FBN | Haroldo de Campos: tradução, transcriação

dezembro 8, 2016

fabio
No próximo dia 16 de dezembro, às 17h30, a Biblioteca Nacional sediará o encontro Haroldo de Campos: tradução e transcriação, com a participação de um seleto grupo de pesquisadores. Entre eles, o palestrante Andrea Mazzucchi, docente e pesquisador da Universidade Federico II de Nápoles (Itália), encarregado das celebrações dos 700 anos da morte de Dante e em curtíssima temporada no Brasil. Objeto do debate será o livro Traduzione, transcreazione (Ed. Oèdipus, 2016), que acaba de ser publicado na Itália. O livro reúne ensaios de Haroldo de Campos (principalmente sobre Dante Alighieri e sobre a teoria da tradução) e um prefácio de Umberto Eco. Como debatedores, participam do encontro os docentes Andrea Lombardi e Marcelo Jacques de Moraes (UFRJ), Davi Pessoa (UERJ), Yuri Brunello (UFC) e os pesquisadores Vitor Alevato e Gaetano D’Itria (UFRJ).

 

Sobre os participantes:

Andrea Lombardi: Professor adjunto da UFRJ (literatura Italiana e tradução).  Doutor em Teoria Literária pela USP e licenciado na Universidade de Roma La Sapienza. É líder do projeto de pesquisa ESTTRADA (Estudos de Tradução e Adaptação) no CNPq e coordenador do projeto de extensão ESTTRADA (FAPERJ). Atua na área de Letras, com ênfase em teoria da tradução, literatura italiana, focalizando os seguintes temas: literatura de viagem e literatura de testemunho e problemáticas a elas associadas: exílio, multilinguismo e tradução, bem como literatura, expressionismo e ética.

Andrea Mazzucchi: Professor de Filologia da Literatura Italiana, Departamento de Estudos Humanísticos da Universidade de Nápoles, Federico II. Coordena o curso de graduação em Filologia Moderna e preside a comissão didática do Departamento de Estudos Humanísticos. É vice-presidente do Centro Pio Rajna de pesquisa linguística, filológica e literária, membro do conselho gerencial da Casa de Dante, em Roma, membro do “Collegio dei docenti del dottorato in Filologia”. É codiretor da Rivista di Studi Danteschi, de Filologia e critica e da revista Dante e l’arte e é encarregado das celebrações dos 700 anos da morte de Dante Alighieri (2021). Desde 2010 coordena o Curso de licenciatura magistrale  em filologia moderna (mestrado). É membro da comissão científica para redação de uma nova edição comentada das obras de Dante. Dirige ou é codiretor das coleções “Sestante”, “Novellieri italiani”, “Strumenti per l’Università” da editora Salerno, de Roma. Recebeu em 2012 o prêmio “Fratelli Vassallini” do Instituto Veneto de Letras e Artes. Atualmente trabalha numa nova edição comentada do Convivio,  de Dante.

Davi Pessoa: Professor adjunto da UERJ (língua e literatura italiana). Atuou como professor substituto de língua e literatura italiana no curso de Letras da UFSC. É doutor em Teoria Literária pela UFSC (com pesquisa em La Sapienza/Roma). Projeto: a questão da escritura em Elsa Morante e em Macedonio Fernández. Atua na área de Letras, com ênfase em língua e literatura italiana, principalmente nos seguintes campos de pesquisa: teoria da literatura, literatura italiana, tradução literária e filosófica e filosofia italiana.

Gaetano D´Itria: Licenciado pela UFRJ,  defendeu o mestrado em Letras Neolatinas pela mesma universidade sobre “A linguagem místico-anagógica nos cantos do Paraíso da Comédia de Dante Alighieri. A perspectiva transcriativa de Haroldo de Campos”. Atua na área de Letras, com ênfase em língua e literatura italiana, principalmente nos seguintes temas: poesia, tradução e literatura.

Marcelo Jacques de Moraes: Professor da UFRJ (literatura francesa). Editor da revista Alea: Estudos Neolatinos (1996 a 2016, junto com o prof. Edson Rosa). Licenciado em Psicologia pela UERJ, possui mestrado e doutorado em Letras Neolatinas pela UFRJ. Seus ensaios foram publicados no Brasil e no exterior. Suas áreas de atuação principais são: poesia francesa moderna e contemporânea, literatura e psicanálise, literatura e outras artes, tradução literária.

