Brasiliana Fotográfica – A viagem dos reis da Bélgica ao Brasil sob as lentes de Guilherme Santos

setembro 26, 2016
Guilherme Santos. Chegada dos reis da Bélgica – Carro a Dumond vendo-se o rei Alberto I e o presidente Epitácio Pessoa, 1920. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS

Guilherme Santos. Chegada dos reis da Bélgica – Carro a Dumond vendo-se o rei Alberto I e o presidente Epitácio Pessoa, 1920. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS

No segundo post da série, o portal Brasiliana Fotográfica conta um pouco mais da visita do rei Alberto I da Bélgica ao Brasil, entre 19 de setembro e 15 de outubro de 1920. Foi a primeira visita realizada por um monarca europeu e sua esposa à América do Sul. O filho do casal, príncipe Leopoldo, futuro rei Leopoldo III, juntou-se a eles no princípio de outubro.

As fotografias do acontecimento foram produzidas pelo fotógrafo amador Guilherme Santos (1871 – 1966) e complementam as publicadas no primeiro post sobre o assunto, “Viagens do encouraçado São Paulo conduzindo os reis belgas em visita oficial ao Brasil“, publicado no último dia 19 onde foram destacadas as imagens da Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha.

O convite formal para a visita dos reis da Bélgica foi feito por Epitácio Pessoa, então delegado do Brasil na Conferência de Versalhes, em 1919 e foi precedida por vários preparativos como a reforma do Palácio da Guanabara (O Paiz, 27 de abril de 1920), o restabelecimento da Ordem do Cruzeiro – criada por Dom Pedro I, em 1822, e a criação de um protocolo para recebê-los. Vários eventos foram programados para recepcionar os reis, desde festas públicas a jantares protocolares e visitas a instituições como ao Jardim Botânico e ao Instituto Oswaldo Cruz. Os soberanos também foram a São Paulo e a Minas Gerais.

Leia mais e acesse a galeria de fotos: http://brasilianafotografica.bn.br/?p=5950

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FBN | Oficina “O livro impresso de Gutenberg a Revolução Industrial: características e análise”

setembro 23, 2016

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Estarão abertas, a partir da próxima segunda-feira (26/09), as inscrições para a oficina “O livro impresso de Gutenberg a Revolução Industrial: características e análise”. Organizado pelo Plano Nacional de Recuperação de Obras Raras (Planor), o evento, que acontecerá em 23/11, no Auditório Machado de Assis (FBN), é voltado para estudiosos que necessitam de uma abordagem introdutória aos aspectos físicos do livro e seus contextos de criação e produção. Vale ressaltar, no entanto, que o curso não se propõe a ensinar sobre catalogação de livros raros e/ou antigos.

Oficina “O livro impresso de Gutenberg a Revolução Industrial: características e análise”

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FBN | Clipping – Academia Brasileira de Ciências

setembro 23, 2016

Biblioteca Nacional disponibiliza acervo online dos Anais da ABC

http://www.abc.org.br/article.php3?id_article=8068

FBN | Série Documentos Literários – Carta de Euclides da Cunha a seu filho Euclides, o “Quidinho”.

setembro 23, 2016

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A série Documentos Literários, contribuição da Divisão de Manuscritos, vem divulgar uma carta do escritor Euclides da Cunha (Cantagalo, 1866 – Rio de Janeiro, 1909) a seu segundo filho, Euclides, o “Quidinho”, então um adolescente que estudava em regime de internato.

Euclides da Cunha é, para muitos, uma figura controversa. Filho de pequenos fazendeiros no Vale do Paraíba, passou por vários colégios antes de se decidir pela Engenharia como carreira. Após frequentar brevemente a Escola Politécnica, ingressou na Escola Militar da Praia Vermelha, onde os mestres transmitiam aos alunos um saber imbuído dos princípios do Positivismo de Auguste Comte. Mesclados às ideias de Darwin e Spencer e aos ideais libertários que trazia desde a adolescência, esses valores acompanhariam o escritor durante toda a vida, refletindo-se em seus textos: artigos de jornal, ensaios, poemas, cadernetas repletas de cálculos e, principalmente, os diários de sua expedição a Canudos, que se constituiriam na matriz de sua grande obra, “Os Sertões”.

