Posts Tagged ‘Iconografia’

FBN | 18 de setembro – Aniversário de Feira de Santana

setembro 18, 2017
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Mercado na Feira St. Anna. 18? [Acervo Iconográfico]

No começo do século XVIII, o português Domingos Barbosa de Araújo e sua esposa, Ana Brandôa, proprietários da fazenda Santana dos Olhos D’Água, mandaram erigir uma capela sob a invocação de São Domingos e Santana. Ao redor do templo, construíram-se os primeiros casebres de rendeiros e as senzalas. Essas terras, por morte dos proprietários, foram mais tarde julgadas devolutas e incorporadas a Fazenda Nacional. Graças a sua posição geográfica, no limite do recôncavo com os tabuleiros semi-áridos e, portanto, na confluência das zonas da mata e do litoral, a nova aglomeração tornou-se pouso de tropas e dos viajantes que, provenientes do alto sertão baiano e das regiões do Piauí e Goiás, demandavam o porto de Nossa Senhora do Rosário de Cachoeira.

Ainda na primeira metade do século, a povoação começou a constituir centro de permutas e escambos. Daí a formação do arraial de Santana da Feira foi um passo. Do comércio incipiente originou-se pequena feira livre, realizada no primeiro dia da semana. O comércio então estabelecido forçou a abertura de ruas adequadas ao trânsito de feirantes de toda parte. Assim a população cresceu e as lojas foram aparecendo.

Foi esse impulso que levou os habitantes a pedirem a criação do município, o que aconteceu em 1832, com território desmembrado do de Cachoeira. Feira de Santana desempenhou papel importante no movimento federalista de 1832, insurgindo-se contra revolução que irrompera na província da Bahia, e em seu território desenrolaram-se algumas lutas da Sabinada. A grande heroína da independência, Maria Quitéria, nasceu na freguesia de São José das Itapororocas quando esta pertencia ao Município de Cachoeira. (Fonte: IBGE)

Em homenagem ao aniversário da cidade, a Biblioteca Nacional divulga a disponibilidade, para consulta e download, de uma fotografia de Feira de Santana. Você pode acessá-la através do endereço: http://acervo.bndigital.bn.br/sophia/index.asp?codigo_sophia=2371

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FBN | 13 de setembro – Dia Nacional da Cachaça

setembro 13, 2017

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Rótulo. Cachaça Fina: especialidade da Casa Camarinha. 19? [Acervo Iconográfico]

Hoje, dia 13 de setembro, é celebrado o Dia Nacional da Cachaça.

Além de ser uma das bebidas mais populares do Brasil, ela também movimenta o turismo em algumas regiões do País. Obtida com a destilação do caldo de cana-de-açúcar fermentado, o produto é considerado patrimônio histórico e cultural. O Nordeste e alguns Estados do Sudeste são fortes na produção da bebida.

As expressões “cachaça”, “Brasil” e “cachaça do Brasil” são protegidas por lei. O uso desses termos é restrito aos produtores estabelecidos no País, ou seja, qualquer outra aguardente de cana-de-açúcar produzida fora do território brasileiro não pode levar o nome de “cachaça”. (Fontes: Portal Brasil e Planalto)

Em homenagem à comemoração, a Biblioteca Nacional divulga a disponibilidade, para consulta e download, do manuscrito mais antigo presente na BNDigital relacionado à cachaça. O documento é de 1º de agosto de 1808 e se refere à arrematação do subsídio das cachaças. Você pode acessá-lo através do endereço: http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_manuscritos/mss1436001_1448077/mss1444064.pdf

Além disso, também é divulgada a disponibilidade, para consulta e download, de um rótulo intitulado: Cachaça fina: especialidade da Casa Camarinha. Você pode acessá-lo através do link: http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1501157/icon1501157.html

Pesquise mais sobre a cachaça em nosso Acervo Digital:  http://bndigital.bn.gov.br/acervodigital

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FBN | 9 de setembro de 1909 – morre Guimarães Passos

setembro 9, 2017
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Guimarães Passos [Acervo Iconográfico]

Sebastião Cícero Guimarães Passos, poeta e jornalista, nasceu em Maceió – Alagoas, no dia 22 de março de 1867.

Quando foi para o Rio de Janeiro, entrou para a redação dos jornais, fazendo parte do grupo de Paula Ney, Olavo Bilac, Coelho Neto, José do Patrocínio, Luís Murat e Artur Azevedo. Colaborou com a Gazeta da Tarde, a Gazeta de Notícias e A Semana. Nas suas colunas publicava crônicas e versos. Nos vários lugares em que trabalhou, escrevia também sob pseudônimos: Filadelfo, Gill, Floreal, Puff, Tim e Fortúnio.

