise e a antropologia. Freud agradece em um cartão datado de 20/05/1927, no qual, escrevendo em inglês, lamenta não ter podido usufruir do trabalho por não conhecer o idioma de Ramos.  “Mas estou certo de que você adquiriu o domínio do assunto”, conclui, delicadamente.

Freud endereçou dois outros cartões a Ramos, em alemão, sempre agradecendo o envio de material. Num deles, volta a lamentar sua falta do conhecimento do português, o que o impede de entender melhor o trabalho. Além disso, enviou ao brasileiro uma carta datada de 11/03/1928 na qual afirma estar seu trabalho de acordo com as expectativas, que, por sua vez, se baseiam nos estudos psicanalíticos recentes.

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Cartão a Arthur Ramos agradecendo a remessa de sua tese “Primitivo e Loucura” e desculpando-se por não dominar a língua portuguesa. Ano: 20/05/1927. [Acervo Manuscritos]

Os três cartões e a carta de Freud fazem parte do Arquivo Artur Ramos, composto por aproximadamente 4.600 documentos e que, por sua importância para as Ciências Sociais e áreas correlatas, recebeu o título de Memória do Mundo, conferido pela UNESCO em 2017. Podem ser consultados pelos links da BN Digital:

http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_manuscritos/mss_I35_29_1304.jpg

http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_manuscritos/mss1297721/mss1297721.jpg

http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_manuscritos/mss1297722/mss1297722.pdf

http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_manuscritos/mss1297723/mss1297723.pdf

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FBN | 13 de setembro – Dia Nacional da Cachaça

setembro 13, 2017

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Rótulo. Cachaça Fina: especialidade da Casa Camarinha. 19? [Acervo Iconográfico]

Hoje, dia 13 de setembro, é celebrado o Dia Nacional da Cachaça.

Além de ser uma das bebidas mais populares do Brasil, ela também movimenta o turismo em algumas regiões do País. Obtida com a destilação do caldo de cana-de-açúcar fermentado, o produto é considerado patrimônio histórico e cultural. O Nordeste e alguns Estados do Sudeste são fortes na produção da bebida.

As expressões “cachaça”, “Brasil” e “cachaça do Brasil” são protegidas por lei. O uso desses termos é restrito aos produtores estabelecidos no País, ou seja, qualquer outra aguardente de cana-de-açúcar produzida fora do território brasileiro não pode levar o nome de “cachaça”. (Fontes: Portal Brasil e Planalto)

Em homenagem à comemoração, a Biblioteca Nacional divulga a disponibilidade, para consulta e download, do manuscrito mais antigo presente na BNDigital relacionado à cachaça. O documento é de 1º de agosto de 1808 e se refere à arrematação do subsídio das cachaças. Você pode acessá-lo através do endereço: http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_manuscritos/mss1436001_1448077/mss1444064.pdf

Além disso, também é divulgada a disponibilidade, para consulta e download, de um rótulo intitulado: Cachaça fina: especialidade da Casa Camarinha. Você pode acessá-lo através do link: http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1501157/icon1501157.html

Pesquise mais sobre a cachaça em nosso Acervo Digital:  http://bndigital.bn.gov.br/acervodigital

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Mostra: EBAL (Editora Brasil-América Limitada)

setembro 11, 2017

A exposição sobre a EBAL, realizada pela Divisão de Manuscritos, ficará disponível até o fim do mês de outubro, no próprio setor (3º andar da Biblioteca Nacional). Esta pequena mostra reúne alguns documentos significativos e presta uma homenagem a Adolfo Aizen, que, em artigos e entrevistas, sempre defendeu a importância dos quadrinhos para a aquisição do prazer da leitura. Conheça um pouco mais nos visitando de segunda a sexta das 10 às 18h!

A EBAL – sigla pela qual ficou conhecida a Editora Brasil-América Limitada – foi uma das mais importantes editoras de quadrinhos do Brasil. Seu fundador foi Adolfo Aizen (Ekarerinoslav, Rússia, 1907 – Rio de Janeiro, 1945), que já tinha experiência à frente de editoras desde os anos 1930.

