FBN | 24 de julho de 1870: nasce Alphonsus de Guimaraens

julho 24, 2017
Alphonsus de Guimaraens

Desenho de Garnier, M.J. (Acervo Iconografia Fundação Biblioteca Nacional).

Afonso Henriques da Costa Guimarães nasceu em Ouro Preto, em 24 de julho de 1870, e faleceu em Mariana, no dia 15 de julho de 1921. Foi advogado e jornalista, tendo colaborado no jornal “A Gazeta”. Estreou nas letras com dois volumes de versos: “Dona Mystica” e “Setenário das dores de Nossa Senhora”, ambos publicados em 1899. Em 1902, publicou a obra que lhe daria mais projeção, “Kyriale”, já sob o pseudônimo com o qual se tornaria conhecido.

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Casa onde morou e faleceu Alphonsus de Guimaraens, à rua Direita, em Mariana (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

Alphonsus de Guimaraens é considerado um dos grandes nomes do simbolismo brasileiro. Seus poemas são marcados pelo misticismo, com influência da espiritualidade católica, e influenciados por poetas franceses como Paul Verlaine e Stéphane Mallarmé, de cuja obra foi tradutor. Um dos temas centrais de sua poesia é a morte da mulher amada, talvez pelo fato de ter perdido muito cedo sua noiva, Constança, filha de Bernardo Guimarães. Não obstante, ele se casou, mais tarde, e foi pai de vários filhos, entre os quais os escritores modernistas João Alphonsus e Alphonsus de Guimaraens Filho.

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Alphonsus de Guimaraens, em 1897, com a esposa d. Zenaide (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

Desde 1994, é realizado anualmente o Prêmio Literário Biblioteca Nacional onde são contemplados autores, tradutores e projetistas gráficos brasileiros. Nesse prêmio são avaliadas publicações nas categorias poesia, romance, conto, ensaio social, ensaio literário, tradução, projeto gráfico, literatura infantil e literatura juvenil. Em homenagem ao escritor Alphonsus de Guimaraens, o prêmio da categoria poesia leva o nome de “Prêmio Alphonsus de Guimaraens”. As inscrições para a edição de 2017 irão até o dia 08 de agosto. Para mais informações acesse o edital através do link: https://www.bn.gov.br/sites/default/files/documentos/editais/2017/0808-edital-publico-premios-literarios-fundacao-biblioteca//edital_premio_bn_2017_publicacao-3651.pdf

Pesquise mais sobre Alphonsus de Guimaraens em nosso acervo digital: http://bndigital.bn.gov.br/acervodigital/

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Brasiliana Fotográfica | O inventor Alberto Santos Dumont pelo fotógrafo Jorge Kfuri

julho 23, 2017
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Jorge Kfuri. Visita do Presidente Wenceslau Braz e Santos Dumont à Escola de Aviação Naval na Ilha das Enxadas, 1918. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM

O fotógrafo Jorge Kfuri (1893 – 1965), autor das primeiras fotografias aéreas do Rio de Janeiro, registrou a visita que o então presidente do Brasil, Wenceslau Braz (1868 – 1966), e Alberto Santos Dumont (1873 – 1932), conhecido como o “Pai da Aviação”, fizeram, em novembro de 1918, à Escola de Aviação Naval, na Ilha das Enxadas, localizada na Baía de Guanabara. O inventor e o presidente conversaram sobre os progressos da aviação e foram recebidos pelo então ministro da Marinha, o almirante Alexandrino de Alencar (1848 – 1926), que participou da Guerra do Paraguai e da Revolta da Armada, e que também foi ministro da Marinha dos presidentes Affonso Pena (1847 – 1909), Nilo Peçanha (1867 – 1924), Hermes da Fonseca (1855 – 1923),  e Arthur Bernardes (1875 – 1955). O almirante mostrou a seus convidados o serviço de aviação naval por ele organizado: uma flotilha de cerca de 30 aparelhos modernos, oficina para reparos e construção de aviões, quatro hangares e a Escola de Aviação. Na época, o capitão de fragata Henrique Aristides Guilhem (1875 – 1949), futuro ministro da Marinha entre 1935 e 1945, comandava a flotilha dos aviões de guerra.