Com a declaração da revolta de 6 de setembro de 1893, aderiu ao movimento. Fez parte do governo revolucionário instalado no Paraná, e lutou contra Floriano Peixoto. Vencida a revolta, conseguiu fugir. Exilou-se em Buenos Aires durante 18 meses e colaborou nos jornais La Nación e La Prensa, fazendo conferências sobre temas literários relacionados ao Brasil.

Guimarães Passos foi também humorista na sua colaboração para O Filhote, reunida depois no livro Pimentões, que publicou em parceria com Olavo Bilac. Ao tratar de Versos de um simples, José Veríssimo viu nele o “poeta delicado, de emoção ligeira e superficial, risonho, de inspiração comum, mas de estro fácil, como o seu verso, natural e espontâneo, poeta despretensioso, poeta no sentido popular da palavra”.

Em 1896, de volta do exílio, foi um dos primeiros poetas chamados para formar a Academia Brasileira de Letras. Guimarães Passos faleceu em Paris, França, no dia 9 de setembro de 1909. (Fonte: ABL)

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FBN | 8 de setembro – Dia Internacional do Jornalista

setembro 8, 2017

A Biblioteca Nacional presta homenagem ao Dia Internacional do Jornalista através da figura José do Patrocínio.

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José do Patrocínio. Acervo FBN.

José Carlos do Patrocínio foi um jornalista, orador, poeta e romancista nascido em Campos, no Rio de Janeiro, em 9 de outubro de 1853. Filho natural do vigário da paróquia de Campos dos Goytacazes, passou a infância na fazenda paterna da Lagoa de Cima, onde pôde observar, desde criança, a situação dos escravos, que sofriam constantes castigos.

Patrocínio começou sua carreira de jornalista na Gazeta de Notícias, no Rio de Janeiro, onde, em 1879, iniciou a campanha pela Abolição. Em 1881, passou para a Gazeta da Tarde, periódico que adquirira com a ajuda do sogro, e, em setembro de 1887, foi dirigir a Cidade do Rio, que ele mesmo havia fundado. Foi, inclusive, de sua tribuna da Cidade do Rio que ele saudou, em 13 de maio de 1888, o advento da Abolição, pela qual tanto lutara. (Fonte: ABL)

O Dia Internacional do Jornalista, por sua vez, é celebrado em memória a Julius Fučík, jornalista tcheco que foi preso, torturado e executado por nazistas, em 1943. Julius era membro do Partido Comunista da Tchecoslováquia.

Para saber mais sobre José do Patrocínio, consulte a BNDigital através do endereço: http://bndigital.bn.br/acervodigital/

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FBN | Documentos Literários – Álbum da Cidade do Rio de Janeiro

setembro 8, 2017

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No âmbito das comemorações do aniversário da Independência do Brasil, apresentamos o Álbum da Cidade do Rio de Janeiro, publicado em 1922.

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No início do século XX, o Rio de Janeiro, então capital federal, passou por um grande plano de urbanização, anunciado no discurso de posse de Rodrigues Alves como presidente da República, em 1902. As reformas se iniciaram durante o governo de Pereira Passos, prefeito do Rio entre 1902 e 1906. Foram mudanças estruturais, que abriram e alargaram avenidas e demoliram casarios inteiros – não foi à toa que a reforma ficou conhecida como “Bota Abaixo”.

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Nesse período, e nos anos subsequentes, a fotografia foi muito utilizada como forma de registro e como apoio na divulgação dos trabalhos que levavam a capital a assumir uma nova “cara”. Fotógrafos como Marc Ferrez e Augusto Malta foram contratados para documentar os novos prédios e avenidas e a forma como se integravam à paisagem natural, fortalecendo a imagem do Rio de Janeiro como Cidade Maravilhosa. Assim foram publicados importantes álbuns fotográficos, como “Avenida Central” (1906) e “Vues de Rio de Janeiro – Brèsil” (1910).

