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FBN | 29 de agosto de 1852: Início da construção da primeira ferrovia brasileira

agosto 29, 2017

estrada de ferro

Mapa da Estrada de ferro Príncipe do Grão Pará: planta e perfil da 1ª secção da raiz da serra a Petrópolis (1883?). [Acervo Iconográfico]

O grande empreendedor brasileiro, Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá, recebeu em 1852, a concessão do Governo Imperial para a construção e exploração de uma linha férrea, no Rio de Janeiro, entre o Porto de Estrela, situado ao fundo da Baía da Guanabara e a localidade de Raiz da Serra, em direção à cidade de Petrópolis.

Barão de Mauá, nasceu em Arroio Grande, Rio Grande do Sul. Entusiasta dos meios de transporte, especialmente das ferrovias, a ele se devem os primeiros trilhos lançados em terra brasileira e a primeira locomotiva denominada “Baroneza”. A primeira seção, foi inaugurada por D. Pedro II, no dia 30 de abril de 1854. A estação de onde partiu a composição inaugural receberia mais tarde o nome de Barão de Mauá.

A Estrada de Ferro Mauá, permitiu a integração das modalidades de transporte aquaviário e ferroviário, introduzindo a primeira operação intermodal do Brasil. Nesta condição, as embarcações faziam o trajeto inicial da Praça XV indo até ao fundo da Baía de Guanabara, no Porto de Estrela, desse modo, o trem se encarregava do transporte terrestre até a Raiz da Serra, próximo a Petrópolis. A empresa de Mauá, que operava este serviço, denominava-se “Imperial Companhia de Navegação a Vapor e Estrada de Ferro Petrópolis”.

A locomotiva “Baroneza”, utilizada para tracionar a composição que inaugurou a Estrada de Ferro Mauá, continuou prestando seus serviços ao longo do tempo e foi retirada de circulação após 30 anos de uso. Foi a primeira locomotiva a vapor a circular no Brasil e transformada, posteriormente, em monumento cultural pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Esta locomotiva, por seu importante papel, como pioneira, constitui pedaço da história do ferroviarismo brasileiro. Foi construída em 1852 por Willian Fair Bairns & Sons, em Manchester, Inglaterra, fazendo, atualmente, parte do acervo do Centro de Preservação da História Ferroviária, situado no bairro de Engenho de Dentro, na cidade do Rio de Janeiro. (Fonte: Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes)

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FBN | Série Documentos Literários: A Encrenca Européa

junho 29, 2017

Próximo à data em que se completa mais um ano desde o Atentado de Sarajevo (28 de junho de 1914), que vitimou o herdeiro do Império Austro-Húngaro, Francisco Fernando, e contribuiu para o início da Primeira Guerra Mundial, a Série Documentos Literários apresenta o mapa satírico “A Encrenca Européa”, da autoria de Raul Pederneiras.

O professor, escritor e artista carioca Pederneiras (1874 – 1953) iniciou suas atividades em 1898, no jornal “O Mercúrio”, e colaborou com vários periódicos de alta circulação, tais como “O Malho”, “Fon-Fon”, “Revista da Semana” e “Jornal do Brasil”. Foi um dos caricaturistas mais aclamados das primeiras décadas do século XX, juntamente com J. Carlos (José Carlos de Brito e Cunha) e K. Lixto (Calixto Cordeiro). Segundo o pesquisador Rogério de Souza Silva, era um mestre da sátira e do trocadilho, sempre certeiro em suas críticas ao estado de coisas no país. Era também muito hábil em se adequar a exigências editoriais, produzindo imagens e textos sob encomenda sem, contudo, perder sua identidade como artista.

“A Encrenca Europea” é um mapa satírico publicado a 22 de agosto de 1914, pouco após a deflagração da Primeira Guerra Mundial. Foi patrocinado por uma instituição financeira de nome Globo, que oferecia empréstimos e seguros e que veicula informações nas bordas do documento.

O mapa reflete o talento de Pederneiras tanto na arte quanto nas palavras, denominando algumas regiões europeias de maneira brincalhona (“Lugar onde Judas perdeu as botas”, “Mancha — que limpa”) e apresentando os países como pessoas belicosas, usando roupas que identificam sua nacionalidade. A França é uma mulher com barrete frígio, a Espanha traz uma rosa entre os dentes, o Império Russo se apresenta como um bando de velhos agasalhados que lembram São Nicolau. Portugal é representado por um personagem de caricatura, o “Zé Povinho”, criado pelo artista Raphael Bordallo Pinheiro (1846 – 1905) que se tornou a personificação do homem do povo português. Curiosamente, “Zé Povo” — que mudava de aparência de acordo com o artista e com o momento político — foi um personagem produzido por vários caricaturistas, entre os quais Raul Pederneiras, em periódicos brasileiros do final do século XIX e início do XX.

O mapa “A Encrenca Européa” está na Divisão de Cartografia da Biblioteca Nacional e pode ser consultado através do link da BN Digital

FBN | 29 de março de 1693 – é fundada Curitiba

março 29, 2017
Em 29 de março de 1693, o capitão-povoador Matheus Martins Leme, ao coroar os “apelos de paz, quietação e bem comum do povo”, promoveu a primeira eleição para a Câmara de Vereadores e a instalação da Vila, como exigiam as Ordenações Portuguesas. Estava fundada a Vila de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, depois Curitiba.
 
A mudança do nome da vila e da rotina do povoado veio em 1721, com a visita do ouvidor Raphael Pires Pardinho, hoje nome de praça na cidade. Ele foi, provavelmente, a primeira autoridade a se preocupar com o meio ambiente da cidade, iniciando uma tradição pela qual Curitiba hoje é reconhecida internacionalmente. (Fonte: http://www.curitiba.pr.gov.br).
 
Em homenagem ao aniversário de Curitiba, a Fundação Biblioteca Nacional disponibiliza, para consulta e download, o “Mappa geral das terras públicas do município de Curitiba, província do Paraná”.
 
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