Embora, a rigor, possa ser considerado autor desse único livro – o que, ele próprio, antecipou em uma carta ao editor Agustin de Vedia –, Euclides da Cunha exerceu grande influência no pensamento nacional, quer pela nova dimensão conferida por seus escritos a questões brasileiras, quer pelo entusiasmo com que defendia seus ideais. Sua vida pessoal foi marcada pela paixão e pela tragédia: traído pela esposa, morreu na troca de tiros com o amante dela, o cadete Dilermando de Assis, fato que se repetiu com “Quidinho”, em 1916, quando tentou vingar a morte do pai.

A carta que ilustra este artigo, escrita em 12 de junho de 1908, não prenuncia nada disso. É o testemunho de um pai amoroso – embora expresso com a sobriedade da época –, que diz confiar na nobreza de caráter do filho e o incentiva a aplicar-se nos estudos para poder se divertir nas férias. Indaga, também, se o jovem recebeu dois livros de Júlio Verne, salientando que só deviam ser lidos na hora do recreio.

O documento integra a Coleção Euclides da Cunha, que se encontra sob a guarda da Divisão de Manuscritos, e está disponível para consulta no site da BN Digital, no endereço http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_manuscritos/mss_I04_18_006.pdf .

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COMUNICADO IMPORTANTE – ESCRITÓRIO DE DIREITOS AUTORAIS

setembro 22, 2016

 

Em razão das obras que estão sendo executadas no Palácio Gustavo Capanema, o atendimento ao público (presencial e telefônico) no Escritório de Direitos Autorais, ocorrerá, excepcionalmente, no período compreendido entre os dias 23 e 30 de setembro, no horário especial de 10:00 às 12:30 h. 

                         

FBN | 22 de setembro de 1959 – Santos Dumont é condecorado como Marechal-do-Ar.

setembro 22, 2016

santos dumont

Em 22 de setembro de 1959, o Presidente Juscelino Kubitschek, por meio da lei nº 3.636, concede ao Tenente-Brigadeiro-do-Ar Alberto Santos Dumont o posto honorífico de Marechal-do-Ar.

“Lei nº 3.636, de 22 de Setembro de 1959

Concede ao Tenente-Brigadeiro-do-Ar Alberto Santos Dumont o posto honorífico de Marechal-do-Ar.

O Presidente da República,
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º É concedido ao Tenente-Brigadeiro-do-Ar Alberto Santos Dumont o pôsto honorifico de Marechal-do-Ar.

Parágrafo único. No Almanaque do Ministério da Aeronáutica, para o efeito desta lei, será, feita, em caráter permanente, a devida alteração.

Art. 2º Esta lei entrará, em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Rio de Janeiro, 22 de setembro de 1959; 138º da Independência e 71º da República.

JUSCELINO KUBITSCHEK
Francisco de Mello. ”

Conheça um pouco mais sobre Santos Dumont acessando.

http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_iconografia/icon1282516.pdf

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FBN | 21 de setembro – Dia Internacional da Paz

setembro 21, 2016

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Celebrado em 21 de setembro de modo a coincidir com a sessão de abertura da Assembleia Geral, o Dia Internacional da Paz foi instituído pela Organização das Nações Unidas em 1981,  com o objetivo de fortalecer os ideais de paz no seio das nações e entre os povos dos vários países.

Saiba mais sobre a data em: https://nacoesunidas.org/

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FBN | 21 de setembro – Dia da Árvore

setembro 21, 2016

No Brasil, o Dia da Árvore é comemorado em 21 de setembro, em função da véspera da primavera.

Apesar de ainda ser comemorado nos dias de hoje, o dia da árvore foi substituído pela Festa Anual das Árvores, instituída pelo decreto federal 55.795 de 24 de Fevereiro de 1965.

De acordo com o artigo 2º desse mesmo decreto, a Festa Anual das Árvores tem como objetivo “difundir ensinamentos sobre a conservação das florestas e estimular a prática de tais ensinamentos, bem como divulgar a importância das árvores no progresso da Pátria e no bem-estar dos cidadãos.”

Para lembrar a data e sua importância, a Fundação Biblioteca Nacional disponibiliza imagens de algumas árvores brasileiras retratadas em propagandas utilizadas por um laboratório farmacêutico. A coleção original, composta por 9 folhetos, cujos textos são atribuídos à Eurico Santos ( 1883), era oferecida pelo laboratório aos médicos e ao público em geral como forma de divulgação de seus produtos, e está disponível para consulta na Divisão de Iconografia da Biblioteca Nacional.