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O presente documento se intitula “Álbum da cidade do Rio de Janeiro em Comemoração do 1º Centenário da Independência do Brasil – 1822 – 1922”. É uma edição da Prefeitura do Distrito Federal, do qual era prefeito Carlos Sampaio (1920-1922). Segundo a pesquisadora Maria Pace Chiavari, esse álbum “se apresenta como o fechamento do amplo projeto urbano”, quando a cidade já havia passado por uma profunda transformação. Foi em 1922 que se pôs abaixo o Morro do Castelo, bem como se iniciou a Exposição Internacional do Centenário da Independência, que durou de setembro de 1922 até julho de 1923 e contou com vários pavilhões destinados a países estrangeiros.

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A Biblioteca Nacional possui uma cópia do Álbum em sua Divisão de Iconografia, nele você encontra diversas outras fotografias da cidade do Rio de Janeiro, não deixe de conferir. A obra pode ser consultada pela BN Digital, acessando o link: http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon325335/icon325335.pdf

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FBN | 5 de setembro: Dia da Amazônia

setembro 5, 2017

No dia 5 de setembro é comemorado o Dia da Amazônia, a maior reserva natural do planeta. Conhecida como uma das grandes riquezas da humanidade, a Amazônia é também a mais extensa floresta tropical do mundo, liderando em número espécies da biodiversidade. Com 7 milhões de quilômetros quadrados, sendo 5,5 milhões de florestas, o bioma é fundamental para o equilíbrio ambiental e climático do planeta e a conservação dos recursos hídricos.

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Mappa da Amazonia [Cartográfico]: demonstrando a navegação regular a vapor. Ano [1894]

Sessenta por cento da floresta está em território brasileiro. As riquezas naturais desse bioma, predominante na Região Norte do País, foram reconhecidas como Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco em 2000, com o tombamento do Complexo de Conservação da Amazônia Central. Na Amazônia Brasileira existem 314 unidades de conservação entre federais, estaduais e algumas municipais, que representam mais de um milhão de quilômetros quadrados protegidos. (Fonte: Portal Brasil)

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FBN | 2 de setembro: aniversário de Blumenau

setembro 2, 2017

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Colônia Blumenau: povoação (1864?) [Acervo Iconográfico]

A região de Blumenau era habitada por índios Kaigangs, Xoklengs e Botocudos e, mesmo antes da fundação da Colônia Blumenau, já havia famílias estabelecidas na região de Belchior, nas margens do ribeirão Garcia e do rio Itajaí-Açu.

Em 1850, o filósofo alemão Dr. Hermann Bruno Otto Blumenau obteve do Governo Provincial uma área de terras de duas léguas para estabelecer uma colônia agrícola, com imigrantes europeus.

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Igreja evangelica: Evangelische kirche (1880?). [Acervo Iconográfico]

Em 2 de setembro de 1850, dezessete colonos chegaram ao local onde hoje se ergue a cidade de Blumenau. Muitos outros imigrantes atravessavam o Oceano Atlântico em veleiros de companhias particulares. E assim foi crescendo o número de agricultores, povoadores e cultivadores dos lotes, medidos e demarcados ao longo dos rios e ribeirões que banhavam o território da concessão.

No princípio, a Colônia era de propriedade do fundador, Dr. Blumenau. Em 1860 o Governo Imperial encampou o empreendimento e Dr. Blumenau foi mantido na direção até a elevação da colônia à categoria de município, em 1880. Em poucos anos, Dr. Blumenau, dotado de grande energia e tenacidade, fez da colônia um dos maiores empreendimentos colonizadores da América do Sul, criando um importante centro agrícola e industrial influente na economia do País. (Fonte: Prefeitura de Blumenau)

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Colônia Blumenau: povoação (1864?) [Acervo Iconográfico]

Em homenagem ao aniversário da cidade, a Fundação Biblioteca Nacional divulga a disponibilidade, para consulta e download, de diversas imagens referentes à cidade. Para acessá-las, pesquise em nosso Acervo Digital: http://bndigital.bn.gov.br/acervodigital

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FBN | 29 de agosto de 1852: Início da construção da primeira ferrovia brasileira

agosto 29, 2017

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Mapa da Estrada de ferro Príncipe do Grão Pará: planta e perfil da 1ª secção da raiz da serra a Petrópolis (1883?). [Acervo Iconográfico]

O grande empreendedor brasileiro, Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá, recebeu em 1852, a concessão do Governo Imperial para a construção e exploração de uma linha férrea, no Rio de Janeiro, entre o Porto de Estrela, situado ao fundo da Baía da Guanabara e a localidade de Raiz da Serra, em direção à cidade de Petrópolis.

