Posts Tagged ‘obras raras’

FBN | 3 de fevereiro de 1468: morre Johannes Gensfleisch Gutenberg

fevereiro 3, 2017

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Nascido em Mogúncia, ou Mainz, em 1398 ou 1400, Gutenberg é conhecido como o Pai da Imprensa, invento que revolucionou a propagação e a circulação do conhecimento.  Durante seus anos de pesquisa, desenvolveu uma técnica de impressão em papel com tipos (caracteres) móveis, feitos com uma liga de chumbo e antimônio e fixados em um molde ou matriz, que permitia combinações e recombinações e o reaproveitamento do material. Era Gutenberg, também, quem fabricava as tintas que aplicava sobre os tipos.

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Em homenagem ao aniversário de morte do inventor alemão, a Fundação Biblioteca Nacional disponibiliza, para consulta e download, a Bíblia de Mogúncia. Impressa em 1462, a obra é o incunábulo impresso da tradução em latim da Bíblia, por Johann Gutenberg, e marca, também, o início da produção em massa de livros no Ocidente. É o incunábulo mais antigo da Biblioteca Nacional, que dispõe de dois exemplares.

 

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Para acessar a Bíblia de Mogúncia, visite: http://bit.ly/1vW6l0d
Conheça mais sobre Johannes Gutenberg em: http://bndigital.bn.gov.br/acervodigital/

#Gutenberg #FBN #BibliotecaNacional #BN #TiposMoveis #BibliadeMoguncia #Moguncia #ObrasRaras

FBN | Saint Hilaire e as paisagens brasileiras

dezembro 7, 2016

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A exposição comemora o 200º aniversário da chegada de Saint Hilaire ao Brasil, descrevendo o itinerário percorrido pelo botânico e naturalista através de uma fusão de textos e imagens. Na mostra, densas florestas, campos gerais com araucárias, o distrito diamantino, índios, tropeiros e gaúchos saltam dos relatos escritos por Saint-Hilaire e ganham forma através das gravuras e desenhos produzidos por outros artistas, alguns dos quais no âmbito de expedições que seguiram o mesmo trajeto, como a de Carl von Martius e a do príncipe Maximilian zu Wied-Neuwied.

Saint Hilaire e as paisagens brasileiras
Biblioteca Nacional – Salão de Obras Raras
Av. Rio Branco, 219 – 3° andar
De 9 de dezembro a 28 de fevereiro
Segunda a sexta, de 10h às 17h
Classificação livre.

FBN | XII ENAR – Encontro Nacional de Acervo Raro – INSCRIÇÕES ENCERRADAS

outubro 31, 2016

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O Encontro Nacional de Acervo Raro – ENAR é um evento bienal que, inicialmente, era realizado juntamente ao Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação – CDDB. A partir de sua 7ª edição, passou a ser realizado na sede da FBN com grande sucesso, onde recebemos participantes de todo o Brasil e, em algumas edições, também convidados estrangeiros.

O ENAR visa expor e discutir a realidade dos acervos raros existentes no país, de modo a fortalecer a troca de experiências e divulgação de ações.  Em cada edição, procuramos contemplar temáticas que permitam este intercâmbio.  Para a 12ª edição, que será realizada nos dias 24 e 25 de novembro de 2016, na sede da FBN,  a temática do XII ENAR será: “Acervos raros no Brasil: coleções formadoras e políticas de desenvolvimento de coleções.

 

Acesse a programação completa:
XII ENAR

 

 

 

Saiba mais:

https://www.bn.gov.br/acontece/noticias/2016/05/ampliado-prazo-submissao-trabalhos-xii-enar-encontro

https://www.bn.gov.br/acontece/eventos/2016/11/xii-encontro-nacional-acervo-raro

#fundacaobibliotecanacional
#bibliotecanacional
#bnnamidia

FBN | Exposição – Gabinete de Obras Máximas e Singulares

setembro 5, 2016

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Inaugurada em 16 de agosto, a exposição “Gabinete de Obras Máximas e Singulares” convida o público para conhecer parte do acervo raro da Biblioteca Nacional. Sob a curadoria de Claudia Fares, a mostra reúne mais de 500 itens — a maioria é inédita —, dispostos em 18 vitrines verticais, que compõem os corredores do terceiro e quarto andares da instituição, e que também podem ser vistas no Salão de Obras Raras.

