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FBN | Perfis: Magali Engel e as redes de sociabilidade que permeiam a trajetória de Lima Barreto

maio 26, 2017
 
Investigar as redes de sociabilidade presentes na construção da trajetória intelectual de Lima Barreto nas primeiras duas décadas do século XX – eis o objeto da investigação de Magali Gouveia Engel, pesquisadora residente da Biblioteca Nacional selecionada pelo Programa de Residência em Pesquisa na Biblioteca Nacional em 2016.
 
Leia a matéria na íntegra em: http://bit.ly/2qXc0XL
 
#FBN #LimaBarreto #MagaliEngel #BibliotecaNacional

FBN | Série Documentos Literários – Prosa e versos contra o Marquês de Pombal

maio 26, 2017

A Série Documentos Literários, contribuição da Divisão de Manuscritos, apresenta uma compilação de poemas e libelos contrários ao Marquês de Pombal, primeiro-ministro português durante o reinado de D. José I, cujas medidas políticas e econômicas afetaram também o Brasil.

Sebastião José de Carvalho e Melo (Lisboa, 13/5/1699 – Pombal, 8/5/1782) era filho de um fidalgo sem grandeza, com propriedades em Leiria. Estudou Direito na Universidade de Coimbra e entrou para a carreira diplomática, tornando-se o representante da Coroa Portuguesa em Londres. Nessa época teriam germinado suas primeiras ideias políticas e planos para a economia, que viria a implementar em Portugal e em suas colônias. Mais tarde foi para Viena, onde mediou uma contenda entre a Áustria e a Santa Sé. Regressando a Lisboa, foi, após a morte de D. João V (1750), nomeado Secretário de Estado dos Negócios Interiores do Reino, um cargo equivalente ao de Primeiro-Ministro.

Daí em diante, ao longo de quase três décadas, Carvalho e Melo – que em 1759 recebeu o título de Conde de Oeiras e só em 1770 receberia o de Marquês de Pombal – governou com mão de ferro, inspirado pelo sistema inglês, cujos métodos tentou adotar a fim de incrementar a economia portuguesa. Entre suas medidas contam-se a reconstrução de Lisboa após o terremoto de 1755, a abolição da escravatura nas Índias Portuguesas em 1761, a instituição da Real Mesa Censória, a reestruturação do exército, da marinha e da Universidade de Coimbra. No Brasil, promoveu uma reforma política, criou companhias de comércio, transferiu a capital de Salvador para o Rio de Janeiro (1763) e expulsou os jesuítas da colônia, tomando posse de suas terras, ao mesmo tempo que fundava escolas públicas laicas, as chamadas Aulas Régias.

O Marquês de Pombal permaneceu no poder até a morte de D. José I, em 1777. Foi destituído por D. Maria I e morreu tranquilamente em sua propriedade. É uma das figuras mais marcantes e controversas da História de Portugal, considerado pela maioria dos estudiosos um “déspota esclarecido”, que procurava combinar a monarquia absolutista com o racionalismo dos iluministas. Em sua época teve muitos admiradores e apoiadores, mas também inúmeros inimigos e críticos, sendo alvo de poemas satíricos, libelos difamatórios e cartas de acusação que frequentemente circulavam de forma anônima.

Este manuscrito é uma cópia não datada de alguns desses textos, possivelmente produzida nas últimas décadas do século XVIII ou nas primeiras do século XIX. Oferecida à Biblioteca Nacional pelo barão de Cotegipe, reúne, em 17 páginas, admoestações dirigidas a Carvalho e Melo, identificadas sob o título “Artigos em prosa e verso contra o marquês de Pombal e seu governo”. O original está sob a guarda da Divisão de Manuscritos. O documento pode ser consultado na íntegra através do link da BN Digital:

http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_manuscritos/mss_I_07_16_026/mss_I_07_16_026.pdf

FBN | 24 de maio de 1543: morre Nicolau Copérnico

maio 24, 2017

Nascido em 19 de fevereiro de 1473, na cidade de Torun, Polônia, Nicolau Copérnico foi um clérigo, astrônomo e matemático polonês, conhecido como o primeiro estudioso da era moderna a defender em obra publicada a hipótese heliocêntrica. A extensão cosmológica da afirmação do cientista, de que nem a Terra nem o Sol ocupariam posição privilegiada no Universo, tornou-se uma das grandes referências da revolução científica dos séculos XVI e XVII.