Barão de Mauá, nasceu em Arroio Grande, Rio Grande do Sul. Entusiasta dos meios de transporte, especialmente das ferrovias, a ele se devem os primeiros trilhos lançados em terra brasileira e a primeira locomotiva denominada “Baroneza”. A primeira seção, foi inaugurada por D. Pedro II, no dia 30 de abril de 1854. A estação de onde partiu a composição inaugural receberia mais tarde o nome de Barão de Mauá.

A Estrada de Ferro Mauá, permitiu a integração das modalidades de transporte aquaviário e ferroviário, introduzindo a primeira operação intermodal do Brasil. Nesta condição, as embarcações faziam o trajeto inicial da Praça XV indo até ao fundo da Baía de Guanabara, no Porto de Estrela, desse modo, o trem se encarregava do transporte terrestre até a Raiz da Serra, próximo a Petrópolis. A empresa de Mauá, que operava este serviço, denominava-se “Imperial Companhia de Navegação a Vapor e Estrada de Ferro Petrópolis”.

A locomotiva “Baroneza”, utilizada para tracionar a composição que inaugurou a Estrada de Ferro Mauá, continuou prestando seus serviços ao longo do tempo e foi retirada de circulação após 30 anos de uso. Foi a primeira locomotiva a vapor a circular no Brasil e transformada, posteriormente, em monumento cultural pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Esta locomotiva, por seu importante papel, como pioneira, constitui pedaço da história do ferroviarismo brasileiro. Foi construída em 1852 por Willian Fair Bairns & Sons, em Manchester, Inglaterra, fazendo, atualmente, parte do acervo do Centro de Preservação da História Ferroviária, situado no bairro de Engenho de Dentro, na cidade do Rio de Janeiro. (Fonte: Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes)

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FBN | 25 de agosto: Dia do Soldado

agosto 25, 2017

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Gravura intitulada Luiz Alves de Lima e Silva: Duque de Caxias, Marechal do exercito, Senador, Ministro do Estado, General invicto, Heroe da guerra do Paraguay. [Acervo Iconográfico]

No dia 25 de agosto é comemorado o Dia do Soldado. Essa celebração homenageia a data de nascimento de Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, considerado o patrono do Exército Brasileiro.

Filho de Francisco de Lima e Silva (comandante da expedição militar contra a confederação do Equador), aos cinco anos de idade, recebeu o título de Cadete da 1ª Classe, no 1° Regimento de Infantaria de Linha do Rio de Janeiro. Cursou a Academia Real Militar entre 1818 e 1821. Em 1823, o Batalhão do Imperador, do qual fazia parte, foi destacado para a Bahia, onde pacificaria  um movimento contra a independência, comandado pelo General Madeira de Melo. Em 1825, junto com o Batalhão do Imperador, participou da campanha da Cisplatina. Em 1837, já promovido a tenente-coronel, Caxias é escolhido para pacificar a província do Maranhão, onde havia iniciado o movimento da Balaiada. Em 1839, é promovido a coronel e nomeado presidente da província do Maranhão e Comandante Geral das forças em operações.

Em 1841, em atenção aos serviços prestados na pacificação do Maranhão, foi-lhe conferido o título nobiliárquico de Barão de Caxias. É promovido a brigadeiro e eleito deputado à assembléia legislativa pela província do Maranhão. Já em março de 1842, é investido no cargo de Comandante das Armas da Corte. Em maio de 1842, o Partido Liberal iniciou um levante na província de São Paulo. O brigadeiro Lima e Silva é nomeado comandante-chefe das forças em operações na província e seu vice-presidente. Cumprida a missão em pouco mais de um mês, o governo nomeia Caxias comandante do exército pacificador em Minas Gerais. Já no início do mês de setembro, a revolta estava abafada e a província, pacificada. No sul do império, a Guerra dos Farrapos persistia, mais de dez presidentes de província e generais se haviam sucedido desde o início da luta, sempre sem êxito. Em 1842, o governo imperial nomeou Caxias comandante-chefe do Exército em operações e presidente da província do Rio Grande do Sul. Em 1° de março de 1845, é assinada a paz de Ponche Verde, dando fim à Revolução Farroupilha. Caxias é proclamado não só Conselheiro da Paz, como também “O Pacificador do Brasil”.