 

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A exposição é inspirada nos “Gabinetes de Curiosidades”, organizados durante os séculos XVI e XVII na Europa, por eruditos, naturalistas, profissionais liberais e nobres interessados nas ciências e na artes. Com a descoberta do Novo Mundo, tais gabinetes conheceram seu apogeu, recebendo itens exóticos e inusitados para enriquecer seus acervos, nos quais era possível observar animais empalhados, obras da antiguidade clássica, fósseis, plantas conservadas em frascos, autômatos, etc.

 

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Para saber mais sobre a exposição, acesse: https://www.bn.br/acontece/exposicoes/2016/08/gabinete-obras-maximas-singulares

 “Gabinete de Obras Máximas e Singulares”
Biblioteca Nacional – 3°, 4° andares e Salão de Obras Raras
Avenida Rio Branco 219 – Centro – Rio de Janeiro
16 de agosto a 31 de outubro de 2016
Segunda a sexta-feira, das 10h às 17h. Sábado, das 10h30 às 14h

#FBNnamidia
#bibliotecanacional
#fundacaobibliotecanacional

A Virtude da Paz é o novo tema da série de mostras organizadas na Fundação Biblioteca Nacional

dezembro 16, 2013

A Mostra Sobre a Virtude da Mansidão tem inicio na Segunda-Feira, 16, na Fundação Biblioteca Nacional, localizada no centro do Rio de Janeiro, e vai até 31 de janeiro de 2014.

Organizada pela Divisão de Obras Raras estão expostos materiais exclusivos de seu acervo, retratados em livros, documentos e tratados de paz que explicitam o contexto politico, literário, militar, religioso em torno da Virtude da Mansidão; cujo pensamento contribuiu para definir a geografia, a física, a história, a política e de todo o ideário do mundo como o conhecemos.

Incompatíveis com os demais Pecados Capitais, as Virtudes, donde se encontra a Mansidão que se opõem a ira, também é conhecida por serenidade e paz.

Desde a antiguidade, no universo mítico greco-romano que formam os pilares do pensamento ocidental, a Virtude foi debatida nas praças e Ágoras por filósofos e muito antes, narrada por poetas como objeto de excelência do homem. A virtude através de – como se referiam os helenos: Aretê.

Anteriormente, a divisão de Obras Raras foi responsável pela mostra que tratou dos Pecados e contou com uma extensa variedade de conteúdo; de cunho literário e científico, remontando desde o século XV.

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Emblemata Amoris, 1622. Raphael Custodis

Fundação Biblioteca Nacional. 219, Centro – Cinelândia

Salão de Obras Raras( 3º andar)

Seg. a sex das 10 às 17h.

Caridade é Amor: as Sete Virtudes ganham mostras na Biblioteca Nacional

fevereiro 28, 2012

“Ao Pio Leitor… A Virtude: Caridade é Amor”: mostra de livros raros na Biblioteca Nacional – 27 de fevereiro a 13 de abril de 2012

A Virtude da Caridade, considerada o fundamento de todas as virtudes e também denominada Amor, é tema de mostra na Biblioteca Nacional.

Complementando a série de sete exposições sobre os Pecados Capitais (“Ao Pio Leitor… o Pecado!”) desenvolvida entre dezembro de 2006 e junho de 2008, a Divisão de Obras Raras da Fundação Biblioteca Nacional inaugura a primeira de uma série de mostras de livros raros sobre as Sete Virtudes.

Se o pecado sempre foi objeto do interesse e do cometimento humano e se, segundo Santo Agostinho, “o pecado torna os homens cúmplices uns dos outros”; a virtude, de acordo com Santo Tomás de Aquino, “é um hábito do bem”.