A revista Carioca, em maio de 1938, publicou uma matéria sobre “Nomes que a historia guardou”, destacando a figura de Copérnico. Para ler a publicação, acesse: http://memoria.bn.br/docreader/830259/8097

Consulte, também, a obra ‘Mikolaya kopernica’ (O julgamento de uma moeda), em seu original polonês, no link http://bit.ly/2kGTLPV

#FBN #BN #BibliotecaNacional #BNDigital #HemerotecaDigital#NicolauCopérnico #Copérnico #RevistaCarioca

FBN | 23 de maio de 1865: nasce Epitácio Pessoa

maio 23, 2017

“Filho do Tenente-Coronel José da Silva Pessoa e D. Henriqueta Barbosa de Lucena, Epitácio Pessoa nasceu na cidade do Umbuzeiro, Província da Paraíba do Norte, em 23 de maio de 1865.

Órfão de pai e mãe aos oito anos de idade, estudou com dificuldade e por força da ajuda do Tesouro Provincial de Pernambuco, terminou com brilhantismo o curso de Ciências Jurídicas e Sociais na Faculdade de Direito do Recife, em 13 de novembro de 1886.

Eleito Presidente da República, tomou posse a 28 de julho de 1919 cumprindo o mandato do anterior, que faleceu, terminando-o a 15 de novembro de 1922.

Homem talentoso, ilustrado, de vasta cultura, publicou notáveis trabalhos e exerceu cargos em congressos internacionais até ser proclamado membro titular da Corte Permanente de Justiça Internacional, em 10 de setembro de 1923.

Recebeu inúmeros títulos e condecorações de vários países em reconhecimento a seu altíssimo saber jurídico.

Faleceu em 13 de fevereiro de 1942.” (Fonte: Ministério Público Federal).

Em homenagem a Epitácio Pessoa, a Fundação Biblioteca Nacional disponibiliza, para consulta e download, a fotografia de Rodolfo Pinto do Couto posando ao lado da escultura de Epitácio Pessoa.

http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon276816/icon1421731.html

Para conhecer mais sobre a História do Brasil, visite a BNDigital em: http://bndigital.bn.gov.br/acervodigital

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FBN | 19 de maio: Dia Mundial do Físico

maio 19, 2017

No Dia instituído pela ONU como Dia do Físico, a Fundação Biblioteca Nacional presta uma homenagem a esses pesquisadores na figura de René Just Haüy, o Abade Haüy, pioneiro em vários campos das Ciências naturais.
 
Nascido em Saint-Just-en-Chaussée, França, a 28 de fevereiro de 1743, era de família humilde e só pôde estudar graças à ajuda de parentes e amigos e à proteção dos religiosos da Abadia de Saint-Just. Ordenou-se padre e foi nomeado cônego da Catedral de Notre Dame de Paris, passando a ser conhecido como Abade Haüy, embora não seguisse a vida clerical. Seu primeiro interesse científico foi pela área da Botânica, mas logo se voltaria para a Mineralogia, especialmente o estudo das formas assumidas pelos cristais, as quais – ele notou – não eram aleatórias, mas seguiam um padrão geométrico. De seus estudos derivaram as chamadas Leis de Haüy ou da Racionalidade dos Índices. As descobertas foram logo reconhecidas por expoentes científicos daquela época, e o Abade conquistou um lugar na prestigiada Academia de Ciências da França.
 
Além da Mineralogia, Haüy efetuou importantes estudos na área da Piroeletricidade, conduzindo estudos pioneiros. Sua vida dedicada à ciência sofreu, contudo, um forte abalo na época da Revolução Francesa, quando foi perseguido, assim como outros clérigos; chegou a ser preso e a ter seus livros e coleções destruídos, e só se livrou da pena capital por influência de seu antigo aluno Geoffroy Étienne de Saint-Hilaire. Mais tarde, foi nomeado professor de Mineralogia no Museu Nacional de História Natural. Seu trabalho influenciou muitos pesquisadores, inclusive José Bonifácio de Andrada e Silva, que estudou Geologia e Metalurgia em Paris.
 
Com a Restauração do governo francês, Haüy foi exonerado de seus cargos. Morreu na pobreza, em Paris, a 3 de junho de 1822, sem no entanto ter perdido o respeito por parte de seus pares e da sociedade. Deixou vários livros científicos, entre os quais o “Tratado Elementar de Física”, publicado em duas partes na França (1803 e 1806), o qual, traduzido, sairia no Brasil pela Impressão Régia, em 1810.
 
