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FBN | Revista Illustração Brasileira – Recife (1922).

fevereiro 17, 2017

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Há 95 anos, a Revista Illustração Brasileira publicou uma matéria sobre a capital pernambucana chamada “O Recife”.

 

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No texto de abertura da reportagem, assinada por Mario Melo, é feita uma caracterização de Recife como “Praia de pescadores no inicio da colonisação portugueza, centro de resistencia dos soldados de Mathias de Albuquerque na invasão neerlandeza, capital do Brasil hollandez no governo de Mauricio de Nassau (…)”.

 

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Leia a publicação na íntegra em: http://memoria.bn.br/docreader/107468/5288
Acesse, também, a Hemeroteca Digital para conhecer outros periódicos: bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/

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FBN | 23 de janeiro de 1637 – chegada de Mauricio de Nassau ao Recife

janeiro 23, 2017

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Johann Mauritis Von Nassau-Siegen nasceu na Alemanha, em 17 de junho de 1604. Filho de uma das família nobres mais importantes da Europa, estudou em Genebra, Herbon e Basileia. Com formação Calvinista, ingressou na carreira militar em 1621, durante a Guerra dos Trinta Anos (1618-1648), alcançando o posto de alferes de cavalaria. Promovido a capitão em 1626, três anos mais tarde assumiu o posto de coronel.

Aos 33 anos de idade, recebeu o convite para trabalhar na Companhia das Índias Ocidentais, onde foi destacado para administração dos domínios holandeses no Brasil, para onde partiu em 25 de outubro de 1636 trazendo na tripulação cientistas, arquitetos e engenheiros.

No dia 23 de janeiro de 1637, sua esquadra chegou ao Recife, cidade escolhida para ser a capital do Brasil holandês. Em sua comitiva, havia pintores, como Frans Post e Albert Eckhout, escultores, astrônomos, arquitetos e outros cientistas.

Em homenagem à chegada do explorador no Recife, a Fundação Biblioteca Nacional disponibiliza, para consulta e download, o mapa “Perfect Caerte der Gelegen theyt van Olinda de Pharnambuco Maurits-stadt ende t’Reciffo”, considerada uma das melhores plantas do período do domínio holandês, tanto na representação cartográfica quanto na riqueza de informações: http://bit.ly/2hNs0Vc

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FBN | Série Documentos Literários – Gregório de Mattos Guerra

setembro 16, 2016

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A série Documentos Literários, contribuição da Divisão de Manuscritos da Biblioteca Nacional, apresenta um códice do século XVIII contendo poemas de Gregório de Mattos Guerra, um dos mais conhecidos escritores do Barroco em língua portuguesa.

A biografia de Mattos Guerra tem algumas imprecisões, a começar por seu ano de nascimento: algumas fontes o fixam em 1623, outras em 1633 e outras, ainda, em 1636. Sabe-se que estudou com os jesuítas na Bahia, onde nasceu, e depois se formou em Direito em Coimbra, como boa parte dos filhos de famílias abastadas no Brasil colonial. Tomou, ainda, ordens religiosas menores, das quais foi destituído algum tempo depois.

Embora nunca tenha publicado livros em vida, Gregório de Mattos logo alcançou grande notoriedade com seus poemas, especialmente os satíricos, que criticavam acidamente a sociedade baiana em todos os seus estratos. Isso lhe valeu a famosa alcunha de “Boca do Inferno” e muitos inimigos, alguns deles poderosos. Em 1685, ele chegou a ser denunciado ao Tribunal da Inquisição por sua irreverência e costumes libertinos, e, alguns anos mais tarde, foi degredado para Angola. Conseguiu retornar ao Brasil, porém, com a condição de não mais residir na Bahia. Em vez disso, estabeleceu-se no Recife, onde viria a morrer de uma febre contraída na África, em 1695 ou 1696.

Além das sátiras e dos poemas eróticos, alguns de cunho pornográfico, pelos quais ficou mais conhecido, Mattos Guerra deixou muitos poemas de teor religioso e espiritual. Essa vertente de sua obra expressa todas as contradições do Barroco, um período em que o homem, aprisionado entre o teocentrismo medieval e o pensamento científico que só viria de fato a eclodir um século mais tarde, se sentia atormentado pela noção do Mal e do pecado e insignificante perante a grandeza de Deus.

O manuscrito que ilustra este texto é o Tomo 2º d´ As Obras Poeticas do Dr. Gregorio de Mattos Guerra, divididas em 4 tomos Em que se contem as Obras sacras, Jocoserias, e satíricas, que a brevidade não permittio separar. Trata-se, portanto, de um dos muitos códices manuscritos que reuniam poemas de Mattos Guerra e que circularam no Brasil colonial. Neste caso temos a data e o local da cópia – Bahia, anno de 1775 – e, ainda, notas a lápis informando que o livro pertenceu a Sua Majestade, o imperador [Pedro II], e que integra a Coleção Teresa Cristina Maria, uma das maiores da Biblioteca Nacional, doada pelo imperador em 1891.

O documento está sobre a guarda da Divisão de Manuscritos e foi inteiramente digitalizado, podendo ser acessado através da BN Digital, no link: http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_manuscritos/mss1374914/mss1374914.pdf

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