Se cada um dos Pecados está muito bem representado no acervo da Divisão de Obras Raras, em obras de múltiplos conteúdos, tanto literários quanto científicos, impressas desde o século XV; a busca pelas Virtudes é bem mais complexa, posto que o tema é recorrente e quase restrito ao universo da literatura religiosa e moralizante.

Assim como no caso dos Pecados, várias listas sobre as Virtudes surgiram desde a Antiguidade, com diversas ordenações atribuídas por filósofos e teólogos, assumindo terminologias como “dignidades” e “divinas perfeições”. Dessas listas, predominaram as classificações das quatro Virtudes Cardeais (Prudência, Fortaleza, Temperança e Justiça) – consideradas fundamentais, porque orientam a conduta a partir da disciplina dos desejos; e das três Virtudes Teologais (Fé, Esperança e Caridade)  – dons próprios da relação com Deus.

No entanto, uma lista de sete virtudes foi organizada em oposição aos sete pecados capitais por Prudêncio, em seu poema épico Psychomachia, onde estabeleceu uma batalha entre as virtudes e os vícios, obtendo grande popularidade na Idade Média – e esta é a lista eleita para orientar cada segmento de exposição de livros raros:

1 Humildade (x Orgulho),
2 Caridade/Amor (x Inveja),
3 Mansidão (x Ira),
4 Diligência (x Preguiça),
5 Generosidade (x Avareza),
6 Temperança (x Gula), e
7 Castidade (x Luxúria)

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Em seqüência livre, a Divisão de Obras Raras abrirá a série com a Virtude da Caridade – considerada o fundamento de todas as virtudes e também denominada Amor – o “amor a Deus, por amor dele e ao próximo por amor de Deus”, o amor que se doa sem esperar nada em troca e que, mesmo assim, permanece como “um nunca contentar-se de contente” e “um cuidar que se ganha em se perder”. Essa abordagem, bastante popularizada pelo grupo Legião Urbana na letra de Monte Castelo e eternizada no Soneto 81 das Rimas de Camões, foi consagrada por São Paulo, na Primeira Epístola aos Coríntios: “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver caridade [amor…], não sou nada” (I Cor, 13, 1-2).

O emblema da Virtude, na obra Theatro moral de la vida humana, de Otto Van Veen (1701)

A imagem de abertura da série é o emblema da Virtude, com a Fortuna (sorte, destino) a seus pés, menosprezando as honras, as dignidades e as riquezas humanas, como indignas de sua majestosa generosidade. A Virtude está cercada por suas mais nobres espécies, que são a Piedade, a Justiça, a Prudência, a Fortaleza, a Magnanimidade e a Temperança – todas sob o ícone do Amor. A imagem, gravada em metal, compõe a obra Theatro moral de la vida humana, de Otto Van Veen, publicada em Anvers, 1701, um dos mais famosos livros de emblemas de todos os tempos.

Esta primeira Mostra revelará parte da preciosa Coleção de Emblematas da Biblioteca Nacional. As Emblematas são obras de caráter moral e pedagógico, estruturadas como manuais de conduta, fundamentadas na literatura clássica ou com abordagem religiosa – os autores de emblematas são, em geral, católicos, luteranos ou puritanos. Ricamente ilustradas, as emblematas foram inspiradas nas mitologias, alcançando grande popularidade na Europa dos séculos XVI, XVII e XVIII.

“Ao Pio Leitor… A Virtude: Caridade é Amor”: mostra de livros raros
27/02 a 13/04, na Divisão de Obras Raras da Biblioteca Nacional
Avenida Rio Branco, 219, 3º andar – Centro, Rio de Janeiro – RJ
De segunda a sexta, das 10h às 16h
Entrada Franca

Texto de Ana Virginia Pinheiro, bibliotecária chefe da Divisão de Obras Raras da Biblioteca Nacional

Nas férias, agende sua visita à Biblioteca Nacional

janeiro 17, 2012

Alta temporada leva milhares de turistas à Biblioteca, no Rio de Janeiro

Foram mais de 500 mil visitas no ano passado e parece que 2012 não vai ficar atrás: são muitos os turistas que a Biblioteca Nacional tem recebido neste ano, de domingo a domingo, do momento em que as portas se abrem, até o finalzinho do expediente, às 20h. São pessoas de todos os lugares do Brasil e do mundo, que incluem no roteiro o imponente edifício,  na Cinelândia, construído em 1910.