A Biblioteca Nacional possui um exemplar, que está sob a guarda da Divisão de Obras Gerais. A obra foi digitalizada e pode ser consultada através desse link:
 
 
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FBN | 16 de maio: Aniversário de Nova Friburgo

maio 16, 2017

“O local que hoje constitui o município de Nova Friburgo se estabeleceu em uma área indígena conhecida nos tempos do império como “sertão ocupado por várias nações dos índios brabos”. Os primeiros habitantes nativos da região eram povos das tribos Puri, Puri-Coroado e Guayacaz, que viviam em cabanas simples nas margens dos rios.

Os primeiros europeus que chegaram à região foram os portugueses, atraídos pelo cultivo do café, que se expandiu a partir de Cantagalo. Junto com eles, vieram os escravos africanos, que trabalhavam na lavoura e nos serviços caseiros. No atual distrito de Lumiar, em Benfica, e em São Pedro da Serra, há evidências culturais de quilombos formados por negros e suas famílias, foragidos das fazendas de Cantagalo e da Baixada Fluminense.

Atualmente, a cultura da cidade é fortemente influenciada pela colonização europeia. Tanto, que no centro da cidade, um dos principais pontos turísticos é a Praça das Colônias. O local frequentemente recebe eventos relacionados às dez nações que colonizaram Nova Friburgo. Outro traço forte da cultura municipal é a trova, uma modalidade literária de poesia. Ao falar da cultura friburguense, não se pode esquecer de mencionar as centenárias bandas Euterpe Friburguense, Campesina Friburguense e Euterpe Lumiarense. A primeira, foi fundada em 1863. Sete anos depois, em 1870 veio a Campesina Friburguense. A caçula das sociedades musicais, a Euterpe Lumiarense, data de 1891.

A alta estação turística de Nova Friburgo é o inverno. Com temperaturas baixas, a cidade recebe muitos visitantes em busca de curtir o frio da serra e se deliciar com a gastronomia e também os dois festivais de inverno que integram o calendário de eventos municipal. Entre os meses de julho e agosto, Friburgo é palco do Festival Sesc de Inverno, que está na sua 13ª edição, e do Festival de Inverno de Nova Friburgo, na sua 12ª edição. Enquanto a programação oferecida pelo Sesc inclui música, artes plásticas, cinema, literatura, oficinas e várias formas de arte popular, o outro Festival tem a proposta de oferecer música clássica e erudita de qualidade, como nomes internacionais. A dança também marca presença na cultura de Friburgo. Há 26 anos, a cidade recebe o Encontro Sesc de Dança, que é uma referência do gênero no estado, sempre com artistas de peso no cenário nacional.” (Fonte: Prefeitura de Nova Friburgo).


Em homenagem ao aniversário de Nova Friburgo, a Fundação Biblioteca Nacional disponibiliza, para consulta e download, uma série de fotos históricas sobre a cidade. Para saber mais sobre a cidade, explore o acervo digital em: bndigital.bn.gov.br

FBN I História – 13 de maio de 1888 – Princesa Isabel assina a lei Áurea

maio 13, 2017
Minuta do decreto de "extinção da escravatura" (Acervo FBN)

Minuta do decreto de “extinção da escravatura” (Acervo FBN)

No dia 13 de maio de 1888, a Princesa Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Orléans e Bragança, assinou a Lei Áurea, que decretava a libertação dos escravos.
 
A Biblioteca Nacional relembra a data disponibilizando imagens do documento original da minuta do decreto de extinção da escravatura, e também de uma das mais impactantes galerias de fotos do portal Brasiliana Fotográfica, a “Galeria do Dia da Abolição da Escravatura”.
 
Conheça um pouco mais sobre a Princesa Isabel em: http://bndigital.bn.br/?attachment_id=20554
 
Veja, ainda, o original da minuta do “decreto de extinção da escravatura”: https://blogdabn.files.wordpress.com/2016/05/minuta-do-decreto.pdf
 
 
#FBN #BN #Abolição #AboliçãodaEscravatura #LeiÁurea

 

Albert Henschel. Negra Vendedora de Frutas, c.1870 / Acervo FBN

FBN | Série Documentos Literários – Brava Gente Brasileira: um Hino de Evaristo da Veiga

maio 12, 2017

 

A Série Documentos Literários, contribuição da Divisão de Manuscritos, homenageia Evaristo da Veiga, autor da letra do Hino da Independência, no aniversário de sua morte.