Vitor Alevato do Amaral: tradutor da UFRJ. Possui bacharelado e licenciatura em Letras (Português-Inglês), especialização e mestrado em Literatura Brasileira e doutorado em Linguística Aplicada pela UFRJ. Foi professor substituto do Departamento de Letras Anglo-Germânicas da Faculdade de Letras da UFRJ. Desenvolve pesquisa sobre a obra de James Joyce e tradução literária. Atualmente é diretor de Relações Internacionais da UFRJ.

Yuri Brunello: Professor do POET (Programa de Pós-graduação em Estudos da Tradução/ UFC). Doutor pela Università La Sapienza de Roma (“A interdiscursividade entre o Romantismo europeu e o Romantismo na América”). Mestre em Cultura e Sociedade pela UFBA (“Relações intertextuais entre a produção de Nelson Rodrigues e a de Luigi Pirandello”). É autor de publicações em vários idiomas (Journal of Modern Italian Studies, Estudos Linguisticos, Critica Marxista e Sipario, entre outras).

Haroldo de Campos: tradução, transcriação
Fundação Biblioteca Nacional
Sexta-feira, 16 de dezembro, 17h30.
Auditório Machado de Assis, Biblioteca Nacional
Rua México, s/nº, entrada pelo jardim, Rio de Janeiro

FBN | Curso: ICONOGRAFIA: técnicas de análise e indexação de imagens

dezembro 7, 2016

curso-iconografia-bn-2

 

Em continuidade ao seu programa de capacitação profissional, o Plano Nacional de Recuperação de Obras Raras – PLANOR da Fundação Biblioteca Nacional abre inscrições para o Curso “ICONOGRAFIA: técnicas de análise e indexação de imagens”. O evento acontece nos dias 15 e 16 de dezembro, no Auditório Machado de Assis, e tem por objetivo apresentar uma breve introdução à análise de imagines dos séculos XVI e XVII, bem como ao estudo de suas fontes documentais.

O Curso é gratuito e são oferecidas 100 vagas (70 para profissionais e 30 para estudantes). Inscrições devem ser realizadas através do e-mail planor.eventos@bn.gov.br

Participe!

#bibliotecanacional
#fundacaobibliotecanacional
#fbnnamidia

Brasiliana Fotográfica | O brilhante cronista visual Marc Ferrez ( RJ, 07/12/1843 – RJ, 12/01/1923)

dezembro 7, 2016

brasiliana

 

Marc Ferrez (1843 – 1923) foi um cronista visual das paisagens e dos costumes cariocas da segunda metade do século XIX e do início do século XX, tendo sua vasta obra iconográfica comparada a dos maiores nomes da fotografia no mundo. Estabeleceu-se como fotógrafo com a firma Marc Ferrez & Cia, em 1867, na rua São José, nº 96, e logo se tornou um célebre profissional da área no Rio de Janeiro. Cerca de metade da produção fotográfica de Ferrez foi realizada na cidade e em seus arredores, onde registrou, além do patrimônio construído, a exuberância das paisagens naturais.

Continue lendo em: http://brasilianafotografica.bn.br/?p=6305

#bibliotecanacional
#fundacaobibliotecanacional
#fbnnamidia

FBN | Saint Hilaire e as paisagens brasileiras

dezembro 7, 2016

convite-hilaire

 

A exposição comemora o 200º aniversário da chegada de Saint Hilaire ao Brasil, descrevendo o itinerário percorrido pelo botânico e naturalista através de uma fusão de textos e imagens. Na mostra, densas florestas, campos gerais com araucárias, o distrito diamantino, índios, tropeiros e gaúchos saltam dos relatos escritos por Saint-Hilaire e ganham forma através das gravuras e desenhos produzidos por outros artistas, alguns dos quais no âmbito de expedições que seguiram o mesmo trajeto, como a de Carl von Martius e a do príncipe Maximilian zu Wied-Neuwied.

Saint Hilaire e as paisagens brasileiras
Biblioteca Nacional – Salão de Obras Raras
Av. Rio Branco, 219 – 3° andar
De 9 de dezembro a 28 de fevereiro
Segunda a sexta, de 10h às 17h
Classificação livre.