Em 1945, tendo como parceira a argentina Editorial Abril, Aizen fundou a EBAL, cujo primeiro título, Seleções Coloridas, teve apenas 17 edições. As revistas, impressas na Argentina, traziam histórias de personagens da Disney — incluindo as primeiras desenhadas por Carl Barks – e, a partir do n. 11, de personagens de outras empresas licenciadas pela Abril.

O primeiro título publicado pela EBAL sem a editora argentina foi a revista O Heroi, focado em histórias de aventura. Em novembro de 1947 foi lançado Superman, o título mais duradouro da editora com um único herói, publicado até 1983. Através da EBAL chegaram ao Brasil as publicações da Marvel e, mais tarde, da DC Comics. Além de traduzir os trabalhos de artistas estrangeiros, entre os quais Alex Raymond (Flash Gordon), Lee Falk (Fantasma) e Hal Foster (Príncipe Valente), a editora publicou nacionais, incluindo super-heróis como O Judoka (criado por Pedro Anísio e Eduardo Baron; durou 52 edições), versões quadrinizadas de clássicos da literatura e de episódios da história do Brasil.

Durante as décadas 1950-60, a EBAL liderou a publicação de quadrinhos no Brasil. Chegou a ter 50 títulos diferentes nas bancas e tiragens de 150 mil exemplares. Nos anos 1970, porém, acompanhando a queda na venda de quadrinhos em todo o mundo, iniciou-se um declínio que culminaria com a morte de Adolfo Aizen. A última publicação foi uma edição do Príncipe Valente, em 1995.

Nos anos 2000-2001, a Coleção EBAL foi doada à Biblioteca Nacional pelo filho de Adolfo Aizen, Naumim. O acervo foi distribuído entre as Divisões de Periódicos, Iconografia e Manuscritos.

 

FBN | 6 de setembro de 1918: morre Inglês de Sousa

setembro 6, 2017

Herculano Marcos Inglês de Sousa, advogado, professor, jornalista, contista e romancista, nasceu em Óbidos, PA, em 28 de dezembro de 1853, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 6 de setembro de 1918. Compareceu às sessões preparatórias da criação da Academia Brasileira de Letras, onde fundou a cadeira nº 28, que tem como patrono Manuel Antônio de Almeida. Na sessão de 28 de janeiro de 1897 foi nomeado tesoureiro da recém-criada Academia de Letras.

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Potyguár. Inglês de Sousa. [Manuscrito]

Diplomou-se em Direito pela Faculdade de São Paulo, em 1876. Nesse ano publicou dois romances, O cacaulista e História de um pescador, aos quais seguiram-se mais dois, todos publicados sob o pseudônimo Luís Dolzani. Com Antônio Carlos Ribeiro de Andrade e Silva publicou, em 1877, a Revista Nacional, de ciências, artes e letras. Foi presidente das províncias de Sergipe e Espírito Santo. Fixou-se no Rio de Janeiro, como advogado, banqueiro, jornalista e professor de Direito Comercial e Marítimo na Faculdade Livre de Ciências Jurídicas e Sociais. Foi presidente do Instituto dos Advogados Brasileiros.

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Potyguár. Inglês de Sousa. [Manuscrito]

Foi o introdutor do Naturalismo no Brasil, mas seus primeiros romances não tiveram repercussão. Escreveu diversas obras jurídicas e colaborou na imprensa de São Paulo e do Rio de Janeiro. (Fonte: ABL)

Em sua homenagem, a Biblioteca Nacional divulga a disponibilidade do manuscrito intitulado “Potyguár”. O documento encontra-se no assunto “Crônicas brasileiras” e você pode acessá-lo através do endereço: http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_manuscritos/mss_I_07_19_018/mss_I_07_19_018.pdf

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FBN | Documentos Literários: Originais de Marques Rebelo encaminhados por Drummond

agosto 26, 2017

A Série Documentos Literários, colaboração da Divisão de Manuscritos, homenageia o conhecido autor Marques Rebelo no aniversário de sua morte.