A BN realiza mais de cinqüenta visitas guiadas por semana e, nesta alta temporada, devido à grande procura, é necessário fazer agendamento, para garantir o passeio. O atendimento é feito pelos telefones (21) 2220-9484 e (21) 3095-3881 ou pessoalmente, no saguão de entrada da Biblioteca. As visitas são feitas de hora em hora, de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h; e aos sábados, domingos e feriados, das 12h30 às 16h30. De segunda a sexta, a BN oferece também visitas em inglês, sempre às 13h.

O passeio custa R$2,00 por pessoa, mas nessas férias (até fevereiro) será gratuito. Como às vezes a procura é muito grande, pode ser necessário agendar horário para o dia seguinte.

Há alguns dias, o historiador Roney Cytrynowicz escreveu um artigo super empolgado com impressões de uma visita feita à BN. A surpresa de Cytrynowicz se deu principalmente por ver a Biblioteca repleta de turistas, interessados em visitar a BN como ponto turístico do Rio e não exatamente como espaço de pesquisa. Uma questão interessante, que nos faz lembrar que a Biblioteca é, ao mesmo tempo, um lugar de leitura e de passeio.

Muita gente que passa em frente à BN mal sabe que ali estão guardadas milhões de obras, muitas delas únicas, que fazem da instituição uma das dez maiores bibliotecas nacionais do mundo, cuja coleção ultrapassa os 9 milhões de itens. Pinturas originais de Debret, fotografias que registraram viagens da Família Real pelo mundo, livros da Idade Média pintados com ouro, manuscritos de Chiquinha Gonzaga, Clarice Lispector, Euclides da Cunha, Machado de Assis, a primeira edição de Os Lusíadas, mapas do século XVI, cartas de reis, livros censurados. Um “infinito potencial”, como escreveu, certa vez, o acadêmico Marco Lucchesi.

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Periodicamente, a Biblioteca seleciona algumas das obras do acervo e as expõe ao longo de cada andar. Ou seja, além de conhecer o edifício de arquitetura eclética, com suas belas clarabóias francesas, cada época do ano garante uma visita completamente nova. Neste mês de janeiro, quem visita a BN conhece um pouquinho do acervo de histórias em quadrinhos da casa (2º andar), algumas edições preciosas da bíblia (3º andar), documentos sobre a vida do pintor e arquiteto italiano Giorgio Vasari, “pai do Renascimento”, no Espaço Cultural Eliseu Visconti (jardim), com mais de cem peças do acervo, e outros acervos expostos nos corredores. Em breve, estas exibições dão lugar a outras, de acordo com as efemérides do ano.

Não deixe de incluir a BN em seu roteiro de férias! Esperamos você!

Horários das visitas guiadas:
2ª a 6ª feira – 10h às 17h
sábados, domingos e feriados –  12h30 às 16h30

As visitas são feitas de hora em hora, de domingo a domingo. De segunda a sexta, às 13h, há passeios em inglês. Visitas especiais ou em grupos deverão ser agendadas com antecedência pelos telefones (21) 2220-9484 e (21) 3095-3881. Informações: visiguia@bn.br.

Preço do ingresso: R$ 2,00, com meia entrada para estudantes e gratuidade para pessoas com mais de 60 anos. É necessário apresentar documento de identificação com foto.

Horários das exposições:
3ª a 6ª feira – 10h às 17h
sábado, domingo e feriado –  12h às 17h
Horário limite para entrada: meia hora antes do término do atendimento