FBN | A moda em Paris – 6 de dezembro de 1913

dezembro 6, 2016

moda1

Em sua edição de 6 de dezembro de 1913, a revista Careta publicou imagens representando a moda parisiense da época. Nas imagens, estão registrados modelos como o “Robe du soir” (vestido de noite), o “Tailleur pour l’après-midi”  (tailleur para a tarde) e o “Robe de diner” (literalmente, vestido de jantar, embora também indicasse outro vestido de noite).

moda2
Acesse a publicação integral em: http://bit.ly/2hcdGF6

Outras edições da revista Careta podem ser encontradas na Hemeroteca Digital, em: http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/

#bibliotecanacional
#fundacaobibliotecanacional
#fbnnamidia

FBN | Exposição – Doutor Ulysses: Senhor Brasil

dezembro 5, 2016

abertura
A Fundação Biblioteca Nacional abre, na próxima terça-feira, 6 de dezembro, a exposição “Doutor Ulysses, Senhor Brasil”, em homenagem aos seus 100 anos de nascimento de um dos políticos mais importantes e carismáticos do Brasil. Para a Biblioteca Nacional, é mais uma oportunidade de mostrar ao público a maravilha de seu acervo. As peças expostas contam a história de um largo período da vida política do Brasil em fotos, charges, artigos de jornais e revistas e vídeos, todos do acervo da Biblioteca Nacional – os vídeos foram cedidos pela TV Câmara. A exposição tem a curadoria da equipe de pesquisadores da Biblioteca Nacional, sob a coordenação de Bruno Brasil, e a produção de Suzane Queiroz.

A exposição mostra a trajetória do saudoso “Senhor Constituição” em cinco módulos e ocupará dois andares. O hall central, no térreo, abrigará, através de imagens debruçadas sobre os alambrados, as multidões que foram às ruas lutar pelas Diretas Já.

O primeiro módulo trata dos primeiros mandatos de Ulysses como deputado, ascendendo à presidência da Câmara em 1956, apenas seis anos após sua primeira eleição, e culmina na sua atuação pós  1964. Logo em seguida, no segundo módulo, aparece o “Senhor Diretas”: a sua luta  pelas eleições diretas para a Presidência da República e a articulação política tanto para a eleição de Tancredo Neves e os esforços empreendidos para a sustentação do governo de José Sarney.

O terceiro módulo, de maior destaque, narra o Ulysses Guimarães constituinte: presidindo a assembleia que resultou na Constituição Cidadã de 1988, o deputado deu mostras de um rigor democrático ímpar na condução dos trabalhos – aliando interesses e anseios os mais díspares. Tudo num momento em que atendia pelo apelido de “tetra presidente”, cultivado quando Ulysses assumia ao mesmo tempo as presidências do PMDB, da Câmara e da Assembleia Nacional Constituinte, além da vice-presidência da República.

O módulo quatro da exposição relembra a dura campanha do deputado para presidente, em 1989, refletindo que, embora Ulysses tivesse passado por um momento difícil, “renasceu” em seguida: no quinto e último módulo, o “Senhor Constituição” converte-se em “Senhor Impeachment”, granjeando apoio de diversos setores em torno da causa parlamentarista, esforço que, visando frear os excessos presidenciais, conseguiu tanto derrubar o governo Collor quanto marcar um plebiscito sobre a forma de governo do Brasil em 1993.
Doutor Ulysses, Senhor Brasil
Abertura: 6 de dezembro
Exposição: 7 de dezembro a 6 de fevereiro
Horário: 2ª a 6ª das 10h às 17h
Sábados das 10.30h às 14.30h
Fundação Biblioteca Nacional
Av. Rio Branco, 219

FBN | 5 de dezembro de 1791 – morre Wolfgang Amadeus Mozart

dezembro 5, 2016

mozi

Batizado como Joannes Chrysostomus Wolfgangus Theophilus Mozart, o austríaco Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) é considerado, até os dias atuais, um dos grandes músicos da História. Compositor do período clássico, foi autor de mais 600 obras, entre as quais se encontram missas, concertos, peças de câmara e piano solo, sinfonias, serenatas e óperas.

Em homenagem ao aniversário de morte do compositor austríaco, a Biblioteca Nacional disponibiliza, para consulta e download, o catálogo da “Exposição Comemorativa do 2° Centenário do Nascimento de W. A. Mozart”, disponível em: http://bit.ly/2gJBeRl

Conheça mais sobre Mozart explorando a BNDigital, em: http://bndigital.bn.gov.br/acervodigital/

#bibliotecanacional
#fundacaobibliotecanacional
#fbnnamidia

FBN I Homenagem – Ferreira Gullar (São Luís, 10 de setembro de 1930 – Rio de Janeiro, 4 de dezembro de 2016)

dezembro 4, 2016

ferreira_gullar

A FBN comunica que o velório do acadêmico Ferreira Gullar será realizado no saguão da Biblioteca Nacional hoje (04/12), a partir da 17h.

