Posts Tagged ‘Parnasianismo’

FBN | 28 de dezembro de 1918 – morre Olavo Bilac

dezembro 28, 2016

olavo

 

Nascido no Rio de Janeiro, em 16 de dezembro de 1865, Olavo Braz Martins dos Guimarães Bilac foi um jornalista, poeta e inspetor de ensino brasileiro. Fazendo jornalismo político nos começos da República, Bilac foi um dos perseguidos por Floriano Peixoto, tendo de se esconder em Minas Gerais. No regresso ao Rio, contudo, foi preso.
A obra poética de Olavo Bilac se enquadra no movimento literário conhecido como Parnasianismo, que teve na década de 1880 a sua fase mais fecunda. Embora não tenha sido o primeiro a caracterizar o movimento parnasiano, o autor é tido por muitos como um dos maiores representantes do período (Fonte: Academia Brasileira de Letras).

Em homenagem ao aniversário de morte de Olavo Bilac, a Biblioteca Nacional disponibiliza, para consulta e download, o conto Mãe Maria, de Olavo Bilac, disponível em: http://bit.ly/2idXUvh

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FBN | Série Documentos Literários – “Fantásio”, pseudônimo de Olavo Bilac

outubro 21, 2016

fantasio

 

A Série Documentos Literários, colaboração da Divisão de Manuscritos, apresenta um poema assinado por “Fantasio”, um dos muitos pseudônimos de Olavo Bilac.

Tal como muitos escritores do século XIX, o poeta parnasiano (1865-1918) colaborou ativamente com jornais e revistas, e neles se utilizou de pseudônimos tais como “Puck”, “Brás Patife” e “Arlequim”. Alguns tinham inspiração nas cortes infernais, como “Mephisto”, “Belial” ou, ainda, “Diabo Coxo” e “Diabo Vesgo”. Segundo ele, sua intenção, ao usar pseudônimos, não era a de ocultar sua identidade, mas sim a de encarnar um personagem, um narrador que se adequasse à situação descrita na crônica ou no poema. O “Diabo Coxo”, por exemplo, afirmava ter o poder de se tornar invisível, com o que pôde comparecer – e, mais tarde, criticar – a um almoço oferecido pelo Ministério das Relações Exteriores a diplomatas estrangeiros, em julho de 1896.

“Fantasio”, um dos pseudônimos preferidos de Olavo Bilac, assinava poemas e crônicas em versos, tendo figurado muitas vezes no periódico “A Bruxa” (1896-1897). Os temas eram variados: literatura, política brasileira e internacional, campanhas como a do combate à febre amarela. No poema “Em Custódia”, datado de julho de 1894, o que o autor relata é a experiência de passar pela prisão, consequência de sua ferrenha oposição ao Marechal Floriano Peixoto. São versos duros, que traduzem amargura e desesperança:

Quatro prisões, quatro interrogatórios…
Há três anos que as solas dos sapatos
Gasto, a correr de Herodes a Pilatos,
Como Cristo, por todos os pretórios!

O poema foi escrito pelo próprio Olavo Bilac, mas, além de sua assinatura como “Fantasio”, traz também a de um amigo, o escritor Coelho Neto (1964-1934), com quem Bilac chegou a compartilhar outro pseudônimo, “Victor Leal”. Segundo anotação no verso, o documento acompanhava o livro “Poesias”.

O original está sob a guarda da Divisão de Manuscritos e integra a Coleção Literatura. Pode ser consultado acessando o link da Biblioteca Digital:

http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_manuscritos/mss_I_07_11_029/mss_I_07_11_029.pdf
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