Em 1845, Caxias é efetivado no posto de marechal-de-campo e elevado a conde. Em seguida, foi indicado pelo Rio Grande para senador do império. Em junho de 1851 foi nomeado presidente do Rio Grande e comandante-chefe do Exército do Sul. Sua principal missão era a de preparar o Império para uma luta nas fronteiras dos pampas gaúchos. Em setembro de 1851, Caxias adentra o Uruguai, batendo as tropas do presidente uruguaio Manuel Oribe e diminuindo as tensões que existiam naquela parte da fronteira. Em 1852, é promovido ao posto de tenente-general e recebe a elevação ao título Marquês de Caxias.
Em 1853, passa a tomar parte direta na elevada administração do Estado e, em 1855, é investido do cargo de ministro da guerra. Em 1857, por moléstia do Marquês de Paraná, assume a presidência do Conselho de Ministros do Império, cargo que voltaria a ocupar, em 1861, cumulativamente com o de ministro da guerra. Em 1862, foi graduado marechal-do-exército, assumindo novamente a função de senador no ano de 1863.

Em 1865, tem início a Guerra da Tríplice Aliança, reunindo Brasil, Argentina e Uruguai contra as forças paraguaias de Solano López. Em 1866, Caxias é nomeado comandante-chefe das forças do império em operações contra o Paraguai, mesma época em que é efetivado marechal-do-exército. Em janeiro de 1869, Caxias dá por encerrada sua participação na guerra com a tomada Assunção, capital do Paraguai. Caxias tem seu título nobiliárquico elevado a duque, mercê de seus relevantes serviços prestados na guerra contra o Paraguai. Caxias foi o único Duque brasileiro.

Em 1875, pela terceira vez, é nomeado Ministro da Guerra e presidente do Conselho de Ministros. Caxias ainda participaria de fatos marcantes da história do Brasil, como a “Questão Religiosa”, o afastamento de Dom Pedro II e a regência da Princesa Isabel. No dia 7 de maio de 1880, morre o Duque de Caxias.

Saiba mais sobre Luiz Alves de Lima e Silva no Dossiê Guerra do Paraguai disponível na BNDigital: http://bndigital.bn.br/dossies/guerra-do-paraguai/?sub=contexto-historico%2F

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FBN | 21 de agosto de 1853, morre Maria Quitéria

agosto 21, 2017

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Gravura intitulada “Dona Maria de Jesus” (1824). [Acervo Iconográfico]

Maria Quitéria de Jesus Medeiros nasceu provavelmente em 1792 na Comarca de Nossa Senhora do Rosário, em Feira de Santana (BA). Quando em 1822, os partidários da Independência do Brasil começaram a percorrer a Bahia à procura de voluntários e doações para a luta contra os portugueses, Maria Quitéria pediu permissão ao pai para se alistar, mas ele não deixou. Ela então se disfarçou de homem, tomando roupas emprestadas do cunhado e, contra a vontade do pai, alistou-se no regimento de artilharia, como o soldado Medeiros. Depois foi transferida para a infantaria e passou a integrar o Batalhão dos Voluntários do Imperador, tornando-se a primeira mulher a pertencer a um unidade militar no Brasil.

Duas semanas depois, foi descoberta pelo pai, que a procurava. Entretanto, devido à facilidade com que manejava as armas e por sua disciplina, o major Silva e Castro não permitiu que ela fosse desligada do grupo. Maria Quitéria conquistou o respeito dos companheiros, assumiu a sua condição feminina e não precisou mais usar roupas masculinas. Destacou-se pelo seu entusiasmo e bravura. Sua luta influenciou outras mulheres, formando um grupo feminino liderado por ela.

Depois que D. Pedro I declarou a Independência do Brasil, em 7 de setembro, as tropas portuguesas continuaram lutando no País. Na batalha que ocorreu na foz do rio Paraguaçu, em solo baiano, o grupo de mulheres comandadas por Quitéria se destacou. Quando os portugueses foram derrotados, em julho de 1823, Maria Quitéria foi reconhecida como heroína das guerras pela Independência e homenageada pelo imperador, recebendo o título de Cavaleiro da Ordem Imperial do Cruzeiro.

Apesar de suas lutas e conquistas pelo país, Maria Quitéria passou a viver no anonimato após o casamento com o Gabriel Pereira de Brito, com quem teve uma filha, Luísa Maria da Conceição. A heroína faleceu em Salvador no ano de 1853.

Maria Quitéria é patrona do Quadro Complementar de Oficiais do Exército Brasileiro, Sua independência pessoal serviu de incentivo para os futuros movimentos feministas. Em 1953, aos cem anos de sua morte, o governo brasileiro decretou que o retrato de Maria Quitéria fosse inaugurado em todos os estabelecimentos, repartições e unidades do Exército do Brasil. (Fonte: Portal Brasil)

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