“José de Ribamar Ferreira, nasceu em São Luís do Maranhão, em 10 de setembro de 1930, numa família de classe média pobre. Dividiu os anos da infância entre a escola e a vida de rua, jogando bola e pescando no Rio Bacanga. Considera que viveu numa espécie de paraíso tropical e, quando chegou à adolescência, ficou chocado em ter que tornar-se adulto, e tornou-se poeta.

No começo acreditava que todos os poetas já haviam morrido e somente depois descobriu que havia muitos deles em sua própria cidade, a algumas quadras de sua casa. Passou então, já com seus dezoito anos, a frequentar os bares da Praça João Lisboa e o Grêmio Lítero-Recreativo, onde, aos domingos, havia leitura de poemas.

Descobriu a poesia moderna apenas aos dezenove anos, ao ler os poemas de Carlos Drummond de Andrade e Manuel Bandeira. Ficou escandalizado com esse tipo de poesia e tratou de informar-se, lendo ensaios sobre a nova poesia. Pouco depois, aderiu a ela e adotou uma atitude totalmente oposta à que tinha anteriormente, tornando-se um poeta experimental radical, que tinha como lema uma frase de Gauguin: “Quando eu aprender a pintar com a mão direita, passarei a pintar com a esquerda, e quando aprender a pintar com a esquerda, passarei a pintar com os pés”.

Ou seja, nada de fórmulas: o poema teria que ser inventado a cada momento. “Eu queria que a própria linguagem fosse inventada a cada poema”, diria ele mais tarde. E assim nasceu o livro que o lançaria no cenário literário do país em 1954: A Luta Corporal. Os últimos poemas deste livro resultam de uma implosão da linguagem poética, e provocariam o surgimento na literatura brasileira da “poesia concreta”, de que Gullar foi um dos participantes e, em seguida dissidente, passando a integrar um grupo de artistas plásticos e poetas do Rio de Janeiro: o grupo neoconcreto.

O movimento neoconcreto surgiu em 1959, com um manifesto escrito por Gullar, seguido da Teoria do não-objeto, estes dois textos fazem hoje parte da história da arte brasileira, pelo que trouxeram de original e revolucionário. São expressões da arte neoconcreta as obras de Lygia Clark e Hélio Oiticica, hoje nomes mundialmente conhecidos.

Gullar, por sua vez, levou suas experiências poéticas ao limite da expressão, criando o livro-poema e, depois, o poema espacial, e, finalmente, o poema enterrado. Este consiste em uma sala no subsolo a que se tem acesso por uma escada; após penetrar no poema, deparamo-nos com um cubo vermelho; ao levantarmos este cubo, encontramos outro, verde, e sob este ainda outro, branco, que tem escrito numa das faces a palavra “rejuvenesça”.

O poema enterrado foi a última obra neoconcreta de Gullar, que afastou-se então do grupo e integrou-se na luta política revolucionária. Entrou para o partido comunista e passou a escrever poemas sobre política e participar da luta contra a ditadura militar que havia se implantado no país, em 1964. Foi processado e preso na Vila Militar. Mais tarde, teve que abandonar a vida legal, passar à clandestinidade e, depois, ao exílio. Deixou clandestinamente o país e foi para Moscou, depois para Santiago do Chile, Lima e Buenos Aires.

Voltou para o Brasil em 1977, quando foi preso e torturado. Libertado por pressão internacional, voltou a trabalhar na imprensa do Rio de Janeiro e, depois, como roteirista de televisão.

Durante o exílio em Buenos Aires, Gullar escreveu Poema Sujo – um longo poema de quase cem páginas – que é considerado a sua obra-prima. Este poema causou enorme impacto ao ser editado no Brasil e foi um dos fatores que determinaram a volta do poeta a seu país. Poema Sujo foi traduzido e publicado em várias línguas e países.

De volta ao Brasil, Gullar publicou, em 1980, Na vertigem do dia e Toda Poesia, livro que reuniu toda sua produção poética até então. Voltou a escrever sobre arte na imprensa do Rio e São Paulo, publicando, nesse campo, dois livros Etapas da arte contemporânea (1985) e Argumentação contra a morte da arte (1993), onde discute a crise da arte contemporânea.