Evaristo Ferreira da Veiga e Barros (Rio de Janeiro, 8 de outubro de 1799 – 12 de maio de 1837) era filho de um professor português que, mais tarde, abriria uma livraria na rua da Alfândega, no centro da cidade. Estudante aplicado, era um ávido leitor das obras europeias vendidas na loja, interessando-se por jornalismo e pela impressão de livros. Dedicou-se, ainda, à poesia, com influência tardia dos poetas do Arcadismo. Vários de seus poemas de juventude homenageavam membros da Família Real e deixam claro que se considerava um súdito da Coroa portuguesa. Mais tarde, porém, aderiu ao crescente movimento pela independência do Brasil, o que ficou patente em seus versos e, especialmente, nos vários hinos que escreveu.

 

 

O mais famoso destes é o Hino da Independência, que não surgiu com esse nome, nem foi escrito após o Sete de Setembro. Na verdade, as tão conhecidas estrofes iniciadas com “Já podeis, filhos da Pátria” – e não “da Pátria filhos”, como em versões posteriores – foram escritas um mês antes da Independência, em agosto de 1822, sob o título “Hymno Constitucional Brasiliense”. O manuscrito teria sido musicado pelo maestro Marcos Portugal, que foi professor de música de d. Pedro I. Este, algum tempo depois, compôs uma nova música para aqueles versos, e chegou-se a pensar que também tinha escrito a letra, mas Evaristo da Veiga conseguiu provar sua autoria em 1833. Nessa época, já havia fundado seu próprio jornal, a “Aurora Fluminense” (que circulou entre 1827 e 1835), e se tornado um opositor do que denunciava como “a indiferença” por parte do Governo. Foi, ainda, deputado, defendendo até o fim da vida a Constituição Brasileira. Segundo Otávio Tarquínio de Souza, que escreveu sua biografia na coleção “História dos Fundadores do Império do Brasil” (1957), Evaristo da Veiga teve grande influência na política do seu tempo e contribuiu para criar um ambiente liberal nos primeiros anos da Regência.

O Hino da Independência foi deixado de lado por algum tempo, voltando a ser executado, com a música do maestro Portugal, a partir do centenário da Independência, em 1922. Mais tarde, os originais de cada hino foram estudados por uma comissão, da qual fez parte Heitor Villa-Lobos, e a melodia oficial passou a ser a composta por d. Pedro I.

O manuscrito original com a letra, ainda intitulado “Hymno Constitucional Brasiliense”, foi doado por Júlio B. Ottoni à Biblioteca Nacional juntamente com as letras de outros hinos escritos por Evaristo da Veiga. Os documentos se encontram sob a guarda da Divisão de Manuscritos. Um fac-símile do “Hymno” foi digitalizado e pode ser consultado no link da BN Digital:

http://objdigital.bn.br/…/mss_I_07_15_0…/mss_I_07_15_020.pdf

FBN I Documento da semana – 5 de maio de 1821: Morre o Imperador Francês Napoleão Bonaparte

maio 5, 2017
Vignettes et Portraits pour le Consulat et l'Empire

Vignettes et Portraits pour le Consulat et l’Empire

Conheça um pouco da história da invasão de Portugal pelas tropas napoleônicas no Dossie Dossiê “A França no Brasil”:

Em dezembro de 1807, a bandeira francesa foi arvorada no Castelo de São Jorge, em Lisboa. Os portugueses tomaram, então, o real conhecimento que a nação lusa caíra “em poder das águias”. Alguns tumultos entre soldados franceses e o baixo povo registraram-se. Os últimos gritavam: “Viva Portugal e morra a França!” Começava, assim, o domínio francês em Portugal.

Foram três os momentos das intervenções das tropas de Napoleão Bonaparte em Portugal: em novembro de 1807, em março de 1809 e em agosto de 1810. Desde os primeiros conflitos entre a França e a Inglaterra, Portugal manteve uma política de neutralidade, passando a diplomacia portuguesa a oscilar entre a manutenção da tradicional aliança inglesa e a anuência às exigências da França e da Espanha. Com o decreto do Bloqueio Continental e os novos êxitos de Bonaparte contra a Prússia e Rússia (1807), alterou-se radicalmente o quadro do equilíbrio político na Europa, com o predomínio francês no continente. Criou-se a situação limite, em que as forças napoleônicas, vitoriosas a leste, podiam agora voltar suas atenções para a Península Ibérica. A questão primordial francesa era, além do fechamento dos portos portugueses à navegação britânica, a exigência de prisão dos súditos britânicos residentes em Portugal e o confisco de seus bens. Nesta difícil situação, Portugal acabou por aceitar as condições inglesas, com o projeto de transferência da Corte para o Rio de Janeiro, apoiado por estadistas lusos, como Rodrigo de Souza Coutinho.Enquanto a família real preparava sua partida para o Brasil, na noite de 24 de novembro, as tropas aliadas franco-espanholas invadiam o território português. De início, os invasores foram recebidos pelo governo da Regência como protetores, seguindo-se, portanto, as “Instruções” dadas por D. João. Mantinha-se assim um sistema de colaboração.

