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Participe junte-se a nós na mobilização em favor das bibliotecas públicas!

março 24, 2014

O projeto Mais Bibliotecas Públicas, resultado da parceria entre a Fundação Biblioteca Nacional (FBN) e o Centro de Desenvolvimento e Cidadania (CDC), está iniciando um processo de mobilização local a favor da ampliação do número de bibliotecas públicas no Brasil, através dos Encontros de Mobilização do Mais Bibliotecas Públicas, que já passou em cidades do Alagoas e Belo Horizonte.

Sergipe e Paraíba foram escolhidas como os próximos destinos SNBP. Confira a agenda:

 

Encontros de Mobilização do Mais Bibliotecas Públicas

  •          25 de março de 2014 – Mais Bibliotecas Públicas em Aracaju (SE):

15h30 – 18h30: Reunião com equipe de sistema

Local: Biblioteca Pública Epifânio Dória.

 

  •          26 de março de 2014 – Mais Bibliotecas Públicas em Nossa Senhora do Socorro (SE):

09h00 – 13h00: Encontro mais Bibliotecas Públicas

Local: Centro Cultural Gilson Prado Barreto

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       Encontros de Mobilização do Mais Bibliotecas Públicas

  •          25 de março de 2014 – Mais Bibliotecas Públicas em João Pessoa (PB):

15h30 – 18h30: Reunião do Mais Bibliotecas –SEBP – PB

Local: Avenida Ruy Carneiro, 845, Brisamar, João Pessoa (PB)

 

  •          26 de março de 2014 – Mais Bibliotecas Públicas em Frei Martinho PB):

13h00: Encontro na cidade de Frei Martinho

Local: Largo da Guia, 08, Centro – Espaço Municipal – Frei Martinho

 

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Mais informações: http://snbp.bn.br/agenda/

Novo Cadastro Nacional De Bibliotecas Públicas

novembro 13, 2011

A Fundação Biblioteca Nacional (FBN/MinC), através do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP), convoca, a partir do edital lançado na última sexta-feira, dia 30/9, as Bibliotecas de todo o Brasil a se cadastrarem no novo Cadastro Nacional de Bibliotecas Públicas, projeto realizado em conjunto com o Sistema Nacional de Informação e Indicadores Culturais (SNIIC).

O objetivo do cadastro é mapear de maneira abrangente todas as bibliotecas existentes no país, sejam elas públicas, comunitárias, escolares, universitárias, ou especializadas, levantando dados sobre a relação institucional, público, acervo, serviços, infraestrutura e gestão.

Para inserir seus dados as bibliotecas públicas, escolares, universitárias e especializadas devem ser cadastradas pelos órgãos públicos, ou privados aos quais estão vinculadas, a partir do CNPJ da instituição. Já as bibliotecas comunitárias e os pontos de leitura poderão ser cadastrados a partir do CNPJ da instituição mantenedora, ou pelo CPF do responsável pela biblioteca/ponto de leitura.

É importante realçar que apenas as Bibliotecas que estiverem com os dados atualizados no Cadastro Nacional de Bibliotecas Públicas estarão em condição de participar dos programas de modernização e atualização de acervos, coordenada pelo Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas.

Para acessar o cadastro, clique aqui.

Em caso de dúvida, mande sua pergunta para cadastrosnbp@bn.br ou ligue para a Coordenadoria Geral do SNBP através do telefone 21-2220-4690.

Biblioteca Nacional + 200 Anos – entrevistas

novembro 12, 2011

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Nos dias 24 e 25 de outubro, a Biblioteca Nacional convidou especialistas de várias partes do mundo para discutir o futuro das bibliotecas, com foco especial nas instituições nacionais de cada país. O seminário Biblioteca Nacional + 200 Anos trouxe ao Rio de Janeiro experts e diretores de Bibliotecas Nacionais para apresentarem experiências atuais e discutir perspectivas para o futuro da informação e seu compartilhamento.