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Anônimo. Alberto Santos Dumont, c. 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS

Para ver mais imagens e ler mais, acesse: http://brasilianafotografica.bn.br/?p=8540

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FBN | 23 de julho de 1932, morre Santos Dumont

julho 23, 2017

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Em sua Edição Extraordinária do dia 25 de julho de 1932, o jornal “A Noite” publicou em sua primeira página:

“Falleceu, em Santos, o glorioso inventor patricio Alberto Santos Dumont

O governo paulista tributou ao “Pae da Aviação” honras de chefe de Estado

Um radio captado nesta capital, pela madrugada de hontem, e endereçado As Sras. Adalgisa Uchôa Dumont e Amalia Ferreira Dumont, residentes na rua das Laranjeiras, e cunhadas de Santos Dumont, dava-nos a triste noticia do fallecimento do glorioso inventor brasileiro, occorrido em Santos. Embora, até então, não houvesse chegado qualquer outra informação, confirmando a morte de Santos Dumont, tudo levava a crer, infelizmente, que o facto era verdadeiro, por isso que, naquella mensagem irradiada de Santos, os parentes do sabio brasileiro eram selentificados de que o governo de São Paulo tinha deliberado fazer o seu enterro e conceder-lhe honras de chefe de Estado…”

Para ler a reportagem na íntegra, acesse: http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=348970_03&PagFis=9161

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FBN | 22 de julho de 1935: criação do programa “A Hora do Brasil”

julho 22, 2017

Há 82 anos, o presidente Getúlio Vargas criou o programa A Hora do Brasil, transmitido diariamente por todas as estações de rádio. O programa tinha o objetivo de divulgar os principais acontecimentos do país com uma abordagem informativa, cultural e cívica, além de informar sobre os atos do presidente da República. Mais tarde, seu nome mudou para A Voz do Brasil, sendo transmitido até os dias atuais.

No dia anterior a sua estreia, o jornal Gazeta de Noticias trouxe a seguinte matéria:

“Será transmittida, a partir de amanhã, para todo o paiz e para o extrangeiro. a “Hora do Brasil”

Evocando o finado “Programma Nacional” – Uma Conversa do sr. Lourival Fontes com os jornalistas de radio – O que será o novo serviço official de radio-diffusão”

“(…) O serviço de radio-diffusão à cargo do P. P. D. C., suspenso ha varios dias para uma reforma geral, voltará a ser irradiado a partir de amanhã, sobre a denominação “A Hora do Brasil”. No início da transmissão que será de 18,45 ás 19,45 horas, falará ao microfone, em nome dos jornalistas o nosso confrade Gilberto de Andrade, diretor da “A Voz do Radio” (…)”

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Leia a matéria completa em: http://memoria.bn.br/DocReader/103730_06/5586

Além disso, o jornal A Noite: Supplemento: Secção de Rotogravura publicou uma foto do dia da inauguração do programa em seu periódico. Você pode acessá-lo através do link: http://memoria.bn.br/DocReader/120588/7440

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Pesquise mais sobre a estreia do programa A Hora do Brasil nos periódicos disponíveis em nossa Hemeroteca Digital: http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/

 

FBN | Documentos Literários: Licença para imprimir livros da doutrina cristã em guarani

julho 21, 2017

A Série Documentos Literários, contribuição da Divisão de Manuscritos, apresenta um documento da Coleção de Angelis, uma das mais relevantes da Biblioteca Nacional no que se refere à história da América do Sul.