Tal atitude, porém, foi se modificando, com a publicação do decreto (1º de fevereiro de 1808) que extinguia o Conselho da Regência e destituía a dinastia de Bragança. Novos impostos foram determinados, como a contribuição de guerra extraordinária, no valor de 100 milhões de francos. Foram ainda sequestrados os bens pertencentes à família real portuguesa, bem como os de todos os fidalgos que acompanharam D. João.

napoleão
Em meados de junho, chegou a Lisboa a notícia do Manifesto ou exposição justificativa do procedimento da Corte de Portugal a respeito da França, escrito no Rio de Janeiro em 1º de maio, que proclamava fidelidade à aliança inglesa e que autorizava os súditos portugueses “a fazer a guerra por terra e mar aos vassalos do Imperador dos Franceses”. Era o início, ainda que simbólico, da ofensiva contra o invasor. Em agosto de 1808, a Restauração portuguesa começava, por meio de uma operação, decidida pelo próprio governo inglês, sem o acordo prévio de qualquer autoridade portuguesa. Dois fatores foram decisivos para a derrota das tropas francesas: a impossibilidade de apoio da Espanha, também convulsionada, e a fidelidade da massa popular a seu rei, colocando-se contra o invasor infiel. Em fins de setembro de 1808, Lisboa proclamava a Restauração completa do reino, em meio a festas e celebrações.O ano de 1809 foi marcado pelo temor constante de novas invasões. Na visão dos próprios governadores do reino, “o insaciável Napoleão” não deixaria de empenhar todas as suas forças para vingar seus exércitos humilhados. A segunda invasão foi iniciada, em março de 1809. O terreno acidentado e o erro estratégico de subestimar a capacidade de mobilização da população da região, porém, garantiram o êxito da atuação do exército luso-britânico, forçando a expulsão dos franceses.

Em agosto de 1810, o exército francês entraria em Portugal novamente. Os franceses apoderaram-se de Coimbra, mas foram obrigados a recuar. Travou-se então prolongada guerra de usura, recorrendo os dois lados à tática de terra arrasada, o que provocou fome e devastação entre os portugueses, mas que também desgastou as tropas napoleônicas. Nessa situação, as tropas francesas começaram sua retirada, em março de 1811, embora só em outubro tenham atravessado a fronteira espanhola.

No Rio de Janeiro, D. João recompusera o Conselho da Regência em Portugal. Este prosseguiu na política de manter aceso o patriotismo dos habitantes e, se, em suas proclamações, louvavam o auxílio britânico, ressaltavam, contudo, que o grande mérito da vitória pertencia ao povo português, cuja lealdade e constância estiveram sempre presentes, apesar de tantos sofrimentos.

Leia o Dossiê na integra, veja fotos e documentos: http://bndigital.bn.br/dossies/franca-no-brasil/?sub=logicas-coloniais%2Frupturas%2Fa-invasao-napoleonica%2F

FBN | 3 de maio de 1469: nasce Nicolau Maquiavel

maio 3, 2017

 

Nascido em Florença, na Itália, em 3 de maio de 1469, Niccolo Machiavelli é considerado o mais importante historiador, filósofo, dramaturgo, diplomata e cientista político italiano do Renascimento. Além disso, Maquiavel é também reconhecido como fundador do pensamento e da Ciência Política moderna, uma vez que buscava promover uma ordem política inteiramente nova, na qual os mais hábeis utilizassem a religião para governar, ou seja, para extrair a maldade natural do homem, tornando-o bom.

Em homenagem ao nascimento do filósofo, a Biblioteca Nacional disponibiliza, para consulta e download, o livro “Tutte le opere di Nicolo Machiavelli”, no original italiano: http://bit.ly/2qpFQVj

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