Perguntamos para alguns dos convidados qual seria o futuro da “biblioteca” como instituição de preservação de memória e de oferta de conhecimento ao público. Como a biblioteca do futuro vai administrar a informação digital? Ela vai deixar de ser um espaço físico para se transformar em virtual? Veja o que responderam:

Paulo Herkenhoff, crítico de arte
Acho que a era digital é uma era que vai ser determinada pelo leitor e pela leitura, mais que pelo objeto. Estar atento ao leitor me parece uma das chaves para o futuro da biblioteca. Se quisermos permanecer como sociedade, nós precisamos de instituições que sejam capazes de representar simbolicamente nossa diversidade, nossos conflitos, nossas diferenças. Quais são as contradições, quais são os conflitos? Tudo isso deve estar dentro dessa instituição. O futuro da biblioteca poderia ser esse lugar onde uma rede de subjetividades se construa como um processo coletivo. Esse lugar é virtual, mas é um lugar com vontade de ser esse lugar e, por isso, exigirá fineza política para que não seja partidário, mas um projeto de estado.

Maria Inês Cordeiro, subdiretora geral da Biblioteca Nacional de Portugal
Embora caminhemos rapidamente para uma parte do acervo estar disponível na internet, nós não diminuímos o número de leitores. Até temos aumentado o número de consultas localmente. E isso contradiz um pouco aquilo que normalmente as pessoas esperam que é “quanto maior for o acervo digital, menor será a procura física, local, na biblioteca”. Tem sido uma experiência importante para nós verificar que não. Uma coisa não invalida a outra. Penso que isso se deve também à grande variedade do acervo e à dimensão enorme do acervo [da Biblioteca Nacional de Portugal]. Não penso que daqui a 50 anos a biblioteca física vai deixar de existir enquanto tal, procurada pelas pessoas, porque nós continuamos a preservar o patrimônio físico e a sociedade quer que continuem a existir os livros fisicamente. Mesmo que estejam digitalizados, haverá sempre uma procura por razões de investigação.

Marco Streefkerk, diretor da DEN Foundation (Dutch Knowledge Center for Digital Heritage)
Houve uma discussão na Holanda sobre o futuro das bibliotecas e não se chegou a uma resposta. Há muitas opiniões sobre como será esse futuro e acho importante que a biblioteca discuta, mas que abra essa discussão para a sociedade. O que é esperado da Biblioteca? Que serviços especiais ela deve oferecer? Ainda acho que as pessoas gostam de estar juntas. Aprender é uma atividade social, não é algo que se pode fazer apenas em casa, na frente do computador.

John K. Tsebe, diretor da Biblioteca Nacional da África do Sul
Os livros estarão sempre aí, por isso devemos preservar o livro de papel. Ao mesmo tempo, devemos garantir a digitalização e o acesso a conteúdo virtual – talvez no sistema de computação em nuvens. É preciso que esse conteúdo seja acessado da forma mais universal possível. Minha visão é que a Biblioteca Nacional como um objeto físico, como uma construção, sempre existirá, porque se você olhar para qualquer país do mundo, a Biblioteca Nacional sempre será a maior biblioteca daquele país, em termos de espaço físico. É o lugar onde as pessoas podem ir, interagir, compartilhar ideias. O formato digital é importante, mas não vai substituir o livro físico. Acredito que devemos promover um equilíbrio entre as obras impressas e as virtuais – as que são digitalizadas ou as que já nascem digitais.

Roberto Aguirre Bello, chefe de coleções digitais da Biblioteca Nacional do Chile
As Bibliotecas Nacionais, como espaço físico, vão continuar existindo, sem dúvida. Muitas pessoas vão sempre preferir consultar os livros impressos, mas as bibliotecas virtuais oferecem algumas soluções, sobretudo para aqueles que desejam consultar obras de lugares remotos e a qualquer momento do dia. No Chile, a recepção aos objetos digitalizados tem sido muito boa e estamos fazendo todos os esforços para, cada vez mais, chegar a diferentes segmentos da comunidade com nossos serviços.

Aquiles Brayer, curador da coleção digital da British Library e consultor da Biblioteca Nacional do Brasil
A biblioteca física vai virar um espaço simbólico e o simbólico vai virar quase o real, que é o virtual. A biblioteca vai ter que oferecer serviços para acesso a conteúdos digitais, disso não se tem nenhuma dúvida, e os objetos que a biblioteca retém em seu acervo vão ficar quase como um instrumento de museu, não exatamente nesse sentido, porque ele ainda vai ser manipulado. Mas com a cópia digital, a biblioteca vai ter que trabalhar cada vez mais na prestação de serviços do que propriamente na formação de acervos.