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A casa das três rolinhas de Marques Rebêlo (1936). Página 1. [Acervo Divisão de Manuscritos]

Marques Rebelo é o pseudônimo de Eddy Dias da Cruz, que nasceu no Rio de Janeiro a 6 de janeiro de 1907 e passou sua infância em Minas Gerais. Sua família sofreu com a gripe espanhola, que grassou no Brasil em 1918 e 1919; mais tarde, isso se refletiu num dos seus contos mais conhecidos, “Vejo a Lua no Céu”, que seria transformado em telenovela em 1976. Leitor voraz, foi discípulo, na adolescência, do filólogo Mário Barreto, de quem adquiriu o gosto pelo estudo dos clássicos portugueses. Cursou três anos de Medicina, que abandonou para se dedicar à escrita e ao comércio. Mais tarde, voltou-se para o jornalismo e se bacharelou em Ciências Jurídicas pela Faculdade de Direito da Universidade do Brasil.

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A casa das três rolinhas de Marques Rebêlo (1936). Página 2. [Acervo Divisão de Manuscritos]

Marques Rebelo é autor de vários romances, sendo os mais famosos “Marafa” (1935), com o qual, no mesmo ano, ganhou o Grande Prêmio de Romance Machado de Assis, e “A Estrela Sobe” (1939), levado ao cinema por Bruno Barreto, em 1974. A trilogia “O Espelho Partido”, publicada entre 1959 e 1968, é, contudo, considerada sua obra-prima, um exemplo de ficção autobiográfica com toques machadianos. O autor também escreveu contos, crônicas, biografias, livros didáticos e obras para crianças e jovens. O primeiro, publicado em 1937, foi “A Casa das Três Rolinhas”, em parceria com Arnaldo Tabayá, pseudônimo do médico Miguel Pereira da Motta, filho. Morto este no mesmo ano, o manuscrito original foi doado por Marques Rebelo à Biblioteca Nacional, onde o chefe de gabinete – Carlos Drummond de Andrade – o encaminhou ao diretor Rodolfo Garcia.

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A casa das três rolinhas de Marques Rebêlo (1936). Página 3. [Acervo Divisão de Manuscritos]

Membro da Academia Brasileira de Letras desde 1964, agraciado em 1960 e 1963 com o Prêmio Jabuti (por dois volumes de sua trilogia “O Espelho Partido”), promotor de artistas plásticos e fundador de vários museus de artes no Brasil, Marques Rebelo faleceu a 26 de agosto de 1973. Os originais de “A Casa das Três Rolinhas” estão sob a guarda da Divisão de Manuscritos e podem ser consultados na íntegra pelo link da BN Digital: http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_manuscritos/mss_I_07_19_008A/mss_I_07_19_008A.pdf

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A casa das três rolinhas de Marques Rebêlo (1936). Página 131. [Acervo Divisão de Manuscritos]

FBN | 18 de agosto de 1850, morre Honoré de Balzac

agosto 18, 2017

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Nascido na cidade de Tours, França, em 20 de maio de 1799, Honoré de Balzac é considerado como um dos escritores mais expressivos do século XIX. Entre suas obras mais famosas, está A Comédia Humana, uma antologia composta de 89 romances, novelas e histórias curtas. Balzac morreu em Paris, aos 51 anos.

A Biblioteca Nacional presta homenagem a Honoré de Balzac divulgando, para consulta e download, o manuscrito de  “Les Célibataires”, disponível em: http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_manuscritos/literatura/mss_I_07_17_013_n06.pdf

Para acessar outros documentos manuscritos referente ao autor francês em nossa BNDigital, acesse: http://bndigital.bn.br/

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FBN | Documentos Literários: Poema de Fabulista

agosto 18, 2017

A Série Documentos Literários, contribuição da Divisão de Manuscritos, apresenta “A Um Poeta”, de Anastácio Luiz do Bonsucesso, pertencente à Coleção Literatura.
Bonsucesso (Rio de Janeiro, 1833 – 1899) foi médico, professor, teatrólogo e poeta. É considerado um dos pioneiros do gênero fabulístico no Brasil, tendo lançado em 1858 a primeira edição de seu livro “Fábulas”, com duas centenas de narrativas de fundo moral. Várias eram dedicadas a figuras públicas (D. Pedro II, a Princesa Isabel, José do Patrocínio), a escritores que ele considerava seus precursores no gênero fábula e até a instituições como o Gabinete Português de Leitura. Segundo o pesquisador Ismael dos Santos (UFSC), suas narrativas tinham grande eloquência verbal, faziam muito uso de metáforas e reforçavam a religiosidade e a moral vigentes.