Outro campo de atuação de Ferreira Gullar é o teatro. Após o golpe militar, ele e um grupo de jovens dramaturgos e atores fundou o Teatro Opinião, que teve importante papel na resistência democrática ao regime autoritário. Nesse período, escreveu, com Oduvaldo Vianna Filho, as peças Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come e A saída? Onde fica a saída? De volta do exílio, escreveu a peça Um rubi no umbigo, montada pelo Teatro Casa Grande em 1978.

Mas Gullar afirma que a poesia é sua atividade fundamental. Em 1987, publicou Barulhos e, em 1999, Muitas Vozes, que recebeu os principais prêmios de literatura daquele ano. Em 2002, foi indicado para o Prêmio Nobel de Literatura”. (Fonte : ABL)

FBN I História – 3 de dezembro de 1902 – Morre Prudente de Moraes

dezembro 3, 2016

Presidente Prudente de Moraes e seus Ministros - Rio de Janeiro, RJ : Lith. Imprensa Nacional, [1898]. Acervo FBN.

Presidente Prudente de Moraes e seus Ministros – Rio de Janeiro, RJ : Lith. Imprensa Nacional, [1898]. Acervo FBN.

 

Prudente de Moraes, como era conhecido, presidiu o estado de São Paulo, foi senador e presidente da Assembleia Nacional Constituinte de 1891 e se tornou o terceiro presidente do Brasil, sendo o primeiro civil a assumir a presidência e o primeiro a fazê-lo por uma eleição direta. Aos 61 anos de idade, morreu em São Paulo.

No dia 03 de dezembro de 1902, sem notícias de sua morte, o jornal Correio da Manhã publicava a seguinte nota:

“Dr. Prudente de Moraes 

São as mais desanimadoras as notícias enviadas, por telegramma do nosso correspondente em São Paulo, sobre o estado do dr. Prudente de Moraes: As 10 horas da noite recebemos o seguinte despacho:

É estacionário o estado do dr. Prudente de Moraes; continua a temperatura baixa e o pulso fraco; muita dyspnéa e grande abatimento, apresentando-se phenomenos de anemia geral.

As 10 e 55 minutos foi-nos enviado o telegramma seguinte: Telegramma recebido agora de Piracicaba informa que o dr. Prudentede Moraes está moribundo.”

No dia 4 de dezembro, o jornal dedicava sua primeira página às notícias do falecimento ocorrido na noite do dia anterior:

“Em sua residencia, na cidade de Piracicaba, Estado de S. Paulo, falleceu hontem, a 1 hora da noite, o dr. Prudente José de Moraes e Barros. Desde a terminação do seu mandato presidencial, que exerceu no quatrienio de 1894 a 1898, partira para o seu Estado natal, onde, entre os carinhos da família, fora buscar repouso para o seu corpo e espírito.

O seu passado basta para dizer que a República perdeu, com seu desaparecimento, um dos mais dedicados servidores…”

Leia na integra a cobertura do Correio da Manhã de 4 de dezembro de 1902 :

http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=089842_01&PagFis=2887

Leia também a nota e demais notícias da edição de 03 de dezembro de 1902:

http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=089842_01&PagFis=2881

Conheça um pouco mais da vida de Prudente de Moraes lendo os periódicos da época na Hemeroteca Digital Brasileira:

http://memoria.bn.br/DocReader/docmulti.aspx?bib=%5Bcache%5D498880.1004842.DocLstX&pasta=ano%20190&pesq=prudente%20de%20moraes

#bibliotecanacional
#fundacaobibliotecanacional
#fbnnamidia

FBN l Série Passado Musical : “Diabo de Saias”. Autor desconhecido. [ Século XX ]

dezembro 2, 2016

mario-pinheiro
A Fundação Biblioteca Nacional disponibiliza, para consulta e download, a canção “Diabo de Saias”, interpretada por Mario Pinheiro.

Mario Pinheiro foi um cantor e violonista brasileiro nascido na cidade de Campos, RJ, e é reconhecido como um dos pioneiros da gravação em discos no Brasil.  Acredita-se que Mario Pinheiro era filho de uma enfermeira cearense e estreou sua carreira como palhaço de circo, logo passando a cantar no Passeio Público, geralmente acompanhando-se ao violão. Entre seus maiores sucessos estão Corta-jaca (1902),  Perdão, Emília (1905), Talento e formosura (1907), O matuto (1918) e Os boêmios (1919).

Gravadora : Victor Record
Intérprete : Mario Pinheiro
Ritmo : Lundu

Acesse a gravação original completa : http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_musica/pas_mus/1046458.mp3

#bibliotecanacional
#fundacaobibliotecanacional
#fbnnamidia