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A coleção foi reunida pelo bibliófilo italiano Pedro De Angelis (Nápoles, 1784 – Buenos Aires, 1849), que lutou nas guerras napoleônicas, foi professor e diplomata antes de viajar para a Argentina a convite de Bernardino Rivadavia, ministro plenipotenciário das Províncias Unidas do Rio da Prata, que desejava fazer de Buenos Aires uma cidade culta e cosmopolita. Ao chegar à Argentina, em 1827, De Angelis se naturalizou, assumiu a Imprensa do Estado ao lado de José Joaquín Mora e fundou o jornal “Crônica Política e Literária de Buenos Aires”. Este foi fechado com a queda de Rivadavia, porém De Angelis logo se viu à frente de outro periódico, “El Lucero”, onde publicava informações práticas, críticas literárias e crônicas da campanha de Juan Manuel Rosas. Ao mesmo tempo, organizava um arquivo de documentos ligados à história, à geografia e aos povos nativos da Argentina, que acabou por se tornar um dos mais importantes repositórios de informação da época. Dirigiu o Arquivo Geral da Nação, escreveu biografias e acabou sendo contratado pelo próprio Rosas para difundir alguns de seus projetos.

Em 1836, De Angelis iniciou sua “Colleción de Obras y Documentos Relativos a la Historia Antigua y Moderna de las Provincias del Rio de la Plata”, que acabou por ter sete volumes e se constitui numa obra-chave para o estudo da Argentina em seu período colonial. A queda de Rosas o levou a deixar o país e vir para o Brasil, onde foi recebido com grande reconhecimento e se tornou membro do IHGB. Em 1855 retornou à Argentina, onde ainda publicou obras importantes sobre a história, a geografia e a economia do país. Pelo conjunto e pioneirismo de sua obra, Pedro De Angelis é considerado o patriarca da historiografia argentina.

A coleção da Biblioteca Nacional, com cerca de 1.200 documentos que abrangem o período de 1537 a 1849, foi adquirida do próprio titular em 1853. O documento reproduzido é um traslado da licença concedida em 1703 pelo vice-rei do Peru, Melchor Portocarrero Lasso de la Vega, para que se imprimissem livros da doutrina cristã em guarani, a serem utilizados nas missões da província de Tucumán, atendendo ao pedido do padre Hernando de Aguilar, procurador geral da Companhia de Jesus. O documento pode ser consultado na BN Digital através do link:

http://objdigital.bn.br/…/div_man…/mss1390555/mss1390555.pdf

 

FBN | 20 de julho de 1934: Getúlio Vargas toma posse da presidência

julho 20, 2017

Desde 1930, após o golpe que depôs o ex-presidente Washington Luís, Getúlio Vargas já governava o Brasil. Mas só em 20 de julho de 1934 ele tomou posse do cargo de presidente da república. Um dia depois da tomada de posse, o jornal Diario Carioca publicou a seguinte matéria como destaque:

“Tomou Posse, Hontem, Do Cargo De Presidente da Republica o Sr. Getulio Vargas”

“(…) O compromisso constitucional

Cessado o ruído da grande manifestação, o sr. Antonio Carlos diz:
– Em cumprimento da Constituição da Republica dos Estados Unidos do Brasil, o senhor presidente eleito vae prestar o compromisso constitucional. Convidos os presentes a ficarem de pé.
O aspecto do recinto é majestoso. Todos estão de pé. E, no meio silencio que se restabelece, ouve a voz do Sr. Getulio Vargas, pausada e firme:
– “Prometto manter e cumprir com lealdade a Constituição Federal, promover o bem geral do Brasil, observar as suas leis, sustentar-lhe a união, a integridade e a independência. (…)”

Leia a matéria completa em: http://memoria.bn.br/docreader/093092_02/15693

Pesquise mais sobre a posse de Getúlio Vargas nos periódicos disponíveis em nossa Hemeroteca Digital: http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/

FBN | 2ª Guerra Mundial: Há 74 anos, Roma é bombardeada pela primeira vez

julho 19, 2017

No dia 19 de julho de 1943, durante a Segunda Guerra Mundial, Roma foi bombardeada pela primeira vez pelos aliados. No dia seguinte ao atentado, o jornal Correio da Manhã publicou a seguinte matéria como destaque em sua capa:

“Roma sofreu seu primeiro e arrasador bombardeio

(…) O objetivo foi a Roma industrial, com os seus grandes centros militares e de transporte. Mussolini havia de caso pensado ocultado o mais possível esses objetivos da cidade, mas o Comado Aliado chegou hoje á conclusão de que estava na hora de ser desferido, pelas tripulações de elite dos bombardeios das Nações Unidas, o golpe esmagador contra o ultimo grande centro ferroviario e de comunicação do Estado italiano. (…)”

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Leia a matéria completa em: http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/16787

Pesquise mais sobre a história do bombardeio em Roma nas páginas dos periódicos da Hemeroteca Digital: http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/

FBN | 18 de julho, nasce Nelson Mandela

julho 18, 2017

Nelson Rolihlahla Mandela, advogado, símbolo da luta contra o Apartheid e da recuperação da África do Sul, nasceu em Mvezo (Cabo Oriental) em 18 de julho de 1918. Após sua longa militância foi eleito o primeiro presidente negro do país.
A liberdade de Mandela ocorreu após 27 anos de prisão, sendo um dos acontecimentos mais importantes para a democracia da África do Sul. Três anos mais tarde, Mandela recebeu o Prêmio Nobel da Paz e, em 2010, teve o dia de seu aniversário estabelecido como Dia Internacional Nelson Mandela pela Organização das Nações Unidas (ONU). Dentre suas principais ações se destacam a criação da Comissão Verdade e Reconciliação e a reescrita da Constituição.

Em sua homenagem a Biblioteca Nacional disponibiliza a edição de 12 de fevereiro de 1990 do Diário do Pará, que fala sobre a sua luta e libertação: http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=644781&pagfis=52319

FBN I História – 18 de Julho de 1841: Coroação do Imperador Dom Pedro II

julho 18, 2017
D. Pedro II - Coleção Thereza Christina Maria

D. Pedro II – Coleção Thereza Christina Maria

Aos 15 anos de idade, depois de uma manobra que oficializou a redução da sua maioridade, D. Pedro II foi coroado, em cerimônia solene, Imperador do Brasil.

O jornal Diário do Rio de Janeiro, na edição 00157, de 19 de julho de 1841 publicava a seguinte nota:

18 de julho – A SAGRAÇÃO E COROAÇÃO DO SENHOR D. PEDRO II

Teve logar a cerimônia augusta, a solemne invocação da divindade para que se digne derramar os thesouros de sua infinita bondade sobre o reinado do Sr. D. Pedro 2º, aclamado em 7 de abril de 1831 imperador do Brasil o seu defensor perpétuo; a consagração religiosa é um acto importante para o christão; a política fria e severa não a desdenha, pelo contrário a applaude e preside a ella…

 

Leia a matéria na integra: http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_01&PagFis=24242

Foto: Paris [França : [s.n.], 1890]. Busto do Imperador idoso, voltado para a esquerda.

 http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon852419/icon852419.jpg

 

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FBN | Perfil: Eduardo da Cruz e o discurso feminista nos periódicos da colônia portuguesa no início do século XX

julho 17, 2017

Em tempos como o nosso, no qual as correntes migratórias e a luta feminista por direitos e visibilidade são assuntos cotidianos e estão em debate na mídia, o pesquisador Eduardo da Cruz, bolsista do Programa de Apoio à Pesquisa da Biblioteca Nacional 2016, propõe-se a dar visibilidade ao discurso feminista das mulheres de imigrantes portugueses no início do século XX, publicado em periódicos que eram mantidos pela colônia portuguesa no Brasil.

 

A Biblioteca Nacional, repositório da memória brasileira, guarda um importante acervo de periódicos, do qual fazem parte inúmeros jornais e revistas criados por imigrantes portugueses desde o século XIX, muitos dos quais ainda não foram analisados e devidamente divulgados.

Para saber mais sobre sua pesquisa, acesse: https://www.bn.gov.br/…/eduardo-cruz-discurso-feminista-nos…