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Página 1 de “A um poeta” (1857), Anastácio Luís do Bonsucesso. [Acervo Divisão de Manuscritos]

O manuscrito da Coleção Literatura é um poema datado de maio de 1857 – antes, portanto, da publicação de “Fábulas” — e dedicado a José Alexandre Teixeira de Mello, médico, jornalista e escritor brasileiro que esteve à frente da Biblioteca Nacional entre 1895 e 1900. Curiosamente, uma anotação recomenda que o nome de Teixeira de Mello seja substituído pelo de Álvares de Azevedo. É provável que o original se destinasse a ser encaminhado a um editor para publicação, e que o autor desejasse fazer uma homenagem póstuma a Azevedo, falecido prematuramente em 1852.

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Página 3 de “A um poeta” (1857), Anastácio Luís do Bonsucesso. [Acervo Divisão de Manuscritos]

O original está na Divisão de Manuscritos e pode ser consultado pelo link da BN Digital: http://objdigital.bn.br/…/mss_I_07_10_0…/mss_I_07_10_058.pdf

FBN | 17 de agosto de 1841, nasce Fagundes Varela

agosto 17, 2017
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Fagundes Varella. Desenho de Garnier, M.J. [Acervo Iconográfico]

Luís Nicolau Fagundes Varela, poeta brasileiro e patrono da cadeira de n. 11 da Academia Brasileira de Letras, nasceu no dia 17 de agosto de 1841, em Rio Claro, RJ. Tentou carreira jurídica matriculando-se na Faculdade de Direito mas nunca terminou, preferiu a literatura e dissipou-se na boêmia. Vivendo na última fase do Romantismo, a sua poesia revela um hábil artista do verso. Em “Arquétipo”, um dos primeiros poemas, faz profissão de fé de tédio romântico, em versos brancos. Embora o preponderante em sua poesia seja a angústia e o sofrimento, evidenciam-se outros aspectos importantes: o patriótico, em O estandarte auriverde (1863) e Vozes da América (1864); o amoroso, na fase lírica, dos poemas ligados à Natureza, e, por fim, o místico e religioso. O poeta não deixa de lado, também, os problemas sociais, como o Abolicionismo.

Seu primeiro filho, Emiliano, morreu aos três meses de idade, inspirando-lhe um dos seus mais belos poemas, “Cântico do Calvário”. (Fonte: ABL)

CÂNTICO DO CALVÁRIO
À memória de meu filho
Morto a 11 de dezembro de 1863

Eras na vida a pomba predileta
Que sobre um mar de angústias conduzia
O ramo da esperança!… eras a estrela
Que entre as névoas do inverno cintilava
Apontando o caminho ao pegureiro!…
Eras a messe de um dourado estio!…
Eras o idílio de um amor sublime!…
Eras a glória, a inspiração, a pátria,
O porvir de teu pai! – Ah! no entanto,
Pomba – varou-te a flecha do destino!
Astro – engoliu-te o temporal do norte!
Teto, caíste! Crença, já não vives!
Correi, correi, oh! lágrimas saudosas,
Legado acerbo da ventura extinta,
Dúbios archotes que a tremer clareiam
A lousa fria de um sonhar que é morto! (…)

Para ler o poema completo e muitos outros, acesse o livro “Poemas” de Fagundes Varela disponível em nosso Acervo Digital: http://objdigital.bn.br/Acervo_Digital/livros_eletronicos/varella.pdf

A Fundação Biblioteca Nacional também presta homenagem ao poeta divulgando, para consulta e download, o manuscrito intitulado “Oh perfumada flor dos meus sonhares”, disponível em: http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_manuscritos/mss_I_07_15_014/mss_I_07_15_014.pdf

Pesquise mais sobre Fagundes Varela acessando: http://bndigital.bn.gov.br/acervodigital

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