Além da coleção, para enfatizar a importância das árvores e da preservação do meio ambiente, a FBN disponibiliza para download o “Album pittoresco do Rio de Janeiro : doze vista brasileiras escolhidas” (Sec. XIX),  Schutz, Jan Frederik.

http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon393040/icon393040.pdf

 

 

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Brasiliana Fotográfica | Viagens do Encouraçado São Paulo conduzindo os reis belgas em visita oficial ao Brasil, em 1920

setembro 19, 2016
Anônimo. O Encouraçado São Paulo fundeado ao largo da Praça Mauá, 1920. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM

Anônimo. O Encouraçado São Paulo fundeado ao largo da Praça Mauá, 1920. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM

 

Antes da difusão do avião, o principal meio de contato entre povos separados por grandes distâncias eram os navios, que dominavam o transporte de passageiros, como ainda hoje prevalecem no transporte de carga. Neste contexto, era comum que chefes de Estado e outros dignitários fossem conduzidos em viagens transoceânicas por embarcações de guerra, como uma forma de demonstrar o poderio daquela nação, mesmo para países com os quais mantinham boas relações.

Para continuar lendo, acesse: http://brasilianafotografica.bn.br/?p=6123

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FBN | Série Documentos Literários – Gregório de Mattos Guerra

setembro 16, 2016

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A série Documentos Literários, contribuição da Divisão de Manuscritos da Biblioteca Nacional, apresenta um códice do século XVIII contendo poemas de Gregório de Mattos Guerra, um dos mais conhecidos escritores do Barroco em língua portuguesa.

A biografia de Mattos Guerra tem algumas imprecisões, a começar por seu ano de nascimento: algumas fontes o fixam em 1623, outras em 1633 e outras, ainda, em 1636. Sabe-se que estudou com os jesuítas na Bahia, onde nasceu, e depois se formou em Direito em Coimbra, como boa parte dos filhos de famílias abastadas no Brasil colonial. Tomou, ainda, ordens religiosas menores, das quais foi destituído algum tempo depois.

Embora nunca tenha publicado livros em vida, Gregório de Mattos logo alcançou grande notoriedade com seus poemas, especialmente os satíricos, que criticavam acidamente a sociedade baiana em todos os seus estratos. Isso lhe valeu a famosa alcunha de “Boca do Inferno” e muitos inimigos, alguns deles poderosos. Em 1685, ele chegou a ser denunciado ao Tribunal da Inquisição por sua irreverência e costumes libertinos, e, alguns anos mais tarde, foi degredado para Angola. Conseguiu retornar ao Brasil, porém, com a condição de não mais residir na Bahia. Em vez disso, estabeleceu-se no Recife, onde viria a morrer de uma febre contraída na África, em 1695 ou 1696.

Além das sátiras e dos poemas eróticos, alguns de cunho pornográfico, pelos quais ficou mais conhecido, Mattos Guerra deixou muitos poemas de teor religioso e espiritual. Essa vertente de sua obra expressa todas as contradições do Barroco, um período em que o homem, aprisionado entre o teocentrismo medieval e o pensamento científico que só viria de fato a eclodir um século mais tarde, se sentia atormentado pela noção do Mal e do pecado e insignificante perante a grandeza de Deus.

O manuscrito que ilustra este texto é o Tomo 2º d´ As Obras Poeticas do Dr. Gregorio de Mattos Guerra, divididas em 4 tomos Em que se contem as Obras sacras, Jocoserias, e satíricas, que a brevidade não permittio separar. Trata-se, portanto, de um dos muitos códices manuscritos que reuniam poemas de Mattos Guerra e que circularam no Brasil colonial. Neste caso temos a data e o local da cópia – Bahia, anno de 1775 – e, ainda, notas a lápis informando que o livro pertenceu a Sua Majestade, o imperador [Pedro II], e que integra a Coleção Teresa Cristina Maria, uma das maiores da Biblioteca Nacional, doada pelo imperador em 1891.

O documento está sobre a guarda da Divisão de Manuscritos e foi inteiramente digitalizado, podendo ser acessado através da BN Digital, no link: http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_manuscritos/mss1374914/mss1374914.pdf

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