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Seminário O Escritor e seu Tradutor: “Tradução é em larga medida uma nova obra”

agosto 8, 2014

 

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Autor do Prêmio Machado de Assis, de 2010, da Fundação Biblioteca Nacional, pelo romance Habitante Irreal, Paulo Scott, participou do seminário O Escritor e Seu Tradutor, ao lado de Daniel Hahn, realizado no Auditório Machado de Assis, mediado pela jornalista Rachel Bertol.

Organizado pelo Centro Internacional do Livro (CIL), o evento foi apresentado pela Coordenadora da Divisão, Moema Salgado, com tradução simultânea. Paulo Scott, Porto alegrense radicado no Rio de Janeiro, inicia o debate lendo um trecho de Habitante Irreal.

Em seguida, Daniel leu o mesmo trecho em inglês. Provocado por Rachel, o tradutor, e também escritor, é segundo Rachel, “importante divulgador da literatura brasileira”, revelou a complexidade da obra de Paulo, que considerou difícil e brilhante ao mesmo tempo: “ Uma novela brilhante”, afirma Daniel, que se afasta dos estereótipos brasileiros associados a futebol e carnaval.

Daniel prosseguiu o debate apontando os percalços em reconstruir as sentenças em inglês, as particularidades do português do sul, que o obrigou a recorrer ao autor inúmeras vezes para saber alguns termos e como as diferenças geográficas influenciam a compreensão do texto no idioma lusófono.

Paulo contou um pouco sobre sua trajetória como um dos membros da revista literária Granta, que carrega os expoentes da literatura brasileira contemporânea como João Paulo Cuenca, Ricardo Lísias e Daniel Galera. Paulo também falou de sua explosão e posterior adaptação para o cinema e teatro de Ainda Orangotangos, a pequena revolução editorial a qual fez parte, revelando a influência da linguagem jurídica em sua literatura, devido a sua formação em Direito. Sobre a importância da tradução, o autor afirma: “Tradução é em larga medida uma nova obra”,

Habitante Irreal foi contemplado pelo Programa de Apoio a Tradução, da Fundação Biblioteca Nacional.

A Problemática Metodologica dos 50 anos do Golpe de 1964: Entre a Memória e a História, encerra seminário na FBN

março 28, 2014

 

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A participação da população no golpe de 1964, as consequências da modernização, o poder absoluto dos militares e os reflexos da ditadura no país até hoje, foram alguns dos temas tratados pelos acadêmicos Rodrigo Sá Motta (UFMG), Daniel Aarão Filho (UFF) e Luis Costa Lima (PUC), na mesa redonda de encerramento  A Problemática Metodologia do Golpe Militar de 1964: Entre a Memória e a História do seminário que acontece na Fundação Biblioteca Nacional; Golpe de 1964 – 50 anos.

Rodrigo Sá Motta, autor de As Universidades e o Regime Militar, abriu o debate, lembrando de sua legitimação através do discurso anti-comunista, sobretudo, anti-subversivo e da alta intervenção do Estado através de uma linha modernizadora que, nas embora tenha contribuído, segundo Rodrigo, para a modernização das faculdades, por outro lado resultou na censura a vida universitária, através do Estado autoritário que “mudou as estruturas da universidade brasileira”. Rodrigo lembrou que o sistema de vestibular vigente até hoje, foi criado pelos militares para aplacar a revolta estudantil, considerada na época de extrema ameaça. Motta concluiu alertando do jogo de acomodação da elite e daqueles que se beneficiaram em cargos, mesmo sendo indivíduos considerados perigosos pelo governo.

Daniel Aarão Filho tomou a palavra, falando da relação entre a sociedade e a ditadura no que ele lembrou como, golpe civil e militar. O apoio civil foi enfatizado pelo professor que  falou da presença das massas até setembro de 1964  nas marchas em celebração ao Estado de Exceção em todo país. Apropriou-se do termo do historiador francês, LaBorie, ao denunciar as “zonas cinzentas” brasileiras compostas daqueles que eram contra e a favor ao golpe militar, ao mesmo tempo. Daniel também falou da duvida quanto a validade da ditadura no Brasil, pairando entre três datas: 1979, 1985 e 1988.

 

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Para o autor de A Ditadura Que Mudou o Brasil Nos Anos do Golpe de 1964, ela se finda em 1979, quando não há Estado de Exceção, mesmo com um governo militar. Em 1985, não ocorre uma mudança institucional, econômica, politica ou cultural mesmo com a chegada de um civil ao poder, já que Sarney fora um homem da ditadura e interpretá-lo como puramente um não militar na presidência da república consistiria, segundo o próprio estudioso, numa incongruência e inconsequência. E mesmo na constituição de 1988, haveria resquícios dos aparelhos de extrema direita na constituição, como Daniel apelidou de “Cacos”, como a Lei Fleury e o nosso próprio modelo econômico que o professor da Universidade Federal Fluminense afirma que “jogou o capitalismo brasileiro há custa de desigualdades tremendas”. Daniel Aarão Filho fechou sua intervenção falando da militarização da PM.Imagem

Em seguida, Costa Lima fechou remontando a ditadura de 1930 com Getúlio Vargas e apresentou diferenças e semelhanças com o golpe de 1964. Para ele, esse segundo momento não deve ser visto isoladamente e sim, como “uma manifestação em sentido contrario a revolução de 1930” com inclinação evidente de direta, ao contrário do populismo Varguista que apesar de influencias nazi-fascistas, aparentemente inclinava-se ao esquerdismo e ao populismo, cuja semente fora desmatada de forma mais opressiva e arbitraria em nome da ordem. “ Democracia sempre foi um nome sem conteúdo”, conclui o estudioso.

A Fundação Biblioteca Nacional sediou, nos dias 27 e 28 de março, o seminário Golpe de 1964 -50 anos, realizando em seu auditório quatro mesas com intelectuais e servidores que dedicaram seus trabalhos ao resgaste desse período do nosso país, acompanhada de uma Mostra de periódicos alternativos como O Pasquim, Anistia e Pif-Paf.

 

Seminário: Golpe Militar – 50 anos

março 20, 2014

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Os 50 anos do Golpe Militar de 1964 será tema do seminário que acontecerá nos dias 27 e 28 de março, no auditório Machado de Assis da Fundação Biblioteca Nacional. Durante os dois dias, mesas redondas entre intelectuais de diversas instituições, inclusive da própria instituição, serão realizadas. Entrada franca.

No dia 27, quinta-feira, às 10h30, Dulce Pandolfi, graduada em ciências sociais pela UFF e pesquisadora do CPDOC da Fundação Getúlio Vargas, participará da conferência de abertura, falando sobre o tema O Presente E O Passado.

No mesmo dia, às 14 horas acontecerá a primeira mesa do dia, com a presença de Bruno Brasil (Fundação Biblioteca Nacional), Maria Paula Araújo (UFRJ) e Hugo Bellucco (UFF) para falar da Imprensa Alternativa Na Ditadura Militar, e está programada para ser encerrada às 15h30. Fechando o ciclo de debates do dia, às 15h45, As Relações Entre os Estados Unidos e as Ditaduras Militares no Cone Sul serão debatidas por Rafaella Bettamio (Biblioteca Nacional, CPDOC/FGV), Samantha Quadrat (UFF), Norberto Ferreras (UFF) e Tatiana Poggi (UFF).

Na sexta-feira, 28, às 10 horas, a Relação da imprensa, da Literatura e das Artes com a Censura, será o assunto da primeira mesa redonda do dia, entre Pedro Lapera (Biblioteca Nacional), Flamarion Maués (USP) e Luciana Lombardo (PUC-RIO). Às 14 horas, a mesa de encerramento tratará da Problemática Metodologia do Golpe Militar de 1964: Entre a Memória e a História, com Luiz Costa Lima(PUC-RIO), Daniel Aarão Reis Filho (UFF) E Rodrigo Motta (UFF)

NOVA EDIÇÃO DE ENCONTROS COM O EXÍLIO ESTÁ NA COLUNA ESPECIAL DA VEJA RIO

março 10, 2014

Evento que acontecerá nesta quinta-feira, 13, no Auditório Machado de Assis, no prédio sede da Fundação Biblioteca Nacional e e tratará do tema Exílio: África e Banzo com a presença de Alberto Costa e Silva, saiu essa semana na Veja Rio na coluna Especial por Thayz Guimarães

Literatura do Exílio é o tema da nova edição de Encontros com o Exílio

janeiro 30, 2014

Literatura de Exílio dá continuidade aos Encontros com o Exílio, organizados pela Fundação Biblioteca Nacional e o Programa de Pós-Graduação em História Social da UFRJ. A nova edição deste encontro vai acontecer dia seis (06) de fevereiro e conta com a participação dos especialistas, Ronaldo Wrobel, Adriana Armony e Stefania Chiarelli.

Os participantes dessa conversa são grandes conhecedores de literatura, que conectam a intimidade com as palavras com o judaísmo. Ronaldo Wrobel além escritor foi colunista na revista sobre temas judaicos Menorah. Adriana Armony é uma das organizadoras de Primos, compilação que reúne contos de autores de origem tanto árabe quanto hebraica. Já Steffania Chiarelli, doutora pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RIO) lançou ano passado O Futuro pelo Retrovisor, uma análise da literatura brasileira contemporânea.

Ainda em fevereiro, 20, acontece um novo encontro; Pertença e desenraizamento: narrativas cinematográficas e história social com Andrea Casa Nova, Bruno Leal e Andréa França.

Entre 1933 e 1945, o Brasil recebeu mais de 15 mil refugiados de origem germânica, compondo, juntamente com a Argentina, um importante eixo do exílio alemão na América Latina.

Desde novembro de 2013, Encontros com Exílio, está reunindo intelectuais de diversas áreas da humanidade; como sociologia, história e filosofia, acompanhada da exposição …Olhando mais para frente do que para trás… do arquivo do Exílio Alemão da Biblioteca Nacional Alemã.

Local: Auditório Machado de Assis (Rua México, s/nº – Centro – Rio de Janeiro – RJ – acesso pelo jardim)

Horário: 18h.

Entrada Franca.

 

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